Correu, então, porta afora, sustentando um sorriso estúpido na face. Olhou para o lado direito e depois para o esquerdo, dando-se conta de que estava só no imenso corredor. Não havia qualquer sinal do dinamarquês.

Sentiu seu coração falhar por um instante. Teria sido sua imaginação apenas? Talvez ele estivesse realmente louco, como Alfred costumava dizer... O cretino poderia estar certo, no final das contas...

Voltando ao cômodo, Arthur pôs-se a apagar as luzes da biblioteca. Feito, lembrou-se repentinamente que as chaves estavam sobre a mesa. Balbuciou qualquer xingamento e seguiu escuridão adentro, trombando em pelo menos três mesas até encontrar a correta. A única coisa que o possibilitou chegar a essa conclusão foi a fina fresta de luz que escapava pela porta de carvalho.

Tateava cegamente a mesa, buscando o objeto metálico. Foi então que sua mão encontrou outra semelhante, imensuravelmente mais quente. Recolheu-se por puro instinto, forçando, em vão, os olhos a enxergar quem estava à sua frente.

Passado poucos segundos, o inglês pode, então, ouvir a respiração baixa do outro, assim como os passos que se seguiram. Estava com medo, sim, mas algo o prendia ali. Nem ele — tampouco eu — poderia dizer o que exatamente era.

Todo movimento que se seguiu pareceu surpreendentemente lento: o piscar de olhos, o entrelaçar dos dedos, o aproximar dos corpos.

Arthur não sentia mais medo. Em seu lugar, surgira outra sensação,um sentimento muito além da felicidade e muito próximo da tristeza. O inglês avistou os caninos dinamarqueses sorrirem maliciosamente para ele, de tal maneira que os pelos de seu corpo se eriçaram.

Aleksander inclinou-se, selando os lábios do menor e, com sua mão livre, iniciou um roçar suave de dedos pela cintura do outro. England agradecia por estar escuro: sentia seu rosto queimar, temperatura essa que denunciava o ruborizar de sua face. Sentia-se um insano deixando-se levar pelo outro, e ele sabia muito bem onde isso ia parar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.