Irmãos Orange - Segunda temporada
18 Jamais te abandonarei
Notas iniciais
Aquilo a pegou de surpresa, ela sequer lembrava do próprio aniversário, mas ele lembrou...
Sorriu timidamente e cruzou os braços. — E o que você comprou para mim?
–Nada.
–Nada?
–Nada.
–Nem um colar?
–Nada.
–Poxa... — Bufa rindo. — Nadinha?
–Nadinha. — Sorri.
Ela ri. — E como você subiu na minha janela? Eu durmo no segundo andar.
–Subi naquela árvore. — Apontou.
–O que você é? Um macaco? — Sorri.
–Ei, eu queria conversar com você... — Falou seriamente.
–Eu também quero, preciso dizer algo importante. — Suspirou a loira.
–Tudo bem se eu começar primeiro?
–Vai em frente.
–Sabe... — Ajeitou-se de forma confortável na janela. — Quando nós brigamos, eu achei que nunca fosse voltar no que falei, nunca fosse me arrepender... Mas eu estava enganado. — Olhou para a lua.
Ficou uns 5 segundos em silêncio quando ele tornou a falar olhando para ela:
–Minha mãe disse que iria me arrepender e veja bem, ela estava certa. — Pegou numa mecha do cabelo dela. — Eu disse que iria resistir a tudo e não passou um dia e eu já estava com saudades. Então ficava olhando nossas fotos no celular quase que o meu dia todo... O dia e a noite nunca mais foram os mesmos desde que eu tinha na consciência de que não estávamos mais juntos.
Ela o encarou no fundo dos olhos e viu que o mesmo estava brilhando.
–Mas... — Continuou. — Eu em poucos dias eu resolvi tentar a falar com você e pedir perdão, pensei que você iria jogar tudo na minha cara, mas quando te vi cantando, tive a mais certeza absoluta que você ainda me amava.
–E quem disse que estava cantando para você? — Cruzou os braços.
–Você não me engana. Está tudo nos seus olhos. — Sorri. — Eu cometi muitos erros no passado e ainda cometo, e eu não posso mais utilizar a mesma desculpa sempre: errar é humano. Eu preciso sempre tentar não errar e ser a pessoa mais perfeita para você... — Abaixa a cabeça.
–Itachi...
–Eu sei muito bem que tudo o que sei é graças a você. — Levanta a cabeça sorrindo. — Você me ensinou o valor de abraço, um carinho, um beijo... Me ensinou o que é amar, me ensinou a dar valor para as pessoas. — Contornou o rosto dela com as duas mãos. — Me mostrou um calor único, me deu um lugar para voltar, me deu um lar... E eu sempre fui mal agradecido por tudo o que você fez por mim... E mesmo sendo um completo ignorante, você teve paciência e continuou me guiando para a luz... — Passa o indicador sobre os lábios da loira. — E no final tudo o que fiz foi te magoar e decepcionar.
Ele tornou a olhar para a lua e soltou um suspiro onde se via a sua respiração.
–Eu sei que te magoei muito, sei que fui grosso, e que te acusei de várias coisas sem sentido. Mas eu quero que você saiba Naruko... — Olhou no fundo dos olhos azuis dela. — Que eu te amo tanto, tanto que você não faz ideia. Mas se você não quiser me perdoar, eu sairei da sua frente e nunca mais te incomodarei se a minha ausência te faz feliz.
Naruko dá um largo sorriso e coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha, o encara e fica séria de uma maneira fofa.
–Itachi... — Começou ela. — Você sabia que... Se eu pudesse voltar ao passado, eu não mudaria nada que acoteceu entre nós... — Ri. — Sério mesmo, eu não me arrependo de nada.
–Sério?
–Aham! — Sorri. — Eu iria querer que tudo permanecesse do mesmo jeito... — Passou a mão na bochecha dele. — Nossos carinhos, brigas, discussões... Foi através disso que me fez te conhecer, por isso não mudaria nada, pois além disso, eu fico consciente de que você não é perfeito, nem eu. Erramos, magoamos e ferimos... — Suspira enquanto passa os dedos no cabelo dele. — Mas através dos meus erros e dos seus erros, nós aos poucos vamos fazendo o que é certo e vamos alcançando, nem que seja milímetros, a perfeição... — Repousa sua mão sobre a dele. — Então me ajude a ser perfeita ao seu lado.
Ele vira a palma da sua mão para cima, segurando a dela e dá uma leve apertada.
–Com toda certeza... — Ele sorri de forma gentil e encosta sua testa na dela. — Sabia que eu tinha ficado muito feliz quando eu achei que você estava grávida?
–Sério?
–Eu gostaria de ter uma família com você...
–Você tá sabendo que somos dois irresponsáveis, né? — Arqueia a sobrancelha.
–Edaí? Ninguém nasce sabendo ser mãe ou pai, a gente só aprende isso na prática. — Ri.
–Verdade... — Ri. — Quantos você quer?
–Cinco meninas e um menino.
–Nossa! Quer acabar comigo! E por que só um menino?
–Pra você não falar que sou um tarado pedófilo. — Ri. — Tô brincando, não importa se for menino ou menina, eu vou amar todos eles incondicionalmente. — Sorri.
–Acho que você ganhou um ponto de experiência para ser pai. — Riu enquanto dava um peteleco na testa dele.
Ele sorri feliz. — Então bora começar tentando o primeiro? — A abraçou.
Ela solta uma gargalhada. — Você está tremendo...
–Não ria! Tá um frio desgramado aqui fora, não tá com frio usando só essa camisola?
–Tô com frio porque a janela tá aberta e você não se decide se fica fora ou fica dentro. — Bufa retribuindo o abraço.
–Me dá sua mão.
–Pra quê?
–Me dá a sua mão!
–Afe! — Dá a mão pra ele. Ele remexe o bolso e coloca um anel no dedo dela. — Isso é...
–Certifique-se que você nunca mais irá tirá-lo do dedo.
–Nem pra lavar as mãos?
–Não. Vai que cai no ralo?
–Bobo. — Beija a testa dele. — Ok, não irei tirá-lo nunca...
–Casa comigo? Eu não tinha pedido diretamente da última vez.
–Não precisa ser algo maravilhoso! Contanto que eu entenda o seu pedido e fiquemos felizes com isso, só isso basta. — Sorri. — E não importa quantas vezes você me pergunte, a resposta será sempre sim.
–Eu te amo.
–Também te amo. — Deu um rápido selinho nele.
Ele bufa por ter sido só um selinho e a chama para um beijo. Seus lábios se tocaram com muita paixão e ele logo pede passagem com a língua e ela cede. Era um beijo cálido cheio de sentimentos, e isso aqueceu o corpo deles até a alma.
–Desculpa por ter quebrado a promessa... — (N/A: Capítulo 47 da primeira temporada). — Eu nunca mais te abandonarei... — Disse Itachi enquanto olhava bem no fundo dos olhos dela.
–Tudo bem... — Sorri.
–Venha. — Fica em pé na janela e a puxa.
–Onde vamos? — Monta nas costas dele.
–Não posso correr o risco de alguém da sua casa acordar... — Piscou divertidamente.
–Meu pai te castra. — Ri a loira.
–Por isso mesmo. — Ri. — Segure-se firme, vou descer.
–Mas você ainda não me disse para onde vamos! E eu tô só de camisola...!
–Vamos para o meu quarto. — Ri enquanto salta para o chão. — Eu preciso de alguém para dormir de conchinha.
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