Ironies Of Fate
20 Tem nossos votos mais sinceros de confiança Jess.
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS!
A ruiva bufava olhando distraidamente o grande quarto; novamente a tinham deixado sozinha, ou melhor, novamente Edward a deixara sozinha para tentar achar Bella e Alice; Darcy tinha decidido dar um passeio com Benjamin em Aspem, e apesar de estranhar a recente amizade, sabia que aquilo não duraria muito, Cycy ainda o amava, e Benjamin não perderia tempo em reconquistá-la, ao menos, assim ela esperava; Jazz, seu mais recente amigo, irmão e conselheiro havia ido fazer uma curta viagem, ou como ele mesmo dissera, tentaria seguir os rastros de Alice e Bella para ver se conseguia algo, mas aquilo parecia impossível, pois segundo Tanya, que insistira em ir com ele, Alice sabia o futuro, nunca o deixaria pegar seus rastros, e pensando em Tanya, essa estava ficando muito próxima a Jazz, ela ainda estranhava que nada tivesse acontecido entre os dois, que pareciam perfeitos opostos, mas quando conversavam entre si, pareciam duas peças de quebra-cabeças que se encaixavam perfeitamente; Rose e Emm tinham ido dar uma volta pela floresta, pois como Emm dizia, precisavam de um tempo a sós, e ela, em todo absoluto, não ousava nem pensar o que fariam nesse tempo; Kate, que parecia odiar Edward a cada dia que passava, saíra com Garrett, que apenas ria de toda a situação embaraçosa e a pedia para que ficasse tranquila, pois o que Kate sentia era apenas raiva por Edward tentar ‘estragar’ – o mesmo fizera aspas imaginarias nesse momento – sua vida num piscar de olhos apenas por um desejo, e por mais estranho que parecesse, Jess tinha grande afinidade com a mulher, que quando não estava se concentrando o máximo para fazer da vida de Edward um inferno, fazia ao máximo para ser sua amiga; Renesmee, que estava cada vez mais à vontade e animada com a sua situação e a de Edward, fora na noite passada para sua casa quase desmaiada de tanto sono, pois se negava a sair da mansão ou do lado de Jess, mas Jake, sempre com seu jeito carinhoso e mandão, a obrigou a ir para casa, com a desculpa de que voltariam depois, mas tanto ela, quando Jake, sabiam que não voltariam, pois Jake estava planejando passar as últimas semanas de suas férias em casa, tentando, assim como Jazz, tentar achar algo ou encontrar uma solução para o problema Alice e Bella, que estavam rondando todos; Esme e Carlisle, que ela soubera que ficaram encarregados de cuidar dela, como duas perfeitas babás, estavam em casa, mas nenhum dos dois pareciam querer falar com ela, aquilo, sem duvidas, era uma das piores coisas que já lhe acontecera, ela amava falar, mas não podia, tinha que ficar calada todo dia, aquilo parecia uma espécie de castigo; saiu de seus pensamentos quando o pequeno aparelho que Edward lhe dera, começara a tocar insistentemente em sua cômoda.
– Olá? – sussurrou ao telefone como se aquilo fosse uma espécie de segredo, mas revirou os olhos logo em seguida, que diabo de segredo aquele seria? Esme e Carlisle poderiam escutá-la de qualquer forma, ela sussurrando ou não.
– Querida? – a voz de Sarah Stanley soava desesperada e angustiada, assim como ela estava naquele momento; sua filha simplesmente sumira, ela ligara no consultório e lhe disseram que Jess havia pedido demissão, ligara para Cycy, mas a mesma não atendia, ligara para a casa de sua filha, mas apenas dava na caixa de mensagens, e Jess nunca a retornava; aquilo a torturava aos poucos, pois Jess era a única coisa que ela tinha, não podia perdê-la.
– Mamãe? – a voz subiu duas oitavas, aos poucos o tedio era substituído pela animação de falar com alguém, e não apenas com um alguém qualquer, mas com sua mãe, que não falara desde chegara a Aspem.
– Ora, e não é que ela esta viva? – retrucou acida – O que diabos você estava tentando fazer? – perguntou retoricamente a filha e logo após bufou em descontentamento – Se queria me matar, devo dizer que chegou perto, então, tente novamente. – jogou o cabelo loiro para o lado enquanto andava tranquilamente pela sala, de repente, apenas por escutar a voz suave de sua filha, tudo ficara mais leve.
– Mamãe, sem dramas, por favor, e me desculpe, ultimamente ando com a cabeça cheia, nem ao menos lembrei-me de ligar para você, ou qualquer outra pessoa. – suspirou deixando a cabeça alcançar o macio travesseiro de plumas – Desculpe-me. – sussurrou ainda mais baixo enquanto fechava os olhos; sentia-se cada vez pior, cada vez mais culpada, não podia esconder aquilo nem de sua mãe, nem de Edward por muito tempo, a culpa por aquela mentira, aos poucos, a corroía.
– Oh, tudo bem, só não faça mais isso, assim me deixa preocupada. – soltou uma curta risada nasal, mas parou assim que sentiu a tristeza aparente na voz da filha – Você sabe meu amor, coisa minha, coisa de mãe coruja. – tentou fazer piada, mas a filha apenas se manteve calada – O nome do que afeta sua cabeça no momento deve ser Edward Cullen, não? – retrucou animada e preocupada, lembrava-se de sua filha chorar por aquele garoto por insistentes vezes.
– Como... Como sabe de Edward? – perguntou um pouco rápido de mais, o que fez sua mãe rir – Quero dizer, só lhe disse uma vez sobre ele, e foi apenas que o tinha encontrado em Aspem, como pode saber de algo assim? – piscou os olhos enquanto escutava a alta gargalhada divertida da mãe do outro lado da linha; sua mãe, sem duvidas, adora curtir uma com sua cara, sempre que ficava nervosa era motivo de riso para ela.
– Ora querida, coisa de mãe, deve saber que nós sabemos tudo sobre vocês, até mesmo seus sentimentos sobre quem quer que seja. – retrucou com a voz esperta, mas caiu na risada ao notar que a filha apenas bufava, negando-se a acreditar no que ela dizia.
– Oh, jura? – perguntou com falso interesse – Vamos lá mamãe, diga logo, como ficou sabendo disso? – perguntou mais seria que o normal, seria de mais para ela, mas estava curiosa, apenas no colegial deixou claro a sua mãe que sentia certo interesse em Edward, mas com a idade e com o tempo que passara, o mais obvio seria que sua mãe já tivesse esquecido aquilo, ou, ao menos, pensar que seus sentimentos teriam mudado.
– Deveria ser mais esperta, meu amor. – balançou a cabeça negativamente, fazendo a cabeleira loira e ondulada se agitar em volta do rosto pálido – Assim como deveria saber que eu não tinha esse número, pois esse não é seu celular. – inclinou-se para pegar um copo e riu quando escutou um pequeno resmungo de sua filha; Jess era sempre o mais obvia possível, ao menos para ela.
– Merda. – sussurrou descontente, aquele era um de seus defeitos, nunca prestava atenção no que fazia – Então, quem lhe deu esse número? – perguntou já mais curiosa, se o número não era dela, era obvio que ela não tinha o passado a sua mãe, até porque, naquela semana, ela mais saíra com Edward do que qualquer outra coisa, pois, assim como ele lhe dissera, estava na hora de terem um tempo juntos, apenas deles, onde ninguém os interrompesse, como vivia acontecendo quando estavam na mansão, sempre que estavam engatando uma conversa, ou quando estavam ocupando suas bocas em fazer outras coisas, alguém aparecia e os chamava para fazer algo que todos pudessem participar, e aquilo parecia irritar Edward de tal forma, que ele saíra do controle algumas vezes e acabara levando Emm, que era o que mais os interrompia, para uma briga, assim como uma das paredes de seu quarto, que fora totalmente destruída numa das brigas de Edward com Emm e Garrett, que sempre acompanhava Emm em sua missão de os interromper.
– Ah, você deve saber... – deu de ombros como se a filha a pudesse visualizar – Eu estava sentada tranquilamente em meu sofá, assistindo a péssima programação da televisão a cabo, e então recebo uma ligação de Edward Cullen, e o mesmo diz que lhe deu seu celular e que me passaria o número para que eu mantivesse contato com você. – finalizou e tomou fôlego – Jess, quase tive uma síncope quando ele se identificou como Edward Cullen. – brigou com a filha – Da próxima vez, faça-me o favor de avisar que está com alguém. – bufou impaciente – Principalmente quando esse alguém for Edward, entendeu? – retrucou puxando o cabelo e o prendendo num firme coque.
– Claramente mamãe, fi que tranquila, não teremos esse problema novamente. – revirou os olhos, mas manteve um pequeno sorriso nos lábios; não importava sua idade, para sua mãe, sempre seria uma criança ou uma adolescente, da qual ela sempre fazia questão de cuidar.
– Ótimo, agora preciso desligar, hoje me deixaram chegar um pouco mais tarde que o de costume no trabalho, então eu aproveitei para ligar para você. – suspirou profundamente enquanto encarava a porta de sua casa – Me ligue sempre que precisar, ou quando algo acontecer, sendo bom ou ruim, não me importa. – fechou os olhos e engoli em seco – Sempre, ou quase sempre, estarei aqui, espero que saiba muito bem disso, Jess. – apertou os lábios numa linha reta – E espero que não me preocupe dessa forma novamente, ou vou a Aspem apenas para lhe dar um pelo puxão na orelha, mocinha. – retrucou seria, mas acabou rindo ao escutar a gargalhada da filha.
– Eu prometo não fazer mais isso, apenas se não brigar comigo por eu ter... – reuniu todo o ar a sua volta, sabia como sua mãe adorava seu cabelo, provavelmente arrumaria uma forma de matá-la por telefone – Tingido meu cabelo de ruivo, ou ferrugem, você quem sabe. – deu de ombros não se importando tanto com aquilo, de alguma forma, ela começara a gostar daquilo, como Kate lhe tinha dito ‘Você parece ter nascido para ser ruiva’, e estranhamente, concordava com aquilo.
– Oh sim, conversei com Edward e ele me disse isso. – riu enquanto balançava a cabeça, o garoto, ou homem, sim, o homem parecia encantado por sua filha, de uma forma que Mike nunca fora, e então, ela ficara feliz, pois sua filha parecia tão encantada por ele, quanto ele por ela – Disse também quem você está linda, apesar de ter a leve desconfiança de que ele diria isso até se você tivesse três olhos e quatro braços, confio na palavra dele, e sei que você gostou, ao menos agora, então, está tudo bem. – riu novamente escutando sua filha bufar, Jess sempre seria como uma criança, ela não tinha duvidas daquilo.
– Tudo bem, não vou lhe atrasar, espero que tenha um bom trabalho, enquanto arrumo formas diferentes de castrar Edward. – riu junto a sua mãe e levantou indo em direção à porta – Amo você mamãe. – falou infantilmente enquanto se apoiava na cômoda.
– Oh meu amor, ele parece ser um bom homem, não faça isso. – a corrigiu amorosamente – Também lhe amo, não se esqueça disso, você é meu pequeno tesouro, a coisa mais preciosa que eu tenho. – respirou fundo e engoliu em seco, tentando, quase inutilmente, impedir as lagrimas.
– Não me esquecerei. – balançou a cabeça como se pudesse corrigir sua mãe, mas apenas escutou o famoso ‘tu-tu-tu’ da ligação que acabara de se finalizar.
Esme analisava Jéssica discreta e calmamente, enquanto a mesma apenas tamborilava as longas unhas pintadas num preto impecável, parecendo tão entediada quanto lhe era possível, apesar de seus vinte e três anos, Jéssica ainda tinha seu rosto delicado de adolescente, com traços tão angelicais quanto o de uma criança, aquilo, sem duvidas, era curioso, e, de certa forma, chegava a ser bom, já que Edward não mudaria e ficaria com sua eterna aparência de dezessete anos; deu as costas para a ruiva enquanto ia calmamente até a pia, virando-se em direção a mulher e apoiando as costas no mármore branco, estava estranhamente nervosa, era a primeira vez que falava a sós com Jéssica, e o assunto não era um dos mais tranquilos, mas precisava ter a certeza de que Jess não se arrependeria de sua decisão e de que estava determinada a ficar ao lado de Edward, pois sabia que seu filho não aguentaria passar por mais uma desilusão.
– Jess? – perguntou apenas um pouco mais alto que um sussurro, mas teve a certeza de que a mulher lhe escutaria – Posso lhe chamar de Jess, certo? – perguntou um pouco mais insegura do que de costume enquanto inalava uma boa lufada de ar, onde o cheiro de Jéssica estava totalmente impregnado.
– Ah, claro. – sorriu amigavelmente para a matriarca enquanto franzia levemente o cenho; Esme, apesar de sempre a tratar bem, nunca se interessara em puxar um assunto que durasse mais que o necessário, e aquilo a deixava confusa, mas de certa forma, muito estranha por sinal, ela sabia sobre o que Esme queria conversar, ou, ao menos, sabia que o assunto, obviamente, era Edward.
– Ótimo. – soltou o ar e olhou nervosamente para os lados – Acho que já sabe sobre toda a história de Edward e Bella, não é? – perguntou apenas para confirmar, e continuou assim que viu a ruiva acenar – Jess, eu acho que, como todos nós sabemos, Edward não suportaria outra.... – fitou o nada em busca da palavra ideal – Traição desse tipo, porque, como sabe, Bella traiu a confiança de Edward. – aproximou-se lentamente da ruiva e lhe tocou a mão quente gentilmente – Tente me entender, Edward é meu filho, e farei de tudo para protegê-lo de certas coisas. – respirou fundo analisando a reação da mulher, mas a mesma apenas fitava o nada com uma expressão vazia, o que a fez ficar apavorada, Jess estava correndo riscos de vida e ela estava preocupada em cuidar de Edward? – Querida, esqueça o que eu disse, temos que cuidar de você, não lhe pressionar por algo que... – foi bruscamente interrompida pela risada de Jess, que a encarava de bom humor, o que a fez ficar confusa, estava pressionando Jess sobre algo que ela nem fizera parte e a garota apenas ria?
– Ora Esme, não se preocupe. – revirou os olhos em descaso – Entendo sua preocupação com Edward, mas fique sabendo que eu nunca seria capaz de fazer qualquer coisa que pudesse vir a magoá-lo. – sorriu gentilmente para a mulher que a encarava num misto de confusão e alegria – Espero, verdadeiramente, que me aceite em sua família, não apenas por eu estar com seu filho, mas porque realmente gosta de mim. – apoiou o cotovelo na bancada de mármore, que, assim como toda a cozinha, era absurdamente branco – Assim como também espero que todos os Cullen me aceitem, assim como os Denali. – fitou o chão com uma expressão seria – Mas não quero que me vejam como uma substituta de Bella, pois acho que não sou. – voltou os olhos para a matriarca, que a encarava com um sorriso agora, totalmente alegre, o que a fez ficar ligeiramente confusa.
– Você nunca será uma substituta, até porque, acho que Edward arrancaria a cabeça de cada um que pensasse isso de você. – passou suavemente os braços em volta do corpo pequeno de Jess, querendo lhe dar apoio, não sabia da onde à garota tinha tirado aquilo, seu filho provavelmente odiaria ler tal pensamento em sua mente – Todos nós gostamos de você, fique tranquila. – balançou a cabeça soltando à ruiva – Acho que Carlisle está descendo. – sussurrou enquanto escutava os passos do marido cada vez mais perto, e o mesmo se colocou ao seu lado com uma pequena caixa de veludo vermelha nas mãos.
– Temos que conversar sobre sua transformação. – trocou um breve olhar com esposa enquanto sentava-se ao lado de Jess, que o encarava confusa – Edward chegou a tocar nesse assunto? – perguntou tocando levemente o braço de Jess, que estava coberto pela fina blusa de veludo azul que a mesma trajava.
– Oh, transformação? – franziu o cenho tentando lembrar-se de algum momento em que Edward citara aquele assunto – Acho que... Sim, ele disse que nós conversaríamos, mas não quero isso para mim. – revirou os olhos, mas voltou a ficar seria quando notou o olhar atônito de Esme e Carlisle sobre si – Quero dizer, apesar de querer ficar com Edward, não quero me transformar. – virou o olhar para Carlisle e respirou fundo, tomando sua ultima dose de coragem, pois sabia que o patriarca da família Cullen que transformara a grande maioria de seu clã, inclusive Edward, mas não queria aquilo – Carlisle, eu não quero que me transforme ou deixe alguém me transformar, nem que eu esteja... – não foi capaz de completar a frase apenas lançou um olhar significativo para o loiro, que a olhava como se entendesse ao que ela se referia.
– Jéssica, eu espero que tenha certeza de sua decisão, se eu impedir Edward... – balançou a cabeça não querendo imaginar a reação do filho ao descobrir aquilo; sabia que grande parte da alegria de Edward, era Jéssica, e apesar de ser um ato egoísta, se Jéssica morresse, Edward provavelmente faria alguma estupidez.
– Sim, o impeça de fazer qualquer estupidez ou de ir contra minha decisão. – retrucou firme – Só quero viver até onde me for permitido. – fechou os olhos tentando, inutilmente, não lembrar o sorriso de Edward na noite passada, enquanto a abraçava firme a seu corpo gélido e sussurrava canções em seu ouvido, deslizando as grandes mãos pálidas por suas costas, cintura e quadril, e novamente, fazendo o caminho inverso, mas tinha que se manter firme, aquela era sua decisão – Depois conversarei com Edward. – suspirou abrindo os olhos para encarar o patriarca da família Cullen, que antes estava sentado ao seu lado, mas estava ao lado de Esme, segurando-a firmemente pela cintura enquanto mantinha uma caixinha de veludo vermelha estendida em sua direção.
– Esse foi o primeiro brasão de minha família, passou por tantas gerações que apenas Deus sabe antes de chegar as minhas mãos, e ficou trancafiado por mais de trezentos anos em nosso cofre. – explicou sorrindo carinhosamente para a ruiva; há tempos ele queria lhe dar aquele medalhão.
Jéssica, sem ter a mínima noção, havia unido sua família novamente, ao menos, unido à parte que sempre permaneceria, os Cullen, ele sabia, aqueles que se mantiveram unidos, apoiando uns aos outros, continuariam sempre daquela forma, como um elo inquebrável.
– Essa é nossa forma mais pura de lhe dar as boas vindas à família Cullen. – Esme passou suavemente os dedos pela tampa de veludo da caixinha, a puxando para cima, revelando a bela joia requintada; sem duvidas, aquele era um objeto lindo, mas o mais bonito não era sua beleza em si, mas sim a confiança que depositavam em Jess e em sua personalidade e caráter.
– Eu... Quero dizer... – mordeu os lábios em nervosismo, não sabia o que dizer, Esme e Carlisle estavam lhe oferecendo uma joia de família, sabia que não devia aceitar, mas era como se algo movesse sua mão em direção ao belo cordão de ouro branco envelhecido, por alguns segundos admirou a joia, permitindo-se tocá-la, como se fosse de porcelana, mas rapidamente afastou sua mão como se levasse um choque, e de fato levara, levara o choque de realidade – Não posso aceitar, é um bem familiar, deveriam dar a um de seus filhos, não a mim. – recusou balançando a cabeça, rejeitando o impulso que tentava lhe consumir, impulso esse que lhe mandava tocar a caixinha das mãos de Carlisle e colocar o cordão no pescoço, mas travou as mãos em punhos e segurou-se o máximo possível que lhe era permitido.
– Você é uma Cullen, todos nós lhe consideramos assim, nada mais justo que carregar consigo uma pequena garantia disso. – Carlisle estendeu pacientemente a caixinha para a ruiva, que negava veemente qualquer toque ao objeto – Como disse, esse foi o primeiro brasão de minha família, e estou lhe dando, chega a ser ofensivo sua recusa. – soltou a cintura de Esme e retirou o cordão da caixa, dando-a para Esme enquanto circulava Jéssica – Confio em você o suficiente para saber que ira cuidar muito bem dessa peça em especial – afastou gentilmente algumas mexas do cabelo ruivo que teimavam em cair do rabo de cavalo mal feito que Jéssica havia feito, e encaixou o cordão em seu pescoço, enquanto dava a volta e ficava ao lado de Esme para ver como havia ficado em Jess; sempre achara, de certa forma, o cordão um tanto quanto feminino, e vendo em Jéssica tivera a certeza, ela parecia ter sido feito milimetricamente feito para ela.
– O leão significa a coragem. – Esme explicou calmamente enquanto tocava em cada uma das coisas que citava – A mão significa fé, sinceridade e justiça. – tocou a pequena mão que flutuava acima do leão – O shamrock, ou trevo, significa a perpetuidade. – sorriu para Jess, que a cada palavra dita, abaixava o olhar para contatar o que lhe estava sendo explicado – O Chevron, ou desenho em V, significa a proteção, ou quem é fiel. – trocou um pequeno olhar de cumplicidade com Carlisle, sabendo que, assim que Bella traíra Edward, a primeira das coisas que Carlisle fizera questão de tomar de Bella fora o brasão, não que ela tivesse ido contra aquela decisão, pois fora bem tomada, mas Alice não ficara nada feliz, lembrando-se disso, percebeu que, mesmo que Alice fizesse parte de seu clã, dos Cullen, sempre estivera ao lado de Bella, e nunca mudaria de lado, independentemente de quem fosse que estivesse sofrendo.
– Shamrock é um símbolo não oficial da Irlanda e da cidade de Boston, Massachusetts. – Carlisle terminou de explicar tentando conter os gritos de Alice que estavam soando em sua mente a todo instante, era sempre aquilo que acontecia quando começava a lembrar daquele dia – Refere-se ao trevo de três folhas, que contém conotações magicas e lendárias herdeiras da tradição Celta. – revirou os olhos diante daquilo, nem ele sabia ao certo o porquê de estar explicando aquilo a Jess – Tem nossos votos mais sinceros de confiança Jess. – sorriu amorosamente para sua nova filha – Seja bem vinda à família Cullen, minha nova filha. – tocou gentilmente uma das mexas ruivas que caiam no rosto delicado de Jess, e sua atenção foi rapidamente desviada ao cordão, onde os pequeninos diamantes belamente lapidados e incrustrados no ouro branco cintilavam; aquilo parecia um aviso do cordão, como se o mesmo estivesse feliz por estar onde estava, e, finalmente, ter encontrado seu lugar.
Notas finais
Bom, fiquei três dias pra fazer esse capitulo, corrigi e editei algumas partes agora, tipo, de ultima hora mesmo, mas eu espero que vocês gostem.
Achei importante o apoio de Esme, Carlisle, e, acima de tudo, da mamis dela, porque acho que vocês entenderam, a mãe dela tá feliz por ela estar feliz, e como a Jess tá feliz, ela apoia ao máximo!
Bom, primeiro eu estava sem inspiração, ai, quando comecei a escrever e deu tudo certo, tava sem internet, pois é, olhem minha sorte, viajei e fiquei sem internet, por isso odeio o carnaval, enfim, foi isso, fiquei com bloqueio, acho que foi por isso que o capitulo ficou monotono, e me perdoem por isso, de verdade!
Espero que vocês tenham gostado e deixem REVIEWS E RECOMENDAÇÕES!
Okay?
Enfim, me perdoem novamente.
Gente, já ia esquecendo, se eu leio uma de suas fanfics, por favor, me mandem MP dizendo que a fic foi atualizada, porque eu sinceramente ando sem tempo de dar uma olhada nas minha favoritas, e ME COBREM REVIEW, eu não ligo, é serio, me avisem, porque agora eu estudo de noite, escrevo a fic, tenho que ler algumas, já tenho trabalhos a fazer, então fica dificil pra mim e eu acabo não dando atenção a alguns autores e histórias.
Como sempre, duvidas temos o nosso querido REVIEW e nossas maravilhosas MP'S e também tenho minhas redes sociais no meu perfil, qualquer coisa, só ir lá!
Acho que é isso, sei que o capitulo está terrivel, espero verdadeiramente melhorar no próximo, okay?
Me perdoem novamente!
XOXO ♥
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