Iridescent

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Peço desde já desculpa por este capítulo ser horrível!
Espero que estejam a gostar da fanfic, e se não estiverem, digam-me.
Aqui vai disto!

Rapidamente senti-o despertar do sono profundo e olhar o quarto todo, assim como a sua companheira de cama, que era eu. Olhei-o, virando-me de frente para ele, e o pânico instalou-se na sua cara.

- Arianna? – Perguntou chocado.

Não podia dizer se estava magoada, irritada, ou espantada pela sua reacção. A única bêbeda naquele quarto na noite anterior tinha sido eu, a não ser que ele me tivesse enganado e tivesse bebido.

- Sim, Brad. – Falei num tom calmo. – Estás bem?

Ele levantou-se num ápice e vestiu os boxers, procurando o resto das suas roupas. Isso não levou muito tempo, visto que estavam perto da cama. Ergui o corpo e sentei-me na cama, envolvida no lençol, olhando-o.

- Calma! – Acabei por lhe dizer num tom autoritário, enlouquecida pelas voltas que ele dava pelo quarto com um ar de pânico.

- Eu sou casado, Ari! – Gritou, e foi a primeira vez que o vi faze-lo. – Sou casado e dormi contigo! Oh meu Deus!

Levou as mãos a cabeça e puxou alguns dos seus caracóis, levando pelo choque e pelo desespero. Podia ver algumas lagrimas nos seus olhos.

- Tu só tens dezoito anos, o que fui eu fazer? – Parecia falar sozinho do que comigo.

Procurei a minha roupa e vesti-me rapidamente, saindo da cama e olhando-o. Fi-lo parar de andar feito louco pelo quarto e obriguei-o a olhar-me nos olhos.

- Brad… — respirou fundo. Sentia-me usada, mas a culpa tinha sido minha. Agora, queria apenas esquecer aquilo e com certeza ele também. – Esquece isto tudo. Foi um erro, eu estava praticamente em coma alcoólico.

Em apenas alguns segundos, Brad pareceu muito mais aliviado e feliz. Assentiu com a cabeça e abraçou-me.

- Desculpa, Ari. – Acabou por dizer, esperado que melhorasse tudo. – Eu não queria ter parecido um idiota, mas tu sabes que ela é a minha vida.

Assenti com a cabeça, não gostava de dramas e não seria eu, uma rapariga de dezoito anos, a levar um homem famoso de trinta e poucos a apaixonar-se por ela. Ele quebrou o abraço e sorriu-me ainda nervoso, pegando o seu casaco e saindo dali.

Sentei-me no fim da cama olhando a parede perdida em pensamentos, até o meu telemóvel começar a tocar feito louco.

‘Sim?’

‘Oh, se não é a minha bêbeda favorita! Bom-dia!’

Estava capaz de matar o Iero quando começou aos gritos ao telemóvel.

‘Oh céus, tão alto não!’

Ele riu-se, claro! Suspirei parecendo mais um choramingo e ele tossiu.

‘Bem, nós precisamos de ti connosco agora. O Zacky teve umas ideias de bêbedo que até são boas para utilizar e ele quer ver os teus desenhos. Pode ser?’

‘Eu posso ir, mas e as filmagens de hoje?’

Até agora, ainda não tinha falhado um dia de filmagens, não sabia como iria fazer isso.

‘Hoje é dia de folga, pode ser?’

‘Vocês é que mandam! Vou ter contigo à recepção daqui a quinze minutos, okay?’

‘Okay, despacha-te então.’

Desligou a chamada e eu tirei a roupa, indo até à banheira. Demorei pouco tempo no banho, sempre tinha sido rápida nisso porque éramos quatro em casa. Saí e peguei numas calças de ganga justas, uma camisola roxa escura e calcei uns saltos pretos, mais baixos do que a noite anterior.

**

Tanto eu como os rapazes estávamos sentados na carrinha preta que utilizavam para se movimentar durante os concertos, a conversar sobre as coisas mais estúpidas. Ninguém falou da noite anterior, nem das minhas figuras tristes, e eu agradeci a Deus por isso.

- Chegámos, Ari! – Avisou Gerard saindo da carrinha e eu saí a seguir, tal como todos os outros saíram.

A casa em frente à carrinha era enorme. Estava lindamente tratada, a relva da entrada estava muito tratada e tinha algumas rosas plantadas junto ao portão; nem parecia a entrada da casa de rapazes que faziam parte de uma banda ‘pesada’.

Frank nem bateu à porta, abriu o portão e começou a entrar, sendo seguido pelos outros rapazes. Ao ver todos a entrar, fiz o mesmo.

- Zacky, chegámos meu! – Gritou ao entrar na casa e eu fiquei ainda mais espantada por ver que a decoração não era nada horrível, mas sim agradável.

De repente, parecia que uma manada estava prestes a chegar. Os rapazes desceram as escadas a correr, todos a empurrar-se uns aos outros, chegando à entrada a rir e com cervejas na mão.

- Trouxeram a Ari! – Gritou Matt rindo e eu corei. Claro que ainda todos se lembravam das minhas desgraças da noite anterior.

Uma rapariga loira vinha atrás deles, chegando perto de Zacky com um sorriso e dando-lhe a mão.

- Ah, é verdade, Gena, esta é a Arianna. Ela trabalha com o Frank e a banda. Arianna, esta é a minha esposa, a Gena. – Disse-me o Zacky com um sorriso e eu cumprimentei a rapariga que se aproximou de mim e me deu um beijo no rosto. Fiz o mesmo.

Ele não se lembrava do beijo e ainda bem; tinha sido um erro bem grande e não significou nada.

- É um prazer! – Falei para ela sorrindo e ela disse-me o mesmo.

**

Uma hora e meia tinha passado e eu já me sentia um dos rapazes ao conviver com tantos em tão pouco tempo. Enquanto eu e Zacky tentávamos arranjar alguns visuais giros e novos para a linha de roupa dele, os outros pegaram nos instrumentos e foram tocar coisas que eu nunca tinha ouvido.

Depois de ter conseguido rabiscar num papel alguns desenhos e de ele ter visto os que tinha no caderno, arranjámos alguns que ficariam perfeitos em camisolas. Ele ficou com as folhas e eu limitei-me a pegar no caderno e ir até ao seu jardim, que ficava ao lado da garagem.

Gostava de ter algum tempo apenas para mim e aquela era uma boa altura para isso. Sentei-me na relva e cruzei as pernas, pegando no lápis que tinha levado comigo e começando a rabiscar qualquer coisa que me vinha à cabeça enquanto tinha um dos headfones nos ouvidos. Raramente tinha tempo só para mim desde que tinha ganho o concurso, e era bom poder tê-lo agora.

- Vieste esconder-te de nós? – Uma voz divertida falou e eu olhei para cima, vendo Arin a olhar para mim com um sorriso amigável.

- Não, só queria desenhar um bocado num ambiente não tão lotado. – Falei um bocadinho envergonhada.

Ele riu-se e sentou-se ao meu lado, cruzando as pernas também e espreitando um pouco o que eu estava a fazer.

- Desenhas bastante bem! – Falou em tom chocado e eu gargalhei.

- Obrigada! – Acabei por dizer.

Não era todos os dias que falavam bem da minha arte; afinal, nunca ninguém via os meus desenhos a não ser a Ceci, minha prima.

- Hey, achas que podias desenhar a minha próxima tatuagem?

Notas finais
E pimba, está aqui!
Já agora, preferiam que existisse romance com o Arin ou com o Frank? ;)
Beijos e comentem! *