Irmãs Beckett
15 Perfeito
Notas iniciais
Kate e Castle foram para a delegacia como sempre, papelada e mais trabalho burocrático. Na hora do almoço Kate e Lanie foram resolver alguns detalhes do casamento, confirmar tudo o que já tinham escolhido e ver se estava tudo como queria.
Beckett conseguiu sair mais cedo e foi com Rick escolher a comida e a bebida da festa e, a parte favorita de Castle, escolher o sabor do bolo.
– Deus. Todos esses bolos são tão deliciosos... Kate quantos bolos podemos ter? – Ele falou provando as amostras.
– Castle. – Ela o repreendeu. — Queremos o de chocolate branco e preto com morangos e por fora chocolate branco também. – Falou para a organizadora do bufê. Os olhos de Castle brilharam fez o pedido.
Decidiram o formato, os desenhos e etc. Castle experimentou quase todos os doces e salgados. Quando saíram de lá já era noite então decidiram ir para o apartamento de Kate.
– Achou que vou passar nossa festa de casamento toda comendo. Aquilo era muito bom.
– Você parece uma criança gulosa. – Ela riu.
– Hey, sabe o que seria legal? Você me mostrar o seu vestido – Ele falou com um sorrisinho esperançoso.
Ela cruzou os braços e o olhou séria. – O que você me pediu?
– Pa-para ver o... O vestido. – Ele desfez o sorriso ficando com medo.
Ela começou a andar na direção dele ainda séria. – Você tem certeza disso?
– Não. – Ele foi se afastando dela.
– Foi o que eu pensei. – Ela sorriu e o abraçou dando um selinho. – Não quero azar no nosso casamento. Espere até o grande dia.
– Kate Beckett, a mulher mais cética que eu conheço sendo supersticiosa?
– Não quero arriscar. Já passamos por muita coisa, só quero fazer logo isso. – Começou a beijar o pescoço e a mandíbula dele. – Quero ser sua. – Sussurrou em seu ouvido e mordiscando ali.
Ele não conteve o gemido – Você já é minha. — A pegou no colo levando para o quarto.
...
Enquanto isso Sarah esperava Matt para seu encontro. Arrumou-se com uma calça preta, uma blusa azul escura e escarpin preto, com uma maquiagem leve que ressaltava seus olhos.
Matt bateu na porta e quem atendeu foi Jim. Chamou o menino para entrar enquanto Sarah descia.
– Olá Matt. Aonde vão hoje? – Disse simpático.
– Boa noite, Mr. Beckett. Vou levar Sarah para jantar. – Ele falou um pouco tímido com a mão nos bolsos. Logo ouviram passou descendo a escada, quando Matt a viu seus olhos brilharam e um sorriso bobo surgiu.
– Você está linda, filha. – Jim beijou sua testa.
– Sim. Está maravilhosa. – Matt falou a olhando.
– Obrigada. – Ela corou.
– Vamos. – Ele deu o braço para ela se apoiar. Despediram-se e foram para o carro seguindo para o restaurante que não era chique, apenas um lugar para comerem e ter um tempo a sós.
Matt fez o pedido, frango a parmegiana acompanhado de purê de batata e arroz com um suco de laranja, ele sabia que essa era a comida preferida de Sarah.
– A comida daqui é muito boa.
– Sim, meus pais sempre me traziam aqui. – Ele disse segurando a mão dela. Ela se inclinou e o beijou.
– Podemos ir para minha casa. Meus pais voltam amanhã à noite, quer ver um filme?
– Claro. – Ela gostou da ideia, estava tudo perfeito, tinha certeza que seria a hora certa para o que queria.
Chegando na casa dele foram para a sala, Matt colocou o filme e ficaram abraçados assistindo. No meio do filme Sarah começou a fazer carinho nos cabelos dele, o beijou no pescoço foi subindo até os lábios, o beijo que começou lento foi se tornando intenso, as mãos dele dançavam por todo o corpo dela. Até que se deu conta do que estava fazendo e parou.
– O que houve? Porque parou? – Ela perguntou ofegante.
– Não quero forçar nada, vou esperar o seu tempo. Vamos só ver o filme, ok? – Ele tentou se recompor voltando a “ver” o filme.
Ela sentou no colo dele e segurou o rosto dele com as duas mãos fazendo-o a olhar nos olhos. – Ei, está tudo bem. Eu quero, quero ser sua sem mais barreiras. – Deu-lhe um selinho.
Ele se surpreendeu com a revelação, pensou que ela demoraria mais. Ele já tinha dito que a amava e ela o mesmo, ele já teve algumas namoradas e já tinha tido sua primeira vez. Mas com Sarah era diferente, estava realmente apaixonado, faria tudo por ela até mesmo esperar o tempo que fosse por uma coisa que estava louco para fazer.
– Tem certeza? – Ele disse sorrindo, ela abriu um lindo sorriso e respondeu.
– Eu te amo, não tenho mais dúvidas.
Beijaram-se e se amaram exatamente do jeito que Sarah imaginara, perfeito. Matt foi extremamente carinhoso e cuidadoso, sempre perguntando se estava tudo bem. Se amaram verdadeiramente, do jeito que tem que ser a primeira transa de uma menina.
Sarah acordou de madrugada com seu celular tocando, era seu pai. Tinha se esquecido de avisa-lo, ficou nervosa, pois não sabia se contava a verdade ou dizia que estava na casa de uma amiga. Pensou por um instante e achou melhor contar a verdade.
– Hey pai.
– Sarah. Cadê você? Estou preocupado, você não avisou nada.
– É... Papai. Eu estou dormindo na casa do Matt. – Ela falou com um pouco de medo da reação dele.
– Do Matt?
– Sim. Por favor, não fique irritado, quando eu chegar converso com o senhor.
– Está bem. Quero você aqui amanhã de manhã. Precisamos conversar. – Falou seriamente.
Sarah ficou com medo dessa conversa e Matt percebeu o jeito que ela ficou após a ligação.
– O que houve? – Falou fazendo carinho em seu rosto e colocando a mecha do cabelo atrás da orelha.
– Era o meu pai. Ele quer que eu volte amanhã de manhã e disse que quer conversar, eu falei que estava com você.
– Não se preocupe. Vou com você e quero falar com ele também, não quero que ele pense errado. – Sarah sorriu passando a mão pela nuca dele.
– Você é lindo, sabia? – Fazendo carinho em seus cabelos.
– Você é linda demais. Sabia que você me deixa doido desde o dia em que nos beijamos a primeira vez? – Ela gargalhou.
Tiveram mais uma rodada de carinhos, beijos, risadas, gemidos e amor, muito amor.
Sarah acordou naquela manhã no inicio não reconheceu o quarto e achou tudo muito estranho até sentir um braço forte a puxando pela cintura e um beijo no ombro, automaticamente surgiu um sorriso em seus lábios. Virou-se para ele que estava com o mesmo sorriso.
– Bom dia. – Ele falou.
– Bom dia. – Ela deu um selinho.
– Está tudo bem?
Ela sorriu da pergunta dele, não estava tudo bem. Estava tudo perfeito para ela, mas será que para ele foi tão bom quanto?
– Não, não está bem. Está maravilhosamente perfeito. – Passou os dedos pelo o rosto dele em um carinho suave. – Sei que para você não foi a mesma coisa afinal você já teve outras garotas mais experientes... – Ele a interrompeu colocando os dedos em sua boca.
– Foi a melhor noite da minha vida. Posso ter tido outras garotas, mas nenhuma delas era você. – Ela achou linda declaração dele e o beijou.
Ela se lembrou da ligação de seu pai na noite anterior e enrijeceu, era melhor irem logo ou poderia ser pior. Eles se levantaram e se vestiram, tomaram apenas uma caneca de café e foram. No carro ela quebrou o silêncio.
– Estou com medo da reação dele.
– Não fique assim, não fizemos nada de errado. Vou falar com ele.
– Eu espero que ele seja compreensivo. – Ela abaixou a cabeça.
– Fique calma, minha linda. Ele deve pensar que sou um daqueles garotos que tira a virgindade das meninas e depois vai embora. – Disse brincando para animá-la e conseguiu, ela sorriu.
Chegando na frente da casa, Sarah entrelaçou seus dedos aos dele e respirou fundo.
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