Notas iniciais
Boa leitura

(P.O.V — Jin)

Cheguei à casa de (S/n), alguma coisa não se encaixava.

Faziam duas semanas que eu não a via, que ninguém a via, na verdade.

Bati na porta, quem atendeu foi Kim Min-seok, também conhecido como Xiumin, ou, como eu sempre dizia, o irmão mais velho da (S/n).

Ele estava com uma cara nada boa.

—Desde que ela sumiu, não sai do quarto e há três dias parou de comer. — Ele informou.

—Posso vê-la?

—Você é a melhor chance que temos. Ela sequer fala comigo. — Disse Xiumin.

Subi as escadas, aqueles degraus pareciam que nunca iam acabar. Parei na frente da porta dela. Vamos Jin, você precisa fazer alguma coisa.

Bati na porta, mas ela nem sequer perguntou quem era. Tentei abrir, mas a porta estava trancada.

—(S/n), sou eu, Jin. Abre a porta, por favor.

Ela não respondeu. Talvez estivesse dormindo? Eu deveria voltar outra hora?

Balancei a cabeça afastando esses pensamentos. Nós iriamos conversar, e isso aconteceria hoje!

—Sinto muito Xiumin. — Falei baixinho e, logo em seguida, meti o pé na porta com a maior força.

(S/n) me olhou assustada.

Quase fiquei paralisado ao vê-la naquele estado. Seu cabelo estava todo bagunçado, ela devia ter emagrecido uns cinco quilos.

(S/n) me ignorou e virou pro outro lado. Peguei uma escova no criado mudo, sentei na cama e comecei a pentear seus cabelos.

—O que você está fazendo aqui? — (S/n) perguntou com a voz embargada.

—Eu é que pergunto, não está na hora de sair desse quarto?

Ela não respondeu e terminei de pentear suas mechas.

—Você não vai falar comigo? — Perguntei.

—O que você está fazendo aqui? — Ela perguntou novamente ainda com voz de choro.

Dei um suspiro desanimado.

—Estou preocupado com você (S/n), não gosto de te ver assim, estou com saudades daquela menina fofa que vivia corrigindo minhas técnicas na cozinha.

Havia sido tudo muito rápido, a menina irritante, que vivia dizendo que eu mal sabia cozinhar um ovo, de uma hora pra outra havia se tornado tão importante pra mim.

—Você não faz ideia Jin, não faz ideia do que elas fizeram. — (S/n) falou.

—O que elas fizeram não importa, o que importa é o que você faz com o que elas fizeram. — Falei.

Ela abriu um sorriso desanimado.

—Você não pode citar Sartre para mim. — Disse ela.

—Mas Sartre está certo. Você vai ficar aí se lamentando eternamente? Vai desistir de sua vida?

—Que vida? Eu não tenho mais isso. Mal consigo levantar dessa cama!

Ela puxou o cobertor e cobriu a cabeça se encolhendo toda na cama.

—(S/n), não faz isso. Por favor...

—Vai embora Jin. Eu não quero mais ver você. — Ela disse e dessa vez pude perceber que estava chorando.

—Me dê um motivo para ir.

—Eu não quero você aqui Kim Seokjin. Estou assustada. A única pessoa que pode me ajudar também é a única que eu não quero que me veja nesse estado.

Levantei da cama, fui até o guarda-roupa e comecei a procurar o vestido rosa que ela estava usando quando nos conhecemos.

—O que está fazendo? — (S/n) perguntou sentando.

—Eu não vou deixar você ficar aí perdendo sua vida toda. Vista isso. — Entreguei o vestido a ela. — Não fique se lamentando por ter sofrido na mão daquelas meninas, não fique se culpando pelas coisas. Apenas viva bem, ok? Você não precisa de um cara pra dar a volta por cima, então pare de esperar ele, levante essa cabeça e faça alguma coisa além de ficar nesse quarto!

As palavras apenas saíram, sem que eu tivesse tempo de pensar, sem que eu pudesse medir.

—Por quê? Por que eu não posso esperar até que ele venha ao meu encontro? — (S/n) perguntou.

—Porque você não pode viver assim! Porque eu não posso te ver assim, e porque... — Minha voz falhou, uma lágrima involuntária escorreu pelo meu rosto. — Porque eu te amo...

Desci as escadas correndo sem poder conter as lágrimas.

Minha (S/n)... Quem seria tão ruim a ponto de fazê-la sofrer? Quem ousaria fazer algo ruim para uma garota tão amável e incrível? Se eu pudesse, apagaria todos os sofrimentos dela, eles seriam meus e ela viveria feliz. Mas eu só posso dar meu amor a ela... O que eu deveria fazer então?

—O que aconteceu? — Perguntou Minseok quando me viu passar correndo pela sala.

Parei do lado de fora, ele me seguiu.

—Você conseguiu falar com ela?

—Não sei se fiz do jeito certo, mas... — Parei de falar quando a vi na porta, ela estava usando o vestido.

XXXX

Estávamos sentados na grama na frente da casa de (S/n).

—Era você... — Ela disse. — O único que poderia me ajudar. Eu sempre te vejo tão feliz com os garotos, até parece que você nunca tem problemas... Então eu não queria me tornar um problema para você porque... eu também te amo.

Fiquei olhando para aquela menina sentada na minha frente, (S/n) era tão linda e ao mesmo tempo tao frágil que eu tinha vontade de escondê-la em algum lugar onde ninguém pudesse chegar até ela.

Como é que eu fui me apaixonar por essa menina? Talvez a coisas mais linda da vida sejam assim, involuntárias.

Porque meu amor por você (S/n) foi involuntário, e eu não me arrependo disso.

Passei o braço pelos ombros dela e a puxei para perto.

—Então prometa que vai ficar bem, não importa o que aconteça. — Falei. — Estamos unidos agora, se você estiver triste, eu também vou estar.

E eu prometo, (S/n), prometo que vou proteger você para sempre.

Notas finais
E então?? Comentem o que acharam
Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!