Inverted Coffees
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ok, os casais não são fixos... estranhos ou não, achei kawaii. *³*/
Boa leitura. ;* Não sei escrever capítulos grandes. (-o-V)
-Aproximem-se mais!
-Tem certeza que isso é necessário? – não que eu não ache legal e talz, mas ainda estranho um pouco esse tipo de coisa, é pra promover a banda... eu sei, mas...
-Que isso, pára de frescura e me agarra logo, Aki-chan! – o baterista ria vendo o constrangimento do amigo — Não rejeite o pobre Teru-chan... – sussurrava no ouvido de Miku fazendo bico, tentando conter o riso insistente.
-Aaaah...! Vamo acaba logo com isso de uma vez, ok?! – eu sei que o Teruki é um besta e adora me zoar, mas ele me deixa sem jeito...hunf, bestão!
-Pelo menos dá um sorrisinho... nee? Vão pensar que você tá aqui a contra gosto – Apertava as bochechas levemente coradas do loiro, dando seu melhor sorriso, exemplificando com ele devia fazer.
-Caham... não temos o dia todo... – o fotografo murmurava com a câmera em punho e dois jovens na mira da lente. A cada flash, a imagem capturada era destes dois garotos de roupas extravagantes, um ruivo risonho e um loirinho encabulado, e estes iam aproximando-se centímetro a centímetro, Miku mantinha os olhos fechados, ofegava um pouco, e Teruki, com os olhos fixos no outro, desfazia seu iluminado sorriso, ficavam cada vez mais próximos, enfim sentiu o contato com o vocalista, que estremeceu, seus lábios eram suaves, providos do calor de sua respiração, contrastante ao gélido toque de seus piercings.
— ...Você é tão bobo, Miku – Teruki não conseguiu mais conter o riso ao separar sua boca a do outro, deu-lhe um tapinha na cabeça, o despertando, havia ficado ali paralisado de olhos fechados esperando o termino da sessão. – Já foi? – só oque o vocalista conseguiu pronunciar abrindo os olhos, espantado e confuso.
-Que foi que houve, Bou-chan? — Indagava o baterista pulando animado pra cima do menor, quase o desmontando, tamanha sua fragilidade.
-Nada não, Te-kun... – forçou um leve sorriso melancólico, afinal o que estava sentindo, inveja...? talvez. Seguiu cabisbaixo até o vestiário do estúdio, lá sentou-se deprimido em um pequeno banco, de costas para a porta, em meio a muitos cabides com roupas e acessórios coloridos.
-Hey, Bou! O que você tem? – a voz era demais familiar, Miku vinha à procura do companheiro que não parecia estar muito bem, o guitarrista não respondeu de imediato, escondeu o rosto com as mãos e soluçou ao sentir a mão do outro repousar sobre seu ombro – Bou...?
-Me deixe em paz, Akiharu-kun... –respondeu em tom quase inaudível.
-Quanta formalidade – riu consigo mesmo, caminhou cauteloso dando a volta no banquinho e agachou-se diante do menor – Tá me deixando preocupado, sabia? –disse tentando espiar o rosto do guitarrista por entre os dedos finos que lhe tapavam a face.
-E-eu... Mi-miku... – sussurrava o mais alvo revelando aos poucos as bochechas reluzentes e os olhos marejados. – N-não posso... — manteve o olhar, desfocado pelas lágrimas que não paravam de surgir, fixo nos olhos profundos e preocupados do vocalista e, num impulso repentino, fechou os olhos e se atirou nos braços de Miku, envolvendo-o pelo pescoço enquanto este caia deitado, tamanho o espanto, ficara sem reação, apenas ali, deitado com um pequeno guitarrista chorão em cima de si, o abraçando com força. –Miku... e-eu... –as palavras pareciam empacar no meio do caminho, tímidas demais para deixar a boca do loirinho, não que isso fosse problema, podia expressar-se de outro jeito: Tomou os lábios indefesos do maior com determinação, como um andarilho do deserto que se saciava em um Oasis, sem conter o insistente choro.
Aos poucos o beijo fora sendo correspondido pelo vocalista, não podia negar que Bou era um tanto irresistível, todo aquele carisma e graciosidade encantavam até o mais insensível dos homens; ambos tinham a mente ocupada demais para perceber a porta do cômodo sendo aberta e seguidamente fechada, alguém os havia visto. Quem?
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