Ironia do Destino
14 Capítulo 13 [parte 1]
Notas iniciais
Capítulo 13 — parte 1:
- Jenny, a turnê vai começar daqui a 3 dias e... eu vou ter que ir embora. — ele disse triste.
Eu fiquei em choque. Eu sabia que esse dia chegaria, mas não pensei que sería tão rápido. Só o que consegui soltar foi:
- Ah.. — eu disse pensativa e triste.
- Tudo bem Jenny ? — perguntou ele.
- Tudo sim.. — eu disse desviando os olhos dele. Ele segurou meu queixo e o ergueu.
- Eu também não quero me separar de você, mas essa é minha carreira, e você também tem uma vida aqui então.. — ele disse triste também. Ele de repente me abraçou e ficamos assim por um tempo.
Era tão bom abraçá-lo assim. Eu o apertei mais contra mim e inspirei seu cheiro para memorizá-lo. E sem nem mesmo perceber uma lágrima escorreu por minha bochecha.
Eu sorri com os olhos marejados para ele, e ele limpou minha bochecha molhada pelas lágrimas.
- Não chore, você sabe que mesmo longe estarei aqui com você. — Nós ficamos o dia todo juntos, estávamos aproveitando ao máximo o pouco tempo.
Fui dormir pensando que em 2 dias ele iría embora. E que só poderíamos nos encontrar daqui a alguns meses.
Eu acordei cedo. Mais do que costumava acordar nas férias. Deve ser pela sensação de tempo se acabando, tempo com ele.
Me espreguicei e levantei da cama preguiçosamente. Tome meu café da manhã e tomei um banho relaxante. Troquei de roupa e penteei meu cabelo. Escancarei a janela dando de cara com os lindos e desarrumados cachinhos, e a cara de sono do Nick. Eu ri.
- Bom dia ! Acordou cedo hoje ! — eu disse.
- Bom dia.. — ele falou com voz de sono e coçando seus pequenos olhos castanhos. — É... pra falar a verdade não dormi direito essa noite.. sabe, estava pensando no pouco tempo que temos. — ele disse meio triste.
- É... — eu concordei.
- Quer vir aqui para almoçar conosco hoje ? — ele perguntou.
- Tudo bem, na hora do almoço a gente se vê.
- Tá maluca ? Daqui a 5 minutos eu vou estar aí, não quero ficar um segundo longe de você, com o pouco tempo que temos. — Ele saiu correndo, pegou umas roupas e fechou a janela. Eu ri.
5 minutos depois, eu ouço passos subindo correndo as escadas. A porta do meu quarto foi escancarada e ele me abraçou me levantando do chão e me rodopiando e começou a beijar todo o meu rosto, enquanto eu ria muito.
- Nick, Nick, daqui a pouco vou morrer sem ar de tanto que você me aperta. — Eu disse rindo enquanto ele me botava no chão novamente.
- Hoje a noite vamos ver filme aqui em casa, e amanhã nós vamos num lugar especial. — ele disse pra mim.
- Que lugar ? — eu perguntei curiosa.
- Surpresa ! você vai ver amanhã !
- Isso é maldade sabia, Nicholas ? — eu disse fazendo biquinho. Ele riu e me deu um selinho.
Nós ficamos conversando o resto da manhã, e a tarde eu fui almoçar na casa dos meus vizinhos.
O almoço foi divertido. A tia Denise e o Tio Paul são muito divertidos e agradáveis. Eu sentiria falta deles, do Frankie, do Kevin e do Joe, mas principalmente do Nick.
De noite a Ash foi ver filme comigo e com o Nick, e é óbvio que quando Joe soube disso foi também. Nós trocamos telefones e e-mails. Eles deram a lista das cidades da turnê para nós.
Joe e Ash decidiram que por causa da distância, eles deviam ser apenas amigos. Mas eu e Nick vivíamos zoando eles, porque amigos não ficavam se beijando pelos cantos.
Depois que notarmos que já estava tarde, eu e Ash fomos para minha casa para dormir. Amanhã sería meu último dia com Nick, depois de amanhã ele já iria começar a turnê.
Acordei no dia seguinte com um sentimento de nostalgia. A todo momento eu pensava em momentos desses nossos maravilhosos 2 meses. Aconteceu tudo tão rápido... Eu nunca pensei em me apaixonar por alguém tão cedo, e agora nas férias, em menos de 2 meses eu me apaixono.
Tome café da manhã e fiz minha higiene matinal. Abri a janela e dei de cara com o quarto do Nick arrumado e vazio.
Eu fiquei agoniada o dia inteiro. No nosso último dia juntos ele some. Ninguém sabia dizer onde ele estava, só sabiam que ele havia saido cedo de casa e não tinha voltado até agora.
Minha vontade de gritar e chorar era imensa, mas procurei me manter calma. Surtar não é a minha. Mas cara, como ele sumia assim no nosso último dia ?!
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ! — eu gritei me jogando de costas na cama.
- Poque você está gritando ? — perguntou uma voz conhecida no meu ouvido. Eu tomei um susto e me sentei rapidamente na cama. Olhei para o lado e dei de cara com Nick, que me olhava com um olhar divertido.
- NICHOLAS JERRY JONAS ! ONDE VOCÊ SE METEU ESSE TEMPO TODO ?! TODO MUNDO FICOU PREOCUPADO COM VOCÊ, E EU QUA.. — antes de eu conseguir terminar a frase ele me calou com um beijo, daqueles que eu me sinto sem chão.
Depois que já estávamos sem ar, nós nos separamos, e como sempre, eu fiquei olhando com cara de boba para ele.
- Não se preocupe, todos já sabiam que eu tinha sumido, era tudo teatro. — ele riu da minha expressão surpresa. — Eles só estavam te enrolando para dar tempo de eu preparar a surpresa. Lembra dela ? — ele disse.
- Lembro ! Mas eu fiquei preocupada com você, além de que amanhã você já vai embora então..
- Tudo bem, eu te entendo, mas eu acho que você vai gostar da surpresa ! — ele disse animado. — eu vou deixar você trocar de roupa e daqui a 10 minutos eu volto. — ele me deu um selinho e saiu do quarto.
Eu não sabia qual sería a ocasião, então optei por um vestidinho florido leve e bonito. Botei uma sandália baixinha e escovei meus cabelos até deixá-los bem lisos. Passei uma maquiagem básica, bem natural.
Daqui a pouco ouço batidas na porta. Eu falei para que entrasse e por ela passa Nick, simplesmente lindo, com seus cachinhos ainda um pouco húmidos.
- Você está linda ! — ele disse para mim, me fazendo corar.
- Você também. — ele deu aquele sorrisinho de lado dele, que levanta até defunto.
- Vamos ? — ele disse estendendo a mão para mim.
- Claro. — eu peguei sua mão e o desci as escadas com ele. Dei tchau para meus pais e entrei no carro dele, que estava estacionado em frente a minha casa.
Eu fiquei olhando pela janela apreciando a paisagem. Já deviam ser 7 e poca, pois já estava escuro.
Nós conversamos um pouco durante o caminho, mas como de costume, a maior parte do tempo nós ficamos em silêncio, desfrutando um do outro. Eu sentiría falta disso. De repente ele parou o carro. E estendeu uma venda pra mim.
- Como eu disse, é surpresa, então você não pode olhar. — ele disse me ajudando a por a venda.
- Não posso dar nem uma olhadinha ? — eu disse fazendo bico. Ele deu uma pequena risadinha e me deu um selinho rápido.
- Não, não pode. Espera aqui só um pouquinho. — Ele saiu do carro e pelo que eu ouvi ele abriu a mala e pegou algo. — Eu já volto, fica aí quietinha.
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