Ironies Of Fate
14 São os momentos ao seu lado.
Notas iniciais
Vemo-nos nas notas finais!
A ruiva subia as escadas de forma lenta, seus joelhos bambeavam, ameaçando cederem a qualquer momento; finalmente encontrou a porta de seu quarto e entrou sem mais delongas, olhou em volta e tudo que via era o breu, mas sentia alguém a observando, respirou fundo e balançou a cabeça tentando se livrar daquela sensação; andou rapidamente até a penteadeira e puxou um pequeno e fino elástico preto, prendeu os cabelos num rabo de cavalo mal feito e frouxo, pois ainda sentia a dor do puxão que Mike dera em sua cabeça, sentou na cadeira que se encontrava de frente a penteadeira e observou seu próprio reflexo; seus olhos, sempre com o mesmo brilho de animação, estavam opacos, lágrimas rolavam por seu rosto sem sua permissão, o nariz avermelhado por conta do choro, os lábios estavam esbranquiçados, o cabelo embaraçado estava totalmente bagunçado no rabo de cavalo; fechou os olhos e soltou a respiração.
“O que aconteceu com sua aparência impecável? Hãn, Stanley?” – perguntou a si própria em pensamento e revirou os olhos em seguida, ela sabia a resposta, mas se negava a acreditar que era aquilo.
“Vamos, Jéssica, Edward Cullen aconteceu em sua vida, novamente, e novamente.” – colocou a mão em cima da boca para abafar o soluço e deixou a cabeça cair até encontrar a superfície plana da penteadeira.
“Mike também me parecia um ótimo homem, e fez o que fez comigo.” – sua consciência tomava, aos poucos, a vida.
“Mas Edward parece ser o oposto de Mike.” – uma parte dela ainda queria acreditar que Edward era melhor que Mike, e que não a machucaria.
“Mas lembra-se do Edward que deixou Bella? Lembra-se do Edward que lhe humilhou em frente todo o colégio? Lembra-se do Edward que a rejeitou? Lembra-se do Edward que, até hoje, lhe machuca?”– respirou fundo, estava tremula, aquilo era verdade, de alguma forma, Edward sempre dera um jeito de machucá-la.
“Covarde! Seja sincera Stanley! Você é uma covarde, como Mike lhe disse.” – acenou de alguma forma, positivamente, sabia que era uma covarde, nunca teria coragem de fazer o que queria, sempre fora assim, tinha que admitir, Mike estava certo.
- Jéssica? – a voz hesitante e raivosa de Edward soou pelo amplo espaço; respirou fundo tentando se controlar, podia matar Newton com apenas uma mão, não precisaria fazer esforço algum, mas não sabia o que Jéssica acharia daquilo.
- Uh? – levantou à cabeça rapidamente, assustada com a voz que surgira do nada, alguém invadira seu quarto?
- Não invadi seu quarto. – revirou os olhos e congelou quando notou o olhar confuso da mulher sobre si, tinha sido estupido, novamente, Jéssica não sabia que ele lia mentes; diabos, como era burro!
- Mas eu não perguntei isso. – virou-se lentamente para encarar o Cullen que lhe assombrava dia e noite.
- Claro que perguntou! – forçou um sorriso na direção da ruiva, não sabia se estava mais nervoso por ela não acreditar em suas asneiras ou pelos pensamentos que ela tivera antes de chamá-la, mas queria dizer a ela que não a machucaria, que nunca faria nada para machucá-la de proposito, queria rir por ela ter pensado aquilo, e queria socar algo por ela ter lhe ter comparado com Mike, mas não podia.
- Posso não saber muito bem o que faço, mas tenho certeza que não lhe perguntei isso. – cruzou os braços e encarou o Cullen, se amaldiçoou por isso, quase caíra da cadeira apenas por fitar os olhos, os belos olhos dourados que a encaram com certa censura e amargura, revirou os olhos e olhou para o resto do corpo; as pernas que ela julgava serem levemente tornadas estavam cobertas por um jeans preto, o peito que, como as pernas, era levemente musculoso, estava coberto por um fino suéter vermelho, e nos pés um all-star surrado de couro preto; voltou os olhos novamente para o rosto, reparando no cabelo acobreado que era lindamente desorganizado, aquela parecia ser a marca registrada de Edward – Vermelho. – sussurrou admirada, ainda observando o homem, que franziu a testa em confusão.
- Vermelho? – repetiu confuso e olhou timidamente para mulher, que o encarava de forma admirada e desejosa, pigarreou para chamar a atenção de Jéssica, estava desesperado, nunca tinha sido fitado daquela forma, por mais que aquilo não o incomodasse, e ele suspeitava que por ser Jess que lançava aqueles olhares, aquilo chegava a ser até lisonjeiro, mas o deixava encabulado, e não conseguia fazer nada quando estava encabulado.
- Oh, sim, vermelho lhe cai muito. – sorriu admirada e parou quando notou o sorriso prepotente nascer nos lábios finos e rosados de Edward, se amaldiçoou por ficar tão fora de si perto daquele homem e suspirou arrumando o cabelo.
- Obrigado. – sorriu passando as mãos pelo cabelo, tentando, inutilmente, arrumar a bagunça que se formara.
- Por... Nada. – apoiou o cotovelo na mesa e virou apenas a cabeça para fitar Edward – Como entrou aqui? – arqueou a sobrancelha confusa, pois não vira ninguém entrar pela porta da frente, e se Edward tivesse chegado a sua casa, Cycy, ao menos, iria avisá-la.
- Pela porta? – perguntou zombando da mulher enquanto se sentava na cama, esperava que Jéssica acreditasse naquilo, mas a mesma não parecia nem um pouco inclinada a ceder.
- Eu estava na porta da frente, e Cycy, sem duvidas, me avisaria se você estivesse por aqui. – o olhou curiosa enquanto o pressionava com as palavras, Edward achava o que? Que ela era burra a ponto de acreditar naquilo?
- Jéssica, eu não vim aqui para tratar disso. – balançou levemente a cabeça para os lados, controlando-se para não responder os pensamentos de Jess.
- Ah, não? – perguntou retoricamente – Então invadiu meu quarto para...? – deixou a pergunta morrer no ar e viu o homem suspirar e olhar para o nada, como se pedisse ajuda.
- Acho que, primeiro, devo lhe contar o que eu sou. – suspirou cansado voltando o olhar para a ruiva, que apenas riu.
- Ora, você é Edward Cullen, já lhe conheço, se não está lembrado. – parou aos poucos a risada e o olhou como se fosse louco, o que, de fato, se passava por sua cabeça.
- Sim, sou Edward Cullen. – afirmou com a cabeça – Um... – engoliu em seco – Vampiro. – falou um pouco mais baixo e evitou olhar para Jéssica, que estava o encarando enquanto prendia o riso.
“Ótimo, acho que alguém usou drogas por aqui! Perfeito, não? Deixei meu ex-marido psicopata ir embora para lidar com um louco, que, provavelmente, fugiu de um hospital psiquiátrico!” – Jess olhou decepcionada para o Cullen, que sempre acendera alguma coisa sem eu âmago,mas agora sabia que era louco; o que se passava com ela? Tinha atração por caras esquisitões e neuróticos?
- Olhe querido, isso é... – pensou numa palavra enquanto levantava-se lentamente da cadeira – Muito bom. – fingiu sorrir animadamente para o homem enquanto andava lentamente em direção à porta, mas olhou de relance para o telefone e lhe surgiu uma ideia.
“Vamos lá, eu só preciso chegar ao telefone e ligar para a polícia, ou para algum hospital.” – sorriu timidamente para o Cullen e voltou a andar lentamente, com medo de fazer algum movimento brusco e ele surtar de uma vez por todas.
- Nem pense nisso Jéssica. – levantou-se rapidamente e puxou o cabo do telefone com força, fazendo o fio se partir, deixando, assim, Jéssica sem chances de fazer a loucura que iria fazer; ora, ele não era louco, só lhe contara aquilo de forma precipitada, pois estava nervoso com a presença inquietante de Jéssica.
- Nisso? Mas não vou fazer nada. – levantou as mãos num ato de rendição, mas continuou andando – Fique tranquilo. – a voz, que era para acalmá-lo, acabou deixando-a nervosa, se Edward surtasse e resolvesse dar uma de vampiro, ela provavelmente não teria como fugir.
- Jéssica, não seja ridícula, eu não sou um louco. – balançou a cabeça rindo e jogou o aparelho no chão, terminando de espatifá-lo – Nem usuário de drogas. – revirou os olhos diante daquela suposição ridícula.
- Você... Quebrou meu telefone? – olhou incrédula para o maluco a sua frente, que apenas abanou o ar com as mãos.
- Acha que eu deixaria você ligar para um hospital psiquiátrico? – arqueou as sobrancelhas e viu a ruiva tropeçar em seus próprios pés e bater as costas na parede, numa tentativa inútil de criar distancia dele.
- Como... Como... Sabe disso? – se encolheu de forma protetora na parede quando viu o homem se aproximar lentamente, como se fosse um leão encurralando sua presa, mas, ainda assim, sentia algo dentro de seu estômago flutuando, como pequeninas borboletas agitadas, e seu coração agitado como as assas de um beija-flor, aquele era o efeito que Edward possuía sobre si, e ela não estava nem um pouco satisfeita com aquilo.
- Pensei que já tivesse notado. – deu de ombros e colou o corpo no de Jéssica, abaixando, lentamente a cabeça, para que ficasse na altura do pescoço dela – Leio mentes. – depositou um pequeno beijo na nuca da mulher, que se arrepiou com o toque, colocou os braços perto da cintura de Jéssica, encurralando-a completamente.
- Isso é... Impossível. – sussurrou com a voz falha, o que diabos, Edward estava fazendo? Ela não podia se deixar levar, não podia!
- Impossível? – sussurrou de volta e riu – Me explique, porque você não pode se deixar levar? – levantou a cabeça para encarar os olhos azuis de Jéssica e sorriu, a mulher era teimosa, teimosa feita uma mula, como Emmet dizia.
- Edward, me solte. – tentou se soltar, mas aquilo parecia impossível, as mãos de Edward se prenderam em seus pulsos, os tocando com gentileza e delicadeza, aquilo a fazia queimar, o toque do homem era como brasa em sua pele, queimava de tal forma que ela achava que explodiria a qualquer momento, tamanha a sensação.
- Porque foge? – perguntou magoado, mas não a soltou, subiu as mãos pelos braços dela, sentindo o calor vindo do corpo pequeno irradiar para seu corpo, como se o contagiasse; suspirou sentindo aquilo, pois era como se um vulcão estivesse entre os dois, e fosse entrar em erupção a qualquer segundo.
“Oh Deus, não me deixe perder o controle! Por favor!” – sua mente clamava, pedindo aquilo varias e varias vezes, mas aquilo não funcionava, pois ela queria perder o controle, ela queria tocá-lo, queria colocar as mãos no peito levemente musculoso de Edward e tirar aquele suéter lentamente, sentindo a pele gelada em suas mãos, mas que, ao mesmo tempo, lhe queimava como fogo, era estranha, aquela sensação era estranha, mas Jéssica queria provar mais e mais dela.
- Oh Deus, não me deixe perder o controle! Por favor! – repetiu as palavras da mulher e tocou gentilmente as mãos da mesma, guiando-as em direção ao seu peito, fazendo-a tocar por debaixo do suéter; tremeu quando sentiu o toque quente contra sua pele gelada, era como se lava corresse em suas veias; Jéssica, sem duvidas, ainda o levaria a loucura.
- Isso não me fará acreditar que você lê mentes, só me fez acreditar que você é um maníaco tarado. – sussurrou apoiando a cabeça na parede e subindo as mãos pelo peito de Edward, poucos e leves gominhos marcavam seu abdômen gelado, passou levemente as unhas, arranhando o local, como se pedisse para a chama que parecia viva em suas mãos parasse, mas aquilo não surtiu efeito, apenas fez com que Edward estremecesse.
- Porque tudo em você é tão... – parou encostando a cabeça na parede – Complicado? – desceu os lábios até o pescoço pálido da ruiva, dessa vez decidido, cravou os dentes na pele macia da mulher, o que a fez gritar de dor e dar, inutilmente, chutes e tapas nele, o que pareceu machucá-la mais ainda, pois era como se ela estivesse batendo numa pedra – Eu... – afastou a cabeça notando que o local, como era obvio, sangrava; afastou-se lentamente de Jéssica, notando o olhar horrorizado e amedrontado sobre si; suspirou e se mexeu desconfortável, não gostava de saber que Jess tinha medo dele, aquela não fora sua intenção – Sinto muito. – passou as mãos nervosamente pelo cabelo enquanto via a mulher levar a mão direita até o pescoço e apertar o lugar.
- Sente muito? – repetiu incrédula e se afastou rapidamente – Ótimo, um maníaco invade meu quarto e ainda tira um pedaço do meu pescoço. – bufou contrariada e olhou para o espelho do banheiro, que era para onde tinha corrido na primeira oportunidade.
- Não sou um maníaco. – resmungou ofendido e prendeu a respiração, evitando ao máximo sentir o cheiro doce do sangue de Jéssica, que o chamava e fazia sua boca se encher de veneno; passou a língua pelos dentes, sentindo o sabor suave do sangue de Jéssica que tinha impregnado em sua boca quando ele resolvera morder a mulher.
- Então, a única resposta logica para isso é que você seja um usuário de drogas e esteja sofrendo os efeitos da abstinência. – retrucou olhando o espelho e viu Edward atrás dela, que de súbito, acabara de aparecer – Oh, não sabia que vampiros aparecem em espelhos. – zombou enquanto limpava de forma desajeitada o pescoço que ainda sangrava.
- Posso cuidar disso melhor que você. – ignorou a piada e se aproximou de Jéssica, que apenas recuou – Jéssica, não seja infantil. – estava irritado com toda aquela situação, aquilo não podia ficar pior.
- Melhor infantil do que ser maluca. – respondeu virando para o espelho e puxou o cabelo para o lado enquanto notava a presença inquietante de Edward atrás de si, aquilo apenas a deixava mais nervosa, pois as borboletas se agitavam em seu estômago, como se implorassem atenção, e seu coração martelava cada vez mais rápido.
“Ótimo, tem alguma coisa viva em meu estômago! Porque ele não vai embora de uma vez por todas? Seria tão mais fácil!” – puxou uma toalha da gaveta e secou o pescoço, que já tinha parado se sangrar a bons minutos.
- Não sou maluco! – bufou olhando para a ruiva de forma repreendedora – E não vou embora tão cedo. Não até você me escutar. – deu de ombros quando notou o olhar indignado sobre si e abaixou rapidamente para pegar a pequena maleta de primeiros socorros que estava jogada pelo chão do banheiro – Vamos, sente aqui. – tocou gentilmente a cintura de Jéssica e a ergueu, deixando-a em cima da pia – Vou fazer um curativo. – explicou quando viu o olhar curioso; revirou os olhos notando a teimosia da mulher em se virar e puxou o cabelo dela para o lado.
- Espero que não quebre meu pescoço. – retrucou sentindo as mãos duras em sua nuca e acidentalmente suspirou; como adorava sentir as mãos de Edward sobre si.
- Se eu quebrasse seu pescoço, você, obviamente, morreria. – respondeu enquanto revirava os olhos, Jess era pior que uma criança, uma criança muito medrosa e teimosa, por sinal.
- Jura? Eu não sabia disso! – retrucou sarcástica enquanto revirava os olhos; Edward queria fazê-la acreditar que era vampiro como? Mordendo seu pescoço? Ele era, sem duvidas, uma das pessoas mais burras e loucas que ela tivera o desprazer de conhecer.
- Estou aqui por um motivo. – ignorou o comentário e começou a falar, enquanto puxava a gaze da maleta – Talvez já saiba que eu e minha família somos vampiros, com exceção de Renesmee, que é uma híbrida, metade vampira, metade humana. – deu de ombros tentando dissipar seu nervosismo – Bella e Alice contataram Louis, um vampiro de San Francisco. – escutou Jess rir daquilo, mas não deu atenção, precisava terminar aquilo – Acho que não devo prolongar por muito tempo o inevitável, pois bem, ele matou seu amado namorado, Adam. – hesitou no final, vinha observando Jéssica desde que a mesma chegara a Aspem, e não fora de nenhuma alegria ir a casa dela e notar que tinha um homem com ela.
- COMO? NÃO MINTA PARA MIM CULLEN! – apontou o dedo na direção de Edward, que apenas a olhava apreensivo; sua mãe sempre dissera a ela que uma de suas maiores qualidades, era notar a mentira nos olhos das pessoas, mas ela não notava aquilo em Edward.
- Não estou mentindo Jéssica. – forçou levemente a cabeça de Jéssica para o lado, para continuar fazendo o curativo, mas a mesma apenas o encarava, ora brava, ora triste.
- Mas também não tem como provar isso. – retrucou inclinando, finalmente, a cabeça para o lado; suspirou nervosa, sabia que Adam podia não fazer diferença alguma em sua vida, mas não o queria morto, era um amigo, talvez seu melhor amigo.
- Jéssica, acredite em mim. – sussurrou tristemente; porque, ao menos uma vez, a mulher não podia ceder e acreditar no que ele dizia, sempre suspeitando de tudo e todos? – David também. – completou abaixando a cabeça para pegar esparadrapo – Espero que saiba que eles estavam prestes a dar um golpe em você e Cycy. – disse sem importância, acreditando que Jess já soubesse daquilo, mas a mesma apenas o encarou com a expressão vaga.
- O que? – sussurrou tentando controlar aquelas palavras, em sua cabeça aquilo parecia impossível, Adam, aquele Adam nunca seria capaz de fazer aquilo, talvez David sim, mas Adam?
- Sim Jéssica, Adam. – passou as mãos pelo rosto, num ato de puro nervosismo – Eu sinto muito Jess. – completou tocando gentilmente as mãos da mulher, que apenas respondeu o gesto de apoio, apertando suas mãos de forma carinhosa.
- Sabe, às vezes penso... – parou e riu tristemente, enquanto sentia grossas lágrimas rolarem por seu rosto – Que nasci para ser... Sozinha. – deu de ombros apertando as mãos de Edward com certa violência enquanto sentia um buraco em seu peito reclamar por atenção.
- Claro que não, pequena. – balançou a cabeça desesperado, as lágrimas de Jess eram como navalhas em seu morto coração – Por favor, não chore, meu amor. – soltou as mãos pequenas e geladas, e agarrou o pequeno corpo num abraço sufocante – Você é humana, como todos os outros. – riu sem humor tentando explicar para a ruiva que apenas fungava – E todos nós, humanos ou não, sentimos dor Jess. – completou enquanto afagava os cabelos macios com carinho – Pois, sem a dor, não valorizarias os melhores momentos. – afastou lentamente o rosto da nuca de Jess, que pulsava pelo batimento acelerado – Que são os de alegria. – colocou as mãos em volta do rosto pequeno, e quase riu; aquilo, em outro momento, seria engraçado, sua mão pegava do queixo até a testa da mulher – Para mim, por mais que sejam poucos... – deixou no ar e deu um pequeno beijo no queixo pálido e molhado de lágrimas dela – São os momentos ao seu lado. – sussurrou selando delicadamente os lábios rosados e macios da mulher nos seus, era como se algo explodisse em seu interior, nunca experimentara algo parecido com os lábios de Jess, e desconfiava que nunca fosse experimentar, pois aquela era Jéssica, a mulher que o enlouquecia em todos os sentidos possíveis, aquilo poderia ter durar por minutos ou horas, ele não sabia ao certo, tudo a sua volta parecia ter deixado de sido dissipado, e só existiam ali, ele e Jéssica; aos poucos afastou os lábios dos dela e sorriu sentindo a lava, novamente, correr por suas veias, era sempre assim quando estava ao lado dela.
- Você sabe que nós não podemos. – sussurrou ainda de olhos fechados, o ‘beijo’ de Edward era... Ora, ela não tinha palavras para descrevê-lo, aquilo era perfeito, e era apenas uma demonstração, imaginava como seria tê-lo completamente para si.
- Não podemos. – concordou encostando a testa no ombro de Jess, que apenas colocou uma mão no cabelo dele, o bagunçando mais ainda – Ficar comigo é o mesmo que a morte, pequena. – sussurrou ainda na mesma posição fechando os olhos, se pudesse chorar, estaria chorando, sem duvidas, não podia perder Jéssica, demorara tanto tempo para entender a quem pertencia, que agora que sabia, não podia perder tempo.
- Acho que percebi isso. –retrucou no mesmo tom do homem e continuou a passar as mãos pelos cabelos macios dele – Louis é exatamente o que? – indagou ainda na mesma posição.
- Um ex-amante enfurecido de Bella. – levantou a cabeça e ficou ereto, encarando-a de forma seria – Que quer... – engoliu em seco, não sabia o quão difícil era dizer aquelas palavras, pois sabia que quando dissesse, o perigo se tornaria mais real – Lhe matar. – sussurrou as palavras mais dolorosas que precisara dizer em sua vida e olhou tristemente para Jess, que apenas o olhava com certa raiva.
Notas finais
E ai, vocês gostaram? O capitulo deu um trabalho danado, pois não sou romântica, então já viram né? Fazer uma coisa assim foi um tremendo desafio pra mim, mas espero que vocês tenham curtido o capitulo!
Ah, repararam que o capitulo não foi apenas essa coisa melosa, mas também foi descontraído? Com direito a sarcasmo, risada, essas coisas? Não sei se vocês entenderam o porquê disso, mas eu queria uma coisa leve, entendem? Porque, afinal de contas, eles não devem ser apenas duas pessoas que se amam, mas também serem amigos e essas coisas, pra que exista companheirismo. Sacaram o que eu quis fazer? Espero que sim!
Bom, aos novos leitores eu desejo as minhas mais sinceras boas-vindas, e espero que gostem e continuem acompanhando, e aos mais antigos, bom... Espero que amem!
Espero muitas recomendações e comentários, ahn?
XOXO ♥
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