Notas iniciais
Leiam o título! Tava sem ideia pra título kkkk mas no final vocês entenderão!

Akemi observava a tia que estava deitada na cama suando, estava preocupada e tudo que pôde fazer foi ligar pra sua vó, Kushina. Que pediu para que a menina ligasse para Itachi e falar que foi a Naruko quem chamou.

–Akemi... — A loira encarou a ruiva do seu lado. — Não fica assim... — Passou a mão nos cabelos da menina. — É só um resfriado.

–Mas você tá horrível tia Nana. — Faz bico.

–É passageiro...

Nesse exato momento a campainha é tocada.

–Quem será? — Disse a loira enquanto levantava-se.

–Não tia! Eu atendo!

–Você não vai alcançar a maçaneta. — Ri gentilmente enquanto vai descendo as escadas.

–Cuidado pra não cair tia Nana! — A ruivinha ficava olhando atenta para a loira caso ela caísse.

Naruko desceu o último degrau e foi abrir a porta, mas esqueceu de olhar no olho mágico antes.

–Sim? — Arregalou os olhos ao ver o homem que estava parado bem a sua frente. — Itachi... — Suas pernas fraquejaram e sua respiração se alterou... Seus batimentos cardíacos não estavam normais.

–Oi. — Sorriu docemente. — A princesa me ligou. — Sorriu para a menina que estava segurando na porta.

–Tio! — Pulou nos braços do moreno.

–Akemi... — A loira encarou a ruivinha como se pedisse alguma explicação.

–Eh... — Bateu um dedo no outro. — Ele veio cuidar de você...

–Eu não preciso que ele cuide de mim! — Esbravejou.

–Ei, não grite com ela! — Repreendeu Itachi.

–Vai embora! — Ordenou.

–Foi você quem me chamou!

–Akemi, o que disse para ele? — Quis saber ela.

–E-Eu falei que você que pediu pra chamá-lo... — Fala quase que num sussurro.

–O que?! — Gritou. — Por que?!

–Ei, Naruko! — Ele a repreendeu novamente.

–Vá embora Itachi! Não preciso de você!

–Será que dá pra parar? — Coloca a menina no chão que sai correndo para dentro de casa.

–Parar com o que? — Arqueou a sobrancelha.

–Ela só quis ajudar!

–Mas eu não preciso da ajuda de ninguém!

–Mentirosa, você está com o rosto vermelho de febre!

–Isso é... — Tentou arrumar uma desculpa. Ele foi entrando para dentro da casa. — Ei, saia! Não permiti que entrasse! — Tentou empurrá-lo, mas estava sem força.

Ele pega na mão dela que tocava em seu peito e a puxou para cima de seu ombro e a carregou até o quarto. Colocou ela na cama para que ficasse sentada.

–Fica aí! — Ordenou.

–Que saco! — Bufa deitando-se na cama pondo a cara no travesseiro. — Vai embora, não quero te ver! — O som sai abafado.

Ele suspira e a vira para tocar em sua testa. — Você está queimando! — Fala num tom preocupado. — Já mediu sua temperatura?

–Não.

–Parece uma criança. — Murmura. — Onde tem termômetro?

–No quarto da Akemi.

Itachi vai, mas quando volta encontra a loira sentada na cama com a mão na cabeça.

–O que foi? — Levantou o queixo dela. — Olha pra mim. — Ela abre os olhos. — Sente dor?

–Minha cabeça tá latejando... — Suspira.

Após medir sua temperatura, Itachi percebe que a febre dela era muito alta.

–39,4°C, tá bem alta... — Toca novamente na testa dela. — Deita um pouquinho.

–Ita... — Teve sua boca tapada.

–Por favor.

Ela o encarou com os olhos miúdos de cansaço e no fim resolve deitar-se. Ele vai para a cozinha e traz tudo que ele precisaria. Umideceu um paninho e colocou sobre a testa dela e lhe deu um copo de água para que ela bebesse.

Ela não questionou mais nada, apenas fez o que ele pediu.

–Por que não dorme um pouco? — Sugeriu.

–Minha cabeça tá latejando... Não consigo mesmo querendo. — Respondeu ela.

–Como você foi ficar assim?

–Acho que minha imunidade caiu. — Suspira.

Ele trocou o paninho sobre a testa dela. — Parece que está abaixando...

–Continuo a mesma bosta. — Resmunga arrancando um riso por parte dele. — Do que está rindo? Não tem graça...

–Nada. — Sorri. — É só que... Estou lembrando de quando você cuidou de mim quando estava com catapora.

–Nem me lembre. — Bufa. — Você é pior que criança...

–Olha quem fala...

Ela sorri enquanto levanta-se. — Vou ao banheiro.

–Tá.

Naruko entra no banheiro e tranca a porta, dá um longo suspiro e se apoia na pia. Sentiu-se tonta e agachou ao lado da privada. Seu estômago revirou a fazendo vomitar.
Deu descarga, enxaguo a boca e se encarou no espelho. Respirou fundo e saiu como se nada tivesse acontecido, sentou-se na cama e bagunçou seus cabelos.

Ele a encarou de cima embaixo, viu que ela estava péssima. Retirou os cabelos dela que cobriam o rosto fazendo seus olhares cruzarem, mas ela desviou meio corada.

Itachi pegou uma fruta que estava ali perto que ele trouxe e descascou dando uns pedacinhos pequenos para ela.

–Eu não sou um bebê... — Bufa enquanto mastiga.

Ele ri. — Quando estamos com febre, não sentimos vontade de comer nada... Então você vai ao menos dar uma mastigada se for bem pequeno...

–Não tô com vontade nem de beber água... — Resmunga.

–Você precisa comer. — Deixou o prato perto dela enquanto descia as escadas.

–Tia Nana... — Uma menina apareceu perto da porta.

–Oi Akemi. — Sorri.

–Ainda tá brava?

–Não, venha aqui. — Deu umas batidinhas no colchão.

A menina foi andando até a loira e sentou-se do seu lado na cama.

–Quando for buscar ajuda você tem que falar...

–Tá, desculpa...

–Tudo bem. — Beijou a testa da menina.

–Quando você melhora?

–Não sei.

–Eu quero brincar com você e o tio Itachi.

A loira respira fundo. — Quem sabe um dia? — Alisou o cabelo da menina. — Agora vai brincar.

–Tá. — Sorri se retirando.

Naruko bebe o copo de água que tinha perto dela e mede novamente sua temperatura. Marcava 38,3°C.

–Parece que diminuiu... — Ele tomou o termômetro da mão dela e analisou.

–Itachi... Obrigada. — Agradece baixinho.

Ele sorri e senta-se ao lado dela. — Hoje meu pai se confessou pra minha mãe...

–Mas ele não...

–Também achei. — Interrompeu. — Mas de uns dias pra cá eu descobri toda a verdade.

–E o que a tia disse?

–Ela não teve tempo de responder, mas ela ficou bem chocada...

–E você? O que acha disso?

–Acho que é bom eles voltarem. Digo, são meus pais. Quero minha família completa...

–Entendo. — Suspira pensativa.

–Ainda tá sentindo dor? — Mudou de assunto.

–Tá melhorando... — Sorri.

Ele a encara e a puxa para repousar a cabeça em sua perna. Ela tentou sair, mas ele a segurou, fez um cafuné em seus fios loiros e a observou fechar os olhos lentamente... Aproximou seu rosto do dela, deu um largo suspiro e se afastou.

Ela abriu os olhos e o encarou... Ficou presa àquele belo par de olhos ônix, sua respiração de alterou e seu coração acelerou.

–Desculpa... — Murmurou ela.

–Hã? — Ele não ouviu.

–Desculpa. — Uma lágrima desceu do rosto dela.

–E-Ei... — Ficou sem reação.

–Desculpa... Eu sinto muito! — Sentou-se e chorou mais ainda

–Naruko... — Tocou no ombro dela, mas ela corre até o banheiro. — Ei! Abra a porta Naruko!

–Não! — Sua voz estava embargada e se ouvia leves soluços.

–Por favor, me diga pelo que está se desculpando.

–Não é nada de mais... Esqueça isso.

–Não. Me diga o que é.

–Itachi...!

–Eu também preciso dizer algo...

Ficou um minuto de silêncio até que ela abriu a porta lentamente. Seu rosto estava vermelho e seus olhos levemente inchados.

Ele a encarou e esperou que ela falasse. — Desculpa...

–Pelo o quê?

–Eu não devia ter dito aquelas coisas... — Secou o rosto. — Eu estava com raiva e pisei nos seus sentimentos pensando apenas em mim...

–Você não precisa se desculpar... — Levantou o rosto dela em prantos. — Naruko eu...

A loira empurrou o moreno para trás e caminhou até o vaso e vomitou novamente.

Deu descarga. — Desculpa... Foi só um mal estar... O que estava dizendo? — Encarou o rapaz que estava completamente sem reação. — Itachi...? O que foi?

–Naruko... Você...

–Hum?

–Você está grávida?

Notas finais
Eaí? Gostaram? Comentem e mandem sugestões! Naruko está grávida?