Quando estávamos saindo olhei para ela sorrindo com vitória e não pude deixar de me sentir satisfeita quando a mesma se irritou.

Chegamos no quarto e eu ainda me sentia com raiva e entrei no banho, quando sai coloquei um shots curto preto e uma camiseta comprida cinza, ouvi passos pelo corredor de Celeste que parou e ficou um tempo quieto até que batidas na porta do quarto de Sebastian, levantei indo devagar vendo que a porta do banheiro estava entre aberta e tinha vapor saindo, bateram mais uma vez e eu sabia quem seria, com um sorriso sarcástico puxei a camisa escondendo o shots e abri a porta.

— Bas querido eu queria... – ela parou de forma abrupta.

— Sebastian para você. – sorri de forma calma.

— O que está fazendo no quarto de Sebastian? – sua pergunta tinha um tom de irritada.

— Nossos quartos são juntos, você não sabia? – fiz minha cara de inocente apontando para a porta.

Ela me olhou de cima a baixo e avançou um passo, mas não sai da porta sem dar chance dela entrar.

— Preciso falar com Sebastian.

— Sinto muito ele está no banho agora. – entrei na frente dela quando ela se esticou para olhar dentro do quarto.

— O que você está fazendo no quarto dele enquanto ele toma banho? – sua pergunta agora não tinha nenhum disfarce e era claro que ela estava com ciúmes.

— Estou esperando ele para dormir e claro. – ri da expressão que ela fez. – Se me der licença vou me deitar. – fechei a porta na cara dela e me dobrei para ri de forma silenciosa.

— Sabe que ela vai ficar furiosa não sabe. – Sebastian estava parado usando apenas uma calça de moletom e com a toalha nos ombros.

— Eu não ligo. – corri para cama e pulei nela. – Você se importa?

Eu olhei para ele seria, talvez ele quisesse ela e eu estivesse sendo ridícula.

— Você sabe muito bem que não. – ela veio devagar na minha direção e se sentou na cama.

— O que foi? – perguntei quando vi que ele estava sentando me olhando.

— Aonde achou isso? – ele pegou o colar que ainda estava no meu pescoço.

— Eu achei no closet, por que?

— Você me disse que tinha jogado fora. – olhava para a pedra azul de forma hipnotizada.

— Eu não jogaria nosso colar fora, fui eu quem fez. – ri da expressão dele.

— Você lembrou? – para minha surpresa ele jogou a toalha de lado no chão e subiu em cima de mim com os olhos fixos no meu.

— Só disso até agora. – sorri quando ele acariciou meu rosto.

— Sabe que Celeste vai mandar um elfo para seu quarto para ver se você esta lá. – ele levantou secando o cabelo com um aceno de varinha.

Me ajeitei debaixo do coberto e com outro aceno de varinha a luz apagou, senti a cama mexer e os braços de Sebastian me alcançaram me puxando mais pra perto, senti meu coração acelerado e meu corpo esquentou.

— Quer ver uma coisa que fizemos nos dois quartos? – meu coração errou uma batida com a voz dele no meu ouvido.

— O que? – minha voz falhou e senti ele rir silenciosos.

Senti ele se afastar um pouco e logo o teto começou a brilhar com inúmeras estrelas, por um momento era como se eu estivesse do lado de fora de casa olhando céu.

— Parece o teto de Hogwarts... – ele me puxou para deitar sobre o peito dele e respirou fundo.

— Faz tempo que não uso. – sua voz tinha nostalgia.

— Eu li que esse feitiço é complicado. – me levantei olhando para ele que sorriu.

— Eu falei que você era brilhante. – voltou a me abraçar e eu ri.

— Você disse que faz tempo que não usa? O que quis dizer? – falei com os lábios em sua pele e senti ele se arrepiar.

— Eu não gosto de usar sozinho, sabe, sem você. – sua voz ficou melancólica e tudo que eu soube fazer foi abraça-lo mais forte.

— Eu vou cuidar de você. – ouvi a voz de Sebastian longe enquanto caia no sono.

No dia seguinte me sentia confortável demais para levantar, mesmo sabendo que estava apertada para usar o banheiro, apertei minhas pernas mais um pouco e tentei voltar a dormir. Fiquei quieta de olhos fechados até que foi demais.

— Banheiro. – corri pelo quarto para o banheiro quase caindo no caminho.

Entrei sem me preocupar em fechar a porta e por pouco não deu tempo, ouvi a risada de Sebastian do quarto e tentei me controlar, mas logo estava rindo também, depois de sair me joguei na cama de novo e ele saiu indo para o banheiro também, me aconcheguei, mas não estava a mesma coisa.

— Algum problema? – Sebastian estava parado olhando eu me revirar na cama.

— Não está confortável como antes. – tentei mais uma vez rolar pela cama e parei na ponta quase caindo perto dele.

— Abre espaço. – falou me colocando para o lado e deitando e logo me puxou de volta. – Melhor? – sua voz estava próxima ao meu ouvido me fazendo arrepiar.

— Sim. – me aconcheguei nele mais uma vez e cochilei.

Notas finais
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