Notas iniciais
Hello i'm back! Depois de toda a correria de final de ano eu consegui voltar, desculpem pelo imenso espaço entre as postagens, mas os preparativos para as festas me levaram a criatividade. Bom, capítulo novinho pra vocês e no próximo teremos a Manuela de volta a historia! Espero que gostem e nos vemos lá embaixo

Uma semana se passou desde que descobrimos a verdade sobre Maurício e as coisas não mudaram muito, todos os dias eu era bombardeada de ameaças e fotos torturantes de minha irmã, Geraldo pegava cada vez mais pesado nas exigências e eu me sentia perdida no meio daquilo tudo. Estamos na cidade, mais precisamente em um apartamento cedido por Otávio já que minha casa estava alugada e eu não queria enfrentar problemas com processos de locação na situação em que me encontrava. Minha mãe achou mais sensato virmos pra cá, pois teremos mais facilidade de nos comunicarmos com a policia caso Geraldo desse alguma pista de onde poderia estar com minha irmã. Eu passava a maior parte do meu tempo no quarto, ligava para Téo para contar como andavam as coisas e saber noticias do Vilarejo, trocava mensagens com Joaquim sempre que Geraldo entrava em contato com alguma noticia e me recordava dos bons momentos que tive ao lado de Manuela. Às vezes eu me pegava pensando em como as coisas poderiam ser diferentes se aquele homem não tivesse me vendido, e me perguntava mentalmente como seria viver com a minha família aqueles anos que ficaram pra trás, como seria crescer junto de Manuela e nossa família? E a resposta vinha certeira e forte no meu coração: eu teria sido muito feliz se crescesse ao lado de pessoas tão incríveis como aquelas que me rodeavam todos os dias.

Suspirei pesadamente me sentado em minha cama, eu não esperava estar vivendo a agonia de toda aquela historia de sequestro novamente e tão rápido, depois da morte de Regina eu achei que eu finalmente teria sossego para recuperar todos os anos que passei sem o amor e o acolhimento dos meus. Mas agora eu estava aqui me isolando novamente em meu quarto no intuito de pensar em algo que pudesse solucionar o sequestro e trazer minha irmã de volta para perto de nós, e, principalmente, consegui o perdão da mesma. Batidas na porta me despertaram de meu devaneio e eu autorizei a entrada da pessoa, logo minha mãe entrava eufórica pela porta e me sorria aquele sorriso que eu não via há dias.

—A sua irmã conseguiu fazer contato filha – ela disse animada – Ela conseguiu mandar noticias.

—Como assim mãe? – eu perguntei enquanto olhava o celular em minhas mãos, o lugar onde ele mais ficava ultimamente – Quem disse isso?

—O Joaquim tá lá embaixo, ele chegou aqui todo animado dizendo que conseguiu falar com a sua irmã – ela explicou – A Manu conseguiu um celular onde ela tá e ligou para ele.

—O que ela disse mãe?

—Eles falaram muito rápido, mas ela disse que está em um lugar que parece uma fabrica abandonada e os policiais já começaram as buscas pelos locais que se parecem com a discrição que ela deu.

Eu sorri realmente animada com a possibilidade de encontrarmos Manuela, porém no fundo eu sentia uma pontinha de tristeza ao saber que a primeira pessoa que ela pensou em ligar foi o Joaquim ao invés de mim. Doeu saber que eu não era mais a primeira opção da minha irmã quando ela precisava de ajuda e que esse fato era resultado de todas as besteiras que eu lhe disse naquele dia. Desci as escadas com a minha mãe e encontrei meu cunhado muito mais animado e esperançoso na sala, ele sorriu pra mim e eu correspondi, finalmente nossos esforços para encontrar a minha irmã estavam fazendo efeito.

—Sua mãe te contou? – ele perguntou assim que me sentei ao seu lado e eu confirmei – A voz dela estava fraca no telefone, mas cheia de esperança – ele sorriu – Ela disse que ligaria novamente por isso eu vim pra cá.

—Ela disse algo sobre as torturas? – eu perguntei ignorando o sentimento de rejeição que crescia dentro de mim – Se elas pararam?

—Não tive tempo de perguntar, parece que alguém chegou e... – o toque do celular de Joaquim o interrompeu – É a Manu e dessa vez em vídeo.

­­Minha mãe e Otávio se prostraram ao lado do namorado da minha irmã e eu fiquei ali observando, eu queria vê-la, mas não sabia se era reciproco.

—Oi gente ­– ela disse tentando sorrir assim que a tela ligou, seu olhar passou por todos, porém de onde eu estava ela não conseguia me ver – Eu não posso demorar então vou contar o que eu descobri rápido ­– olhou para trás e voltou-se para a tela novamente – O Geraldo vai ligar para vocês pedindo uma grande quantia de dinheiro, mas como ele não pode mexer na conta ele vai pedir que a Isabela traga esse dinheiro até onde estamos, mas não façam isso ok? ­– ela disse temerosa – Pelo o que eu entendi da conversa que eu ouvi isso é uma armadilha para ele pegar a minha irmã também, não deixem a Isabela se arriscar dessa forma, eu conheço aquela teimosa e é bem capaz dela querer vir sozinha encontrar com ele ­— o tom de preocupação contido na voz de minha irmã me emocionou fortemente – Avisem a policia, cuidem da minha irmãzinha e eu amo vocês.

A chamada foi encerrada e minha mãe me olhou notando as lagrimas que se formavam em meus olhos, ver que minha irmã se preocupava comigo depois de tudo que aconteceu me desmontou completamente, saber que mesmo presa em um cativeiro e sendo torturada, ela ainda arrumava um espacinho para se preocupar com o que aconteceria caso eu resolvesse encontrar com o Geraldo fez uma imensa emoção se apossar de mim. Mesmo depois de tudo que eu disse, tudo que eu fiz, de eu ter consciência que eu não era a melhor das irmãs, ela ainda temia por mim, pela minha segurança e bem estar, mal Manuela desligou o meu celular começou a tocar insistentemente em minhas mãos, olhei a tela já reconhecendo o numero e atendi enquanto bolava um plano para resolver tudo o que passávamos.

—Alô?

—Isabela minha sobrinha querida ­ — o tom de cinismo naquela voz me enojava – Sabe quem esta aqui comigo nesse momento? ­– ele deu uma pausa esperando que eu me pronunciasse, porém eu me mantive em silencio – Seu querido papaizinho.

—Esse cafajeste não é meu pai! – eu gritei assustando as demais pessoas presentes na sala – Não me surpreende vocês estarem junto, bandidos são sempre amigos.

—Você esta mais afiada do que nunca queridinha — ele disse debochado – Parece até que esqueceu quem tá no controle aqui.

—Eu não esqueci Geraldo, eu só quero saber o que você deseja e logo.

—Eu e o seu papai conversamos e decidimos que uma quantia em dinheiro paga pela sua irmãzinha chata e chorona ­– ele me passou o valor e eu não me surpreendi pela quantia ser tao alta — Você tem até amanhã para arranjar esse dinheiro ou senão você já sabe — ele disse ameaçador – Amanha eu retorno para lhe dizer o local correto que nos encontraremos para fazer a troca.

Ele desligou e minha mãe logo veio me perguntando o que o mesmo queria, contei a eles tudo o que ele me disse e Otávio disse que ligaria para a policia.

—Você pode até ligar, mas antes eu quero falar com vocês – eu disse fazendo a minha “cara de ideia e encrenca” como irmã denominava e sorri – Eu tenho um plano para acabar de vez com a farra desses bandidos.

Notas finais
E ai qual será o plano da Isa? Façam suas apostas! E não esqueçam de dar sua opinião sobre o capitulo. Beijos e até o próximo :*