Notas iniciais
PFVR eu chorei escrevendo esse cap. então por isso a demora, é bom vocês se emocionarem também. :)

Blaine ouviu seu nome ser chamado baixinho, e sentiu seu ombro ser sacudido, abriu os lhos e viu Sebastian debruçado sobre ele, ainda estavam em sua cama, ele não se lembrava de como, mas estava de cueca, Sebastian estava vestido com a calça.

Não se lembrava de ter adormecido, mas o quarto estava iluminado somente com as luzes artificiais, podia ver através da janela que a noite já tinha caído.

_Seus pais chegaram, mas não se preocupe não me viram, mas também já saíram de novo, agora a pouco _ informou Sebastian.

_Que horas são?

_Quase dez da noite.

Blaine sorriu, seus pais sempre saiam para jantar esse horário, pelo menos ele não dormira muito, Sebastian ainda estava ali.

_Vou preparar algo para você comer.

_você não sabe cozinhar Seb.

_Não será nada muito elaborado, não se preocupe.

Sebastian e Blaine deram um beijo breve e Sebastian saiu do quarto indo em direção da cozinha, ele e Blaine tinham pais tão ausentes que as vezes parecia que os dois moravam juntos sozinhos.

Sebastian colocou duas fatias de pão na torradeira e pegou uns bolinhos prontos no armário, encheu uma xícara com água fervendo, quando levou a chaleira de volta para o fogão viu de relance o celular do Blaine em cima da mesa da sala, teve uma ideia realmente maluca, algo que acabaria de vez com qualquer chance de aproximação entre Blaine e Kurt para sempre, seria arriscado, Kurt poderia se afastar do próprio Sebastian também, mas ele seria capaz de contornar a situação, Blaine não.

Sebastian terminou o café e colocou tudo em uma bandeja, antes de levar tudo para o quarto foi até a porta da sala e a destrancou, depois mandou uma mensagem de texto do celular do Blaine:

“Kurt, acho que precisamos conversar, e precisa mesmo ser hoje, agora. Pode vir aqui em casa? Tente não fazer barulho, meus pais estão aqui, te espero em meu quarto, Sinto sua falta. Blaine.”

Sebastian sorriu satisfeito e subiu as escadas em direção ao quarto com a bandeja na mão.

Ele e Blaine comeram as torradas e os bilinhos com certa velocidade, não tinham percebido que estavam com tanta fome.

Quando acabaram Sebastian colocou a bandeja no criado mudo, e pulou na cama em cima do Blaine.

_Recompomos nossa energia. _ Sua voz soou sexy e atraente como queria. Blaine o ajudou a tirar a calça desta vez, ficando assim, ambos de cueca, se entrelaçaram novamente, o beijo voraz, a respiração ofegante, mordidas nos lábios, chupões, eles se tornavam um só quando estavam assim.

Sebastian pensou ter ouvido o som de um carro sendo estacionado na frente da casa, mas não teve certeza, Blaine não pareceu ter ouvido nada.

Os dois estavam suados e gemendo baixinho, um com a mão dentro da cueca do outro, trocando caricias.

_Blaine! _ Gritou Kurt parado na porta do quarto, num sobressalto Blaine e Sebastian se separaram.

Blaine estava confuso, mas em poucos segundos tomou um choque de realidade, o que Kurt estava fazendo ali? Um forte impacto atingiu a alma de Blaine ao ver diante de seus olhos o real significado da palavra ódio, nunca pensou que veria isso, muito menos estampado nos olhos de Kurt.

Kurt mirava seus olhos em cima de Sebastian, mas quando eles pairaram em cima de Blaine o ódio sumiu, dando lugar a tristeza e a muitas lágrimas, fez a única coisa que seu corpo permitiu.

Correu.

Achou ter ouvido vozes alteradas no quarto, mas não conseguia entender o que diziam, achou também ter ouvido passos atrás dele, mas não quis olhar para confirmar.

Entrou no carro que pegara emprestado do pai e tentou acelerar, tremia e chorava, não tinha muita noção da realidade, a entrada da casa dos Anderson ficara para trás, Kurt debruçou-se sobre o volante, tentando enxergar e pensar através das lágrimas, estava preste a passar pela ladeira íngreme e a curva fechada que dava para a estrada principal.

Quando imediatamente, antes do que esperava surgiu à subida da ladeira, parecendo mais escorregadia e molhada de chuva e neve, o nariz do carro elevou-se. Por um segundo, quando o veiculo atingiu o cume, Kurt experimentou a sensação de imponderabilidade, depois a gravidade, quando sentiu que ia afundar fez pressão contra o assento, mas isso não ajudou muito, sentiu sua cabeça batendo no volante algumas vezes. Tinha se esquecido de colocar o cinto na pressa?

Ele não percebeu, talvez por causa das lágrimas, talvez por causa do choque, que Blaine corria com toda a velocidade ao lado do carro.

Ao fazer a curva, em uma fração de Segundo, Kurt sentiu um baque e ouviu um grito próximo e um mais distante. Horrorizado e sem saber o que estava acontecendo apertou o freio até o fim, o carro derrapou para o lado, instintivamente Kurt o virou para o lado oposto, tinha batido em algo, e não queria causar mais estragos, o carro girou desgovernadamente, descrevendo uma meia curva, e depois derrapou de marcha à ré pela estrada, o fim da derrapagem chegou depressa, o carro deixou a estrada e foi parar na vala, seu rosto estava quente por causa do sangue, o impacto tinha sido assim tão forte?

Fez-se silencio o motor parado, os limpadores de para-brisa imóveis, a goteira da chuva fazendo barulho no teto do carro, Kurt se acomodou no banco atordoado, muita informação e dor ao mesmo tempo, lembrou-se do baque e dos gritos.

Os gritos...

Freneticamente procurou a maçaneta do quarto, com as mãos tremendo empurrou a porta e saiu se arrastando, o carro estava mesmo completamente fora da estrada, com os faróis acesos iluminando o acostamento na direção de onde ele tinha vindo. No meio do nevoeiro e da chuva fina Kurt viu o rosto de Sebastian paralisado, assustado, apavorado, e Kurt podia jurar que Sebastian estava entre lágrimas, não olhava para Kurt, mas sim para o chão, Kurt seguiu se olhar confuso, era uma cena irreal.

Atropelara Blaine.

O corte na sua cabeça ardia e sangrava, seu corpo adormecia a medida que ele se aproximava da cena do acidente, Blaine estava coberto de sangue também, desacordado, ele se aproximou, então sua visão ficou falha, pode ver Sebastian se aproximando dele, em câmera lenta, como se o quisesse segurá-lo, e talvez ele de fato fez isso, mas Kurt não conseguiu ver, tudo ficou escuro.