Ironic

21 Resgate suas forças e se sinta bem ♫


Notas iniciais
Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra da própria loucura.
Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura
Fragmentos da realidade estilo mundo cão, tem gente que desanda por falta de opção.
E toda fé que eu tenho to ligado que ainda é pouco
Os bandidos de verdade tão em Brasília tudo solto.
Eu faço da dificuldade a minha motivação
A volta por cima, vem na continuação.
O que se leva dessa vida é o que se vive, é o que se faz
Saber muito é muito pouco, "Stay Will" esteja em paz. ♫
Música do título -> http://www.vagalume.com.br/charlie-brown-jr/pontes-indestrutiveis.html
#LutoChorão

Dinho: Eu ainda não sei direito como ela tá, tô indo para o hospital agora. Mas antes eu precisava vir aqui fazer isso.

Bruno: Aonde é esse hospital?

Dinho: Não sei direito, o Vitor me mandou o endereço por mensagem, aqui ó. — disse mostrando o celular para Bruno. — Ele me ligou agorinha e também tá indo pra lá.

Bruno: Bora, eu te dou uma carona. — disse pegando as chaves do carro e indo em direção à porta.

Ju: Gente calma aí, eu também, vou. — disse pegando a bolsa.

Eles se dirigiram ao carro rapidamente, Bruno olhou nomente o endereço do hospital e foi quase a 100 km/h.

Ju: Calma Bruno, vai devagar, se não quem vai sofrer acidente somos nós.

Bruno: Calma nada, eu preciso saber como ela tá.

Ju: É sério maninho, calma.

Bruno: Cala a boca Juliana. — disse nervoso.

Eles chegaram no hospital em mais ou menos meia hora. Antes de entrarem Ju resolveu falar com Bruno.

Ju: Se controla Bruno, o Vitor tá aí. Ele não precisa saber em um momento como esse que você e a Fatinha já tiveram alguma coisa.

Bruno: Tá, eu vou tentar.

Ju: Muita calma viu maninho? — disse abraçando o irmão.

Bruno: Tá, vamos entrar?

Ju: Vamos.

Eles entraram e foram para a sala de espera. Na sala de espera já estavam Camila, Vitor e Dinho, que havia entrado enquanto eles conversavam lá fora.

Vitor: Oi Ju, oi Bruno.

Ju: Oi Vitinho, oi amiga.

Camila: Oi gente.

Bruno: E aí, já tem alguma notícia dela?

Vitor: Ainda nada. — disse triste.

Bruno: Vocês chegaram a quanto tempo?

Camila: Tem uns vinte munitos.

Bruno: Ai meu Deus... — disse preocupado. — cuida da Fatinha, por favor? — sussurou.

Quarenta minutos depois...

Bruno: Essa demora tá de mais.

Vitor: Nem fala, eu preciso muito saber da minha princesa. Se eu pudesse ter feito qualquer coisa para evitar que ela fosse, eu teria feito com certeza.

Bruno: É... — disse culpado, pois ele sabia que a única pessoa que poderia impedir ela de ir era ele.

Doutor: Vocês são parentes da Maria de Fátima? — disse se aproximando deles.

Vitor: Eu sou o namorado dela. Como ela tá doutor?

Doutor: Ela está um pouco machucada e fraca, pois ela perdeu muito sangue, mas na medida do possível ela está bem. No momento ela está descansando, acabamos de fazer a coletagem.

Camila: Coletagem? — disse preocupada.

Doutor: Infelizmente sim. Seu nome é? — disse apontando para Vitor.

Vitor: Vitor.

Doutor: Então Vitor, eu sinto muito. O bebê não resistiu.

Vitor: Bebê? — disse surpreso.

Doutor: É, a Maria de Fátima tava grávida, vocês não sabiam?

Vitor: Grávida? — perguntou indignado.- Claro que não.

Doutor: É sim. Eu sugiro que você conte a ela, pois o paciente se sente melhor quando os familiares dão uma notícia tão grave.

Vitor: Ela que vai ter que me contar direitinho.

Camila: Ela vai ficar aqui por quanto tempo?

Doutor: Calcula-se uns quatro dias, mas isso vai depender da recuperação dela.

Camila: Obrigada Doutor. Quando nós vamos poder vê-la?

Doutor: Como eu já disse ela está descansando, assim que ela acordar a enfermeira avisa vocês. — disse se retirando.

Vitor: Como aquela VAGABUNDA pode fazer isso comigo? — disse furioso.

Camila: Fazer o que? Eu não tô entendendo nada.

Vitor: Ela veio com um papinho de que ainda não tava pronta e tal.

Camila: Então esse filho não era seu? — disse confusa.

Vitor: Não Camila, não era meu. Essa vagabunda me traiu.

Camila: Calma, você tá muito nervoso. — disse desviando o olhar para Bruno. — Vem vamos tomar água. — disse saindo e levando o irmão.

Dinho: Parabéns papai. — disse batendo nas costas de Bruno.

Ju: Do que ele tá falando Bruno? Isso é sério mesmo?

Bruno: Eu não acredito. — disse triste.

Ju: Bruno, não vai dizer que você...

Bruno: É Juliana, eu era o pai dessa criança. — disse triste.

Ju: Como vocês puderam fazer isso com o Vitor?

Dinho: Canalha.

Bruno: Cala a boca. Será que vocês não respeitam a dor dos outros não?

Dinho: Dor? Que dor Bruno? A dor do filho que você ia mandar a Fatinha abortar se ela tivesse?

Bruno: Eu nunca faria isso. Tá certo que eu não queria ter um filho agora, mas isso mexeu comigo. — disse com os olhos cheios de lágrimas.

Ju: Eu não tô acreditando. — disse indignada. — Maninho vem cá. — disse envolvendo ele em um abraço.- Vamos pra casa?

Bruno: Não Ju, eu preciso ver ela.

Ju: O médico falou que ela tá bem.

Bruno: Mas eu quero ver com meus próprios olhos.

Ju: Tá bom. Mas o Vitor vai querer saber quem era o pai do bebê, e aí? Como vai ficar isso?

Bruno: Eu ainda não sei Ju. Só o que me importa agora é ver a Fatinha.

Ju: Chega desse papo, eles tão vindo ali.

Duas horas depois...

Enfermeira: Vocês que são os parentes da Maria de Fátima?

Camila: Sim.

Enfermeira: Ela já acordou, se vocês quiserem vê-la... Mas no máximo dois por vez.

Camila: Ok, obrigada.

Enfermeira: Nada. — disse saindo.

Vitor: Eu vou lá, preciso saber direitinho dessa história de gravidez.

Camila: Não Vitor, ela acabou de perder um bebê, não é bom ela se estressar.

Vitor: Eu preciso falar com ela. — disse estressado.

Camila: Agora não Vitor.

Dinho: Eu vou lá então. — disse saindo.

Bruno nem se pronunciou e ficou se roendo de vontade de ir correndo ver Fatinha, mas não podia, pois iria dar muita pista.

Dinho se dirigiu ao quarto onde Fatinha estava, e ao chegar lá e vê-la deitada na cama fraca e toda machucada, ele se emocionou.

Dinho: Oi minha amiga, como você tá? — disse se aproximando dela.

Fatinha: Oi Dinho. Um pouco dolorida e fraca ainda, mais tô bem.

Dinho: Que bom, você não sabe o quanto nós ficamos preocupados com você. — disse sentado-se na cama.

Fatinha: Você tá sozinho? Quem tá aí?

Dinho: Não, eu não tô sozinho. A Ju, a Camila, o Vitor e o Bruno estão aí também.

Fatinha: O Bruno ? — disse sorrindo.

Dinho: É, eu vim com ele pra cá.

Fatinha: Como ele tá? Ele tá preocupado?

Dinho: Muito, ele veio quase voando com o carro.

Fatinha: Ai que fofo.

Dinho: Fatinha, eu preciso te falar uma coisa.

Fatinha: Pode falar.

Dinho: Ai meu Deus, como eu vou falar isso?

Fatinha: Falar o que Dinho? Eu tô ficando preocupada.

Dinho: Fatinha você tava grávida.

Fatinha: Grávida? — disse se sentando, já que estava deitada.

Dinho: É Fatinha, isso mesmo.

Fatinha: Eu não tô acreditando. — disse chorando.

Dinho: Mas eu disse tava.

Fatinha: Como assim?

Dinho: Você perdeu o bebê no acidente.

Fatinha começou a chorar descontroladamente e não falou mais nada. Dinho a abraçou com muito cuidado e resolveu puxar assunto.

Dinho: Fica bem minha linda. — disse soltando ela..

Fatinha: Eu não sei se fico feliz ou triste. Eu acabei de ficar sabendo que eu ia ter um bebê, isso é muito difícil para uma menina da minha idade, aí eu fiquei sabendo que perdi o bebê. — disse ainda chorando. — Deu um certo alívio, mas um certo aperto no peito também.

Dinho: Você vai superar tudo isso. Eu tô aqui para o que der e vier tá?

Fatinha: Eu sei meu amigo, eu te amo viu?

Dinho: Eu também te amo linda. — disse sorrindo.

Fatinha: Quem mais sabe disso?

Dinho: O pessoal que tá lá fora.

Fatinha: O Vitor também?

Dinho: É Fatinha, o Vitor também.

Fatinha: Ai que droga. Mas e o Bruno, o que ele disse sobre isso?

Dinho: Ele ficou bem abalado também. Ele disse que quer muito te ver.

Fatinha: Deixa primeiro eu associar as coisas, organizar minha idéias, depois eu falo com o Bruno e com o Vitor.

Dinho: Tudo bem, eu vou te deixar sozinha pra você pensar um pouco.

Fatinha: Tá bom.

Notas finais
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