Ironies Of Fate

4 Ele nunca cala a boca?


Notas iniciais
Nem demorei né? Foi rapidinho!!! Nos vemos lá embaixo!

Jessica respirou fundo tentando normalizar as batidas do coração que do nada resolveram acelerar.

– Então Jess, como você anda? – ele perguntou depois de alguns minutos em silencio e Jessica arqueou uma sobrancelha para o nada, enquanto Edward prendia o riso, achando engraçada a reação da mulher em relação a ele; porque ela estava tão surpresa?

– É Jessica, e ando muito bem obrigada. – cortou ele logo de cara e percebeu o quão grossa tinha sido, mais a voz de Darcy ecoava em sua cabeça ‘Ignore-o’.

– Porque veio para Aspem? Forks não estava tão bom? – ele perguntava de fato curioso, queria escuta-la falando o motivo que a levara a Aspem, mas não sabia o porquê, pois em Forks sempre se vira obrigado a dar pelo menos um ‘Oi’ a ela.

– Eu não estava em Forks, estava na Califórnia. – diabos, porque ele não cooperava? Ela tinha que ignora-lo e ele a fazia falar como se estivesse interessado em escutar suas vagas e mentirosas respostas, o que ele nunca tinha feito no colegial, por que aquilo? Lembrou-se que ele não tinha culpa e não sabia que a intenção dela era ignora-lo, pois se soubesse já teria deixado ela em paz.

– E oque você fazia na Califórnia? – dessa vez ele prendia o riso, pois os pensamentos dela pareciam piadas, piadas bem melhores que as de Emmet.

– Trabalhava. – ela se controlava para não perguntar o que ele queria com aquilo, e o que diabos ela faria na Califórnia ao invés de trabalhar? Lembrou-se que pessoas normais também namoravam, mas ela não estava nessa lista, não mais.

– Trabalhava de que? – perguntou fazendo um retorno para leva-la para casa, o que pareceu deixa-la assustada.

– Para onde está me levando? – perguntou ignorando a pergunta dele e respirando fundo, tentando se convencer de que aquele era o caminho para ir ao mercado, mas como ele saberia que ela ia ao mercado se não tinha perguntado nada?

– Para casa. – respondeu simplesmente, mas por dentro queria se bater, pois acabara de fazer o caminho para retornar para casa e o estomago de Jessica já tinha dado sintomas de vida algumas vezes.

– Não, não, eu preciso ir ao mercado. – ela começou a falar lentamente como se estivesse falando com uma criança, o que o fez revirar os olhos.

– É eu reparei. – soltou sem querer e viu o rosto de Jessica ficando vermelho de raiva.

– Será que você pode parar o carro? Eu posso ir a pé. – ela fazia o máximo para se controlar e não explodir, pois de repente estava com uma vontade de separar a cabeça dele do resto do corpo.

– Você iria congelar do jeito que estava congelando antes de eu chegar. –ele revirou os olhos em descaso, o que pareceu deixar Jessica que estava fitando-o, mais nervosa ainda.

– Pare. A. Droga. Do. Carro. – ela dizia pausadamente procurando algo em seu interior que fosse contra a violência, para ela não bater nele ali mesmo.

–Não seja teimosa, se você quer ir ao mercado nós vamos ao mercado. – ele disse fazendo uma curva de repente e mudando de pista; Jessica congelou no banco com medo e as mãos começaram a tremer, o que começou a deixa-lo preocupado – Jessica? Você está bem? Jessica? – ele perguntou parando o carro no acostamento e estalando os dedos na frente do rosto dela.

– O QUE DIABOS VOCÊ ESTAVA PENSANDO? EU PODERIA MORRER! VOCÊ PODERIA MORRER! NÓS PODERIAMOS MORRER! – ela começou a berrar gesticulando nervosamente com as mãos e ele arregalou os olhos prendando o riso do ataque dela.

– Fique calma e pare de gritar, pois assim você me deixará surdo. – ele disse e ela respirou fundo e as mãos pararam de tremer consideravelmente – Eu sei o que faço, nós não íamos morrer. – ele virou o corpo e engatou o carro, fazendo o andar novamente e Jessica respirava nervosa.

“Eu sabia que os Cullen me odiavam, mas me matar já é demais”.

– Eu espero mesmo que você saiba o que faça. – pensou numa coisa e acabou dizendo outra, uma coisa que acontecia com muita frequência na vida dela.

– Você não me respondeu, trabalhava no que na Califórnia? – ele perguntou tentando acabar com o clima tenso que tinha tomado conta do carro.

– Num consultório, eu sou psicóloga. – ela dizia pensando se pular do carro iria machuca-la demais.

– Mas os psicólogos mais ouvem do que falam. – ele disse e olhou de relance para ela que o encarava com uma sobrancelha erguida, como se dissesse que não faltava muito para mata-lo, o que, de fato, se passava em seus pensamentos – Quero dizer, você gosta de falar, então achei que não seria uma carreira...

– Recomendada para mim? – ela o interrompeu com a pergunta num tom arrogante, o que dizia para ele parar de perguntar sobre a vida dela ou parar de ter impressões erradas, afinal, o que ele sabia sobre a vida dela? Nada, e além de não saber de nada, não a conhecia, pois nunca ninguém fizera questão de perguntar o que ela faria da vida a não ser sua mãe.

– Não foi isso que eu quis dizer. – ele disse encerrando o assunto, pois os pensamentos dela eram ácidos, e por mais incrível que pareça, o deixavam mal, ele não sabia o porquê, mais os pensamentos amargos em relação a ele eram como fogo queimando sua pele marmórea.

– Claro. – ela disse e deu de ombros encerrando a conversa.

– E porque você se mudou de Forks? – ele perguntou e ela o fuzilou com os olhos enquanto ele dirigia tranquilamente, fingindo que não sentia o olhar matador sobre si.

“Isso parece um interrogatório! Você nunca cala a boca? É bom sabia? Se eu fosse você testaria”.

– Eu já tinha me mudado de Forks para iniciar a faculdade, voltei para Forks e depois de um tempo fui morar em Seattle. – novamente ela pensava uma coisa e dizia outra, não queria e nem seria grossa com ele, esse era o mantra dela.

– Ah. – ele soltou sem ter o que falar, queria perguntar se ela já se recuperara do ‘par de chifres’ que recebera como Emmet vivia dizendo, mais seria indelicado da sua parte perguntar algo tão pessoal.

Ela afundou no banco e olhou pela janela, finalmente ele calara a boca, mas infelizmente ela queria conversar; revirou os olhos e ela pensou em talvez fazer compras para se animar, ir ao shopping mais próximo e torrar seu cartão de credito, mais não faria isso, nem ela era tão fútil a ponto de fazer tamanha idiotice.

– Aquela garota que estava com as minhas chaves, ela se parece com você. – ela disse se virando e viu os lábios dele se curvarem para cima, automaticamente sorriu junto, mas quando ele virou ela desmanchou o sorriso ‘Não tenha nenhum contato, não se apegue’ dizia sua consciência e ela respirou fundo – E também se parece com Bella. – ela completou quando se lembrou dos olhos da linda garota.

– Nossa filha. – ele sorriu e virou-se para encarar Jessica, mais só por um segundo, pois viu que ela começara a se assustar pensando no carro batendo numa árvore – Você tem filhos? – Jessica que até o momento estava surpresa por Bella e ele terem uma filha da idade de Nessie congelou, era como se uma estaca estivesse entrando em seu peito, e novamente as palavras de Mike a assombraram.

“Se você não ficar comigo, querida, não ficará com ninguém, afinal, que homem vai querer uma mulher que não pode lhe dar herdeiros?”

– Eu... Eu... Não. – ela sussurrou tentando conter a dor que subitamente a assolou e as lagrimas que queriam escapar de seus olhos, virou o rosto para encarar a paisagem, qualquer coisa seria melhor que encarar os olhos dele.

– Está tudo bem Jessica. – ele queria conforta-la e ao mesmo tempo matar Newton, o que ele aquele homem tinha na cabeça para dizer aquilo para uma mulher?

– Sim. – aquilo tinha sido a coisa mais mentirosa que ela tinha dito, queria gritar que não estava tudo bem e nem ficaria, ela não poderia ter filhos, nunca poderia, não era como se ela não tivesse filhos porque não tinha encontrado o homem certo ou o relacionamento dela e de Mike tinha fracassado, era porque ela era inútil naquele assunto, como o próprio Mike lhe dissera anos atrás.

– Jessica... – ele começou mais se calou, afinal, o que diria? Que lia os pensamentos dela e que ela não era nenhuma inútil? Respirou fundo sentindo o cheiro de lavanda que a mulher ao seu lado emanava, mas sua garganta começou a queimar de cede e ele pigarreou – Você está diferente. – ele completou tentando não se concentrar nem no cheiro maravilhoso de lavanda nem na pulsação acelerada dela.

– Espero que para melhor. – ela soltou aquilo amarga, mas reparou que ele não parecia respirar e os olhos voaram para o rosto de porcelana que estava tranquilo.

– Sim, para melhor. – ele parou o carro e virou o rosto sorrindo gentilmente para ela – Está entregue. – não queria deixa-la ir, mas era necessário, aquilo era preciso, ele repetia na mente sem parar.

– Obrigada. – ela virou o rosto e notou um mercado de porte médio.

– Não foi nada. – disse vendo-a abrir a porta e se encolher quando uma rajada de vendo frio voou para dentro do carro, jogando o cabelo dela em seu rosto e sua boca se encher de veneno; fechou os olhos e escutou a porta do carro sendo fechada, respirou fundo inalando o cheiro dela que parecia ter se infiltrado por tudo no carro, agarrando os bancos e as portas, acelerou e foi embora dali antes que fizesse besteira.

Jessica estalava os dedos nervosamente, pensando em como iria retornar para casa, deixou para pensar naquilo depois e entrou no mercado, notando o olhar de algumas pessoas nela e fechou a cara pensando na única pessoa que ela queria que a notasse era casado e tinha uma filha, uma filha que tinha crescido muito para os seis anos que tinham se passado, evitou os pensamentos relacionados à família Cullen e tentou convencer a si mesma que não queria ser notada por Edward, queria ignora-lo, pois era uma necessidade; esbarrou em alguém sentindo seu corpo ir em direção ao chão, mas uma mão segurou seu pulso, impulsionando seu corpo a se reerguer, olhou para cima e notou Nessie a encarando com um pequeno sorriso nos lábios.

– Tem que tomar mais cuidado. – a garota dizia gentilmente e ela sorriu sentindo os músculos relaxarem.

– Claro, me desculpe. – ela disse notando quão gentil a menina era.

– Tudo bem. – notou uma figura alta e musculosa atrás de Nessie, segurando protetoramente sua cintura – Esse é Jake. – ela os apresentou e Jess arregalou os olhos, mais logo tentou disfarçar.

– É um prazer. – ela disse baixo, pois estava chocada; o que Jacob Black fazia com a filha de Bella que por suas contar tinha pelo menos vinte anos?

– O prazer é meu. – ele disse acenando com a cabeça e sorriu gentil para ela.

– Nós temos que ir Jess, mas foi um prazer revê-la. – a menina dizia gentil se afastando.

– Claro, nos vemos por ai. – ela sorriu gentil para o nada e adentrou mais o mercado, quando um click veio em sua cabeça.

“Nessie só pode ser adotada, então Jacob e ela podem namorar, pois ela já é maior de idade, ou quase isso! E quanto a Bella, bom, até agora não vi Bella, será que ela e Edward... Não, não e não, eu não vi nem a metade dos Cullen, então isso não significa que os dois não estejam juntos, e mesmo se não estiverem não vou ter nenhum contato com os Cullen, assim eu espero!”

Estalou os dedos, nervosa e angustiada enquanto pegava algumas coisas e rezava para não encontrar mais nenhum Cullen, ou pelo menos não encontrar Edward, pois não podia ceder, tinha que fugir, era isso, ela tinha que fugir e conseguiria fugir, ou ao menos pensava que conseguiria.


Notas finais
Então, gostaram? Eu postei rápido, não postei? Nos vemos nos comentários, hein?
Beiijin!