Notas iniciais
Bom, nos vemos nas NOTAS FINAIS, não se esqueçam de ler as notas finais, hoje vou dar algumas explicações muito importantes nas notas finais, então não se esqueçam!!!
Bom capitulo, espero que gostem!

A morena o encarava impaciente; revira os olhos vermelhos, enrolava os cabelos curtos, tamborilavam os dedos, balançava os pés, mas nada parecia surtir efeito, pois o loiro continuava na mesma posição, sentado a beirada da cama, com as pernas abertas, e os cotovelos apoiados nas coxas, enquanto encarava o vazio da parede branca com um interesse surpreendente, aquilo a confundia, Louis a confundia – Querido, você poderia compartilhar o que se passa em sua cabeça? – sussurrou encostando a cabeça no travesseiro, fazendo os curtos cabelos negros se espalharem como tinta na fronha de cetim branca.

– Claro que posso. – sorriu virando-se para encarar a mulher que parecia uma pintura – Mas será que devo? – retrucou e riu quando Ângela revirou os olhos, deixando mais uma vez clara a sua impaciência com ele.

– Não quer compartilhar as coisas comigo? – perguntou calmamente, mesmo que por dentro estivesse se contorcendo para saber a resposta; sabia que Louis nunca fizera e nunca faria parte dos bonzinhos, nunca a diria o que ela queria ouvir, nunca faria o que ela quisesse, e, de certa forma, aquilo a agradava, mas apenas até certo ponto.

– Não perca seu tempo pensando besteiras. – balançou a cabeça, deixando claro que a vampira tivera a impressão errada – É apenas Bella. – fechou os olhos, sentindo-se imediatamente cansado apenas por ter mencionado a mulher – Bella, Alice, todas simplesmente me cansam. – sentiu a aproximação sorrateira de Ângela, que o abraçou delicadamente pelos ombros, sorriu ainda de olhos fechados, como ele vivera tanto tempo sem ter alguém como ela? Alguém que pudesse reconfortá-lo, apoiá-lo? Provavelmente fora aquilo que ele vira em Bella, já que a mesma era mãe poderia lhe dar não apenas o amor entre amantes, namorados, mas também o amor de amigos, um amor fraternal, mas parecia que para Bella, aquilo era simplesmente impossível – Querem que eu continue fazendo o que mandam. – bufou chateado – Não tem coragem de assumirem o que fazem. – abriu os olhos buscando algum sinal de ridicularizarão vindo de Ângela, mas a mesma apenas o encarava.

– Isso o chateia. – sorriu compreensiva – Apesar de querer que você não tivesse matado todas aquelas pessoas... – parou para respirar fundo, buscando concentração – Isso faz parte de seu passado. – explicou calmamente – Assim como a traição de Bella, isso vai lhe servir como aprendizado. – passou os dedos carinhosamente pelos fios loiros ondulados – Quanto a Alice e Bella... – suspirou tentando achar uma forma delicada de dizer aquilo – Você tem que deixá-las se virarem sozinhas. – agarrou suavemente o queixo levemente quadrado e o virou em sua direção, obrigando-o a encará-la – Sei que não é de sua natureza deixar as mulheres receberem a culpa, muito menos carregarem toda a responsabilidade em suas costas, mas é a coisa certa a se fazer. – sorriu carinhosamente, pedindo aos céus que Louis entendesse onde ela queria chegar – Não apenas por elas. – notou o olhar confuso e tentou se expressar melhor – Todos nós, algum dia, precisamos assumir nossas responsabilidades, e aprender com as mesmas, com nossos erros e acertos, pois são com eles que crescemos. – tocou gentilmente o braço do vampiro – E, além disso, Edward o mataria se soubesse que você está envolvido em tudo isso, e que é o grande responsável por trás de todas as mortes, não apenas por matar, mas quem matou, como matou, e porque matou, resumindo, ele o mataria se soubesse que toda a ideia foi sua. – puxou a maior quantidade de ar, mesmo sabendo que não precisava – Acho que está na hora de parar de fingir que tudo é responsabilidade sua, de carregar peso morto em suas costas, e mostrar os verdadeiros responsáveis. – finalizou com um sorriso que, ao menos ela achava, reconfortante.

– No caso, Alice e Bella. – completou e sorriu, fazendo a morena se animar; a ideia de não tê-lo morto parecia animar Ângela de uma forma estranha, ninguém nunca ficara feliz em sua presença, aquilo era novo para ele, não sabia como lidar com aquilo.

– Agora conte-me, porque Bella o chamou aqui? – pensou um pouco mais e o parou com a mão quando ele estava prestes a começar a explicar – Oh, você me disse que Alice estava decidida a permanecer ao lado de Edward, o que a fez mudar de ideia? – arqueou as sobrancelhas e o loiro riu, provavelmente de sua curiosidade.

– A curiosidade matou o gato, cara. – sorriu notando o sorriso contido de Ângela, a mesma dava aquele sorriso toda vez que a chamava de cara, como se aquilo fosse alguma espécie de tesouro, respirou fundo para mudar a linha de raciocínio – Bella me chamou aqui porque sabia que estava perdendo Edward, acho que nem ela seria tão tola a ponto de se arriscar. – pensou alto a ultima frase, o que faz Ângela ficar levemente confusa.

– O que quer dizer com ‘nem ela seria tão tola a ponto de se arriscar’? – perguntou novamente, torcendo para que Louis não se irritasse com sua curiosidade.

– Já lhe falei sobre Carmen, um membro do clã Denali, o clã é mais conhecido como ‘As primas do Alasca’, mesmo que Eleazar faça parte do clã, ou Garrett, que juntou-se a eles recentemente. – deu de ombros antes de prosseguir – Carmen tem o dom de fazer desenhos, mas não desenhos comuns, é algo como uma mistura do poder de Alice com a arte. – estreitou os olhos para a morena, que o encarava como se ele estivesse falando latim – A diferença entre o poder de Alice e Carmen, é que Alice é capaz de ver o futuro, ela enxerga embaraçado em algumas vezes, mas ainda o enxerga, e pode reproduzi-lo quantas vezes quiser em sua mente, mas Carmen não. – sorriu para a mulher, que ainda o olhava de forma estranha – O que quero dizer é que Carmen não vê o que acontece ou o que vai acontecer, é como se ela ficasse cega por alguns minutos, ou o tempo que leva até os desenhos serem concluídos. – puxou o corpo pálido junto ao seu – Carmen não sabe ao geral o que acontece em seus desenhos até que sua visão retorne novamente, e ela também leva tempos para saber o que eles significam. – concluiu dando de ombros.

– Um dom incrível. – admirou em silencio, imaginando o quão difícil deveria ter sido para a mulher no começo de sua nova vida, quando não sabia nada sobre seu dom, nada sobre... Nada! – Mas ainda não entendo onde estão à ligação entre Carmen, seus desenhos e Bella. – completou levantando os olhos para encarar o vampiro, que apenas retribuiu o olhar e sorriu.

– Antes mesmo do casamento de Bella, Carmen teve um de seus ‘surtos’, ou seja, ficou cega por um tempo até terminar seus desenhos, e estes eram sobre uma mulher pequenina, de pele pálida, olhos claros e feições miúdas. – arqueou as sobrancelhas – Mas não pense que somos tolos, Carmen tinha avistado Jéssica no casamento de Edward e Bella, mas Jéssica estava morena, os cabelos eram os mesmos, mas castanhos claros, o que a impediu de reconhecer que aquela adolescente, era a mulher de seus desenhos, pois a mulher tinha longos cabelos lisos e ruivos, tão ardentes quanto chamas, que se espalhavam em volta dos ombros de Edward, pois a mulher estava em suas costas. – continuou explicando – Mas aquele foi sutilmente diferente, um pouco abaixo do desenho, algumas letras se espalhavam confusas e tortas, formando uma frase que, para a situação, era realmente estranha, algo como ‘A união de dois corpos, a junção de duas almas e sua eternidade’. – sorriu enquanto balançava a cabeça, lembrava-se da época em que Bella contara aquilo a ele, e ele desdenhara completamente, achando aquilo uma total perda de tempo, pois bem, agora não achava mais – Claro, na época todos acharam aquilo ridículo, o cúmulo, Edward realmente aparentava amar Bella, não que eu duvide que em algum momento a amou. – justificou-se dando de ombros – Mas lembro-me perfeitamente que Bella disse que depois de longos meses Carmen retornou com a ‘tradução’ daquilo, que era mais ridículo do que a própria frase. – suspirou – Bella disse que Carmen retornou dizendo que aquilo era como um aviso, se a união fosse completa, seria eterna. – lançou um olhar confuso a parede terrivelmente branca, que inspirava tédio – E quando Jéssica apareceu com os cabelos daquela cor, a única coisa que Bella conseguiu pensar foram em formas de acabar com a aproximação de Edward e Jéssica, ela até mesmo tentou levá-lo para a Romênia, mas Edward negou veemente, e foi ali que ela soube que estava perdida, não tinha mais volta, apesar da união não ter sido totalmente feita, Edward já se negava a se afastar da Stanley. – concluiu mirando os olhos nos de Ângela, que o encaram impressionada.

– A união dos corpos significa quando os dois...? – deixou a pergunta pairando no ar, mas Louis rapidamente acenou, concordando com seu pensamento – A junção de duas almas e sua eternidade. – repetiu a frase com cuidado – Se Carmen viu o futuro, porque Alice também não? – inclinou a cabeça levemente para o lado, deixando claro que não sabia como uma coisa daquelas era possível.

–As visões de Alice são cortadas por Jacob. – deu de ombros – Mas as visões de Alice e Carmen nunca tiveram uma real coincidência ou ligação. As visões de Alice podem mudar dependendo das decisões das pessoas, que rumo elas decidem seguir, mas as de Carmen não, são todas fixas e reais, estão predestinadas a acontecer, não há nenhuma forma de impedi-las. – soltou os ombros aparentemente frágeis de Ângela e jogou as costas contra o colchão, espreguiçando-se calmamente.

– Se não já chance de impedi-las, os esforços de Alice e Bella são inúteis. – concluiu após alguns segundos em silencio.

– Oh, sim, você está certa, mas como as pessoas dizem, a esperança é a ultima que morre. – abriu os braços fazendo um gesto amplo, deixando claro que não acreditava nenhum pouco naquilo, ou melhor, nunca acreditara.

– Mas é a primeira que mata. – retrucou bem-humorada – É uma coisa destinada ao fracasso, e mesmo assim as duas tentam. – balançou a cabeça em reprovação – É ridículo. – bufou indignada, e como resposta recebeu uma risada divertida de Louis, como se estivesse curtindo seu momento – E porque Alice migrou de Edward para Bella? Apesar de sempre me parecer muito ligada a Bella, Alice parecia ser o tipo de garota que faria qualquer coisa por Edward. – concluiu e Louis aos poucos parou de rir para concordar.

– Sim, nesse sentido você está certa, Alice ama Edward, pois o mesmo é seu irmão favorito, Alice faria de tudo para ver Edward feliz. – acenou distraidamente para a morena enquanto encarava o teto – Mas também faria de tudo para tornar a vida de Jasper um inferno. – comprimiu os lábios numa linha reta, reprovando o comportamento de Alice, sempre achara a vingança tão ridícula, e desde que soubera os motivos de Alice por ter se unido a Bella, achava mais ainda.

– Tornar a vida de Jasper um inferno? – arqueou as sobrancelhas, estranhando totalmente a frase de Louis – Alice e Jasper são parceiros, Louis, Alice não faria nada que o desagradasse. – disse como se fosse obvio, mas aquilo era obvio, Alice sempre se mostrara tão apaixonada pelo Hale, que Ângela achava impossível que numa frase daquelas o nome de Alice pudesse vir a ser mencionado.

– E é ai que você se engana, minha cara Weber, Jasper, assim como Edward, parou de reverenciar Alice com o passar dos anos, e isso não a deixou muito bem. – balançou a cabeça – Na verdade, a deixou muito mal, já que Jasper parecia começar a repudiar o comportamento infantil de Alice, e admirar o comportamento e personalidade de Tanya. – completou – O que pareceu ter deixado Alice muito brava, já que a mesma se afastou completamente dos Denali, levando todos os Cullen junto. – apoiou o cotovelo na cama e levantou a cabeça apenas o suficiente para fitar os olhos carmim – Não seria nenhuma surpresa se nesse momento todos os Denali estivessem em Aspem, não apenas visitando todos, como conhecendo a mais nova Cullen. – deu de ombros, uma coisa que com Ângela parecia muito frequente.

– Tanya? Você não disse que ela é uma Denali? Quero dizer, uma das ‘Primas do Alasca’? – repetiu a frase aparentemente tosca de Louis, que apenas acenou em concordância, não se importando em tirar o tom de ridicularizarão da voz de Ângela.

– Sim, essa mesma. – apontou o dedo indicador e o balançou para cima e para baixo, numa tentativa inútil de fazer algo que nem ele sabia o que era – Jasper parecia realmente ter se encantado por Tanya, mas Alice é mimada o suficiente para não perceber o quão importante a Denali era na vida de seu companheiro, ou para deixá-lo seguir sua vida e ser feliz, acho que ela não suporta a ideia de ter Jasper feliz se não for ao seu lado. – revirou os olhos pensando em quão hipócrita aquilo era.

– Se ela o amasse entenderia. – Ângela concluiu, depois de longos minutos refletindo; se Alice realmente quisesse o bem seu companheiro, o deixaria ser feliz sem ela, ao invés de fica prendendo-o numa relação fadada ao fracasso.

– Sim, mas ela não entende. – balançou a cabeça – E Alice está tão presa em fazer da vida de Jasper um inferno, que acaba não se dando conta de que está fazendo sua família sofrer com suas decisões erradas. – passou as mãos pelo cabelo – Decisões erradas às vezes no leva a morte, e se as duas, principalmente Alice não parar, é isso que ira acontecer. – fechou os olhos para repreender as imagens da morte da pequena fadinha , o que não surtiu o efeito desejado – Jasper a ama, um amor bonito, um amor fraternal, acho que é o máximo que ele pode dar a ela, mas Jasper já foi um militar, sabe que as vezes é necessário abrir mão para conquistar, e se tivesse a chance, nesse exato momento, não hesitaria em matá-la com suas próprias mãos, não se isso fosse necessário para que todos que ele ama e zela ficarem bem. – deixou a cabeça cair no travesseiro do hotel, fazendo um chiado tão baixo, que se não tivesse uma audição tão apurada, não ouviria.

– Não contesto a decisão dele, se estivesse no lugar de Jasper provavelmente faria o mesmo. – deu de ombros, achando o pensamento um tanto quanto perverso demais para si mesma.

– Sim. – concordou automaticamente, já matara muitas pessoas, mas se aquele fosse o motivo, não hesitaria como hesitara em tantas outras – Alice teve uma visão de Jasper e Tanya juntos, e então resolveu que tinha motivos o suficiente, e muito bons para ir para o lado de Bella. – balançou a cabeça, não muito admirado com a idiotice primitiva de Alice – Apenas por puro ciúme, na verdade, acho que ela nunca esteve verdadeiramente ao lado de Edward, o apoiando, por que por mais que tenha doido nela ter a visão de seu companheiro com outra, ela continuaria ao lado do irmão. – puxou Ângela para seu lado – Ela não estava realmente disposta a apoiá-lo, ele era sua família, e aprendi que apesar das varias burradas que nossos familiares cometem, ainda assim são familiares, e é por eles que devemos ficar, são eles quem nós devemos apoiar, mesmo que estejam errados. – suspirou tristemente – Acho que ninguém ensinou isso a ela, o que é triste, pois ela terá que aprender da forma mais difícil, apanhando da vida. – apoiou o queixo na base da cabeça de Ângela, que ficou sem se mover por vários segundos, o que o levou ao nervosismo, teria ele dito algo errado?

– Acho que tem uma coisa que se repete em ambas as histórias, tanto na de Alice, quanto na de Bella. – refletiu enquanto entrelaçava os dedos aos do seu parceiro, que, apesar do pouco tempo, notara que era seu total oposto, e estava feliz por aquilo.

– E o que seria, cara? – ele notou, naquele momento, o porquê de Ângela sempre conter o sorriso quando ele a chamava de cara, seu italiano vinha carregado, não apenas de sotaque, como de emoções, por vezes sua voz parecia até embriagada.

– Eles confundiram desejo com amor. – apertou os dedos de Louis entre os seus – Alice deseja tanto ter Jasper só para ela, que acaba se esquecendo de todos ao seu redor, ou na infelicidade que isso pode causar não só a ele, como em sua família. – suspirou em sinal de nojo, sentia apenas aquilo, nojo pela logica de Alice – Bella deseja tanto Edward, que apaga tudo e todos que se impõe em seu caminho, e está se afundando tanto num poço de desejos maldosos, achando que é amor, que quando pensar em sair, provavelmente não terá mais um caminho de volta, pois já estará atolada. – balançou a cabeça em reprovação – Já Jasper sabe o que quer, mas não tem o desejo de magoar Alice, o que o leva a pensar que isso é amor, mas na verdade, é apenas remorso e culpa; remorso por não poder corresponder aos sentimentos de Alice, e culpa por ter feito os sentimentos surgirem em Alice. – explicou sua logica, sua magica e por vezes, sem noção logica – E Edward confundiu desde o inicio o amor e o desejo, uma coisa que não deveria ter deixado acontecer. – mordeu os lábios delicadamente – No começo achava que era curiosidade por Bella ser um dilema a ser desvendado, e foi tolo por acreditar que não se envolveria emocionalmente com ela, pois é o que toda e mínima aproximação gera em qualquer pessoa, seja vampiro ou humano. – enroscou as pernas nas de Louis – E são nos meios que começam as grandes burradas, achou que estava apaixonado, quando, na verdade, se permitir ficar tão próximo a um humano, revelou seu próprio lado humano que estava soterrado em tanta tristeza e solidão, e não é só isso, Edward ficou fascinado pelo fato de estar apaixonado, mas ele gostava da ideia de estar apaixonado, e o fato de gostar disso, desse sentimento de liberação, não significa que você realmente sinta isso, que realmente esteja se entregando, que esteja realmente vivendo um amor. – sorriu achando que sua logica estava ficando cada vez melhor, ela parecia estar entendendo o que se passava, mesmo não tendo acompanhado tudo desde o inicio – E foi no final, que é onde estamos, onde ele finalmente resolveu abrir os olhos e enxergar a luz, aonde veio a grande ironia, ele não estava apaixonado, ele apenas desejava estar amando, e quando finalmente viu Jess, do jeito que ela é, do jeito que sempre foi, apesar de sempre fazer questão de viver soterrada naquele monte de futilidade, percebeu que perdeu tempo demais em sua vida com alguém que não era para pertencer a ele, assim como ele nunca pertenceu a ela. – suspirou de contentamento – Edward percebeu que não podia perder tempo, que o tempo é uma coisa preciosa, e que não se deve deixar para fazer depois, o que se pode fazer agora, por mais tola que seja a ação fadada a acontecer. – levantou o queixo para encarar Louis – Ele finalmente conheceu uma razão para ser ele mesmo, para expressar o que quer, seus desejos, suas vontades, suas ações, e conheceu alguém que goste e aceite isso, apesar de serem totalmente distintos, são iguais numa coisa... – deixou a frase pairar no ar, deixando o nariz quase colado ao do loiro.

– Eles se amam, são iguais e concordam nisso, e é isso o que vale, é isso o que conta, pois é isso que permanecerá. – completou a frase da morena, que o encarava sorrindo, como se aprovasse suas palavras – Mas são diferentes, são opostos, e isso é bom, peças iguais de um quebra-cabeça não montam nada, não finalizam nada. – roçou o nariz no de Ângela, que sorriu contente.

– Amor e desejo. – sussurrou fechando os olhos, esperando os lábios macios e mornos de Louis, que não demoraram a chegar.

Notas finais
Bom, um capitulo apenas de Louis e Ângela foi importante, afinal, ela acabou de se transformar, precisa de um professor, de alguém que a ensine sobre as coisas, que a deixe informada sobre o que aconteceu, e Louis está fazendo esse papel, e... Ficou bonzinho, será que vai durar? Ou será que ele vai voltar a ser como antes?
Então, agora é realmente importante, de uns tempos pra cá eu venho ficando sem inspiração, tendo bloqueios constantes, fora as várias reclamações (dos meus pais) de que eu vivo somente escrevendo, e tenho algumas de uns leitores que me mandam reclamações de que o capitulo não saiu como desejou, de que ele está pequeno, de que tem alguns (vários) erros de português, mas vim aqui esclarecer uma coisa, eu, assim como todos vocês, leitores e autores, também sou humana, também cometo erros, pra quem não sabe, o que é a grande maioria, eu estudo a noite, e é sempre no período da noite onde minha inspiração resolve dar sinal de existência, então normalmente quando escrevo estou cansada e com sono, mas fico até umas duas ou três da manhã escrevendo o capitulo pra vocês, e nesse meio tempo erros acontecem, afinal, eu começo a trabalhar mais lentamente, como qualquer pessoa normal.
Enfim, faltam dez capítulos pra fic ser finalizada, o que seria fácil, já que minha meta é postar um capitulo por semana, entretanto, estou parando a fic por tempo indeterminado, não apenas pelas reclamações vindas de várias partes, mas também por minha falta de inspiração no momento, quando eu ficar inspirada vou escrever o capitulo, acumulando-os e quando eu voltar a postar a fic vai ser totalmente finalizada, mas, com aquela meta de um capitulo por semana.
Espero que agora os que reclamam parem um pouco e pensem como é difícil escrever um capitulo e passar tudo para o papel ou onde quer que seja, não é simplesmente chegar num teclado e escrever algumas palavrinhas e fim, escrever é uma coisa que exige paciência, e, por vezes, pratica, então ninguém vai chegar num determinado canto bombardeando o que quer que seja com palavras, é uma coisa difícil, e como é um dos meus (poucos) talento, cuido muito bem dele, não vou escrever nenhuma porcaria e postar, até porque me sentiria mal, não apenas por estar dando uma péssima leitura a vocês, como estar quebrando o ritmo da fic e meio que 'ofendendo' minha forma de escrita.
Bom, é isso, não vou abandonar a fic, longe disso, tenho leitores ainda, independentemente daqueles que se foram, mas eu preciso de um tempo no momento só pra mim, espero que entendam e que tenham gostado do capitulo!
Beijos e até mais ♥33