Iridescent

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Oláá! :D
Bem, trago-vos outro capítulo, que basicamente nos diz como a história vai ficar.
Espero que seja do vosso agrado!

Tinha adormecido á apenas uns minutos quando alguém me abanou freneticamente, fazendo-me abrir os olhos de repente, assustada. Ia começar a protestar quando vi que era Brian, com um ar bastante confuso.

- Acordas toda a gente assim? É que não é nada amigável! – Resmunguei com ar carrancudo; era muito má quando me acordavam mal, era feitio de família.

Ele bufou, claramente importunado com o meu mau humor.

- Não, mas tu estavas aí a gemer feita louca aos gritos, tinha de vir ver o que se passava! – Deu-me um sorriso maldoso. – Estavas a sonhar comigo?

Olhei para o meu lado, a tentar entender o que ele estava a dizer e vi que a cama estava quase intacta; a varanda estava fechada, assim como as cortinas, e os meus chinelos estavam no mesmo sítio que os tinha deixado quando me deitei e antes da confusão com Chester. Teria sonhado tudo aquilo?

- Claro que não, otário! – Não sabia bem o que dizer para justificar os sons estranhos que tinha andado a fazer, então deixei-me estar caladinha e tentei não corar.

Ele riu-se, sem mais nada a dizer, e saiu do meu quarto. Estava confusa, não sabia o que acreditar; por vezes os sonhos pareciam reais, e talvez este fosse o caso. Levantei-me e fiz a única coisa que podia para saber o que se tinha passado.

‘Ceci, Hey! Olha, diz-me uma coisa, o Chester está por aí ainda?’

Ela ia estranhar as minhas perguntas, mas decidi não me preocupar. Claro que a resposta não demorou a chegar.

‘Ele e os rapazes vão passar cá a noite, estamos todos juntos. Porquê?’

Decidi não responder e suspirei; a minha mente tinha-me pregado uma partida nada agradável e sentia-me envergonhada e estúpida. Tornei a tapar-me toda e obriguei-me a parar de pensar no assunto, para conseguir dormir. Não demorei muito a conseguir.

**

Acordei cedo para ir correr; o tempo estava óptimo na rua e precisava de começar a perder peso de novo. Cheguei à rua com as calças justas vestidas e um top, coloquei os headfones e comecei a correr. Não se via quase ninguém nas ruas ainda, o que era bom.

Ia a chegar perto do fim do quarteirão quando fui agarrada; quis começar a gritar mas não me deixaram.

- Ari, espera, sou eu! – Olhei para cima e vi Jared.

Fiz força para me soltar das suas mãos, sentindo a adrenalina a tomar conta de mim e a cor vermelha a chegar às minhas bochechas.

- Larga-me! – Rosnei-lhe, continuando a tentar soltar-me. Agora, não achava tão boa ideia que não houvesse quase ninguém nas ruas; não queria olhá-lo, estar perto dele ou falar com ele tão cedo.

- Arianna, por favor, ouve-me. – Pediu obrigando-me a olhá-lo ao colocar as duas mãos no meu rosto. – Eu sei que fui um idiota, eu entendo como te sentes, mas por favor ouve-me. A Jessica tinha ligado, ela sabia que estava por cá e claro que não levou muito a saber que estava contigo. A tua mãe tinha-lhe contado que te tinhas mudado para Londres para estudar. Ela ia arruinar tudo, contar aos teus pais sobre nós!

Até ao dia em que ele tinha saído da casa de Ceci, sempre tinha sido capaz de confiar em Jared; se fosse preciso, confiaria a minha vida a ele. Agora, ao ouvir cada palavra que saía da sua boca, tentava entender se devia confiar nele. A resposta, essa, foi óbvia.

- Tens a noção de como me trataste? Do que insinuaste que eu era? – Comecei por dizer calmamente, livrando-me de um dos meus headfones. – Desde a primeira vez que nos envolvemos que eu te avisei sobre o que estava a acontecer, sobre as consequências, e tu não te importaste! Como achas que me senti quando basicamente disseste que era uma puta?

- Se te tivesse tratado de outra forma, deixarias que fosse? – Disse-me apenas, olhando-me nos olhos sem piscar.

Suspirei e não disse nada; irritava-me que ele tivesse razão no que estava a dizer, ainda que nunca lha desse.

- E porque vieste ter comigo agora? – Acabei por mudar de assunto.

Jared puxou-me pelo braço para que me sentasse numa das cadeiras do café que estava junto a nós, e eu assim fiz. Desliguei o IPod e passei a mão pelo cabelo que estava preso num rabo-de-cavalo. Ele sentou-se à minha frente.

- Divorciei-me da Jessica. – Declarou, suspirando depois disso; por um momento, fiquei com medo. – Quer dizer, já enviei os papéis e ela assinou. Temos de esperar.Ela estava a fazer-me a vida num inferno, e foi fácil convencê-la a não contar nada aos teus pais. Disse-lhe que se o fizesse, não receberia nada no divórcio.

Era demasiada informação para conseguir arrecadar em tão pouco tempo; tive pena dele e por um momento cheguei a ter pena até mesmo de Jessica por estar a passar por tanta coisa por minha culpa.

- Arruinei uma família… — sussurrei, mais para mim do que para ele. Sabia que só se tinha divorciado por minha culpa, e mais cedo ou mais tarde os meus pais descobririam.

Tanto eu como Jared sabíamos os riscos que corríamos, e iriamos ser completamente odiados pelas nossas famílias se algum dia quiséssemos ficar juntos; sabia que, no fundo, o amava e queria ficar com ele. Mas quereria ele ficar comigo?

- Não te mates mais a pensar nisso. A culpa não foi tua, nunca. – Pediu-me, tomando a minha mão na sua. – Arianna… — chamou-me num sussurro. – Eu acho que te amo. Antes que me pares, ouve. Tudo em ti me toca, o teu sorriso, o teu olhar, tudo. És diferente de todas as outras, não és falsa, gostas de passar tempo comigo. Dás comigo em doido, quando te mexes, quando respiras, tudo em ti desperta uma vontade de te beijar e declamar-te minha que é quase impossível resistir.

Suspirei e fechei os olhos, sem saber o que dizer. Eu devia ter feito muito mal numa outra vida.

- Eu amo-te, mas não sei o que fazer Jared. – Fui honesta com ele, como sempre era. – Foste um idiota comigo e, para além disso, és muito mais velho que eu. Esta relação tem tudo para falhar, e eu não sei se vou aguentar outra desilusão depois destes últimos meses.

Jared ouviu cada palavra que dizia sem pestanejar, olhando-me nos olhos o tempo todo. Assim que terminei, tornou a pegar na minha mão e entrelaçou os nossos dedos.

- Eu acho que isto tem tudo para dar certo.

Notas finais
E que tal? Gostaram assim?
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