Invisível aos olhos
33 Capítulo 33
Notas iniciais
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Cristal tem vinte e oito anos, se não me engano. E ela começou a namorar o professor Stuart quando estava no colégio. E isso faz mais de dez anos. Quando Prime me apresentou a irmã, eu notei que tinha um leve choque entre elas. Apesar de Cristal sempre ser a que tentava concertar a situação. Tento visto aquela cena, pela câmera, tudo agora parece fazer sentido.
Já é meio dia e Prime ainda não saiu pelo portão. Só espero que não esteja de beijos com o professor, indevidamente.
— Vai buscar Tom agora?
Olho para o lado e vejo Amon.
— Vou com você, é caminho para casa e me lembro de que você ainda não sabe se proteger sozinha. E ainda está sem Said, Chander e Gae.
Concordo ligeiramente com a cabeça, e me lembro do que ele falou quando sai do banho hoje de manhã.
— Aquilo sobre o quarto de Matt...
— Não quero ouvir, Cass. – Ele começa a andar, e eu vou ao seu lado. – Amanhã nós faremos o seu treino de novo e...
— Ei! Espera! Não muda de assunto. – Consigo acompanhá-lo, tendo em mente de ir pelo caminho mais rápido até o Jardim da infância. – Eu realmente não sei o que você quis dizer!
Amon olha para mim, com o canto de olho e suspira.
— Vai dizer que passou a noite no quarto de Tom?
— Não. Eu passei com Matt, por isso mesmo que não entendi o que você quis dizer...
O loiro realmente parece acreditar em mim, mais ou menos. Ainda está meio irritado, mas diminui um pouco a velocidade.
— Não é da minha conta...
— Mas pelo visto é da minha. – Contra argumento.
— Desculpa a minha grosseria, Cass. Mas não acho que você gema sonhando.
— Como é que é?
Seguro em seu braço e o faço parar de andar. Quando enfim seus olhos azuis claros enfrentam o meu olhar, Amon parece não se decidir o que sente.
— Foi isso que eu ouvi.
— Então, foi por isso que Tom perguntou se o Matt tinha feito algo de estranho comigo... – Falo baixo olhando para o lado, tentando lembrar-me de ontem à noite.
Matt tem namorada. Ele não faria algo comigo... Não é? E quando eu perguntei sobre onde ele dormiu, imediatamente, Matt falou que foi no chão! Relembro-me do banheiro. Apesar de que eu acordei sem as roupas intimas... Mas ele não teria feito algo ruim... Teria?
— Do jeito que está falando parece que não se lembra de nada. – Amon cruza os braços, e agora parece ainda mais aborrecido do que antes deu perguntar. Como o fato de eu não saber, pode o irritar mais do que se eu mentisse?
— É por que eu não faço idéia do que seja...
— Você não estava dormindo, Cass. Eu escutei a sua voz... Escutei todas as palavras... E acredite, eu reconheci a sua voz assim que a ouvi.
— Mas eu realmente não me lembro de nada. – Levanto as minhas mãos como se eu não tivesse mais o que fazer.
Gae não teria feito algo com Matt, não é? Ela disse que expressava o que eu sentia, só que exageradamente. Será que em algum daqueles beijos eu pensei algo errado e a fiz agir assim?
— Meu irmão não te estupraria. – Essa foi a conclusão dele para o que eu disse. — Ele pode ter problemas, mas não assim. Nunca chegaria a isso. Matt não tem problemas com mulheres.
— Não acho que ele me violaria! – Falo um pouco mais alto do que deveria e depois olho em volta. Não tem ninguém, por sorte. – Só estou dizendo que não aconteceu isso... Será que você não sonhou?
Amon volta a andar, e eu também. Um pouco mais e chegaremos perto da onde Tom está esperando.
— Pelo o que sei. Você e a Gae, são bem unidas. – Calma... Agora ele está pensando na possibilidade de ter acontecido o que eu pensei? — Se é verdade o fato de você não fazer idéia do que estou dizendo, por que não procura saber?
— Eu vou.
Não que isso seja a primeira coisa que está em minha mente. Não imagino que Matthew, um dos garotos mais irritantes que já conheci, tenha milagrosamente parado de me odiar. E resolvido fazer... Coisas comigo. Sem me esquecer do fato dele estar doente! Ainda preciso pensar em como falar com a Prime sobre aquele beijo, mas posso falar amanhã. Eu acho. E sobre o acidente da biblioteca... E ainda têm aquele plano ridículo de sair com os gêmeos para um jantar.
Assim que avisto Tom, ele se afasta de algumas crianças e vem em minha direção parecendo envergonhado. O menino olha de mim para o seu irmão mais velho, e depois ignora a presença do loiro.
— Eu fiz amigos! – Ele segura a minha mão e eu passo a mochila dele para Amon. – Mas eles me chamaram de mentiroso quando disse que tinha uma noiva...
— Você tem uma noiva? – Amon pergunta para o menino que está entre nós. – Desde quando?
— Foi amor à primeira vista, não é, Cassie? – Tom puxa a minha mão, para eu olhar em sua direção. Eu sorrio e aceno com a cabeça.
— Mas, ficou tudo bem?
— Ah! Bem... Depois que eles te viram com Amon, disseram que eu perdi o cargo de noivo. – Tom continua a olhar só para mim, mesmo o irmão o encarando. – Foi ai que eu disse que eu se eu tiver te perdido, eu te reconquisto de todas as formas que existam.
Galanteador. Com cinco anos.
— Cass... Você falou para Tom que vai se casar com ele? – O loiro me chama a atenção, com aquele olhar de “o que você tem na cabeça?”.
— Na verdade, foi ele quem me contou essa notícia. – Dou de ombros.
— E nós temos o nosso segredo! – Tom grita, rindo. E isso faz Amon voltar a me olhar esquisito.
— Você tem que entender que meu irmão acredita em tudo o que dizem...
— Bem, logo ele vai encontrar uma menina na sala dele e vai se apaixonar. – Digo baixo, mas sei que a audição canina de Amon captou as minhas palavras. – Crianças não são tão complicadas. Eu amo o Tom, mas ele não entende muito bem que não funcionaria algo assim entre nós... Ele é apenas uma criança. – Dou de ombros.
— Por isso mesmo, pare de iludi-lo! Tom tem cinco anos, se ele crescer com isso na cabeça... Você vai acabar realmente se casando com ele.
— Você fala como se fosse possível. – Eu rio e digo alto o suficiente, mas o menino nem está mais prestando atenção. Parece alheio no próprio mundo.
— Eu já li sobre Banshees, Cass... E quando Tom tiver passado todos os níveis... Não haverá nada que ele não possa fazer. A espécie dele é desenvolvida rápido demais... Por isso ele pensa do jeito que pensa. E também, não é necessário ter o poder dos gêmeos para te conquistar. – Se ele soubesse que Said já robou meu coração, não diria isso. — Você é apenas uma humana.
Olho para o Peterson mais humano que conheci e suspiro sem acreditar que esse menino poderia se tornar algo gigante como Amon diz. Tom já tem um dom horrivel, e pior ainda para uma criança. Não tem como isso piorar... Ou tem?
—⟰-
Gaelle estava no meio dos gêmeos quando sai pela porta de trás da cafeteria. Ela estava bem bonita. Mais do que eu fiquei quando usei aquela roupa. Pegando uma blusa antiga minha, Gaelle fez um vestido curto, e está usando um all star. Pelo jeito da minha familiar agir, eu duvidava um pouco dela usar esse sapato. Porém, eu não tenho muitos saltos mesmo. Então, acho que ela não teve muita escolha.
O vestido dela é branco e com alguns detalhes vermelhos, não faço idéia quanto tempo ela demorou para fazer aquilo. Nunca fui realmente boa com costurar roupas, mas já tentei em várias ocasiões. Gaelle deve ter conseguido juntanto todas as vezes em sua cabeça ou algo assim... Mesmo assim é injusto.
Diferente dela, eu estou com uma blusa branca de manga comprida, e que mostra os ombros, e uma saia longa preta, junto a uma rasterinha. Eu não sei que restaurante os meninos escolheram, então não sabia dizer que roupa usar.
Não sei exatamente por que Gaelle faz isso, mas ela pega na minha mão e me roda, fazendo o vestido girar junto. Depois disso sorri para mim. Não sei se realmente pisquei muito devagar, mas uma cena passou em minha mente.
— Ei! Tenho certeza que vai ficar bonito! – Dylan estava na minha frente, sentado em uma cama. Não reconheço o quarto. – É sério! Eu consegui terminar.
Dylan levanta o vestido que Gaelle está usando e depois sorri.
— Eu vi essa blusa jogada em uma das máquinas de lavar, como minha mãe não usa essas roupas e meio que não vi nenhuma outra garota por aqui... Tenho certeza que é da Cass. Gostou?
Minha cabeça se mexe fazendo um sim, mas não escuto a minha voz direito. Eu me levanto e pego da mão de Dylan. Depois que me visto e olho no espelho, percebo que sou a Gae. Acho que já era meio óbvio.
— Sim... Eu aprendi com uma das minhas namoradas... E meio que gostei. – Dylan cruza os braços, refletido pelo o espelho que também não sei da onde é. – É. Eu sei. Não ligo. Com isso gasto menos dinheiro do que comprando por ai... E vale mais a pena já que tem cada garota violenta por aí... Há vezes que me sinto um astro do rock. – Eu me viro para Dylan, e ele dá de ombros.
— Devia parar de fingir ser o que não é. – Escuto a minha voz, e isso o surpreende.
— E você tem que parar de espionar as pessoas. Eu te vi escondida naquele dia.
A imagem sai da minha mente e eu olho para Gaelle, que está com os cabelos soltos e sua orelha e rabo estão bem visíveis.
— Não devia esconder? – Pergunto baixo, e percebo que estamos os quatro de frente um para o outro.
— Humanos não vêm. – Gaelle entrelaça os dedos nos meus e sussurra. – Você vê. — O que ela sabe que eu não sei? — Eu fiquei admirada de ter aceitado sair com esses dois aí. E ainda me deixou sair da caverna.
— Bem, então vamos? – Caleb pergunta, começando a andar. Para a rua. – Acho que vocês vão gostar.
Ele para um taxí e fala a rua. Sentado ao meu lado fica Dylan, e no outro lado dele está Gae. Caleb parece um pouco incomodado, mas não reclama, já que é ele quem sabe para onde ir. Applebee`s. Como não gostar? Demora um pouco mais de vinte minutos e os gêmeos não nos deixam em um silêncio desconfortavel nunca. Eles são bons.
Ainda fica na minha mente, como Gaelle conseguiu passar a memória para mim. Achei que depois de ter seu próprio corpo, não teriamos uma ligação como essa.
Sento no canto, e Dylan ao meu lado. Na minha frente senta Caleb e ao lado dele senta a minha familiar. Isso é bem estranho. É como se fosse casal de gêmeos, apesar de Gae não ser exatamente minha gêmea. Acho que isso só faz ficar mais estranho. O lado bom é que não estamos em um lugar romantico. Eu costumava ir a restaurantes assim com as minhas amigas no Canadá. Não é grande coisa. E acho isso ótimo.
Dylan pede uma Costela para nós dois dividirmos e Caleb pede outro tipo de carne, o qual não escutei. Isso está cada vez mais parecido como encontro de casal e do jeito como Caleb age, é a primeira vez que tem que pedir uma comida para alguém. Dylan também não parece saber o que fazer.
— Isso é por que normalmente eles pulam para a sobremesa.
Olho para Gaelle que dá de ombros, como se soubesse que isso estava me confundido. Os ruivos não falam nada a respeito. Em algum momento, percebo uma sensação em minha perna. No entanto, é só sensação. Olho para frente e vejo que Caleb está ainda mais próximo de Gaelle. Ela apenas ri. Como se isso não fosse nada demais. Idiota. Os dois.
— Ei... Você está muito calada. – Dylan fala perto de mim. – Sabia que a sua cópia também sabe nos diferenciar? Quando perguntamos o motivo, não vai acreditar no que ela disse.
Gae não está prestando atenção na gente, parece estar se divertindo, na parte oposta da mesa. Nego com a cabeça e olho para os seus olhos verdes que parecem até estar sorrindo. Dylan só sabe se comportar desse jeito. Como se ele precisasse seduzir todas as mulheres do estabelecimento.
— Sua cópia falou que era por causa da batida do coração dela. – Ele meio que dá de ombros, ao mesmo tempo de que se exibe. – E pelo o que ela falou, também é assim que você diferencia.
— Eu já havia lhe dito como faço. Seus olhos e o sorriso de Caleb. – E hoje, as roupas são diferentes. Ao menos uma vez tinha que ser... — Não é grande coisa.
Continuo a comer, e a carne está muito apimentada, me fazendo beber bastante água. Assim que termino o copo, e ainda pareço estar morrendo, Gae me estica o dela. Agradeço com a cabeça e bebo o resto do refrigerante dela.
— Não gosta de pimenta? – Ele pergunta pegando um pedação de carne. – Essa comida é uma ótima forma de energia. Se você não aguenta, posso te ajudar. – Dylan coloca a mão sobre a minha saia e parece fazer carinho em mim. Ao mesmo tempo em que me acaricia, ele solta aquela vibração estranha.
Minha atenção volta aos seus olhos verdes, e sinto que estou sendo capturada do mesmo jeito que Caleb tentou no zoológico. Mas é ainda mais forte. Meu corpo não parece ligar para isso, porém minha mente, sim. Seu olhar está preso na minha boca e Dylan parece estar vindo para cima de mim. Por que você não me ajuda, Gae? Sinto meu coração se acelerar e minha cabeça girar. Consigo colocar a mão em cima da sua, mas isso só faz com que Dylan entrelasse os nossos dedos.
— Qual o nome disso onde a gente pensa mais em outra pessoa, do que em nós mesmos? – Sua voz arrepia a minha pele e seus lábios tocam em meu ouvido. – Pelo jeito que você está tensa, diria que é por que odeia que eu use isso. – Dylan para de fazer seja lá o que fosse, e eu consigo me mexer normalmente.
Chego um pouco mais para o canto, mesmo existindo a barreira que a parede faz. Consigo enxergá-lo melhor, agora. Sua mão passa pelo seu cabelo ruivo e tira alguns fios que tinha na frente dos olhos. Sorrindo para mim, ele se mantém longe. Como se estivesse considerando chegar perto ou não. Dylan não parece ter problemas de comportamento. Como, Caleb, esse gêmeo sabe encantar as mulheres. E a aquilo sobre não saber o nome, é apenas outra frase padrão.
— Sabe o nome disso? Eu realmente estou querendo saber... – Dylan parece sincero. Ao menos é isso que os seus olhos me dizem. – A maioria das pessoas dá conselhos a partir de experiências próprias. A maioria. É dificil, por tanto, acreditar nelas.
— Dylan, do que você está falando? – Pergunto baixo, estando com as costas na parede e torcendo para Gaelle me ajudar aqui.
— Ser imparcial é uma função difícil, e muitas vezes impossível. Acontece que perguntei a muita gente o que fazer... Ninguém sabe o que devo fazer. Falar com você. Não falar. Aceitar o pouco que me dá. Não aceitar. – Dylan chega um pouco mais perto, para poder dizer isso baixo. Acho que isso provoca certa vergonha nele, ou talvez seja apenas isso que ele está querendo que eu pense. – Sugerem que eu te pergunte se para ficar com você, eu teria que namorar ou se você prefere nunca mais me ver. Tudo ou nada? Acho muito difícil e injusto me fazer passar por isso. Seria horrível receber um “nada”. Pior é que às vezes eu ia embora esperando alguma garota olhar para mim, como você fez ontem à noite. Esperei que alguém me segurasse e me falasse “não vá”.
— Dylan... – Logo, ele me dirá que nunca conheceu uma garota como eu. E que sou diferente. Eu já vi isso milhares de vezes. Em filmes, em livros, nos relacionamentos das minhas amigas. Em festas, onde o garoto diz isso para toda garota que queira pegar. Dylan não pode me enganar. Eu não tenho um coração, para me apaixonar, idiota.
— Você fez isso. E porra... Eu sempre quis escutar aquelas palavras de alguém. Você estava com medo, e eu só pensava em te fazer sentir segura. Não ligava para o jeito que eu sou, e o jeito que eu estava sendo, serem diferentes. A questão é que quero que você respeite meu sentimento. Não interessa quanto tempo demorou para eu me sentir assim. É a primeira vez que eu sinto meu coração bater dessa forma por causa de uma garota, você é diferente.
É a forma como ele me olha que me faz querer fugir. Por que Gae não está me ajudando? Ela sabe o que passa por meu coração. Eu sei disso! Por que ela não faz alguma coisa?
— Dylan, você me conhece a menos de uma semana. – Digo baixo, querendo que ele admita que tudo isso não passa de uma brincadeira.
— E eu já estou assim... Imagina daqui a meses. – O jeito que o garoto diz isso faz com que eu pense se ele gosta ou não desse sentimento que diz ter. Por que não parece que isso é bom. – Acontece que eu preciso me alimentar... Daquele jeito. É mais fácil gostar do que me negar a isso... Se não eu vou morrer. – Dylan pega a minha mão novamente, e do jeito que meu coração bate, ele está usando seu poder em mim. – Sei que isso não muda o fato de que eu vou ficar com outras garotas... Mas isso seria para não te machucar. Não roubar o resto de energia que você tem.
Que idota! Sei que muitas garotas escutariam isso tudo, se apaixonariam e excluiriam de sua mente a parte em que o ruivo diz que mesmo assim ficaria com outras garotas. Do jeito que esse babaca é, ficar não significa dar alguns beijos. E sim, ir para cama com as outras. Além de que, estaria sugando a vida delas.
— Dylan, meu coração já pertence a outro cara.
Isso é algo que me choca, mas é a verdade. Não sei exatamente a quanto tempo Said foi correspondido e me fez ficar bem menos acessivel ao amor, mas ele fez isso. E agora, mesmo que meu coração bata um pouco mais forte ou mais fraco, não muda o fato de que eu não consegueria gostar apenas dele. E nem muda que ele está apenas tentando me conquistar. E acho que não é só pelo fato de que eu sei diferenciá-lo, e sim por que eu estou por perto. É assim que Dylan funciona. Não é nenhuma novidade.
— Para de fazer essa cena, Dylan...
Chego um pouco mais para perto e toco em meu ombro. Em seu olhar eu vejo um pouco de raiva como se o fato dele dizer que pegaria milhares de mulheres não fosse importante. E sim, eu não ter mais o meu coração.
— Parece exagero, parece drama, não é, Cass? – Tento não mexer a cabeça, por que Dylan parece realmente irritado. – Por que não é você quem está sentindo. – Ele age exatamente como uma menina levando um fora. Sendo sincera, acho que ele nunca levou um fora.
Ele se levanta, e Caleb o para com o olhar. Eles ficam por alguns segundos se encarando, como se pudessem se entender apenas fazendo isso. Depois de um aceno de cabeça de Caleb, Dylan fala para ninguém em particular:
— Estou cansado de interpretar. Vou me alimentar direito. – Dylan passa por uma das garçonetes e a leva para o banheiro. A mulher não tem nenhum protesto. Quem teria?
Babaca!
— Cass... Seus olhos! – Quando Gae fala isso, percebo que tem algumas lágrimas caindo.
Um idiota consegue falar tudo aquilo e por não sair como quis, vai e se pega com outra mulher no banheiro. Isso me faz me sentir tão... Arg! É lógico ele agir dessa forma. Afinal, além de ser um demônio que se alimenta sexualmente da vida dos humanos, Dylan também é um Casanova. Não tem como esperar algo diferente. Olho para Gaelle que estava sorrindo, com Caleb mexendo em seu cabelo e, por isso, levanto do banco.
— Aqui. A minha parte. – Deixo o dinheiro perto dela e saio correndo do restaurante.
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