Iridescent
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo!
Espero que estejam a gostar da fanfic, eu estou a adorar escrevê-la.
Continuo à espera de candidatas...
Já agora, com quem gostariam de ver a Ari, de todas as personagens que já passaram? ;)
Espero que gostem do capítulo!
– Eu ia contar-te mãe! – exclamei já desesperada.
Sabia que o que a importava não era o curso, mas sim o facto de a ter enganado. Não sabia bem a razão pela qual tinha escondido isto tudo dela, ou talvez sabia, mas não admitia.
– Notou-se! – exclamou também alterada. – Espero bem que seja o que queres realmente, Arianna. Não sei mais como te apoiar.
Dito isto, e sem me dar possibilidade de resposta, desligou o telemóvel deixando-me a falar sozinha. Suspirei e deixei o aparelho na mesa junto à cama, levantando-me da mesma; todo o meu bom humor tinha desaparecido.
Apenas com a camisola de Jared vestida, desci as escadas dirigindo-me à sala. Passei pela porta da cozinha e vi lá um papel de Ceci a dizer que estaria fora quase todo o dia por causa do trabalho dela; sempre tinha admirado o facto de ela ser muito responsável.
Cheguei perto do sofá e encontrei Jared lá sentado, olhando a televisão que passava um filme que ele adorava, antigo. Sorri ao ver que ainda se encontrava só de boxers e fui até ele, sentando-me ao seu lado. Ao contrário do que era normal em mim, não pensava mais naquilo que podia acontecer se alguém descobrisse.
– Bom-dia bela adormecida. – riu-se levemente olhando-me, com a minha cara ensonada, puxando-me para um beijo terno.
– Bom-dia desaparecido. – brinquei com ele também, após corresponder ao seu beijo.
Era estranho tê-lo ali tão perto depois de dois anos a viver apenas do que sabia nas cartas que me enviava. Olhei o relógio perto dele e fiz uma careta, o que o fez rir.
– Vai vestir-te. Hoje levo-te à Universidade. – disse ao ver-me levantar do sofá, dando uma pequena palmada no meu rabo, o que me fez rir como uma rapariga do Liceu.
**
– Tu és completamente louca, definitivamente. – adorava quando Johnny me tratava como uma fugitiva de um hospital psiquiátrico. O seu tom de voz divertia-me, principalmente se juntasse um toque de choque.
Suspirei enquanto ia buscar o resto dos meus livros à secretaria do Campus. A fila não era muito longa, mas dava para utilizar uns minutinhos e conversar com o meu grande amigo Johnny Christ.
– Eu sei que sou, mas achas que consigo evitar? Ele sempre foi importante para mim, contei-te porquê! – defendi o meu caso, sentindo-me sendo pressionada por um juiz, um advogado e tudo o que tinha direito num julgamento.
– Sim, eu entendo isso, mas ele é casado. Quando o Zacky te beijou, stressaste com isso, e agora não, sua malandra? – o tom de brincadeira dele fez-me rir mais alto do que devia, fazendo algumas das senhoras que ali trabalhavam me olharem com ar reprovador.
Tossi, tentando disfarçar.
– Isso é diferente, C. – tentava ao máximo não dizer o seu nome, talvez por mania estúpida, mas gostava de ter cuidado com isso. – Eu sinto algo por ele, algo mais forte do que sinto por ti e pelo Zacky, seu gnomo.
Ouvi-o resmungar qualquer coisa quando lhe chamei gnomo; ele não o era, e mesmo que fosse, sabia que era apenas uma brincadeira e nada sério. Eu era mais pequena do que o normal nas raparigas e ele fazia o mesmo comigo; sabia que entre nós seria sempre brincadeira e não maldade, como com as outras pessoas.
– Oh, Ari, meu anjo. – começou por dizer a imitar uma voz de poeta ou algo do género. – Tu estás a ficar apaixonada! Que fofinha, eu lembro-me quando tinha...
Cortei-lhe a fala de vez, sabendo que iria demorar e seria chato.
– Sim, sim, já sei. – bufei. – Sabes que não podes contar a ninguém, C.
– Eu sei, parva. – riu-se e eu ouvi a voz de Lacey aproximar-se do telemóvel.
Ri-me também e a pessoa à minha frente despachou-se, finalmente, dando o seu lugar a mim.
– C., chegou a minha vez, ligo-te depois. Manda beijos à Lacey. – disse rápido e ele despediu-se, assim como Lacey gritou algo perto do telemóvel. Desliguei a chamada e arranjei os meus livros, saindo do Campus pouco depois.
Caminhei para fora do edifício e passei pelo relvado, procurando um táxi por perto que me levasse a casa; tinha poucas aulas o que ajudava nos primeiros dias de adaptação.
– Jeitosa! – ouvi Ceci chamar-me e ri-me ao vê-la dentro do seu carro a olhar-me pela janela.
Caminhei até ela a rir, abrindo a porta do carro depois e entrando lá dentro. Ela, como sempre, estava muito animada.
– Olá Ceci! – beijei o seu rosto e ela arrancou no seu lindo Mini Cooper S azul. Ela era doida por esses carros, e eu não entendia bem o porquê; eram pequenos.
Depois de andarmos uns metros sem falar nada demais, vi o rosto de Ceci se iluminar com curiosidade e uma pontada de maldade. Sabia que dali não podia sair coisa boa, então preparei-me mentalmente para o que viria.
– Então, priminha... – começou por dizer, sem conseguir evitar rir-se baixinho como uma menina pequena depois de começar a falar comigo. – Conta-me lá como foi a tua noite com o Jared...
Engoli seco e podia sentir todo o meu corpo a ficar gelado; era possível ela saber, já que tudo se tinha passado na casa dela e perto do seu quarto. Ainda assim, não sabia se era boa ideia ela saber.
Tinha contado a Johnny porque ele estava fora, e era um dos meus melhores amigos. No entanto, pensando bem no assunto, Ceci era a minha melhor amiga desde pequena e eu sabia que podia confiar nela; era uma das razões pela qual eu a adorava tanto.
– Foi... – comecei por dizer e a esperança nela cresceu. – Óptima.
Notas finais
Que tal? Mereço reviews? ;)
Beijinhos grandes *
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