Irmãos Orange - Segunda temporada
16 Momento Carminha
Notas iniciais
Akemi observava a tia que estava deitada na cama suando, estava preocupada e tudo que pôde fazer foi ligar pra sua vó, Kushina. Que pediu para que a menina ligasse para Itachi e falar que foi a Naruko quem chamou.
–Akemi... — A loira encarou a ruiva do seu lado. — Não fica assim... — Passou a mão nos cabelos da menina. — É só um resfriado.
–Mas você tá horrível tia Nana. — Faz bico.
–É passageiro...
Nesse exato momento a campainha é tocada.
–Quem será? — Disse a loira enquanto levantava-se.
–Não tia! Eu atendo!
–Você não vai alcançar a maçaneta. — Ri gentilmente enquanto vai descendo as escadas.
–Cuidado pra não cair tia Nana! — A ruivinha ficava olhando atenta para a loira caso ela caísse.
Naruko desceu o último degrau e foi abrir a porta, mas esqueceu de olhar no olho mágico antes.
–Sim? — Arregalou os olhos ao ver o homem que estava parado bem a sua frente. — Itachi... — Suas pernas fraquejaram e sua respiração se alterou... Seus batimentos cardíacos não estavam normais.
–Oi. — Sorriu docemente. — A princesa me ligou. — Sorriu para a menina que estava segurando na porta.
–Tio! — Pulou nos braços do moreno.
–Akemi... — A loira encarou a ruivinha como se pedisse alguma explicação.
–Eh... — Bateu um dedo no outro. — Ele veio cuidar de você...
–Eu não preciso que ele cuide de mim! — Esbravejou.
–Ei, não grite com ela! — Repreendeu Itachi.
–Vai embora! — Ordenou.
–Foi você quem me chamou!
–Akemi, o que disse para ele? — Quis saber ela.
–E-Eu falei que você que pediu pra chamá-lo... — Fala quase que num sussurro.
–O que?! — Gritou. — Por que?!
–Ei, Naruko! — Ele a repreendeu novamente.
–Vá embora Itachi! Não preciso de você!
–Será que dá pra parar? — Coloca a menina no chão que sai correndo para dentro de casa.
–Parar com o que? — Arqueou a sobrancelha.
–Ela só quis ajudar!
–Mas eu não preciso da ajuda de ninguém!
–Mentirosa, você está com o rosto vermelho de febre!
–Isso é... — Tentou arrumar uma desculpa. Ele foi entrando para dentro da casa. — Ei, saia! Não permiti que entrasse! — Tentou empurrá-lo, mas estava sem força.
Ele pega na mão dela que tocava em seu peito e a puxou para cima de seu ombro e a carregou até o quarto. Colocou ela na cama para que ficasse sentada.
–Fica aí! — Ordenou.
–Que saco! — Bufa deitando-se na cama pondo a cara no travesseiro. — Vai embora, não quero te ver! — O som sai abafado.
Ele suspira e a vira para tocar em sua testa. — Você está queimando! — Fala num tom preocupado. — Já mediu sua temperatura?
–Não.
–Parece uma criança. — Murmura. — Onde tem termômetro?
–No quarto da Akemi.
Itachi vai, mas quando volta encontra a loira sentada na cama com a mão na cabeça.
–O que foi? — Levantou o queixo dela. — Olha pra mim. — Ela abre os olhos. — Sente dor?
–Minha cabeça tá latejando... — Suspira.
Após medir sua temperatura, Itachi percebe que a febre dela era muito alta.
–39,4°C, tá bem alta... — Toca novamente na testa dela. — Deita um pouquinho.
–Ita... — Teve sua boca tapada.
–Por favor.
Ela o encarou com os olhos miúdos de cansaço e no fim resolve deitar-se. Ele vai para a cozinha e traz tudo que ele precisaria. Umideceu um paninho e colocou sobre a testa dela e lhe deu um copo de água para que ela bebesse.
Ela não questionou mais nada, apenas fez o que ele pediu.
–Por que não dorme um pouco? — Sugeriu.
–Minha cabeça tá latejando... Não consigo mesmo querendo. — Respondeu ela.
–Como você foi ficar assim?
–Acho que minha imunidade caiu. — Suspira.
Ele trocou o paninho sobre a testa dela. — Parece que está abaixando...
–Continuo a mesma bosta. — Resmunga arrancando um riso por parte dele. — Do que está rindo? Não tem graça...
–Nada. — Sorri. — É só que... Estou lembrando de quando você cuidou de mim quando estava com catapora.
–Nem me lembre. — Bufa. — Você é pior que criança...
–Olha quem fala...
Ela sorri enquanto levanta-se. — Vou ao banheiro.
–Tá.
Naruko entra no banheiro e tranca a porta, dá um longo suspiro e se apoia na pia. Sentiu-se tonta e agachou ao lado da privada. Seu estômago revirou a fazendo vomitar.
Deu descarga, enxaguo a boca e se encarou no espelho. Respirou fundo e saiu como se nada tivesse acontecido, sentou-se na cama e bagunçou seus cabelos.
Ele a encarou de cima embaixo, viu que ela estava péssima. Retirou os cabelos dela que cobriam o rosto fazendo seus olhares cruzarem, mas ela desviou meio corada.
Itachi pegou uma fruta que estava ali perto que ele trouxe e descascou dando uns pedacinhos pequenos para ela.
–Eu não sou um bebê... — Bufa enquanto mastiga.
Ele ri. — Quando estamos com febre, não sentimos vontade de comer nada... Então você vai ao menos dar uma mastigada se for bem pequeno...
–Não tô com vontade nem de beber água... — Resmunga.
–Você precisa comer. — Deixou o prato perto dela enquanto descia as escadas.
–Tia Nana... — Uma menina apareceu perto da porta.
–Oi Akemi. — Sorri.
–Ainda tá brava?
–Não, venha aqui. — Deu umas batidinhas no colchão.
A menina foi andando até a loira e sentou-se do seu lado na cama.
–Quando for buscar ajuda você tem que falar...
–Tá, desculpa...
–Tudo bem. — Beijou a testa da menina.
–Quando você melhora?
–Não sei.
–Eu quero brincar com você e o tio Itachi.
A loira respira fundo. — Quem sabe um dia? — Alisou o cabelo da menina. — Agora vai brincar.
–Tá. — Sorri se retirando.
Naruko bebe o copo de água que tinha perto dela e mede novamente sua temperatura. Marcava 38,3°C.
–Parece que diminuiu... — Ele tomou o termômetro da mão dela e analisou.
–Itachi... Obrigada. — Agradece baixinho.
Ele sorri e senta-se ao lado dela. — Hoje meu pai se confessou pra minha mãe...
–Mas ele não...
–Também achei. — Interrompeu. — Mas de uns dias pra cá eu descobri toda a verdade.
–E o que a tia disse?
–Ela não teve tempo de responder, mas ela ficou bem chocada...
–E você? O que acha disso?
–Acho que é bom eles voltarem. Digo, são meus pais. Quero minha família completa...
–Entendo. — Suspira pensativa.
–Ainda tá sentindo dor? — Mudou de assunto.
–Tá melhorando... — Sorri.
Ele a encara e a puxa para repousar a cabeça em sua perna. Ela tentou sair, mas ele a segurou, fez um cafuné em seus fios loiros e a observou fechar os olhos lentamente... Aproximou seu rosto do dela, deu um largo suspiro e se afastou.
Ela abriu os olhos e o encarou... Ficou presa àquele belo par de olhos ônix, sua respiração de alterou e seu coração acelerou.
–Desculpa... — Murmurou ela.
–Hã? — Ele não ouviu.
–Desculpa. — Uma lágrima desceu do rosto dela.
–E-Ei... — Ficou sem reação.
–Desculpa... Eu sinto muito! — Sentou-se e chorou mais ainda
–Naruko... — Tocou no ombro dela, mas ela corre até o banheiro. — Ei! Abra a porta Naruko!
–Não! — Sua voz estava embargada e se ouvia leves soluços.
–Por favor, me diga pelo que está se desculpando.
–Não é nada de mais... Esqueça isso.
–Não. Me diga o que é.
–Itachi...!
–Eu também preciso dizer algo...
Ficou um minuto de silêncio até que ela abriu a porta lentamente. Seu rosto estava vermelho e seus olhos levemente inchados.
Ele a encarou e esperou que ela falasse. — Desculpa...
–Pelo o quê?
–Eu não devia ter dito aquelas coisas... — Secou o rosto. — Eu estava com raiva e pisei nos seus sentimentos pensando apenas em mim...
–Você não precisa se desculpar... — Levantou o rosto dela em prantos. — Naruko eu...
A loira empurrou o moreno para trás e caminhou até o vaso e vomitou novamente.
Deu descarga. — Desculpa... Foi só um mal estar... O que estava dizendo? — Encarou o rapaz que estava completamente sem reação. — Itachi...? O que foi?
–Naruko... Você...
–Hum?
–Você está grávida?
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