Irmãos Orange - Segunda temporada

36 O motivo dos nossos sorrisos


Notas iniciais
Leiam o título! Aê gente! Penúltimo capítulo! O final se aproxima hehehe Queria dedicar esse capítulo à Sarah! Minha linda que tá fazendo aniversário hoje e me ajuda muito com a Fanfic, te adoro! Hehehe! Espero que gostem! Nos vemos nas notas finais!

(Narrador Itachi)

Fui tomar meu banho logo depois de minha esposa. A água estava fria, mas estava muito boa.

Enquanto tomava meu banho, ouvi um grito, um chamado. Desliguei o chuveiro e esperei para ver se era minha impressão. E outro grito surgiu, desta vez chamava pelo meu nome. Era Naruko.

Corri temendo que tivesse acontecido algo e a encontrei sentada no chão. Parecia sentir muita dor e estava tremendo.

Mas logo após isso, ela me contou os sintomas e então eu percebi que ela havia entrado em trabalho de parto.

A levei para o quarto e quando disse o que pensava, ela desesperou-se. A abracei fortemente e afaguei sua cabeça dizendo que eu faria o parto dela, ou melhor, faríamos juntos.

Fervi uma tesoura na água, arranjei um barbante, sei lá de onde. Peguei uma tigela, colocaria a placenta ali depois.

O próximo passo era mais difíci. Ajudá-la a escolher uma posição confortável. Tentamos de tudo, mas a que chegava mais próxima do objetivo era quando ela deitava de lado. A posição ajuda a relaxar e aliviar a dor, porém demora mais para o bebê sair.

–Itachi... Eu não vou conseguir. — Naruko falou com uma voz chorosa.

–Calma amor. — Beijei em sua testa. — Vai ficar tudo bem, eu estarei aqui com você.

–Segura minha mão. — Ela tremia muito. Com certeza estava com medo do que podia acontecer.

Admito que também estava. Eu nunca fiz um parto na minha vida, nem mesmo cesariana, e o primeiro que faria seria da minha própria mulher. Eu estava nervoso e suando frio, mas não podia deixar transparecer isso, já que ela precisa do meu apoio.

Lavei minhas mãos até a dobra do cotovelo com álcool e sabonete antibacterial. Cobri a Naruko com um fino lençol branco e retirei sua roupa íntima. Notei que a cabeça já estava aparecendo.

–Tá indo bem. — Sorri para ela. — Continua empurrando. Mas não gaste muito sua energia...

–Tá bom. — Ela respirava aceleradamente e apertava com força o travesseiro que ela abraçava.

–Toda vez que a contração aliviar faça um pouco de força, não empurre durante.

–Ok. — Ela respirou fundo várias vezes.

Me aproximei dela e tirei sua franja do rosto e lhe acariciei a bochecha.

–Como é? — Eu tinha que perguntar.

–Dói. — Mostrou um sorriso. — Eu sinto como se um membro meu estivesse sendo arrancado... — Franziu o cenho, outra contração.

Ela estava deitada de lado e segurava minha mão com muita força, que foi retribuída por mim. A observei por um tempo, ela estava se saindo bem, estava até mais calma que antes, embora a dor fosse inevitável.

–Itachi... Tá chorando?

–Desculpa. — Enxuguei as lágrimas que saíram inconscientemente. — É que eu tô tão feliz... Não esperava que seria papai hoje...

Meu peito não se cabia de alegria, eu estava ansioso, embora com um pouco de medo.

Ela acariciou meu rosto e mostrou um sorriso sincero. Era como se estivesse dizendo: força.
Que ironia... Eu quem deveria estar dizendo isso.

Voltei para meu trabalho e a cabeça já havia saído. A inclinei para baixo, num ângulo de 45° para que os fluídos saíssem. Girei gentilmente para que os ombros passassem.

Ela fazia mais força dessa vez, estava ocorrendo perfeitamente bem, e então após um grande esforço, nasceu. Exatamente às 4h21min da madrugada.

Peguei meu filho em meus braços, estava super escorregadio, e dei umas batidinhas nas costas para que respirasse. E então, um choro foi escutado.

Naquele momento eu não pude conter minhas lágrimas. Era saudável, forte, aparentemente tinha uns 3kg.

Era uma felicidade tremenda, tanto que não cabia no meu peito. Aquele choro infantil ecoando pelo quarto nos trazia lágrimas. Minha esposa virou de barriga para cima e esticou os braços como se estivesse pedindo pela criança.

–Naruko. — Chamei por minha esposa enquanto fitava aquele pequenino rosto. — É uma menina. — Coloquei minha filha sobre o peito da mãe.

–Oh Itachi... Ela é linda... — Naruko abria um sorriso enorme no rosto, parecia ter esquecido da dor. Cobri as duas gentilmente e beijei a testa da minha esposa.

–Você foi muito bem. — Ela sorriu para mim. — Obrigado... — E novamente as lágrimas desciam. — Por me tornar pai...

–Eu que agradeço, por me tornar mãe.

Eu queria aproveitar aquele momento, mas meu serviço ainda não havia terminado.

Peguei no cordão umbilical e procurei uma pulsação. Já havia parado, hora de cortar.

Peguei o barbante e amarrei alguns centímetros depois da barriga e outro na frente do último. Cortei entre os dois. Agora eu tinha que esperar em torno de 20 minutos para a placenta sair.

Enquanto esperava, eu vi que Naruko a amamentava.

–Ei, só eu posso por a boca aí...

–Itachi. — Me repreendeu segurando o riso. — Ela é forte...

–Não abriu os olhos? — Apertei gentilmente a bochecha de minha filha com o indicador.

–Ainda não...

Passou-se um bom tempo e então retirei a placenta e a guardei num recipiente, mais tarde ela seria necessária para uma avaliação.

Depois do sangramento ter parado, coloquei uma compressa quente sobre o ventre dela e troquei os lençóis.

Naruko estava sentada com a menina enrolada num cobertor e segurava a mãozinha dela.

–É tão pequena... — Murmurei. — Frágil...

–Vai se tornar uma menininha muito bonita.

–Vou ter que espantar os urubus. — Rimos.

–Qual vai ser o nome dela? — Me perguntou.

Abri um sorriso e ela fez o mesmo. Encarei minha filha e lhe beijei o pequeno rosto.

–Emi. — Respondi. — Significa sorrisos.

–Emi... Perfeito... — Beijou a filha. — Quer segurá-la?

–Eu? Nem pensar!

–Itachi, é sua filha!

–Eu vou deixá-la cair!

–Não seja bobo! Você fez meu parto. — Disse enquanto a colocava sobre meus braços.

Segurei na nuca dela e a observei, pude notar que minha mulher estava chorando com um sorriso. Estávamos muito felizes naquele momento.

(Narrador Naruko)

Doeu.

Oh, como aquilo doeu! Não imaginava que a dor do parto era daquela maneira.

Eu sentia como se um membro estivesse sendo arrancado do meu corpo, e meus ossos sendo quebrados. É realmente muito doloroso.

Mas quando eu ouvi um choro infantil, eu relaxei e esqueci completamente de toda a dor. Meu marido me entregou minha filha. Tão linda, pequena...

Nossa filha, Emi. O motivo do nosso sorriso.

Dar de mamar é uma sensação muito boa. Um momento mágico que é esperado por todas as gestantes.

Mil sentimentos te invadem, mas eu acho que o mais forte é o amor.

Segurar uma criança que saiu de dentro de você é magnífico. Sentir o contato, ver aquela miniatura de pessoa que você queria conhecer a alguns meses atrás, e observar bem de pertinho ela abrindo os olhos pela primeira vez...

–Oh, Naruko! Ela tá abrindo os olhos! — Itachi sentou-se ao meu lado com ela em seus braços e observamos seu rosto.

Ele estava todo bobo segurando a Emi. Provavelmente, a ficha ainda não havia caído de que ele agora é pai.

Com um pouco de dificuldade, nossa pequena garotinha foi abrindo os olhos e a primeira pessoa para quem ela olhou foi o Itachi.

Seus olhos eram azuis.

–Ei minha linda... Sou eu, papai...

Seus olhos se encontraram com os meus, o azul dela era mais escuro. Eram lindos.

–Oi pequena, sou eu, mamãe. — Tornei a chorar quando ela sorriu para mim.

Um sorrisinho banguela, mas muito lindo. Segurei sua pequena mãozinha fechada e depositei ali um carinho com o polegar.

–Você é muito linda, de agora em diante, papai e eu iremos cuidar muito bem de você.

–Não vou deixar que nada de mau te aconteça... — Completou ele.

Tomei a Emi dos braços dele e a envolvi nos meus. Acariciei seu rosto e beijei sua testa.

–Antes mesmo de você nascer, nós já te amávamos muito. E nós sempre vamos seguir te amando, se ficarmos melosos demais, não ligue. — Ouvi um riso do meu marido. — Agora eu entendo o que minha mãe sentiu.

Itachi passou os braços pela minhas costas e alisou meu ombro esquerdo.

–Se ela for bonita que nem você vai ser um problema... — Ele suspirou. — Se bem que sendo minha filha, não há como ela ser feia...

–Bobo. — Ri. — Ela bocejou...

Observamos aquela boquinha se abrindo e se fechando, e com um sorriso no rosto, ela fechou os olhinhos e adormeceu.

–Dormiu. — Ele falou.

–Não precisa dar banho nela? — Indaguei.

–Não, nas primeiras 24 horas não é necessário. Esse troço gosmento e branco protege a pele dela.

–Ata. — Ri.

–Tem força? Vamos ao hospital hoje mesmo.

–Tudo bem. — Assenti.

Ele preparou tudo, colocou tudo no carro e fez questão de me carregar no colo com nossa filha, embora eu conseguisse andar.

Mesmo cansado, ele se obrigou a ficar de olhos abertos até o hospital que o seu pai era dono.

Fomos atendidos rapidamente, já estava amanhecendo e eu só pude me lembrar do meu irmão entrando correndo no quarto. O cansaço me venceu.

(Narrador autor)

–Vim o mais rápido que pude! — Naruto chegou ofegante no quarto e viu sua irmã dormindo, suspirou então aliviado.

Olhou para o lado e viu que seu cunhado segurava um pequeno embrulho nos braços com um sorriso. Se aproximou e conheceu sua sobrinha.

–Então é uma menina... — Ele agachou-se e sorriu.

–O nome dela é Emi.

–Invejoso, colocou as três últimas letras do nome da minha filha... — Brincou.

Riu. — Significa sorrisos...

–Belo nome. — Suspirou. — Hinata não pôde vir, ela tinha que cuidar das crianças. — Justificou. — Eaí? Bom, né? Ser pai...

–Eu não imaginava que era tão bom assim... — Sorriu ainda fitando o rosto da menina. — Por que não me disse antes?

–Há coisas na vida em que você tem que descobrir sozinho. E outra, teoria não vale de nada, o que vale mesmo é a experiência de ter passado por isso.

–Verdade... Como se sente sendo tio?

–Eu vou estragar sua filha. — Gargalhou. — Vou fazê-la se virar contra vocês.

–Eu não fiz isso com a sua filha.

–Mas eu vou, porque sou um tio muito legal. — Sorriu.

Sasuke entrou no quarto todo destrambelhado e acabou batendo o mindinho na quina da porta.

–Aí! Inferno! — Ficou andando em círculos como se a dor aliviasse. — Por que sempre o mindinho?!

–Cala a boca, teme! Sua cunhada tá dormindo. — Repreendeu Naruto.

–Pô cara, segunda vez que bato meu dedo hoje! — Veio mancando até os dois. — A primeira foi quando eu bati no sofá vindo pra cá... — Paralisou ao ver seu irmão com uma menina nos braços. — Essa é...

–Sim, sua sobrinha. — Completou o loiro.

Itachi foi colocando a filha nos braços do irmão e o viu ficar surpreso.

–Ela é tão levinha...

Ri. — Pode tocar, ela não tem dente pra te morder.

–Minhas duas mãos estão ocupadas. — Bufa. — Então essa é a pequena Emi...

–Seja um bom tio para ela. — Disse o primogênito.

–Ah cara! Fiquei com vontade de ser pai agora! — Sorri. — Quer dar ela para mim?

–Você a mataria em dois dias. — Replicou o Uzumaki. — Você é todo desastrado.

–Falou o certo. — Debochou.

–Mas eu já sou pai de duas crianças. — Se gabou. — Enquanto isso você mal transa.

–Até tu vai me zoar Naruto?

–Vou.

Revirou os olhos e tornou a olhar a menina que agora estava acordada o encarando. Mas estava com uma cara de "Você não é a mamãe!", então, abriu o berreiro.

–Droga! Eu não fiz nada! Juro!

–Porra Sasuke! Só faz merda! — Implicou Naruto.

–Mas eu juro que não fiz nada! Ah, Itachi, pega ela logo!

O irmão que se contorcia de rir, pegou a filha no colo e caminhou até a esposa que dormia.

A loira acordou e abraçou a Emi para que ela se acalmasse.

Os outros dois que estavam longe observaram a cena e sorriram. Sasuke sentou no sofá e logo em seguida Naruto fez o mesmo.

–É cara... Estamos ficando velhos... — Suspirou o galego.

–É... Eu preciso ser pai logo. Minha mãe tá falando que eu não dou netos, só despesa.

Segurou a risada. — Casa e depois pensa em ter filhos. Já que vocês dois são desempregados.

–Isso mesmo que vou fazer.

–Mas você não vai casar virgem, então não precisa esperar pra fazer outra vez só na lua de mel. Leva a Sakura pro cantinho e créu!

Ri. — Ok, Ok...

–CHEGUEI! — Mikoto entrou no quarto quase que arrombando a porta, estava desesperada.

–Oi mãe... — O moreno foi recebê-la com um abraço. Porém ela o empurrou.

–Sai da frente! — Caminhou até a nora. — Naruko-chan, está tudo bem?

–Oi tia. — Sorriu. — Tô bem.

–Essa é minha netinha? — Seus olhos brilharam. — Ela é tão linda!

A avó deu um beijinho na menina e caminhou até o filho o abraçando.

–Parabéns!

–Obrigado mãe. — Retribuiu.

–Se tornou um homem feito agora. — Dito isso, encarou o outro filho. — Só falta você Sasuke.

–Gente, que prazer é esse que vocês têm em me zoar? — Bufou o caçula arrancando risadas de todos.

Minutos depois, Kushina entrou no quarto correndo para abraçar a filha.

–Naruko, meu amor, você está bem?

–Tô bem mãe. — Sentou-se na cama para que pudesse abraçar a ruiva.

–Oh, minha filha... — A abraçou apertadamente. — Fiquei tão preocupada... Doeu muito?

–Doeu, mas eu estou bem mãe. — A acalmou. — Olha só. — Mostrou a filha.

–Essa é a Emi? — Fez carinho na bochecha da bebê. — Que fofa...

Todos foram pegos de surpresa com a notícia, mas ficaram super contentes com a chegada da pequena e mais nova integrante Uchiha.

Ela tinha a bochecha redondinha e rosada, os cabelos eram pretinhos e os olhos um azul um pouco escuro. Era um mini Itachi na versão feminina. E tinha apenas dois risquinhos na bochecha, parecidos com o de sua mãe.

"Emi, aquela que se tornou o motivo dos nossos sorrisos...".
Uchiha Naruko.

Notas finais
Eaí? Gostaram? Comentem e mandem sugestões! O próximo capítulo se passará depois de 4-5 anos, se tiverem ideias, só mandarem hehehe Emi é muito fofa, né? *-*