Notas iniciais
Leiam o título! *-* Pan! Minha flor, como você pode ser tão diva assim?! *-* Adorei sua maravilhosa recomendação e dedico esse capítulo inteiramente a você! Muito obrigada! Estejam preparados quando aparecer o link da música!

A morena manobrou o carro e estacionou na rua em frente a casa dele. Desligou o automóvel e começou a bater os dedos indicadores freneticamente no volante. Soltou um largo suspiro e se perguntou: O que estou fazendo aqui?

Estava planejando ligar o carro novamente, mas se surpreendeu ao ouvir uma certa voz rouca...

–Pensando em fugir, Mikoto?

Ela solta uma risada irônica. — Se está aqui fora, sabia que eu iria embora.

–Claro que sei, você me deu um bolo no primeiro encontro que te chamei. — Sorri enquanto abre a porta do quarto para ela sair.

–Obrigada. — Dá a mão para ele e sai do carro.

A analisa de cima embaixo. — Você está muito bonita.

Ela mostra um sorriso tímido como agradecimento.

–Vamos entrando. — Ele foi na frente e abriu a porta dando passagem para ela.

Mikoto entrou na casa e reparou que o local estava mal iluminado dando um clima romântico a luz de velas.

–Deixa eu adivinhar... — Começou ele. — Itachi que te arrumou?

Ri. — Ele e o Sasuke.

–Esses dois... — Revira os olhos. — Pra quê uma roupa tão ousada?

–Itachi disse que tinha que parecer sexy.

–E conseguiu. — Morde o lábio inferior.

Revira os olhos. — Você também não está nada mal...

Ele usava uma calça jeans preta e uma camisa comprida branca e com dois botões abertos.

–Obrigado, bom... Vamos nos sentar...

Ela soltou um suspiro trêmulo e assentou-se ao sofá. Fugaku sentou-se ao lado dela, pegou um controle e lançou uma música. E então com o tocar da bateria, Mikoto já reconhecia aquela canção...

–He... — Ela dá uma risadinha. — Always...

–Você era apaixonada por esse tal de Bon Jovi... — Sorri. — E essa é a sua música preferida...

–A melodia dela é incrível. — Respira fundo. — E a letra é muito bonita, acho que a melhor música deles é essa... — Canta um pedacinho.

–Sua voz continua bela como sempre. — Elogia.

Sorri. — Bem, vamos ao assunto principal.

Ele respira bem fundo. — Aceita? Champanhe.

–Aceito. — Pegou a taça e brindaram.

–Me fale tudo. — A olha no fundo dos olhos.

–Fugaku. — Iniciou após beber o conteúdo do copo. — Se quer saber, eu já te perdoei a muitos anos o seu adultério.

–Sim, você contou.

–Eu não te odeio por causa da traição, te odeio por você ter esquecido de mim. Você ficou pensando só no seu pecado e esqueceu de me reconquistar. Fugaku eu ainda te amava muito, tanto que chegava a doer. Mas você não enxergava isso... — Suspira meio trêmula. — Eu te dei tudo que podia te dar, mas mesmo assim você não abriu seus olhos, você se esqueceu de mim. — Olha para seu copo. — Eu nem sei o que estou fazendo aqui... Acho que no fundo eu quero acreditar em você...

Toma o copo da mão dela e põe mais champanhe e lhe devolve. — E o que quer de mim? Como quer que eu prove? Farei tudo.

Balança a cabeça no sentido negativo. — Não precisa provar nada. Eu sei que você diz a verdade, mas confiar novamente é algo impossível para mim.

–Entendo. — Sorri para ela. — Eu esqueci de olhar para você pois achava que estava te ferindo e eu não queria te ver daquela forma por minha causa, fui fraco e agora entendo. — Mexe o líquido dentro do copo.

Bufa. — Mas o que você tinha na cabeça quando fez aquilo?!

–Eu estava sentindo ciúmes, você trabalhava tanto que senti que estava sendo esquecido...

–E é assim que você decidiu resolver as coisas? — Levanta o tom de voz.

Ele permaneceu em silêncio por uns segundos. — Uma mulher chegou em meu escritório e começou a tirar a roupa, eu não consegui desviar o olhar e já estava me odiando por aquilo. Ela seguiu em minha direção e me agarrou e antes que eu pudesse perceber, já estava completamente nu.

–Para, não quero ouvir. — Abaixou a cabeça com voz trêmula.

–Eu não entendia nada do que estava acontecendo, e toda vez que eu tocava aquela mulher eu sentia nojo de mim mesmo.

–Fugaku. — Ela estava quase se encolhendo.

–Em minha mesa havia um porta-retrato, e adivinha de quem era a foto? — Ela levantou a cabeça. — Era você e nossos dois filhos.

Ela abriu levemente a boca, viu que o mesmo estava com um semblante visivelmente enfurecido e decepcionado.

–And I will love you baby always... — Cantou um pedacinho da música que estava sendo escutada. — Eu estava tão puto que machuquei aquela mulher, ela implorava para que eu parasse, mas eu só parei quando caímos ao chão. Ela saiu da sala chorando, e eu fiquei lá sentado ao chão me odiando.

Mikoto pôs a mão na boca meio assustada.

–E sem perceber eu já estava chorando... — A encarou. — Eu decidi contar a você tudo o que aconteceu.

–Você não contou tudo. Você não me disse que estava odiando mesmo tendo feito aquilo!

Sorri cabisbaixo. — Eu merecia todo o ódio que você iria dirigir a mim. — Declarou.

–Você é masoquista? — Ri.

–Talvez. — Sorri. — Eu sinto muito por tudo o que aconteceu.

–Eu sei que sente. Caso contrário, você nunca teria me contado. — Respira fundo. — Mas por que contou? Se tivesse de boca fechada eu não saberia e estaríamos juntos.

Nega com a cabeça. — Eu não suportaria o fato de ter te traído e ficasse calado, pois eu sabia que você não merecia aquilo, então resolvi contar para não viver uma mentira.

Sorri. — No fundo, você é uma pessoa muito gentil.

Ri. — Sabe Mikoto, você é a pessoa que mais amo nessa vida, te abandonar foi um erro que me arrependo amargamente, eu estou com a cabeça mais fresca agora, então me responda. — Aproximou seu rosto do dela e encostou suas testas. — Namora comigo? Eu te amo muito, muito mesmo... Então me responda exatamente agora, aceita?

Leiam as notas finais!

Notas finais
Eaí? Gostaram? Comentem e mandem sugestões! Pessoal, VOCÊS que vão escolher o que querem que aconteça no encontro desses dois! Quero saber a opinião de vocês, pois trabalhar com um casal adulto é bem complicado!