Era verdade universalmente conhecida de que não se deve contrariar uma garota adolescente. Eram geniosas, sofriam mudanças súbitas de humor, desejos repentinos que variavam de chocolate a querer cortar a cabeça do primeiro que a irritasse. Muitas vezes tinham grandes inseguranças com suas aparências e sofriam de paixonites agudas e voláteis a cada semana.

A casa pequena em Inverness de Mab Duhn não fora preparada para lidar com essa espécie, quanto mais dois exemplares inéditos dela! Era uma senhora que já passara de sua melhor idade, era orgulhosa tal como o filho e a neta mais nova, vivendo a tranquilidade de seus dias solitários no seu lar aconchegante, nunca esperara ter que lidar com aquela situação, e que os deuses a ajudassem, estava perto de explodir conforme as paredes de sua casa tremiam.

A famosa casa amarela era pequena, extraordinariamente comum, com vizinhos normais em uma cidade pacata. Sitara estava presa na maldita cidade fazia mais de dois meses, e apenas a companhia de sua irmã a impedir de surtar e explodir as malditas paredes de pedras sufocantes. O fato de sua mala não fechar não ajudava em seu exercício, pelo contrário, só provava ser um ridículo teste de paciência armado por Jah.

Sitara forçava os braços para alcançar o fecho do malão, as pernas tensionadas contra a parede ao empurrar o corpo contra a maldita caixa de madeira. Pluto resmungava na sua gaiola, arranhando e forçando as patas para conseguir passar pela ínfima festra que abrira com sua teimosia, e Calliope, a cobra avermelhada ridícula de sua irmã, piava na própria gaiola, o olhar de julgamento diretamente sobre ela.

— Ora, calem a boca seus desgraçados. – A cobra silvou para ela em resposta, e Sitara fez questão de mostrar a língua para a maldita cobra.

Passos soaram pela escada tão velha, que as madeiras rangiam sobre o mais infame peso, tão velha quanto a dona da casa. Os cabelos da cor da noite apareceram na beira da porta quando Uttara deitou a cabeça para olhar diretamente para ela de onde estava. O sorriso genuíno estampado no rosto pálido da irmã, os olhos pretos brilhantes em evidente diversão ao vê-la naquela situação.

— Estamos atrasadas, Sia. – A voz de anjo que sempre a acalmava só aumentou sua irritação.

— Eu sei. – Falou entredentes.

— Poderia tentar esvaziar a mala. Não precisa de tanta coisa.

— Sem condições Rhea. Olhe quem fala, precisa mesmo levar um violão, um teclado e uma gaita?

— Seanathair está buzinando, estamos atrasadas. – Sia sabia muito bem disso, a buzina irritante já ecoava por dez minutos, e lhe causava enxaqueca.

— Se aquela velha esclerosada realmente se importasse, teria me ajudado. – A avó não ajudara em nada, nem mesmo a acordara. Sia acordou fora da hora, mal tivera tempo de comer, e com certeza não conseguira se arrumar apropriadamente.

Rhea suspirou fundo e balançou a cabeça em reprovação.

— Eu sei Callíope, ela é impossível. – Sia arrepiou, não importava quantos anos se passassem, sempre acharia sinistra a habilidade da irmã em conversar com cobras. – Chegue para lá, vou segurar e você pula de uma vez.

— Eu já disse o quanto te amo hoje? – Rhea subiu na cama com um sorriso.

— Já, mas pode repetir quantas vezes desejar. – Sia riu e se preparou. A irmã pôs as mãos com força sobre o malão. – Agora!

Sia ergueu o corpo em um arco ágil, dominado graças à sua prática de quadribol, e mais rápido ainda desceu com força. No segundo seguinte o clique ressoou no quarto, a irmã conseguira fechar a mala. Sia se levantou em pulo animado, abraçando a irmã. A risada melódica a alegrou, e como em um passe de mágica, sumiu com sua irritação costumeira. Recebeu tapinhas e se afastaram, sorrindo cúmplices uma para a outra.

— Vamos. Estou levando Pluto e Calliope, nos encontramos lá embaixo. – Rhea pegou as duas gaiolas e já foi saindo do quarto minúsculo – Não dá tempo se emperiquitar, se apresse.

Sia concordou e correu até o espelho sujo de chão. Era velho, mais velho que a própria avó, mas servia bem aos seus propósitos. Avaliou-se por um tempo, era uma garota estranha, sempre soubera disso, muito diferente de todos os padrões que conhecera. A cor dourada de pele que puxara da mãe, estava desbotada devido ao tempo sempre nublado da Inglaterra. Ela não teria tempo de ajeitar muito o cabelo do castanho padrão escocês, por isso apenas o prendeu em um rabo alto, ligeiramente inclinado para a direita, e deixou as madeixas sedosas caírem volumosamente pelo ombro.

Uma mistura indiana e escocesa não dava muito certo, e uma das provas disso eram suas sardas ridículas pela linha do nariz e das maçãs do rosto, soltou um muxoxo ao tocá-las, não teria tempo para cuidar delas. Os olhos azuis que o pai a dera eram outro contraste grave, mas pelo menos deles ela gostava. Em um piscar deu um tom rosado aos lábios carnudos, e girou para olhar o fracasso que seria sua primeira impressão.

Vestiu a jaqueta em estilo militar sobre o short-saia preto curto e de cintura alta, e apreciou a boa combinação com a regata branca lisa. Puxou a corrente da gargantilha para cima do tecido, e ficou de lado para apreciar o coturno preto de salto que custara uma pequena fortuna na semana anterior. Poderia não causar grandes suspiros com sua aparência, mas as roupas sempre eram um motivo de orgulho.

Puxou o malão de cima da cama, e apesar de estar cheio, o peso não fez grande diferença para ela. Estava acostumada. Desceu pelas escadas sem se importar com ele batendo pelos degraus e causando arranhões na madeira, na verdade, riu com a expressão indignada da avó. Ela a esperava na frente da lareira já aberta e parecia mais do que pronta para se livrar delas. O sentimento era reciproco.

— Você, garota boa, vá primeiro. – A velha de cabelos prateados não se incomodou em se despedir. – Sairão na lareira da lanchonete, e sairão discretamente. Sabem onde é a plataforma e como a atravessar, certo? – As duas assentiram e a avó empurrou a caixa para frente. Rhea e Sia pegaram um punhado cada uma. – Mandem cartas amanhã, e quero uma correspondência fiel a cada semana.

Sia riu. Era uma velha orgulhosa, arrogante e que gostava de se fazer de durona. Nunca passaram tanto tempo juntas, estava sofrendo o inferno com as duas netas na casa durante o verão, principalmente com ela, já que puxara o gênio dela, mas no fim, sentiria falta delas. Sia sentiria falta da velha, era sua última parte da família. Poderia ter escondido segredos demais, ainda não revelara todos, mas a amava, e o sentimento era reciproco.

Deu tapinhas no rosto das duas e empurrou Rhea para a lareira. Com a gaiola apoiada no malão, a irmã fez um aceno cordial e sumiu em poucos segundos. Sia se virou para a avó e esperou pelo sermão.

— Não se meta em encrencas. – dito e certo, o lábio franzino se curvava em um sorriso com o discurso. – Não quero dores de cabeça ou passar por vergonhas. Cuide de sua irmã, cuide de você, sem brigas, sem nada ilegal. Minerva está pronta para te ajudar no que for preciso, não tenha vergonha. Uma carta por semana Siarrah. – Seu nome gaélico escorreu pela língua da avó, e sem evitar, a abraçou de lado.

— Até mais Seanathair. Ficará orgulhosa de mim, como sempre.

— Não duvido disso. Agora vá, ou irá perder o trem. – a empurrou para lareira e jogou a gaiola de Pluto nos braços dela. O gato rosnou para a velha. – Até nunca demônio.

Sia sorriu e jogou o pó no chão.

— Estação King Cross.

Teve um último vislumbre do sorriso da avó transformar-se em melancolia e preocupação, logo, a movimento de pessoas diante de si tomou sua visão. Sia sorriu, e correu com a mala e a gaiola nas mãos. Rhea já a esperava diante da pilastra, e sem nada dizer, correu para atravessá-la. Sia respirou fundo e fez o mesmo, incapaz de se conter de empolgação pela primeira novidade em um ano.

Hogwarts, ela não queria ir para lá. Já que fora obrigada, aproveitaria o máximo que podia.

Harry Potter fora conhecido por muitos nomes e títulos. Já fora chamado de testa rachada, o menino que sobreviveu, arrogante presunçoso, herói do mundo bruxo. Vinte anos antes ele fora um mero estudante de Hogwarts que não tivera paz um único ano sequer, até derrotar Voldemort em uma grande guerra em que tanto se perdeu, tantos morreram, até mesmo uma parte dele foi embora devido ao próprio sacrifício.

Ele vivera uma vida feliz. Era um homem feliz. Trabalhara como auror, enjaulara muitos bruxos das trevas, casara com a mulher mais incrível do mundo, constituíram uma família grande e perfeita, se tornou até mesmo chefe de um departamento inteiro. Seus filhos eram sua maior alegria, um a um entraram em Hogwarts, o mundo estava em paz, Teddy crescera e se tornara um rapaz que daria orgulho aos pais, e algo tão importante quanto o resto, sua cicatriz nunca mais o incomodara.

Até aquele verão.

Começou com uma leve coceira, algo simples e curiosa que não prestou atenção. Passara o resto do verão incomodando-o, mas era tão vago, distante, que acreditara ser algo em si próprio, algum desequilíbrio emocional, sobrecarga do trabalho. Naquele dia, no entanto, tudo isso mudara. A dor tornou-se forte, persistente, o dia em que levaria os filhos para mais um ano escolar.

Ignorou isso. Se despediu deles, um a um. Acompanhado pela esposa, os melhores amigos, viu a estação ficar vazia, mas o trem não partira por algum motivo. A dor ficara mais forte, latejante, o que significava? Coçou a cicatriz em desespero, disfarçando ao acenar em despedida ao Malfoy. Viu Gina conversar animadamente com Luna, e se virou para ir até um lugar sozinho, tentar pensar com uma clareza que a dor não o permitia.

— Ah!

Ele foi atropelado por um carrinho.

— Oh, me desculpe senhor, me desculpe mesmo. – Harry olhou para cima sorrindo, pronto para dizer à jovem que estava tudo bem. – Eu não te vi aí e estava atrasada, sinto muito.

Harry parou. A dor tornara-se absurda ao ver aqueles olhos familiares. Olhos negros que o assombraram por tanto tempo, tantos anos, olhos que não deveriam estar ali. Sentindo a respiração acelerar, e como reflexo de um instinto de defesa, segurou o braço da pessoa. Era uma garota, só uma garota, sua razão tentava lhe dizer, mas não, ele sabia que não era só uma garota, tocar nela queimava seu peito, sua cicatriz.

A garota deveria ter a idade de seus filhos. O olhava assustada, os olhos negros arregalados, ele prestou mais atenção nela. Era o rosto dele, de Tom Riddle. Lembrava-se bem de seu segundo ano, de quando encontrara o fantasma do diário na câmara secreta, o fantasma do estudante que um dia Voldemort fora, e era o rosto replicado diante de si, feminino, novo, mas era ele.

— O que faz aqui?! – gritou, chamando a atenção da família. – Quem é você?! – A menina tentou se esquivar, mas Harry a segurou com mais força.

Era ele, aquela dor, Harry apertou uma das mãos na testa. Estava alucinando? A levaria dali, prenderia ele e descobriria o que acontecera, como sobrevivera. Começou a puxá-lo para longe, para aparatar dali mesmo ciente das vozes que o chamavam, do clamor assustado do disfarce tão bem feito. Poderia mata-lo ali mesmo, acabar com aquilo tudo de vez, respirou fundo e tentou levar a mão à varinha.

Um golpe forte o acertou no peito, forçando para trás, a mão que prendia Voldemort, fora contorcida para trás em um movimento doloroso. A falta do toque desanuviou sua mente, e levou-o a olhar para cima. A garota Voldemort ainda estava ali, mas tinha o corpo abraçado por outra menina, da mesma idade, de olhos azuis tempestuosos, pele dourada.

— Posso saber o que pensava estar fazendo com minha irmã? – A garota tinha uma voz firme, ela não piscava e tinha sacado a varinha, ele percebera, apontada para ele.

— Harry! – Escutou a voz de Gina alcança-lo, o toque da esposa em suas costas. – Nos desculpem, ele não se sentia bem. – A menina não mudou de posição.

Harry suspirou, olhando para os olhos negros mais uma vez, não era ele. Era uma menina, adolescente, como seus filhos, que tinha medo dele naquele instante. Ele agira como um louco, fora uma mera coincidência.

— Me perdoem, a confundi com outra pessoa. – A garota pareceu hesitar, mas por fim baixara a varinha.

— Se chegar perto de minha irmã novamente, eu irei causa-lo a mesma dor que causou a ela agora. – Harry estremeceu, não havia nada além de veracidade nos olhos azuis turquesa.

— Me perdoem, não acontecerá novamente.

A garota ponderou por alguns instantes, mas assentiu, andando para trás e puxando a irmã consigo. Harry sentiu o toque de Gina em seu ombro, e continuou assistindo a saída da garota. O trem apitou, começando a se mover, e as duas gritaram exasperadas, saíram a toda velocidade, deixando os carrinhos e bagagens para trás.

— O que aconteceu? – Hermione perguntou se aproximando, olhou para a direção que ele olhava. – Ah, conheceu as irmãs Duhn. – Harry se virou para Hermione, que olhava com um sorriso para as duas.

— Conhece elas?

Em resposta, Harry escutou um grito. A que o ameaçara pulava para o último vagão do trem, e a de olhos negros fora em seguida, a primeira segurou seu braço antes que caísse para fora. As duas gargalhavam.

— Sim, são filhas de Caelum Duhn. Lembra dele? Estudou conosco em Hogwarts, era sonserino. – Harry se lembrava, vagamente, eram do mesmo ano.

As garotas esticaram as mãos, ainda rindo, e suas bagagens do carrinho voaram até elas, desaparecendo para dentro do trem. Harry ergueu a sobrancelha, tinham acabado de usar magia? Conjurar objetos com as mãos? Sem varinha?

— Caelum? – Gina comentou, não havia visto o que acontecia. – Ele nunca voltou para Hogwarts, na verdade, nunca ouvi falar dele após a guerra, supomos que ele fora uma das vítimas. – Hermione pareceu não ter escutado, olhava em reprovação para as duas.

— Até logo madame ministra! – A de olhos azuis falou rindo e acenando e o trem desapareceu da vista deles.

— Eu disse para manterem discrição, para não usar isso aqui, elas me darão muita dor de cabeça. – Harry focou a atenção completa em Hermione. Rony havia se aproximado, parando ao lado deles com as mãos nos bolsos.

— Quem é aquela de olhos pretos? É filha de Caelum? Mesmo? – Algo dentro de si respondia isso para ele, mas não queria dar ouvidos a ele, queria negar esse instinto.

— Sim. São filhas de Caelum. Sitara e Uttara. – Hermione o olhou intrigada – Ele sobreviveu à guerra, havia fugido da escola, e depois optou por viver no mundo trouxa desde então. – Ela ponderou. – Suria é a esposa dele, lembram-se dela? Suria Sen, ela foi uma corvinal do quinto ano quando a guerra estourou, e fugiu como tantos nascidos trouxas para manter-se a salvo. Acredito que a escolha dele em viver no mundo trouxa se deve a isso.

— Ele não namorava com uma sonserina? – Harry forçou as memórias, a dor passava e apenas a coceira persistia.

— Não. Não me lembro. De qualquer forma, o relatado é que os dois fugiram juntos. Os documentos dizem que se casaram em 2000. – Hermione suspirou profundamente e se aproximou falando baixo. – Na verdade, encontrei uma informação que diz que ambos serviram o departamento de mistérios por cinco anos.

Harry arrepiou e olhou para o assombro da esposa e do cunhado.

— Se tornaram inomináveis? – Rony perguntou, desconfiado.

— Sim, mas se aposentaram com o nascimento das filhas, foi tudo que encontrei. Esse caso está dando uma baita dor de cabeça, as informações são escassas demais. – Hermione massageou as têmporas.

— Que caso? – Rony indagou, recebendo uma fuzilada no olhar da esposa.

— Eu te disse Rony. Os dois desapareceram há pouco menos de um ano. – Harry olhou para a direção onde foram. – O departamento de cooperação internacional de magia estava cuidando disso, porém, os inomináveis assumiram a investigação. Por isso achei esse relato sobre eles. Só havia uma nota legal afirmando que caso algo acontecesse a eles, as duas viveriam com a mãe de Caelum e seriam transferidas para Hogwarts.

— Por isso nunca o vimos aqui.

— Fui busca-las, estavam em Ilvermorny. – Hermione foi até a saída, seguida por eles. – Deixei claro que estamos fazendo nosso melhor para encontra-los, e que também estarão sob minha responsabilidade.

— Porque eu não soube de nada disso? – Harry perguntou irritado.

— Porque não é seu campo. Os dois viviam como trouxas, a cooperação só queria ter certeza de que não fora um crime mágico, e os inomináveis, bem, não posso mexer com eles. Minha única responsabilidade é cuidar para que aquelas duas fiquem bem. Não esquente a cabeça com isso Harry.

Antes de atravessarem a pilastra, Harry parou e olhou para trás. A coceira na cicatriz, a dor que sentira pela garota ter se aproximado, o queimar ao tocá-la. Só sentira aquilo uma vez antes. Quantas vezes ignorara seu instinto quando novo? Quantas vezes ficou no escuro? Não poderia ignorar isso, algo tinha a ver com aquela garota. Se os inomináveis estavam envolvidos, é porque algo realmente acontecia.

— Tem algo mais nessa história. – Todos se olharam. – Não é um caso simples.

— Harry, o que aconteceu entre vocês dois ali...

— Minha cicatriz está doendo Gina. – Todos ficaram sérios e prestaram atenção nele. – Desde o inicio do verão ela coça, e hoje, ela doeu, insuportavelmente. Há algo naquela garota Gina, algo errado. Ela está relacionada à minha cicatriz, eu não sei o porque, mas irei descobrir.

— Harry, não há como. Esse caso é dos inomináveis.

— Eu sei, não importa.

Ignorou os olhares que o chamavam de louco e olhou para a direção que o trem partira mais uma vez. Eram os olhos dele, e ainda assim, ainda assim, era um olhar diferente. Havia vida neles, bondade, medo. Não era Voldemort, sabia agora, mas tinha algo relacionado. Elas estudariam com seus filhos, ele descobriria o que estava acontecendo. Era Harry Potter, e agiria como seu legado mandava.

Notas finais
Uma pequena introdução. Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.