Iridescent

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Desta vez não demorei, ahaha.
Mais uma vez agradeço a quem lê, e peço reviews.
Adoraria saber o que pensam do meu trabalho! (:
Sem mais demoras, deixo o capítulo.

Acordei com várias vozes a envolverem a sala onde me encontrava. Não me lembrava de muito do que se tinha passado na noite anterior, e o que me lembrava, parecia mentira. Sabia que tinha sofrido um grande desgosto e que agora teria de enfrentar os meus pais; imaginava o seu ar desapontado a olhar-me e o meu coração contraía-se.

- Madrugadora, ela! – Uma voz extremamente familiar falou, roubando alguns risos das pessoas ao lado. Porque estava a minha família a falar inglês? E porque o meu pai tinha a voz parecida à de Brad Delson? – Bom-dia, senhorita!

Abri os olhos totalmente e vi que estava numa sala que não era a minha. O sofá branco onde me encontrava deitada não era o meu, e as pessoas que se encontravam a conversar perto de mim não eram da minha família.

- Eu andei a drogar-me depois de ter percebido que sou um fracasso? – Disse olhando a pessoa mais perto de mim, que era Mike. – Mano, estás a parecer o Mike Shinoda.

Voltaram a rir-se e eu não entendi a piada. Sentei-me devagar no sofá e finalmente lembrei-me de tudo o que se tinha passado na noite anterior; depois disso, não demorou muito até que me apercebesse que ainda me encontrava na casa de férias dos Linkin Park.

- Bom dia, Arianna. – Anna, a esposa de Mike, disse sorrindo para mim e entregando-me uma chávena de café quente. – Adormeceste aí depois de conversarmos ontem.

Tudo parecia bater certo. No entanto, começava já a preparar-me para o sermão descomunal que ouviria mal chegasse a casa.

- Obrigada por tudo. – Falei olhando todos os presentes e vi que Joe e Phoenix não estavam ali; talvez estivessem ocupados. Bebi um trago do café e senti-me mais desperta, se é que isso era possível. – Acho melhor ir, os meus pais devem estar a imaginar que morri ou fui violada.

Estremeci depois de dizer isso, lembrando-me do meu acidente de há uns dias atrás. Chester deu-me um sorriso amarelo e eu fiz o mesmo; calculei que já todos ali soubessem do ocorrido.

- Sabes que podes voltar quando quiseres! – Desta vez foi Mike a falar, e Talinda assentiu; sorri e senti-me melhor ao ver que já ninguém tinha medo que eu fosse uma fã doida. – Até podes mostrar-nos os locais mais giros por aqui, não conhecemos muito.

Eu assenti de imediato.

- Claro, se eu não for enviada para a China depois do desastre de ontem. – Não sabia como os meus pais iam reagir, mas calculei que não fosse tão mal como esperava; no entanto, era bom prevenir o meu coração. – Obrigada, de novo. Prometo dar notícias.

Levantei-me do sofá e abri a porta, vendo que a casa onde eles estavam era apenas a dois quarteirões da minha; isso facilitaria muito a minha vida caso fosse conviver com eles de novo. Eu pretendia fazê-lo, mas estava nas mãos do destino.

- Cuidado e até breve! – Falou Chester e todos os outros me acenaram. Acenei de volta e saí dali, caminhando a passos largos até casa.

Enquanto caminhava, vários pensamentos rodavam a minha mente. Tinha medo de como os meus pais iriam reagir, do que me iriam falar, e do que o meu futuro me reservava. Olhei o telemóvel e vi várias chamadas do meu irmão e algumas mensagens. Decidi não responder a nenhuma, já me encontrava perto de casa.

Vi a data e semicerrei os olhos por um momento, esperando receber uma boa notícia nesse dia. Há apenas duas semanas, uma oportunidade para documentar por escrito uma tour inteira com os My Chemical Romance tinha surgido e eu não tinha tido meias medidas; era hora de concorrer para conseguir esse trabalho. Os resultados disso sairiam hoje.

- Mãe, cheguei! – Avisei assim que abri a porta de casa, ainda perdida em pensamentos. Ouvi passos chegar até mim e respirei fundo.

- Onde estiveste? – O meu pai falou assim que chegou perto de mim, a angústia brotava pelos seus olhos. – Estava tão preocupado!

Abraçou-me e eu abracei-o de volta.

- Desculpa, acabei por ficar em casa de uns amigos depois de ter saído ontem. Não quis preocupar-vos, mas como era tarde, não queria vir para casa e correr perigos. – Não era totalmente verdade, mas também não era totalmente mentira.

A minha mãe chegou segundos depois de ter quebrado o abraço com o meu pai, acompanhada pelo meu irmão. Ele respirou fundo, aliviado, e abraçou-me também. Pela forma como todos me olhavam depois dos abraços de alívio, pude ver que já sabiam o que se tinha passado.

- Não te preocupes meu amor, vamos arranjar uma solução! – Encorajou a minha mãe e eu sorri; todas as minhas preocupações tinham sido estúpidas e em vão. Ao menos tinha o apoio daqueles que amava.

O telefone de casa tocou e eu estranhei; eram apenas oito horas da manhã e já havia gente a telefonar-nos? Não era algo habitual.

- O telefone não parou de tocar desde as seis da manhã! – Queixou-se o meu irmão e foi busca-lo, atendendo.

A confusão tomou conta do seu rosto e eu fiquei expectante. Queria sair dali para tomar um bom banho e deitar-me na minha tão amada cama, mas estava curiosa para saber quem ligava e se era grave.

Depois de dois minutos a assentir com a cabeça enquanto ouvia as vozes do outro lado da ligação, e de ter balbuciado algo em inglês, passou-me o telefone.

- É para ti, Ari. – Disse-me e eu peguei o telefone; agora sim a curiosidade ia matar-me.

- Estou? – Falei e uma voz feminina falou do outro lado, num sotaque inglês perfeito. Voltei a estranhar e ouvi todas as informações possíveis que me estavam a tentar transmitir.

Reconheci de imediato a razão pela qual ligavam; ainda assim, não conseguia acreditar muito bem no que ouvia. Falei durante mais cinco minutos com a rapariga e desliguei, após ter-lhe dado o meu número de telemóvel pessoal.

- Quem era, Arianna? – O meu pai perguntou olhando-me com o sobrolho erguido.

Eu apenas consegui sorrir com um ar estúpido.

- Ganhei o concurso. Vou trabalhar com os My Chemical Romance durante uns meses. – Avisei-o e ele apenas me olhou com os olhos muito abertos.

- Como? – Balbuciou.

- Então, era uma oportunidade para ser uma espécie de jornalista durante a tour, e eu fiz o indicado e ganhei! – Exclamei, a realidade caindo agora sobre mim.

Mais ninguém conseguia dizer nada, e eu apenas sorria; quando Deus fecha uma porta, abre uma janela.

**

Os saltos altos que usava faziam um barulho irritante no solo de mármore onde caminhava agora; nem parecia eu mesma.

Utilizava um blazer e umas calças justas ao corpo, assim como o cabelo solto e esticado para dar um ar mais profissional; estava orgulhosa da minha produção.

Em duas semanas, tudo mudou. Após receber o telefonema que mudaria para sempre a minha vida, comecei a planear o meu futuro. Convencer os meus pais a autorizarem-me para conseguir ir viajar com vários rapazes foi o mais difícil; ainda assim, eu tinha várias formas de os convencer.

Tinha-me inscrito na Universidade de Artes de Londres, para ser uma estudante por correspondência; enquanto viajava com a banda, estaria a estudar jornalismo ao mesmo tempo. Talinda tinha-me ajudado a ganhar coragem e seguir o meu sonho.

- Boa tarde! – Disse à rapariga que se encontrava sentada no sofá do lobby do hotel. – Sou a Arianna Lewis, vim encontrar-me com a Elizabeth Walker.

A rapariga ergueu os olhos do pequeno caderno que tinha nas mãos e sorriu-me, levantando-se e cumprimentando-me com um aperto de mãos. Fez um sinal para que me sentasse e eu assim fiz.

- Sou eu mesma! Estás pronta para conhecer a banda, Arianna? – Perguntou-me e eu apenas acenei; não era uma fã que saltaria para cima deles, mas sentia uma ligeira impressão no estômago quando via que a hora de os conhecer estava perto. – Por favor, tenta não gritar.

Ela parecia assustada e eu ri.

- Descanse, eu não sou tão lunática quanto isso. Levo as minhas responsabilidades a sério. – Avisei-a com um tom calmo e ela respirou fundo; ultimamente deixava as pessoas aliviadas sem saber bem como.

Rapidamente as portas da entrada do hotel se abriram e os rapazes entraram, trazendo com eles os suspiros e gritos de vários fãs que dormiram à entrada do mesmo.

- Por falar neles, cá estão! – Exclamou e levantou-se. Fiz o mesmo e sorri de forma educada, esperando não perder a fala quando se aproximassem mais de mim.

Notas finais
Que tal? Gostam?
Reviews please *-*