Acordei com o choque do avião ao chão. Sinceramente não imaginei que fosse conseguir dormir, minhas orações tornaram meu pesadelo real eu um sonho vazio. Bem, pelo menos ESSE vazio não me machucava.

Quando desci do avião em direção a esteira para pegar minhas malas tentei não demonstrar o que estava acontecendo, porém quando minha mãe me viu sentiu que havia algo errado comigo. Bom, não sou uma boa atriz. Quando fui ao seu encontro ela veio me perguntar o que estava acontecendo. A contei toda história. Ela tentou me acalmar e dizer que tudo ficaria melhor, mas não estava adiantando muito.

Senti um assobio e quando me virei vi meu pai com alguns dos meus amigo. Corri ao seu encontro. Com os olhos ainda cheios de lágrimas tentei não demonstrar, mas meu pai também não reparou que havia algo de errado comigo. Nanda nota que algo está acontecendo, mas não demonstra a raiva em seus olhos.

– Não vai vir falar comigo não? Não se lembra mais de mim não?- me viro e vejo Felipe se levantando da cadeira.

– Lipe- corro para seus braços- Estava com saudades!- beijo sua bochecha.

– Também estava! Só pra lembrar, se precisar que alguém mate aquele canalha filho da puta, pode me avisar que eu dou um jeito nisso rapidinho!

– Não quero falar sobre isso.- uma lágrima escorre pelo meu rosto. Lipe passa as costas da mão em meu rosto. Fico corada.

Me afasto de Lipe.

– Ana, vamos sair pra beber mais tarde? E eu não vou aceitar um não como resposta!- Nanda comenta perto de mim.- Passo na sua casa as 19h pra te ajudar a se arrumar.

–Se eu falar não você vai me matar, então por mim está tudo bem. Preciso me distrair um pouco.

– É isso ai amiga!

[...] Nanda chegou no horário combinado. Ela estava com um vestido rosa colado no corpo, o batom combinando com a cor do vestido e um sapato de salto preto. Ela estava muito bonita.

– Amiga comprei uma roupa pra você usar hoje! Presente de boas vindas.- Nanda deu um sorriso de uma orelha a outra me entregando o presente.

– Não precisava amiga! Obrigada! — peguei a embalagem e levei Nanda para meu quarto.

Abri a embalagem. Lá havia um vestido prateado e saltos vermelhos. Sorri e abracei Nanda, que me mandou ir experimentar a roupa. Fui em direção ao banheiro e vesti a roupa. O vestido ficava colado no meu corpo, além de ser um pouco curto de mais.- A cara de Nanda- pensei.

Voltei para o quarto com o vestido e com os saltos. Nanda me olhou admirada. Sente na penteadeira e deixei-a fazer meu cabelo e minha maquiagem.

– Feche os olhos! Vou tentar te surpreender.

Fiquei quase uma hora tentando espiar o que Nanda fazia em mim. Quando ela mandou eu abrir meus olhos fiquei surpresa. Uma nova Ana havia nascido.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.