Irmãos Orange - Segunda temporada
32 Lua de mel
Notas iniciais
(Narrador Naruko)
Nossa lua de mel foi magnífica, divertida e admito, um dos melhores momentos que passei minha vida com meu marido. Cada detalhe foi inesquecível e incrível.
Quando chegamos ao hotel jogamos nossas coisas em qualquer canto do quarto e nos arrumamos. Iríamos andar pela Argentina.
Tiramos incontáveis fotos, conversamos com vários argentinos, e no final do primeiro dia nós fomos para a varanda do hotel e observamos o magnífico pôr-do-sol.
E durante aquela noite, ele preparou um belo de um jantar...
–Naruko. — Olhei para trás e o encontrei vestido formalmente.
–Pra quê isso tudo? — Eu estava apenas com minha camisola lilás.
–Venha. — Esticou a mão, e eu sem pensar duas vezes, o acompanhei.
Ele foi me levando até onde ficava a cama e quando me dei conta, havia pétalas vermelhas sobre a cama, e a mesma tinha um champanhe numa bela taça e o quarto escuro estava sendo iluminados por velas.
Itachi entornou a bebida nos copos e me entregou um deles para que brindássemos.
–A nós.
–A nós. — Repeti enquanto bebia o conteúdo de meu copo. — Mas por que tudo isso? — Indaguei.
–Nada de mais... — Acariciou meu rosto. — Só quero aproveitar esse momento ao máximo.
Mostrei um sorriso simples e o abracei ainda o encarando. — Então vamos ficar assim, somente assim...
Passamos aquela noite bebendo e trocando carícias, não houve mais diálogos, apenas contato.
Eu deitei na cama, estava exausta e simplesmente apaguei. Só lembro dele beijar minha bochecha e murmurar um "Eu te amo".
No dia seguinte, quando acordei ele me encarava fascinado.
–Bom dia.
Esfreguei meus olhos e desejei o mesmo enquanto sentava-me. Ele pôs o café da manhã sobre minhas pernas.
–Coma. Vamos sair de novo. — Mostrou-me um belo sorriso.
Comi rapidamente e vesti uma roupa quente, estava muito frio naquele pais.
Andamos de mãos dadas por toda aquela região e novamente tiramos milhares de fotos. Mas algo estava estranho nele...
–Tudo bem Itachi? — Parei de andar ainda segurando sua mão.
–Sim, por que? — Indagou visivelmente confuso.
–Você está agindo meio estranho... Ontem foi muito romântico e agora estamos passeando. Tá muito diferente.
Ele mostrou um sorriso e encarou aquele céu estrelado, já era noite.
–Eu costumava ser grosso?
–Não é isso... — Ri. — Mas por que está agindo dessa forma?
Me encarou e mostrou um sorriso bobo. — Porque eu te amo.
Sabe quando um personagem de anime se confessa e os cabelos são jogados para uma direção displicentemente pelo vento? Foi isso o que aconteceu comigo...
Uma coisa que eu nunca vou entender em meu marido é o porquê de toda vez que ele se confessa parece sempre a primeira vez. Nunca vou entender porquê eu coro e meu coração de repente acelera, e o porquê de às vezes eu querer chorar alegremente por causa disso...
Ele continuou me encarando, nossas mãos já não estavam mais juntas. A minha estava em frente ao corpo e a dele dentro dos bolsos de seu casaco.
–Você surgiu do nada em minha vida, e nós nos encaramos. Foi por um instante, mas foi o suficiente para que eu sonhasse com você àquela noite, e quando acordei, eu percebi que queria te ver novamente. Mas todos os nossos encontros terminavam em discussões. — Riu. — Eu quero tornar essa lua de mel inesquecível, memorável, e doce. Para que quando eu sonhar novamente com você e acordar, eu perceberei que foi real e que você estará sempre do meu lado quando abrir os olhos.
Maldito suor nos olhos! Sequei aquela pequena gotinha nos meus olhos que implorava para descer e sorri.
–Eu... — Fui surpreendida por um abraço por parte dele, nem pude terminar minha frase.
–Então prepare-se, que eu ainda direi "Eu te amo" muitas vezes.
Ah, dane-se! Deixei as lágrimas descerem e retribui aquele caloroso abraço que eu tanto amo.
Ele se afastou de mim e riu ao me ver chorando. — Você anda muito emocionada esses dias. — Secou meu rosto. — Os hormônios da gravidez já estão te possuindo?
–Talvez. — Ri. — Vamos voltar? Estou morrendo de frio.
–Tá bom. — Afagou meus cabelos. — Mas antes... — Me puxou para perto de si. — Uma selfie!
Antes que eu pudesse negar porque meu rosto provavelmente estaria vermelho por causa das lágrimas, ele já havia batido a foto. Merda!
Voltamos para o quarto do hotel, fizemos e que tínhamos que fazer e dormimos.
No dia seguinte, 9 de junho, era um dia muito especial. Era o aniversário dele.
Acordei cedo e o chamei para sair, queria comprar um presente. Mas aconteceu que eu comprei mais coisas para mim do que pra ele... E no final, eu paguei um perfume e o entreguei, que cheiro viciante! Me sentia uma maconheira. O presente foi mais para mim do que para ele.
Mas aí me surgiu a brilhante ideia logo no finalzinho da tarde!
–Itachi, vamos fazer um bolo?
–Bolo? — Os olhos dele brilharam como o de uma criança. — De que?
–Sei lá, você que sabe. — Sorri.
–Chocolate! Tudo de chocolate!
–Tá bom. — Sorri. — Vamos comprar os ingredientes.
Fomos numa lojinha de doces que ficava perto do hotel e compramos muitas coisas desnecessárias pra fazer o bolo, quase que esquecemos o bendito leite condensado.
–Me ajuda, tá bom? — Falei enquanto prendia meus cabelos num rabo de cavalo alto e encolhia as mangas de minha camisa.
–Ajudo, mas em que?
–Faz o chantilly, mas é pra bater a clara do ovo, ok? Não a gema. — Alertei divertidamente.
Ele mostrou uma careta infantil. — Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes. — Falou de nariz empinado.
–Comete logo umas cinco ou seis para ter certeza que é errado. — Debochei.
–Palhaça. — Rimos.
–Então mãos a obra! Ou melhor, mão na massa!
Itachi é muito atrapalhado na cozinha, sujava tudo e fazia uma melequeira só, parecia uma criança de 7 anos. Mas o chantilly ficou top! Mas o problema era o leite condensado...
–Me devolve a lata Itachi! — Ordenei.
–Nem vem! A lata é minha e ninguém toma!
–Eu quero lamber! Eu que paguei por ela!
–Não!
Então nós corremos um atrás do outro, ele escorregou no tapete e eu aproveitei a guarda baixa e subi no quadril dele e me deliciei com aquela lata magnífica, deliciosa e divina criada por Deus!
–Sai de cima! — Ele deu uma volta e ficou sobre mim enquanto tentava tomar-me a bendita lata.
Ele jogou meus braços para os lados e nossos rostos ficaram muito próximos. Fechei meus olhos instintivamente e senti nossos lábios se tocarem gentilmente.
Naquele momento nós dois nem lembrávamos mais da lata. O beijo se intensificou quando ele pediu passagem com a língua e eu cedi, aí já começou a brincadeira da mão boba pra lá, mão boba pra cá. Mas aquele momento todo se desfez quando a barriga do Itachi alertou que estava faminta.
Ele levantou-se meio chateado e eu comecei a rir, mas ele logo entrou junto.
–Vamos terminar o bolo. — Falei enquanto voltava para a cozinha.
Dali em diante, eu e meu marido fizemos mais bagunça ainda, mas finalizamos o bolo. E é lógico, para não perder o costume, cantamos um parabéns baixinho, pois já era quase que meia noite e cortei um pedaço para ele.
Mas não resisti a tentação e espalhei o chantilly na cara dele. Sim, bolo de chocolate com chantilly e tudo!
–Ah sua pestinha! — Ele pegou outro pedaço e espalhou em todo meu rosto e cabelo.
–Meu cabelo não cacete! — Peguei mais chantilly e espalhei no dele.
–É assim, né?! — Disse ele em meio a risadas enquanto pegava mais chantilly e espalhou em mim.
–Aí! Tô toda melada! — Fiz o mesmo com ele.
E logo começamos uma guerra de chantilly, tinha bastante. E logo, todo o quarto e nós dois estávamos sujos de doce. Comemos metade do bolo, com muito sacrifício, já que não sabíamos se guerreávamos ou se comíamos.
–Precisamos de um banho... — Falei rindo.
–É. — Ele lambeu minha bochecha. — Você tá com chantilly até nos olhos.
–Verdade. — Lambi o pescoço dele que estava todo melecado de doce. — Vamos tomar juntos?
–Agora! — Falou enquanto tirava sua camisa e a calça.
Retirei toda minha roupa ficando apenas de calcinha e sutiã, enquanto ele já estava nu. Fomos ao banheiro, ligamos os chuveiros, eram dois no mesmo box.
Fui lavando os nossos cabelos, já que ele adora quando limpo os dele. Passamos sabonete por todo o corpo e tiramos toda aquela melequeira. Finalmente limpos e cheirosos.
Mas o banho não acabou por aí, entramos juntos na banheira que já estava aquecida e eu sentei entre as pernas dele.
–Por que está tão vermelha? — Indagou.
–É que a água tá quente. — Mentira descarada.
–Sei... — Me abraçou e eu fiquei roxa de vergonha. — Nós estamos casados e você ainda tem vergonha de mim?
–N-Não! — Gaguejei.
–Relaxa... — Ele falou com uma voz sedutora em meu ouvido enquanto subia com uma das mãos para meu seio esquerdo.
Senti meu coração disparar naquele momento, mas nem se comparou ao sentir a outra mão dele caminhando em minha intimidade e a mesma ser penetrada gentilmente.
Fechei meus olhos e repousei minha cabeça no ombro dele e senti aquele carinho me invadir. Eu senti um certo volume crescer em minha retaguarda, ele estava excitado.
Mordi o lábio inferior por causa dos movimentos que ele fazia em mim e soltei um baixo gemido.
Virei-me para ele e o beijei docemente, pedi passagem com a língua e ele cedeu. Nos agarramos num forte abraço e me senti ser levantada da banheira e levada até o quarto.
Ele jogou na cama, é, certas coisas nunca mudam. Subiu em cima de mim e acariciou meu busto enquanto sugava o outro. Tornamos a nos beijar insanamente e nossas línguas batalhavam intensamente por algum espaço na boca do outro.
Troquei de posição, fiquei por cima e distribui beijos e mordidas pelo seu pescoço e fui descendo até o amiguinho dele e o abocanhei com prazer. Ele gemeu alto e agarrava meus cabelos com força. Fiquei suspensa sobre ele e apliquei leves massagens em sua intimidade.
Itachi me puxou e trocou as posições, foi descendo até minha intimidade a abocanhou, aquela sensação era muito boa e prazerosa, meus gemidos saiam descontroladamente.
Ele abriu minhas pernas gentilmente e mostrou um sorriso que foi retribuído por mim. Após isso, fui penetrada. Aquele sentimento invasivo me atacou e disparou prazer por todo o meu corpo, o toque, a sensação, tudo era muito bom.
Arranhava as costas dele com muita força e ouvi vários gemidos por parte dele. Cheguei ao orgasmo mais rápido do que o de costume, mas foi aí quando senti mais prazer ainda.
Eu sugava o pescoço dele, com certeza ficaria uma bela de uma marca. Ele mordeu a minha coxa e foi subindo até chegar nos seios. Eu estava me sentindo nas nuvens naquele momento e forcei meu corpo contra o dele querendo sentir mais contato ainda.
Eu mesma não estava me reconhecendo, era um orgasmo atrás do outro! Eu estava toda molhada, agora vai saber se era água ou suor.
Meus olhos reviravam de prazer e êxtase, e então ele finalmente chegou ao ápice e eu senti um líquido quente me invadir. Meu corpo se amoleceu e minha respiração foi acalmando-se aos poucos.
Ele deitou-se sobre meu peito ofegante. — O que foi isso? — Riu. — Acho que você teve uns 7 orgasmos...
–Nem eu sei. — Comecei a rir.
–Deve ser a gravidez... O prazer durante a gravidez, para a maioria das mulheres, se torna mais intenso.
–Entendi. — Ri enquanto acariciava os cabelos úmidos dele.
Depois daquilo, eu senti meu corpo ser aconchegado no peito dele e aquecido, e então, adormeci.
(Narrador Itachi)
Acordei e a primeira coisa que vi foi minha esposa dormindo ao meu lado. Estava tão linda mesmo babando. Cobri a nudez dela e a observei por longos minutos.
Eu jamais achei que um dia olharia para uma mulher e me sentiria imensamente feliz, realizado e vivo. Naruko me proporcionou tantas coisas e agora temos um filho, ou filha a caminho. Eu terei uma família criada por mim mesmo, realmente, ainda acho que estou sonhando com a mulher dos meus sonhos.
Levantei-me da cama, tomei um banho e fui me arrumar. Cutuquei a Naruko e ela acordou toda dengosa.
–Bom dia...
–Hum... — Se espreguiçou. — Bom dia.
–Vamos pra casa?
–Vamos. — Sorriu meigamente.
Arrumamos nossas coisas com muito esforço na mala e partimos de volta de onde viemos.
Estou indo pra casa, ou melhor, para nossa casa...
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