Notas iniciais
Primeira fanfic AEAEAEAE

Peguem leve, nova nisso. Espero que gostem, hu3

Ela o tinha dispensado naquele dia, mas ele não havia digerido muito bem a recusa. Satsuki tinha outros planos? Isso era impossível, todas as coisas que a rosada fazia o envolviam – mesmo contra a vontade, na maioria das vezes. Dessa vez ela apenas disse que tinha um compromisso com outra pessoa e nem citou quem era; e por isso resolveu segui-la. Não era a primeira vez que o faria, uma vez fora forçado pelo copiador de Teiko a acompanhá-lo enquanto ambos acompanhavam o encontro com Tetsuya.

Tomava certa distância da gerente de Touou, reparando as roupas que ela usava. Estava bem arrumada, usava sandálias de salto e um vestido relativamente curto – que chamava a atenção masculina que ele afugentava com seus olhares ferozes. Momoi carregava consigo uma bolsa cuja alça era presa em seu ombro e andava com pressa, principalmente após receber uma ligação.

- E-eu sei que estou atrasada... – a ouviu dizer, arfando. – Estou chegando.

Não conseguiu ouvir mais sobre a conversa, estavam no centro de Tóquio e a massa de pessoas quase o fez perde-la no meio da multidão. E enquanto a seguia com mais liberdade por causa das pessoas e também mais atentamente, Aomine refletia na frase dita por ela. Por que estava tão apressada? E tão arrumada? Sempre que marcavam algum compromisso, ela aparecia bem vestida – mas nunca tão arrumada assim. Isso o deixou intrigado e um pouco enciumado, e ficou pior quando ele suspeitou que ela estava indo para um encontro.

Suas dúvidas estavam para serem sanadas quando ela parou na frente de uma loja de cupcakes, onde um homem ria enquanto ela tentava recuperar o fôlego perdido com a pressa em chegar a tempo. Ele não parecia surpreso com o atraso da rosada e a prova disso era que ele se divertia às custas dela, antes de puxá-la para um abraço e depositar um beijo bem próximo dos lábios dela, mas não o bastante para ser um selinho.

- Sacchi! – a soltou do abraço, e ela estava levemente corada. – Vamos?

Só naquele momento que o moreno percebeu que o rapaz que esperava por Satsuki era um loiro alto e extremamente bonito. Não o reconheceu por causa de suas roupas, ele também estava bem vestido – só se lembrava de vê-lo com roupas esportivas, uniformes e jerseys de basquete.

- Mas que porra..? – sussurrou para si próprio, sem perceber que havia cerrado o punho com certa força.

Kise ofereceu o braço e Satsuki o aceitou, entrelaçando o seu ao dele enquanto adentravam a loja de cupcakes. Para acompanhar, ele teria que se aproximar mais e por isso ele andou até perto da loja, mas não entrou. Não tinha como entrar sem ser notado; seu tom de pele e cabelo chamava muito a atenção, seu porte físico e sua altura também. Por isso os observou pegarem uma mesa para dois e sentarem juntos enquanto sobremesas eram servidas para o casal por uma garçonete. Espera, casal?! Não, isso estava muito errado.

Mas a realidade não condizia com o pensamento de Aomine.

Os dois estavam agindo como um casal de verdade. Como namorados no começo de um relacionamento, onde há todo o romantismo e coisas que Daiki não dava a mínima, afinal, o basquete o completava e mulheres eram apenas sinônimos de peitos – e só as de peitos grandes o interessava.

Mas por que aquilo o incomodava? Por que sentia um vazio no peito por vê-la junto de outro?

Questões como essa o fazia entrar em conflito e agir pateticamente, a ponto de segui-la apenas porque ela ficou de segredinhos acerca de seu compromisso. Outra coisa que o intrigava era o fato dela não ter contado nada sobre a atual relação com o copiador de Kaijou – e um inimigo em potencial na Winter Cup. Claro que seria inteiramente contra qualquer envolvimento dela o modelo – da mesma forma que não aprovava o amor platônico dela por Kuroko Tetsuya – mas não manifestaria sua opinião, era incapaz de fazer propositalmente algo para magoá-la.

Se escondeu atrás de uma árvore quando percebeu que os dois estavam saindo da loja de cupcakes, novamente com os braços enlaçados. Aquela aproximação entre os dois realmente o irritava e ele se perguntava se teria estômago para ver até onde aquilo iria, mas sua curiosidade superava a falta de paciência – precisava ver tudo, e confirmar com seus olhos que eles estavam mesmo juntos.

E aparentemente, estavam.

Continuavam agindo como um casal; segredavam coisas ao pé do ouvido enquanto caminhavam, olhavam vitrines, tomavam sorvetes e sorriam como um casal apaixonado que apreciava a companhia alheia. Entraram em algumas lojas e saíram delas com várias sacolas. Kise Ryouta parecia ter muita paciência para os delírios de consumo de Satsuki, era gentil o tempo todo, dava opiniões sobre as roupas que ela escolhia – isso quando ele mesmo não escolhia algo e dava para ela vestir.

E tudo isso era visto de camarote pelo ás de Touou que quase perdeu a compostura quando o loiro a puxou pela cintura e tirou o celular do bolso, aproximando ainda mais seus corpos para tirar uma série de fotos. A rosada sorria tímida, enquanto o loiro a cobria de elogios.

- O-obrigada, Ryo-chan. – proferiu, completamente embaraçada.

Por que diabos ela ficava vermelha com tudo o que o loiro idiota lhe dizia? Claro que Momoi era bonita, muito bonita, mas não era necessário Kise ficar dizendo isso toda hora. Certo? Isso era estúpido. Estava perdido em seus pensamentos até...

- Aomine-kun?

O moreno sentiu todo o sangue de seu corpo esvair e certa palidez tomar conta de seu rosto quando ouviu aquela voz tão familiar e indiscreta. Fazia muito tempo que não era surpreendido assim pelo Jogador Fantasma. De onde ele havia surgido?

- O que est-..?! – Tetsuya não conseguiu terminar.

O ala-pivô tampou a boca alheia com a mão e puxou o baixinho atrás de outra árvore, já que estavam num parque. Kuroko se debateu e então o moreno o soltou.

- O que você quer, Tetsu? – a voz soou imperativa e grave.

- O que você está fazendo no parque no domingo, Aomine-kun?

- Não é da sua conta.

O garoto inexpressivo não respondeu. Apenas analisou atentamente as feições nada animadas de Daiki e toda a sua carranca. Olhou mais adiante e viu Momoi e Kise de braços dados, andando pelo parque.

- Você estava seguindo a Momoi-san. – os olhos opacos reluziram. – Não estava?

- Não. – mentiu, mesmo que o seu objetivo fosse mais do que óbvio.

- Eles fazem um bom casal, não acha? – disse displicentemente. – Parecem bem felizes juntos.

Aomine ficou em silêncio, mesmo que suas feições impassíveis não demonstrassem nada, Kuroko podia ver nos olhos do moreno, a tristeza e a solidão. Conseguiu ver que ele não estava disposto a lutar e que sacrificaria a sua felicidade em prol da dela – mais uma vez. Kise não era melhor que o moreno no basquete, mesmo copiando seus movimentos tão perfeitamente e nunca o superaria nisso. Mas ele tinha conquistado algo de valor mais inestimável que troféus ou títulos de campeonato: o amor de Satsuki.

E quando deu as costas para o casal e para o fantasma de Seirin, ele se sentiu exatamente como Tetsuya pela primeira vez.

Completamente invisível.

Notas finais
Deixem reviiiiiiiiiews e ate a próxima õ/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!