Ironies Of Fate

9 - Já não consigo não pensar, em você!


Notas iniciais
Capitulo especial, hein?
Por isso o tamanho!
E por favor, sem preguiça dessa vez em Richard Junqueira, rum!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKK
LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Alice pousou delicadamente sobre os pés e olhou a sua volta em busca de confirmação.

– Alice? – a voz confusa de Bella soou pelo quarto, o que Alice fora fazer em sua casa?

– Sim? – virou-se rapidamente, vendo Bella sentada na cama de madeira branca com um livro pousado no colo.

– O que está fazendo aqui? – perguntou um pouco furiosa, nunca conseguira um tempo das baboseiras de Alice, sempre fazendo compras ou a metendo numa de suas visões.

– Pensei que fosse obvio, vim falar com você, Edward não está. – Alice revirou os olhos, Bella certamente não pensara em como a voz dela soava aos ouvidos de Alice.

– Eu sei Alice, se não lembra, ele é meu marido. – respirou fundo enquanto travava o maxilar, porque Alice não falava logo o que queria e ia embora?

“Não por muito tempo.” – Aquele pensamento soava na cabeça de Alice, como um martelo que batia sem parar, num ritmo irritante.

– Sim, eu sei. – Alice virou-se e foi caminhando calmamente em direção á janela, como começaria aquela conversa?

– Fale o que quer de uma vez. – a voz soava como uma ordem.

– Eu não vou ajudá-la, não dessa vez. – observou a neve caindo de forma delicada sobre os pinheiros.

– Ajudar-me? – riu irônica vendo que Alice não mexia nenhuma parte do corpo – Se eu bem me lembro, não pedi sua ajuda. – encostou as costas na cabeceira de cama olhando furiosamente para Alice, da onde ela tinha tirado aquilo?

– Oh, ainda não. – sorriu amavelmente virando-se para Bella.

– Conte-me a visão Alice. – passou as mãos pelo rosto, o que Alice queria dizer com ‘não vou ajuda-la dessa vez’? Alice sempre a ajudara, não seria agora que negaria.

– Não, não vou lhe contar a visão. – balançou a cabeça de um lado para o outro e sorriu quando viu que Bella estava ficando mais irritada ainda.

– Como? – rosnou levantando da cama e andando em direção a Alice, que a encarava com um sorriso tranquilo.

– Ora Isabella, eu vou só lhe avisar algumas coisas. – parou colocando uma mão na cintura e indicando onde Bella deveria se sentar.

– Me avisar o que? – sentou no baú que ficava aos pés da cama, que era o local que a vampira indicara a ela e olhou interrogativamente para Alice.

– Nós, todos os Cullen, ajudamos você quando James tentou matá-la, e você, pensando que seria um ato heroico resolveu ir atrás dele e se oferecer a morrer por todos nós e pela salvação de sua mãe. – revirou os olhos lembrando daquilo, Bella sempre fora tão irresponsável – Também a ajudamos quando resolveu que seria uma menininha de cinco anos e se jogaria de um penhasco num ato irresponsável, pondo a vida de Edward em perigo. – lembrou-se do irmão implorando aos Volturi para matá-lo – E devo confessar que a pior de todas foi colocar a vida de toda a minha família em perigo e também a matilha por conta de uma coisa totalmente... Ridícula. – viu Bella se encolher, mas aquilo não tinha mais efeito algum sobre si, tinha dado adeus à época em que fazia de tudo por Bella e ela simplesmente rejeitava.

– Ridícula? Se a luta era tão ridícula como diz, porque não recusou? Ninguém a obrigou a nada Alice. – levantou o tom de voz e fuzilou a pequena vampira com os olhos, enquanto a mesma só a observava como se fosse surda.

– Sinto muito se ninguém lhe ensinou Bella, mas nós ficamos do lado da família, não importa quando ou porque, nem os erros que foram ou serão cometidos. – desviou os olhos da figura furiosa de Bella e olhou novamente para a janela, dessa vez, magoada – E Edward é da família, nunca negaria nada a ele, principalmente ajuda, mesmo que ele esteja errado muitas vezes, todos nós estávamos e sempre vamos estar do lado dele, assim como do de Emmet, Rosálie, Jasper, Carlisle, Esme, Renesmee e até mesmo Jacob. – olhou novamente para Bella, que a olhava com um sorriso falso nos lábios.

– Poupe-me do discurso. – se a intenção de Alice era comovê-la com aquilo, estava totalmente errada, pois aquele pequeno ‘discurso’ não fez a sentir-se culpada, e sim achar Alice cada vez mais e mais ridícula.

– O que quero dizer é que estou esgotada de lutar por uma coisa que você deveria lutar, acha que nós temos a obrigação de correr atrás de seu amor? – desabafou balançando o pé, ela estava nervosa, mas não perderia o controle, precisava terminar aquilo.

– Desde quando alguém, além de mim, lutou por algo do meu interesse? – perguntou retoricamente e viu Alice arregalar os olhos.

– Alguém além de você? Por favor, Isabella, não seja hipócrita, quantas vezes no mínimo acha que deixei de evitar alguma bobagem que você faria? — perguntou levantando-se abruptamente – Acha que é fácil ficar adulando alguém que pouco se importa para as pessoas a sua volta? – perguntou enxergando tudo num vermelho carmim brilhante – Você fica simplesmente ai, sentada, sem mover sequer um músculo enquanto nós fazemos todo o trabalho para você, já passou pela sua cabeça que talvez, milagrosamente, alguns de nós estejamos simplesmente cansados disso tudo? – fez um gesto indicando tudo a sua volta – Lembra-se do seu tão perfeito casamento? Onde tudo o que fez foi ficar observando todos nós? – perguntou apertando as mãos em punhos – Lembra-se da sua teimosia para aceitar uma cerimônia, no mínimo, decente? – rosnou a ultima frase, estava cheia de raiva, raiva de tudo, não conseguiria mais se controlar – Acha que eu lhe convenci a fazer aquilo por você? – perguntou retoricamente enquanto ria – Não minha querida Isabella, eu fiz aquilo porque sabia que Edward, meu irmão, gostaria de assumir a todos que daquele dia em diante você era dele, apenas dele. – sorriu ficando mais calma.

– Alice... – começou mais foi interrompida pela mão de Alice, que fez um gesto de ‘deixe quieto’.

– Você ao menos sabe por que sempre apoiei Edward? – perguntou sentando-se no braço da poltrona que ela mesma colocara ali meses atrás.

– Eu... – começou, mas subitamente parou, pois Alice nunca dissera a ela aquilo, e ela nunca pensara qual era o motivo – Não. – confessou olhando a figura minúscula sorrir mais calma.

– Não? – perguntou e olhou para as próprias unhas que estavam pintadas de vermelho – Você fazia Edward feliz, sei que isso é clichê, mas naquela época você levara a luz para a vida dele. – balançou a cabeça em descontentamento – Mas agora não. – olhou tristemente para a amiga, ou ex-amiga, pois Bella não era a mesma garota que ela conhecera e se encantara anos atrás, pensando, talvez, que teria uma amiga, uma fiel e boa amiga – Não vejo mais o brilho nos olhos de Edward quando ele te olha. – suspirou e viu Bella arregalando os olhos – Ele apenas olha você com... Carinho, apenas isso, nada de amor. – sorriu e levantou-se do braço da cadeira andando em direção a Bella, que estava de cabeça baixa – Você perdeu Edward. – tocou suavemente a minúscula e delicada mão no ombro de Bella, ia dizer algo, mas seus olhos focaram em outra coisa.

“- Ajude-me, por favor, por Renesmee. – Bella implorava para Alice, se a vampira a sua frente não a ajudasse, ela estaria perdida”.

– Não Bella, não dessa vez. – balançou a cabeça negativamente e tirou a mão da figura pálida.

– Alice, você realmente quer que eu lute por Edward só? – perguntou nervosa, escutar aquelas coisas de Alice era horrível, mas sabia que a vampira que estava ao seu lado estava errada, sempre estivera, não era agora que mudaria.

– Não Bella, não é isso que eu quero, e sabe por quê? – sorriu e colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha.

– Não Alice, eu não sei, por quê? – perguntou impaciente e levantou-se para encarar a cunhada.

– Porque é uma batalha perdida. – deu de ombros e lembrou-se da visão – Você perdeu Edward antes mesmo de tê-lo para si. – sorriu mais ainda quando novamente viu a cena ganhar vida em sua mente.

– Como? – perguntou confusa, Alice estava louca, não tinha duvidas.

– Ele nunca pertenceu e nunca pertencerá a você, eu sinto muito. – tentou se aproximar, mas a morena desviou e sorriu sarcástica para ela, que fez careta e voltou à posição original, que era ao lado da janela.

– Veremos. – olhou para o teto com a certeza de que não perderia Edward por nada, não podia, e não importava o que seria necessário para fazer aquilo, Edward seria seu, totalmente seu, para sempre.



– Você gosta dela? – Emmet batia as mãos nos joelhos e olhava para Benjamin, que estava pensativo.

– Eu... – começou a falar, mas Rosálie o interrompeu.

– Oras, é logico que ele não gosta. – fez que não com a cabeça e olhou para ele sorrindo – Ele a ama. – fez uma expressão de obvio e reparou que Alice acabara de chegar.

– Onde estava? – Jasper, que estivera com raiva de Alice até aquele momento, ficou tranquilo quando olhou nos olhos da esposa, ela parecia flutuar de alegria, o que acabou contagiando-o.

– Fui dar uma volta. – deu de ombros e sorriu olhando as pessoas que se encontravam na sala da nova mansão, ali estavam quase todos, Esme, Carlisle, Rosálie, Emmet, Jasper, Edward e até mesmo Benjamin – Onde estão Nessie e Jake? – sentou-se no colo de Jasper, que estava num dos sofás de couro cor de café da sala.

– Foram para casa. – Carlisle ainda estava chateado com ela, Alice agira de uma forma inesperada, o que o pegara totalmente de surpresa, pois era sempre receptiva e alegre, e fora grossa com Darcy e Jéssica.

– Mas por quê? – franziu as sobrancelhas e olhou para Jasper que apenas deu de ombros.

– Alguns membros dessa família ainda dormem Alice. – Edward bufou, estava cansado de fingir que não acontecera absolutamente nada poucas horas antes, como todos que se encontravam na sala faziam.

– Oh sim, às vezes esqueço completamente isso. – sorriu encabulada para o irmão e abaixou os olhos.

“Desculpe-me Edward, eu sabia o quão importante o jantar era para você, e acabei estragando-o completamente.” – levantou novamente os olhos e viu o irmão mais relaxado.

– Tudo bem. – apenas ele e Alice entendiam o duplo sentido da frase, sempre fora assim, e não mudariam.

– E porque você não diz que a ama? – perguntou mudando de assunto e virando-se sorridente para Benjamin.

– Porque eu... Quero dizer... – olhou para Edward num pedido mudo de ajuda, o que o mesmo recusou apenas dando de ombros, bufou e voltou sua atenção para a pequena Alice, que de certa forma, o fazia lembrar-se de Jéssica – Eu sou o homem da relação Alice, mulheres são submissas, sempre foram e sempre serão. – imitou o gesto de Edward e deu de ombros, fazendo Esme, Alice e Rosálie explodirem numa gargalhada conjunta.

– Oh céus, ele não disse isso. – Esme repetia enquanto olhava para o pobre Benjamin, que parecia prestes a correr dali.

– Benjamin, eu sinto muito lhe dizer, mas as coisas mudaram do século passado até os dias de hoje. – Rosálie balançou a cabeça, fazendo os longos fios dourados se agitarem em volta do belo rosto pálido – As mulheres agora gostam de igualdades. – deu de ombros notando o olhar indignado de Benjamin sobre si.

– E agora você tem que escolher, ou cede pelo menos uma vez na vida, ou perde Darcy. – Alice completou olhando para Benjamin, que se pudesse, choraria, prendeu o riso, homens eram tão ingênuos.

– Não, nós não somos Alice. – Edward balançou a cabeça num claro sinal de indignação, de onde a irmã tirara aquilo? Mas a mesma apenas deu de ombros e fingiu não escutar.

– Odeio quando eles fazem isso. – Emmet bufou notando a silenciosa conversa de Edward e Alice, sempre odiara aquilo, e tinha certeza de que aquilo não mudaria tão cedo.

– Eu... – começou Benjamin ignorando totalmente Emmet, mas novamente foi interrompido, dessa vez por Carlisle.

– Meu filho, com as mulheres são assim, elas sempre estão certas, mesmo estando erradas. – disse num tom sábio e experiente, tinha mais de duzentos anos, e nesse tempo inteiro sempre soubera daquilo, chegava a ser antiquado Benjamin não saber.

– Vou fingir que não escutei isso Carlisle. – Esme balançou o dedo indicador, desaprovando o concelho do marido.

– Rosálie me diz que sempre está certa. – Emmet, que fazia carinho tranquilamente na coxa de Rosálie foi rapidamente chutado dali.

– Porque eu sempre estou. – Rosálie revirou os olhos, irritada com a bobagem de Emmet, ela estivera certa esse tempo todo a respeito de Bella, que traíra seu irmão na primeira oportunidade com Louis, um vampiro recém-nascido de San Francisco, não seria agora que não estaria a respeito de outras coisas.

– Por mais que eu não goste disso, tenho que concordar. – Edward acenou com a cabeça para Rosálie, que apenas sorriu sabendo do que ele se referia.

– Tenho que ir. – Benjamin levantou-se subitamente, precisava acertar as coisas com Darcy, ou talvez deixá-las piores.

– Foi ótimo lhe ver aqui, volte mais vezes, e traga Cycy e Jess, por favor. – Rosálie sorriu levantando-se e abraçando Benjamin, que rapidamente retribuiu o gesto de carinho.

– Tentarei pelo menos com Jéssica. – sorriu soltando os braços que estavam em volta dos ombros da bela loira e despediu-se de todos.

– Vamos para casa Rose? – Emmet começou malicioso, mas Edward balançou a cabeça num claro sinal de nojo.

– Por favor, Emm, isso não. – sussurrou e todos riram.

– Vamos. – agarrou rapidamente a mão do marido e foram correndo.

– Tenho que ir para o escritório. – Carlisle indicou o caminho e chamou Esme com a mão – Tenho que lhe mostrar uma coisa. – rapidamente percebeu que Alice queria falar com Edward, isso explicava a forma com que todos foram sumindo e se despedindo aos poucos.

– Claro querido. – estendeu a mão e tocou a do marido, que a guiou para o corredor.

A sala estava tranquila, silenciosa e parcialmente vazia, apenas Jasper, Alice e Edward se encontravam no local, sentados em sofás oposto.

– Jasper? – olhou sugestivamente para o loiro a sua frente, que a olhou perdido.

– Sim Alie? – perguntou curioso, Alice tinha praticamente expulsado todos da casa com apenas um olhar, mas queria saber o porquê daquilo, apesar de ter certeza que ela não diria o motivo, pelo menos não tão cedo.

– Seu carro, lembra-se do óleo? Não estava vazando? – perguntou sem dar muita importância, precisava falar apenas com Edward, e não perder tempo por ficar inventando desculpas para Jasper.

– Ah, sim. – levantou-se e olhou para Alice que sorria de maneira marota, revirou os olhos e foi em direção à porta.

“Boa sorte, vai precisar”. – Desejou antes de sumir em direção a garagem.

– O que quer Alice? – perguntou fazendo uma nota mental para agradecer Jasper, mas parecia que aquilo era atoa.

– Tenho que lhe mostrar algo. – sorriu e levantou, sentando-se ao lado do irmão e fechando os olhos, puxando a lembrança da visão de um lado da memoria, rapidamente a cena ganhou vida, era como se ela estivesse ali, no mesmo local, observando os dois.

“– Porque está me olhando assim? – Jéssica perguntava sorrindo encabulada, não apenas pela situação em que se encontravam como pelo medo como ele a olhava.

– Estou apenas gravando cada pequeno detalhe seu. – Edward acariciou o rosto da mulher com um cuidado exagerado.

– Eu tenho seus detalhes gravados há anos em minha memoria. – fechou os olhos e enroscou as pernas pequenas e quentes nas dele, que eram frias e longas, o que fazia sua pele se arrepiar e sentir um pouco de frio.

– Sim, eu sei. – beijou a testa da pequena mulher e puxou o edredom grosso para cima, notara que ela estava começando a sentir frio, e se amaldiçoava em pensamento por não ter colocado uma roupa antes, pois agora sabia que ela não o deixaria sair dali, pelo menos não tão cedo.

– Isso é tão... – procurou palavras que descrevessem aquela situação, mas não encontrou.

– Surreal? – perguntou divertido, mas estava com medo, e se ela simplesmente acabasse com tudo? Sabia perfeitamente como Jéssica era volúvel e tinha uma personalidade forte, se não precisava, não queria.

– Uh, surreal. – sussurrou e riu da besteira, sendo acompanhada com uma risada dura vinda de Edward, o que teria acontecido para fazê-lo mudar de humor daquela forma abrupta? – O que foi? – inclinou levemente a cabeça para trás, afastando-a do peito de Edward que se encontrava nu.

– Você... – passou as mãos nervosamente pelo rosto – Uma hora você não precisará mais de mim Jéssica, e quando você não precisa... – não completou a frase com medo da reação da mulher, sabia como ninguém que raramente Jéssica ficava nervosa, mas também sabia que deveria temer o nervosismo dela.

– Eu não quero. – completou a frase acenando com a cabeça e sentando-se na cama, levando o edredom junto ao peito para que não ficasse nua – Eu não preciso de você para viver Edward, nem para ser feliz. – sorriu afável e acariciou o rosto pálido, que de segundos até o momento perdera – se é que aquilo era possível – ainda mais a cor.

– Como? – perguntou nervoso e fechou os olhos, não podia suportar aquilo, abandonara Bella uma vez, sentira uma dor que não poderia descrever em palavras, mas aquela era bem pior, era de uma maneira que ele chegara a julgar impossível, mas novamente estava errado, sempre estava errado ao lado de Jéssica, nunca sabia a próxima coisa que aconteceria, caminhava às cegas e pisando em ovos, e naquele momento sentia que tudo a sua volta explodiria, mas então sentiu o toque quente na mandíbula, acariciando carinhosamente a área, como se pedisse calma, e foi o que aconteceu, mesmo contra a sua vontade, era sempre assim, e sabia que aquilo não mudaria.

– Não preciso, mas é bom ser feliz e viver do seu lado. – respirou fundo tomando mais uma longa dose de coragem – Nunca pensei que chegaria a sentir isso por alguém. – confessou baixo e olhou para o lado – A cada minuto gasto ao seu lado, eu peço mais horas, mais dias, sim, peço para que mais dias venham da mesma forma, ou até mesmo melhores, pois parece que a cada dia tudo fica mais... Especial. – riu da própria bobagem, quando ficara tão boba? Tão apaixonada? Ela não sabia, quando o assunto era Edward nunca sabia de nada.

– Jéssica... – começou encantado com tudo aquilo, normalmente Jess não mexia ou falava sobre sentimentos.

– Me deixe terminar. – ordenou e riu – Sempre vamos ter mais e mais limites para superar, eu sei disso, mas quero fazer isso com você, construir, talvez, uma vida ao seu lado, mas igualmente é claro, não se esqueça disso. – completou e os dois riram – Não quero que pense que é como um objeto sem valor para mim, que uso, uso, uso e quando me canso jogo fora. – balançou a cabeça achando aquilo ridículo – Até porque, quanto mais tempo passo ao seu lado, mais preciso de você. – inclinou-se na direção dele e deu um curto selinho.

– Eu sempre precisei de você, só procurei em lugares errados. – balançou a cabeça em desgosto e puxou-a para deitar ao seu lado, enquanto a abraçava – Sinto muito por isso. – sussurrou no ouvido dela.

– Não sinta, estamos juntos agora. – retribuiu o abraço sentindo-se levemente sonolenta – Acho que vou dormir. – bocejou arrancando uma risada gostosa e aveludada de Edward.

– Sem problemas, vou estar aqui quando acordar. – prometeu afagando os cabelos cor de fogo – que chegava aos quadris em ondas suaves – da pequena mulher.

– Ou na minha cozinha, com um avental florido, fazendo o café da manhã, enquanto canta alguma música do século passado. – riu da própria voz, que sem querer soara tão grogue quanto à voz de um bêbado.

– Ou assim. – deu de ombros rindo sem dar muita importância, gostava de fazer coisas para Jéssica, que sempre achava tudo ‘fofo’, como os pensamentos da própria imprimiam.

– Avental florido. – repetiu balançando a cabeça e fechou os olhos, esperando o sono finalmente tomar conta totalmente de seu corpo e levá-la a um estado inconsciente.

– Já não consigo não pensar, em você, já não consigo não pensar, em você! – cantarolou o refrão de uma musica que tinha recentemente visto com Rosálie num dos arquivos no computador da mesma.

– Eddie? – chamou manhosa, quase totalmente adormecida, mas mesmo assim emocionada.

– Sim, meu pequeno anjo? – perguntou curioso e afastou os cabelos que insistiam em cair no belo rosto e nos lindos olhos da pequena.

– Acho que amo você. – sorriu grogue e observou Edward, suas feições pálidas e perfeitas se iluminaram, deixando-o parecendo uma criança na manhã de natal ganhando o presente que tanto pedira o ano inteiro.

– Eu amo você. – sorriu alegre e encostou os lábios na testa dela, vendo a mulher fechar os olhos lentamente e se entregar, finalmente, ao sono.”

– Alice... – arregalou os olhos e tropeçou nas palavras, estava atormentado com aquela visão, aquilo não podia acontecer.

– Mudar os planos não vai mudar nada... – começou mais foi interrompida pela risada dura e nervosa do irmão.

– Pensei que... – Alice o interrompeu revirando os olhos, o deixando ainda mais nervoso.

– Sei o que pensou, mas estou vendo isso há dias, o futuro de todos parece incerto, mas o seu... – balançou a cabeça admirada e olhou para o irmão com certa adoração – O seu é certo, tão concreto, não tem lacunas, nada é falho. – riu boba e olhou para o irmão – Você não entende, não é mesmo? – perguntou inclinando a cabeça para o lado.

– O que eu não entendo? – passou as mãos exasperadamente pelo cabelo.

– Você não tem escolha, nunca teve. – riu da careta que o homem a sua frente fez – Tudo que lhe trouxe até aqui foi por um motivo, tudo o que você viveu, o que viu, antes mesmo de saber você já pertencia a Jéssica, agora eu entendo isso. – tocou gentilmente o ombro do irmão, numa tentativa inútil de consolá-lo.

– Você que não entende Alice, eu tenho uma esposa, uma filha, é tão difícil entender? – abaixou a voz para que ninguém ouvisse a conversa, o que era impossível de se fazer numa casa cheia de vampiros.

– Acho que a dificuldade é sua, está tornando tudo mais difícil, o rumo das coisas não vai mudar, não mudou da primeira vez que você tentou afastar-se dela, não funcionará agora. – deu de ombros e levantou se indo em direção à porta.

– Alie... – murmurou perdido, o que faria? Não era Alice mesma que dizia que tudo tinha dois lados? Duas escolhas? E agora estava esfregando em seu nariz que era mentira, que aquilo não existia? Tinha que existir uma situação mais racional, não faria Bella sofrer, prometera a ela que a perdoaria pela traição, que eles ficariam juntos para sempre, não poderia quebrá-la por uma bobagem, convivera com Jéssica por mais de um ano, e só agora começara a sentir aquilo? Era tão impossível, que chegava a ser ridículo.

– Afinal, é você que está procurando coisas nos lugares errados, tente procurá-las nos lugares certos, Eddie. – sorriu convencida lembrando-se da frase que ele usara na visão e abriu a porta, deslizando para fora da casa e deixando Edward com seus pensamentos e planos, mas sabia que tudo iria por água abaixo, era apenas uma questão de tempo, ele fitaria os olhos azuis esverdeados e voltaria ao começo, até assumir que não tinha escolha, e, finalmente, ceder!



Notas finais
Bom minhas pessoas lindas e maravilhosas, eu sei que a fanfic só faz aniversário amanhã, mais a situação é que hoje eu estou viajando pra um lugar onde não tem internet, resumindo, o fim do mundo realmente tá acontecendo, porque eu nunca fico sem internet, e deve ser exatamente por isso que eu estou sendo obrigada a viajar, mais bom, isso não vem ao caso, espero que vocês me desculpem pelo tamanho do capitulo, e bom, obrigada por estarem lendo e comentando a fanfic, isso é muito importante para mim!
Tenho que dedicar esse capitulo que é muitíssimo especial pra mim aos meus fieis leitores: Nay Petrova Mikaelson, Meisse, Suzana Quintana,
Dust In The Wind, Victor Shepiniack, Richard Junqueira (o preguiçoso), Tataii, Thaay Gomez, Edileia Cullen, Vivi Costa, e vários outros, até os leitores fantasmas, me desculpem se eu esqueci alguém!!!
Obrigada por estarem comigo e sempre comentando, deixando suas opiniões, todos são muito especiais pra mim!!!
Repararam na capa nova? Gostaram? Ou preferem a outra?
Pra quem gostou da música, bom, ela é Seguindo as Estrelas do Paralamas do Sucesso, e é linda, super recomendo!
Enfim, vou parar de enrolar e ir embora!
Beiijin e até os reviews ♥