Ironies of Life
28 Capítulo 28. Uma noite em Las Vegas. Part. 2
Notas iniciais
Deixa eu justificar-me. O negocio galera é que eu to bem desanimada com essa fic, mesmo faltando apenas dois capitulo para o fim dela.
Confesso que já tava com meio capitulo pronto a duas semanas, cada dia eu escrevia um pouco... Mas ai quando eu vi que já fazia quase um mês que não atualizava tomei vergonha na cara e terminei o capitulo hoje mesmo. Eu revisei ele e tudo mais, mas já é madrugada e eu não funciono bem por esse horário, portanto desculpe os bem possíveis erros e também se ficou ruim da metade pra baixo! k
Ah, sobre a nova regra do Nyah e tals, eu irei terminar a fic antes do final do ano com certeza, mas mesmo assim eu ainda posto ela aqui: http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-avenged-sevenfold-ironies-of-life-379323.
bjks.
Uma forte frente fria se aproxima. Previsão de tempestade acompanhada de fortes ventos. Ao sair de suas casas não esqueçam o guarda-chuva, ao menos que queriam se molhar.
Aqui é Jhon Leto e termino esse programa com "Before I Let You Go".
Despertei-me com o som penetrando em meus ouvidos. Maldito radio relógio.
Ao tomar consciência percebi que estava de bruços agarrada ao meu travesseiro, onde eu escondi meu rosto ao ver que já entrava os primeiro raios de sol quarto adentro.
Tateei o lado esquerdo da cama e nada de Brian. Preguiçosamente virei-me no colchão e me espreguicei ainda de olhos fechados.
— Acordou meu amor? — pela voz sei que é Brian que surgiu de algum lugar. Ouço seus passos se aproximarem e logo depois o colchão afundar com o seu peso ao sentar-se do meu lado.
Pisquei algumas vezes até me acostumar com a luz do dia.
— Não Brian, eu ainda estou dormindo... — virei para o lado ficando de bruços novamente.
— São duas da tarde preguiçosa — riu e se debruçou sobre mim, deixando um beijo em minha nuca — levanta, tem alguém querendo te ver.
— Ao menos que seja o Corey Taylor eu não me levantarei daqui tão cedo.
— Como é que é? — seu tom era bravo. Dei uma risadinha e me sentei na cama passando meus dois braços pelo seu pescoço.
— Eu estou brincando Brian – selei nossos lábios demoradamente — Prefiro você, meu guitarrista.
— Diz isso na minha frente — amarrou a cara e se distanciou. Ri mais uma vez e me ajeitei no colchão ficando devidamente sentada — Bem, eu vou chama-la aqui.
— Chamar quem? — perguntei enquanto ele girava a maçaneta da porta.
— Pergunta para o Corey Taylor, quem sabe ele te diz — saiu emburrado do quarto deixando a porta semiaberta. Gargalhei e tentei gritar "trás algo para eu comer pelo menos", mas acho que não saiu nada mais que risada.
Suspirei e passei a encarar o céu incrivelmente azul através da janela.
Quem diria que um dia isso estaria acontecendo?
Quero dizer... Um dia você é uma garota comum que quase não tem amigos, tinha apenas seu pai e uma vida muito pacata, diga-se de passagem. No outro dia, você namora um guitarrista mundialmente famoso e desejado por varias garotas, tem os melhores amigos que alguém poderia pedir e ainda por cima ganha um pai e uma mãe.
É incrível. Mas poderia ser melhor...
— Posso entrar? — uma voz seguida de tímidas batidas na porta me desperta de meus pensamentos.
Virei o rosto e apertei um pouco meus olhos — por conta da claridade que eu encarava antes — assim que minha visão se ajustou pude ver quem estava... Ah meu deus...
— July? — Ela sorriu e adentrou o quarto. Pulei da cama e fui abraça-la — Eu estava morrendo de saudades!
— Ok, preciso de ar — rimos e então a larguei. Puxei July pelo braço até sentarmos a beira da cama — Bom... Eu estou por aqui desde ontem à noite.
— Mas como? Eu não me lembro de ter visto você — franzi a testa tentando me lembrar dela a noite passada — Ah menos... Ah não acredito, você e o Jimmy? — Gesticulei com as mãos e ela riu mais ainda.
— Espera eu terminar de falar, por favor? — Assenti com a cabeça e me calei. July me contou sobre o telefone de Jimmy, sobre os favores que seu irmão devia a ela, sobre a vinda para Las Vegas de carro, sobre o “acerto com o Matt” e sobre suas duvidas em relação a isso.
— Seria um máximo ter você morando perto de mim! — fiz bico e ela riu — Tenta falar com teus pais pelo menos? Não precisa ir morar com o Matt por enquanto, fica com a tua tia até completar maior idade. Pronto! — exclamei com um sorriso de orelha a orelha.
— Tudo bem Clarinha, oque eu não faço por vocês dois, hm? — sorriu e me abraçou. Sentia falta da minha melhor amiga, e pensar que tudo isso começou em uma conversa de avião.
— Er... — alguém pigarreou ao nosso lado. Separamo-nos e a encarei — atrapalho?
— Olá Larissa — sorri — essa é July, ela é uma grande amiga.
— Ah sim, nos conhecemos ontem, pois é.
— Ah bom — dei de ombros — então, querem ir comigo ao restaurante do hotel comer algo? Estou morrendo de fome.
— Claro, eu tamb...
— Na verdade — Larissa interrompeu July, atraindo nossos olhares — eu pensei em convidar você, Clara, para almoçar comigo.
— Eu acho que ela vai querer almoçar com a melhor amiga dela! — disse July rudemente me puxando pelo braço.
Estreitei os olhos para as duas que nesse momento se fuzilavam com o olhar. Balancei a cabeça e ri.
— Tem Clara pra todo mundo, por favor, né meninas! — ri e peguei algumas roupas na minha bolsa de viajem. Fui para o banheiro tomar um banho enquanto as duas se estranhavam ainda mais.
Ciúmes uma da outra. Vê se posso com isso.
A tarde passou rápida. Rápida demais até. Acho que isso acontece quando você esta se divertindo.
Sim, nos divertimos demais.
Não deu para sair a caminhar por ai e conhecer cada canto da cidade por dois motivos: Já havia algumas fãs na porta do hotel e sair dali seria impossível. E também porque não tínhamos tempo o suficiente.
O show seria às 21 horas da noite. Agora são exatamente 20h49min. Estou escorada a parede branca do camarim dos meninos enquanto os mesmos estão fazendo o ritual de sempre.
Mas enfim, voltando ao assunto. Nós andamos por cada parte do hotel. Johnny até encontrou uns anões no jardim. Não, ele não quebrou a cabeça do zangado ao deixa-lo cair no chão. E não, nós não saímos correndo para que ninguém nos visse ali. Imagina.
Depois fomos à cozinha – sempre em bando – conversar com os Chefes. Bem, isso era oque todos faziam menos Zacky. Esse estava com a boca ocupada demais.
E por fim terminamos todos em uma piscina térmica já que estava ventando forte. E bem, depois disso... Cá estamos nós.
—Me deseja sorte mana — disse Jimmy ao se aproximar e beijar-me na testa.
—Como se você precisasse – ri e o abracei pela cintura – vai arrasar como sempre.
Ele deu uma risadinha e se afastou ao ver que Brian vinha em nossa direção. Ao chegar mais perto sorriu para mim fazendo-me repetir seu gesto.
— Os meninos estavam discutindo sobre aonde vamos depois do show — envolveu seus braços em minha cintura e aproximou nossos rostos — mas eu disse que quem irá escolher será você.
— Sem bebidas e mulheres seminuas por hoje, ok? — ele fez uma cara desolada. Balancei a cabeça e ri — Vamos sair para comer alguma coisa e conversar, sei lá. Vocês estarão cansados também.
— Nós aguentamos muito mais que imagina — selou nossos lábios delicadamente. Oque era pra ser um ato rápido foi aprofundado por Brian logo que ele pediu passagem para sua língua. Beijou-me ardentemente. Suas mãos apertando minha cintura contra a dele me fazendo ofegar entre o beijo. Johnny, com sua baixa estatura, gritou do fundo para que fossemos logo para um motel. Rimos e nos separamos aos poucos — CALA A BOCA ANÃO DE JARDIM.
— Er... Brian? — ele parou de rir e olhou-me atentamente ainda com um sorriso no canto da boca. Crispei os lábios e apertei nervosamente uma mão na outra. Olhei mais adiante e todos estavam bebendo suas cervejas. Eles tinham um show daqui a uns minutos, meus problemas poderiam ficar para depois — Nada, era besteira! — sorri confiante.
—Hm. Ok então — deu de ombros e me puxou pela mão até o sofazinho perto dos meninos. Sentou-se e me puxou junto, fazendo com que eu sentasse ao seu colo. Passou seu braço pela minha cintura, me fazendo o abraçar pelos ombros automaticamente — Hey seu bêbados... A Clara cortou legal nossa felicidade.
— Oque aconteceu? — Perguntou Matt visivelmente feliz. Não era pra menos. Ele e July passaram a tarde grudados, assim como agora. Ele estava apoiado ao braço de uma poltrona com os braços em volta a July, que estava a sua frente entre suas pernas.
— Sem bebidas e sem mulheres... Bem, eu já tenho a minha mesmo — senti pela sua voz que ele sorriu — acho que iremos a algum restaurante ou algo assim.
— Eu acho ótimo! — exclamou Larissa ao voltar com mais uma garrafa de bebida do frigobar entregando-a para Jimmy. Sorri para ela.
— Não sei onde ela acabou com a felicidade. Vai ter comida galera, isso sim é um programa de verdade! — brincou Zacky. Ele estava sentando na poltrona em que Matt se encontrava apoiado. Um pouco mais a nossa direita. O olhei com um sorriso nos lábios que foi correspondido diretamente — Sei de um restaurante muito bom.
— É claro que sabe! — afirmou Johnny assim que revirou os olhos. Zacky fez uma careta de desaprovação e todos, novamente, riram.
Mais algum tempo de conversa acompanhada de alguns goles de cerveja e os meninos foram chamados para fazer o show.
Fiquei ao lado do palco juntamente de Lacey, Larissa e July. Tudo perfeito, obviamente. Matthew olhava para July vez que outra e cantava algum refrão inteiro a olhando nos olhos. Eu somente ria e balançava a cabeça.
Eles estavam tão bem que certos momentos esqueciam o mundo lá fora.
Era exatamente assim que eu queria me sentir. Eu sei que estou com alguém maravilhoso. Mas do que importa se não é ele quem meu corpo chama? Não é ele que eu desejo!?
A pior parte de assistir ele me esquecendo é que eu poderia ter mudado isso.
(...)
Estávamos todos em um restaurante perto do local onde havia acontecido o show. Não estava lotado, tinha apenas uma quantidade razoável de pessoas.
Eu estava sentada ao lado do Brian. Do meu outro lado July junto a Matt, logo depois Johnny e Lacey, Jimmy e Larissa e por último Zacky, quase no centro e de frente para mim.
O local não era muito diferente do que estou acostumada. Algumas mesas redondas espalhadas por todo amplo salão. Cortinas vermelhas assim como as toalhas das mesas. De fundo tocava um rock dos anos 60.
O único detalhe bem diferente era o fato de ter um robô na porta de entrada.
Como se já não fosse estranho o bastante pedir uma mesa com oito lugares para um robô de terno e gravata, com direito a sapatos italianos — segundo Matt, que ficou dizendo por meia hora que nem ele usava sapatos assim. — Jimmy começou um dialogo com o homem, ou máquina, sei lá.
— Cara, você tem namorada? Existe uma família de robô igual a você? E voc.. Ow, espera ai... Tem como você fazer bebês? — seus olhos brilhavam de tamanha curiosidade e ansiedade pela resposta. Se não fosse Johnny — sim, o gnomo arrastando um poste — nós ainda estaríamos na porta de entrada escutando sobre a vida sexual de um robô que usa sapato italiano.
O garçom, devidamente vestido com seu terno preto, largou a mesa o nosso pedido, se retirando logo depois que lhe disseram que não precisávamos de mais nada.
Foquei os olhos e voltei a prestar atenção na conversa a minha volta.
— Daqui a exatos — July levou a mão até a frente de seu rosto para que pudesse ver seu relógio de pulso — 1 hora, alguém estará fazendo dezoito aninhos. Não vejo a hora de fazer maior idade também. — suspirou.
— Maior idade quer dizer mais responsabilidade! — provei um pouco da salada verde que havia em meu prato. Até que eles conseguem deixar uma coisa verde sem graça bem temperada — não acho que seja bom.
— Obvio que é Clarinha! — disse Johnny enquanto mastigava — Eu já sei oque te dar de presente até — sorriu perversamente. Arquei uma sobrancelha e ri — vai ter que esperar até amanhã. Pois é.
— Eu não quero presente gente. Não gosto nem um pouco de comemorar aniversários. Vocês sabem disso. Eu acho! — ri ao perceber que era meu primeiro aniversário ao lado de todos ali. Chega a ser engraçado pensar em como tudo se transformou dentro de um ano apenas.
Ao chegar da 00h00min ainda estávamos no restaurante saboreando uma bela sobremesa, cujo nome eu não conseguirei pronunciar nem na próxima vida de tão complicado. Jimmy fez com que todos cantassem parabéns para mim, e não falo só das pessoas a mesa e sim de todos que se encontravam naquele local. Incluindo garçom, cozinheiro, ah... Até aquele robozinho.
Depois de pagarmos a conta e caminhar pelas ruas bastante movimentadas mesmo já sendo madrugada... Encontramos um barzinho tranquilo. Por dentro era tudo muito simples, parecia trazer um aspecto tropical. Sentamos em uma área descoberta onde algumas mesas estavam espalhadas.
Juntamos duas daquelas mesas, fazendo assim completar oito lugares exatamente.
Já era 1 hora da manhã. Algumas garrafas de cerveja já haviam sido consumidas, mas nada que embebedasse. Eu estava ao lado de Brian — com a cabeça encostada ao seu ombro e sua mão esquerda repousada em minha perna — apenas ouvindo as besteiras que saiam da boca de Jimmy e do anão.
—... Claro anão, só mais dois de você e chegara a minha altura — debochou Jimmy em uma tentativa de tirar o tempo de Johnny. Ri e me ajeitei melhor ao ombro de Brian. Minhas pálpebras estavam começando a pesar e confesso que tudo oque eu precisava no momento era de uma cama.
Senti alguma coisa bater contra meu pé em baixo da mesa e ligeiramente procurei pelo possível bicho que estava ali. Mas não era nada. Olhei em volta a mesa e Zacky — que estava mais uma vez sentado a minha frente — acenou com a cabeça para o seu lado direito. Fiz uma expressão confusa e ele bufou.
— Pessoal, eu vou ao bar pegar mais bebida! — exclamou e saiu sem esperar uma resposta. E bem, o bar era para o lado direito? Foi ai que entendi onde ele queria chegar. Esperei por volta de um minuto e pedi para que July fosse ao banheiro comigo.
— Mulheres e sua mania de não ir ao banheiro sozinhas — Brian revirou os olhos nos fazendo rir.
— É para termos com quem conversar enquanto retocamos a maquiagem! — afirmei rindo e puxei July pela mão. Ao chegarmos à porta do banheiro parei a sua frente.
— Olha só... Eu preciso que você me aguarde aqui, okay? Por tudo oque é mais sagrado, não volte para aquela mesa sem mim — praticamente supliquei.
— Não vai fazer besteira, tá bem? Eu irei te esperar aqui. E vê se não demora, não estou afim de mofar! — ri e lhe disse que só iria ver oque Zacky queria comigo. Sem que o resto do pessoal me visse dei um jeito de fazer a volta e ir para o mesmo lado que o Z. O caminho deu exatamente no bar — eu não sabia que havia um de cada lado, mas ok — Zacky estava sentado por ali bebendo alguma coisa que não parecia ser cerveja.
— Oque foi? — perguntei assim que cheguei ao seu lado. Ele virou o rosto e me fitou. Puxou algumas notas de dólares do bolso e deixou embaixo do copo. Pegou da minha mão e me levou para o lado do mesmo local — que era revestido por tabuas, dando aquele ar tropical e tudo mais — era meio estreito por ficar perto a parede e um pouco escuro também — Zacky... Porque estamos aqui?
— Eu só acho que andamos muito distante ultimamente — suspirou e passou a mão pelo cabelo. Eu estava escorada a parede gelada e ele a minha frente, próximo a mim — queria te dar teu presente também! — afirmou inseguro
— Zee... — ele sorriu assim que pronunciei seu apelido. Sorri também — não precisa de presente algum. Você sabe!
— Só deixa eu... — se aproximou perigosamente encaixando seu corpo junto ao meu. Suas pernas estavam uma de cada lado do meu corpo me apertando mais contra a parede e consequentemente contra ele também — Entendo que te perdi Clara. Se for assim que você quer não irei mais contestar... — roçou seu nariz no meu. Seu hálito de encontro ao meu rosto. A sensação era tão boa que automaticamente entre abria a boca como se esperasse por algum contato. Seus olhos fecharam-se, assim como os meus — Pela última vez... Deixa eu sentir teu gosto, uma última vez?! — meu coração falhou algumas batidas assim como minha respiração. Não houve protesto da minha parte. Mesmo se quisesse, meu corpo iria reagir de uma maneira diferente. E então seus lábios devoraram os meus como se fosse a melhor coisa que já havia provado. Buscou pela minha língua rapidamente, o contato entre elas me fez derreter. Como sentia falta das reações que ele causava em mim. Era única. Eu não tinha do porque ter duvidado algum dia. É somente ele a quem eu amo. O beijo continuava de uma maneira diferente... Era voraz, mas ao mesmo tempo completamente cheio de saudade. Eu queria guardar seu gosto comigo. Minha mão foi para seu pescoço, acariciando entre o mesmo e o seu maxilar, enquanto a outra tentava de alguma forma puxa-lo mais para mim através de sua blusa. O beijo foi parando aos poucos. Nossos rostos ainda próximos tentando controlar a respiração. Selei nossos lábios e afastei-me um pouco para olhar em seus olhos. Ele sorriu.
— Isso é tão errado... — ele ainda sem tirar o sorriso dos lábios me olhou confuso — Oque você esta fazendo comigo Zee, não... Não faça isso. — muito contra gosto soltei da sua blusa e deixei meus braços penderem ao lado do meu corpo.
— Ei — segurou em meu rosto fazendo-me encara-lo — eu te amo tanto. É tão difícil assim dizer oque sente? Eu prometo nunca mais deixa-la! — tentou me beijar mais uma vez, mas virei meu rosto — Eu... Nós... “Nós” não irá mais existir, é isso?
— Parece que você não pensou em “nós” ontem à noite enquanto dormia com outra mulher, não é Zacky? — bufei e o empurrei. Ele riu de uma maneira indecifrável e se aproximou novamente. Dessa vez deixando um espaço considerável entre nossos corpos.
— Eu não dormi com aquela garota Clara. Não consegui... Simplesmente. Era de você que eu precisava ontem. É de você que eu sempre irei precisar! — acariciou meu rosto. Senti meus olhos arderem, mas controlei as lágrimas. Eu não poderia me convencer disso fácil. Ele juntou nossos lábios novamente e dessa vez o beijo era muito mais urgente. Suas mãos passavam por todo meu corpo. Sua boca passou a devorar meu pescoço sem se preocupar se ficaria marcado ou não. Juro que quase vi minha sanidade ir embora quando ele pressionou seu corpo ao meu, me fazendo sentir seu volume contra minha intimidade. Puxei seus cabelos fazendo-o parar. Balancei a cabeça em negativa. Sabia que se tentasse falar, a única coisa que eu diria era para ele continuar — E você Clara, pensou em mim enquanto estava com o Brian? Você pensou em chamar pelo meu nome? — seus lábios deslizaram pelo meu pescoço. Então ele se afastou e me olhou a espera de uma resposta. Seu tom não era provocativo. Ele apenas parecia nutrir algum tipo de esperança no que eu lhe diria.
— Eu... Eu não... — fechei os olhos apertando o mesmo. Quando minha respiração normalizou novamente voltei a abri-los encontrando seu olhar sobre mim ainda a espera de uma resposta — Eu nunca fui de outro homem Zacky. O Brian... Bem... Eu não... Droga, eu não consegui — admiti sentindo-me corar — Você foi o único.
Ele sorriu. Um sorriso doce. Parecia uma criança.
— Você tem noção do quanto mexe comigo? — neguei com a cabeça e ele selou nossos lábios — meu corpo te deseja... — encostou nossas testas me olhando nos olhos enquanto segurava minha mão e fazia-me sentir sua ereção. Em um reflexo apertei seu sexo por cima de seus jeans, ele grunhiu e fechou os olhos, logo afastou minha mão — meu coração... Ele também te deseja. — e dessa vez conduziu minha mão até seu peito. Senti seu coração descompassado e agitado. Assim como o meu. — Não há no que ter duvida.
— Eu não posso machucar o Brian, ele esteve ao meu lado quando você não estava, ele teve paciência para me esperar durante tanto tempo. Ele me ama Zee, assim como você. Eu sinto muito! — o afastei delicadamente para que pudesse sair. Ele segurou meu pulso me fazendo parar.
— Mas você não o ama como me ama. Da pra entender que nunca será tão bom como poderia ser ao meu lado? — ele não obteria uma resposta da minha parte. Eu queria acreditar que as coisas iriam melhorar. Sai daquele local o deixando ali parado. Era oque eu devia ter feito antes mesmo de deixa-lo me beijar. Antes mesmo de correspondê-lo.
Voltei ao banheiro e July estava lá — impaciente — mais ainda sim me esperando. De volta à mesa pedi a Brian para ir embora, disse que não estava tão animada para continuar ali e ele entendeu. Todos continuaram lá. De longe vi que Zacky havia voltado para o bar.
Todo caminho ficamos em silêncio. Uma coisa meio incomoda. Brian estava sério demais, eu tinha certo receio de lhe dirigir a palavra.
Subimos para o quarto ainda sem qualquer contato. Assim que passei pela porta a fechei. Brian sentou a cama e bateu ao seu lado para que eu sentasse ali.
Eu não poderia me esquivar mais uma vez, se ele quisesse eu seria dele.
— Me responde uma coisa? — perguntou com a voz melancólica. Sua mão estava sobre minha coxa apertando-a de uma forma amigável. Assenti com a cabeça e apoiei a mesma em seu ombro — Era por isso que você me negou durante tanto tempo... Por causa do Zacky, não? — sua voz era tão calma. Oque me deu um susto duplo.
Levantei meu rosto para encara-lo. Ele me olhou nos olhos. Não conseguia ler sua expressão. Também não conseguia falar uma palavra sequer. Então ele continuou com a mesma voz calma e compreensível de antes:
— Você ainda o ama, Clara! E eu não posso competir com esse amor...
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