Inverno

8 Capítulo 08


Notas iniciais
Perdição
(Capítulo narrado por Adam)

Eu teria uma noite de sono tranquila no quarto do meu primo — não me pergunte como acabei pegando no sono ali — se não fosse por encontrá-lo chorando como se acabasse de perder alguém querido. Não deixou com que eu lhe ajudasse, nem ao menos quis falar o que tinha acontecido. Apenas pediu-me para fechar a porta do quarto e dormir ali. Eu, claro, o obedeci mesmo querendo saber o que se passava.

Era incrível vê-lo daquela forma. Não que homens não choram, mas desde que John estivera aqui, não o vi chorar. Era como se uma pedra estivesse sendo estraçalhada por alguma rocha maior.

Isso aconteceu há três dias e até hoje, eu não sei o que aconteceu àquela noite.

— Não vai mesmo contar o que aconteceu? Você está assim fazem três dias. Vamos, John, me conte o que está se passando.

Meu primo estava em silêncio. Às vezes eu achava que minha presença estava incomodando-o, porém, ele deixava claro que me preferia por perto a ter que ficar sozinho. Andava calado na maioria das vezes e o pior era não conseguir decifrar seus pensamentos. De uma coisa eu tinha certeza: Liam estava envolvido. Ou talvez, eu possa realmente estar errado.

— John! Está me ouvindo? — fora necessário pressionar seu braço — John! — Gritei.

— O que foi? Que saco! — Sua expressão não era as das mais legais.

— Estou falando com você, pelo que parece está com a mente em outro lugar.

— Eu estava lhe ouvindo, apenas não quero falar sobre. Mas se é pra parar com essas perguntas, Liam e eu brigamos.

— E isso é motivo pra você chorar? Nossa, parecia uma moça indefesa.

— Àquela hora eu apenas... — pausou — senti falta do meu pai.

Eu não sabia ao certo se acreditava, mas as coisas não deixavam de fazer sentindo. Mesmo sendo este o responsável pela desgraça em sua família, era de fato, o seu pai. Está bem, aquele era o momento em que era necessário encerrar as perguntas sobre o assunto.

— Estou faminto. Bem que poderíamos matar a aula parar lancharmos em algum lugar.

— Lancharmos? Acabamos de tomar o café da manhã.

— Eu sei, mas é que não sei o que está acontecendo comigo hoje, estou até me sentindo uma mulher grávida, estou desejando aqueles bolos de chocolate com bastante cobertura.

— Na hora do intervalo, Adam. Acho que já está na hora de entrarmos não?

E mais uma vez silêncio. Eu o vi observar Liam, ambos pareciam conectados de alguma forma, não de forma amorosa, mas existia ali uma tensão no ar quando eu os observava trocando olhares.

— Ah, vai se ferrar John. Esse teu silêncio me irrita. Pra ser sincero é melhor eu entrar. Você vem?

— Sim, irei com você.

— Então vamos. — O puxei pela camisa, fazendo assim me acompanhar.

— Só porque eu cheguei vocês já irão sair? — A voz que tanto me irritava acaba de adentrar os meus ouvidos. Não era necessário olhar para trás e identificar a pessoa que pronunciara as palavras em tom irônico.

— Ótimo, por sorte já estávamos saindo.

— Sempre fugindo de mim, Adam. Até quando? — Sorriu.

— Até você morrer, ou melhor, desaparecer da face da terra. O que acha? — Foi necessário virar para mostrar o quão irritado eu estava com sua presença e vê-lo engolir o seco.

— Não se preocupa, isso vai demorar a acontecer, por enquanto, continuarei infernizando a vida das pessoas.

— É o que você sabe fazer de melhor. — John dissera intimidando-os.

— Vai querer mesmo iniciar outra confusão, John? Não ache que estou com medo por seu querido amigo está nos observando.

— Chega, vamos logo assistir aula, John, não vale a pena.

Ignoramos a presença de Henry e sua patrulha de miseráveis até finalmente estarmos na sala de aula, prontos para mais um dia estressante no que eu sempre chamo de inferno. Não sou eu, como meia dúzia dos alunos revoltados que estudam aqui. Não fosse isso: essa luta por popularidade, diria que isso seria pacífico, mas não, preferem agir como se vivessem em filme de colegial americano ou até mesmo se inspirarem na Garota do Blog, vulgo, Gossip Girl, Meninas Malvadas ou os típicos badboys que pagam de marrento, mas se encontrarem uma barata se desesperam.

As aulas iam se passado e para me desligar meus pensamentos da última pessoa que implicou comigo — última e única — horas antes. Amigo? Foda-se a amizade que tivemos.

As aulas finalmente conseguiram prender a atenção, de certa forma, aquilo me ajudava. Algumas aulas são irritantes, outras conseguem, por sorte e profissionalismo por parte do professor, prender a nossa atenção.

— Eu irei para a biblioteca, você vem? — Indaguei.

— Sim, lá vai ser melhor do que aqui.

John e eu saímos em direção à biblioteca, já que lá, seria de fato um lugar sossegado. Subimos as escadas e já demos de cara com o silêncio, ou melhor, vimos o quão calmo era ali em cima. Finalmente, chegamos! Era notável o quão simpática as pessoas eram, embora tivessem que fazer o menor barulho possível, seus sorrisos expressavam a educação que recebera de seus pais.

— Acho que não irei me acostumar a vir aqui só pra ler livros.

— Só pelo silêncio você deveria parar com essas perguntas, podemos sim conversar aqui, não fazendo algo que incomode aqueles que realmente querem estudar.

— Pra ser bem sincero, aqui é até chatinho. Parece que me acostumei com as conversas e confusões do pessoal lá debaixo, mas por hoje prefiro ficar por aqui. Irei caçar algo para ler.

— Adam? Querido, você pode levar essas folhas para o professor Douglas? É que ele pediu-me para imprimir isso, mas não posso sair daqui.

A moça que acabara de falar comigo, chamava-se Lea e era nossa bibliotecária. No fundo, eu estava com preguiça de descer as escadas, mas por educação e não causar alguma espécie de constrangimento, eu teria de ir.

— Não tem problema, pode deixar que isso será entregue. — Falei.

— Você é um bom garoto! Muito obrigada.

Peguei os papeis que por sinal eram muitos, porém não pesado o suficiente para que eu precisasse de ajuda. Não, eu não sou um frango antes que comecem a zoar de mim.

— Em cinco minutos estou voltando. — Falei para Johh, saindo do ambiente.

E lá estava eu descendo as escadas, preparando-me para a gritaria e capaz de encontrar alguma confusão. Quando isso não acontece, chamamos isso de milagre. Eu tinha que manter cuidado com os papeis, pois alguns idiotas poderiam surgir derrubando-me no chão fazendo com que toda a papelada caísse.

Por pouco, eu não tropeço numa lata de lixo que deixaram no centro do corredor. Esses imbecis! Estava tudo normal quando atravessei o pátio da escola, já que eles respeitavam as proximidades da sala dos professores, quem seria o louco?

Algo estava acontecendo em uma das salas. Eu não sabia ao certo o que era, mas consegui identificar algum movimento vindo da sala em que eu acabara de passar.

— E agora? Cadê seus amiguinhos?

Aquilo era pra ser um diálogo, mas não ouvi a resposta do outro. Até abrir a porta e encontrar nada mais nada menos do que Tobias sufocando Henry pelo pescoço. Foi de imediato que coloquei as folhas na primeira carteira que encontrei e corri para separá-los.

Ambos me olharam assustados. Mas foda-se!

— Larga ele, Tobias! — Disse, tentando retirar a mão do maior, porém, minha força era inferior a dele.

— Não se mete nisso, Adam. — Respondeu o maior.

Henry estava vermelho, mesmo sendo moreno percebia a dificuldade que ele estava pra respirar! Ele tentava também sair dos braços do maior, mas era impossível. Tobias era realmente forte.

— Tobias, por favor, larga ele! Eu imploro! — Gritei!

— Pronto! — O maior apenas riu — Isso era só uma lição. Da próxima vez vê se não me segue.

Henry caiu no chão recuperando todo o fôlego perdido. Não falava nada, mas a fúria tomou conta de si, mesmo controlando-se o máximo. Não vi quando Tobias saiu da sala, já que tentava ajudar o babaca.

— Você mereceu. — Falei, levantando-o do chão.

— Me solta! Não era pra você se meter nessa confusão, eu daria conta dele. — Com o rosto ainda vermelho, ele tentava mostrar o ar de superioridade. Puta que pariu, ele nunca muda.

— Daria? Ah, Henry, você pode até ser forte, mas sem seus amigos você perde a segurança.

— Vai à merda, Adam. — Disse, retirando-se da sala deixando-me sozinho. Imprestável!

O velho garoto continuava com a mesma personalidade explosiva de sempre, o que por sinal, era algo positivo, vendo-o que ainda existia ali o velho garoto que antes era meu amigo, porém, ficou insuportável e chato.

De nada falei, apenas peguei as folhas e cumpri meu objetivo entregando para o professor e voltando para a biblioteca ao encontro do meu primo, que mais tarde estava discutindo com Liam:

— Vai embora, Liam. Não quero papo contigo. Que merda! — O vi gritar, porém isso não me surpreendeu, o que mais havia me surpreendido foi vê-lo furioso chamando a atenção de todos na biblioteca.

— Eu só estou pedindo desculpas. — Respondeu o loiro, num tom baixo dando-lhe as costas logo em seguida.

Liam passou por mim e sorriu. Um sorriso falso e mascarado, não tendo em si malícia mas sim tristeza. Que diabos acontecia ali?

— Olha a sua volta, está vendo? Todos estão te olhando. Parabéns!

— Sem piadas. — Disse, voltando ao estado normal.

— Não antes de você me contar o que se passa aqui. Nossa, o que foi isso?

— O que você viu.

— O que eu vi foi um John diferente, que antes parecia estar curioso sobre Liam e agora parece sentir alguma espécie de alergia quando ele estar por perto.

— Ah, vai dá a bunda e você está me incomodando, aqui é uma biblioteca, não é? Quero ler. — Falou, folheando as páginas de um livro qualquer, mesmo não lendo.

— Ah sim, você está "realmente" lendo.

E o silêncio reinou até que chegássemos em casa.

— John, você não quer mesmo contar o que está havendo? Poxa, estou te achando tão... Pra baixo.

— Adam, obrigado e me desculpe pela grosseria de horas atrás, mas vamos evitar essas perguntas está bem? — John sorriu, tentando esconder a tristeza.

O que fazer? Eu não sabia ao certo, mas respeitá-lo era a melhor solução. Ao contrário dos outros dias, ficamos assistindo TV durante todo o dia, ao menos ele conseguiu evitar os pensamentos que o deixavam triste, chateado, irritado ou sabe-se lá o quê.

Já era noite, tínhamos acabado de jantar e John preferiu se isolar em seu quarto. Não fosse pelo sono que eu estava sentindo eu teria implicado e insistido para que ele ficasse comigo. Mas nada falei e fui também para o meu quarto e de lá só sairia no dia seguinte. A minha cama azul me esperava e parecia me chamar. O vento levava as cortinas brancas quando atravessava de forma brusca a janela, era só fechar os olhos e deixar-me adentrar a escuridão.

Até, infelizmente, ser acordado com um movimento estranho e ao abrir os olhos encontrar ele: Henry. Sem saber o que falar fiquei o observando-o de pé encarando-me. Medo? Confesso que estava sentindo, já que fazia tempo que aquilo não acontecia, era notável o quão surpreso eu estava com sua presença.

— Assustado? — Ele indagou, aproximando-se de mim.

— O-o que você acha? Eu deveria sorrir?

— Você deveria estar feliz por me ver aqui. Por que deixou as janelas abertas, sabia que eu viria?

— Porque achei que você havia desistido de tentar entrar aqui, sabendo perfeitamente o que aconteceu. E por favor, não seja convencido. Depois de hoje, voltarei a fechar a janela. — Logo, eu estava ao lado da janela — Vamos, pode sair por onde você entrou.

— Depois eu que sou o grosso, certo? Eu apenas estou vindo agradecer e me desculpar pelo ocorrido.

Se desculpar? Era só esse pedido de desculpas? Com tantas coisas mais importantes para pedir desculpas ele resolve vir aqui em casa pra se desculpar por algo que eu já estava acostumado? Imbecil!

— Está bem, agora pode ir.

— Nossa, Adam. Eu disse que estou aqui pra pedir desculpas e é assim que você me trata? — Dizia enquanto se aproximava de mim — Não vou ao menos receber um prêmio? — Falava aproximando seu rosto ao meu, logo um sorriso se formava.

Estava tão próximo que logo eu saberia que estava perdido caso cedesse aquela tentativa de beijo. A solução foi ter de virar o rosto e sentir seus lábios encostarem minha bochecha.

— Não, Henry. — Mesmo com a voz falhando eu consegui pronunciar essas duas palavras, vendo-o ficar desapontado com tal atitude.

Ele respirou forte e deu de costas. Eu teria que deixá-lo ir... Não!

O segurei pelo braço fazendo-o o virar para mim e como um raio que cai sobre a terra eu o beijei, podendo sentir mais uma vez o toque de seus lábios aos meus, era bom e eu não podia negar aquilo, não podia dizer para outra pessoa que era ele que mantinha certo domínio sobre mim mesmo em que todas às vezes eu não aceitasse isso, a pressão de sua mão em minha cintura era única e ninguém sabia dominar a minha língua como ele conseguia.

Ar! Era o que estava faltando para ambos e aos poucos recuperávamos nas breves pausas que fazíamos. Já não estávamos mais parados em um mesmo lugar. Eu sabia ao certo qual era o fim disso e onde iríamos acabar. E lá estava eu deitado na cama depois de quase um ano evitando essa perdição. Sabendo eu que seria mais uma noite de sexo sem compromisso sabendo que este, vulgo, Henry iria me ignorar no dia seguinte.

Fora o primeiro a retirar seu agasalho — pela temperatura que subiu — e a retirar minha camisa repousando a língua em meus mamilos, sabendo que eu iria sentir arrepios. Suas mãos iriam tirando aos poucos o resto das roupas que vestíamos espalhando-as por todas as extremidades do quarto: dois corpos despidos com membros eretos preparados pra sentirem prazer. "Henry, doce Henry, não tão doce assim."

— Que saudades do seu corpo. — Dizia.

Eu não falaria nada, apenas deixaria com que ele continuasse com o domínio. Henry brincava com sua língua pela glande do meu membro, proporcionando-me prazer imediato, abocanhando logo em seguida, tudo o falo. Enquanto brincava com meu membro em sua boca ao mesmo tempo preparava-me para recebê-lo, umedecendo com seus dedos o lugar na qual ele iria adentrar: Prazer em dobro! Voltou a me beijar com veracidade sorrindo libidinosamente a cada pausa tendo em troca algumas retribuições como: mordidas em seus lábios e orelhas.

— Você não sabe um terço do que se passa. — Falou, e mesmo eu não entendendo, deixei com que prosseguisse a ação.

Henry pegou meu travesseiro colocando-o embaixo de mim, deixando o caminho mais fácil para ele, afastou um pouco minhas pernas e finalmente entrou. Desconforto!

Fechei os olhos e respirei fundo para acomodar tudo aquilo, eu sabia que ele odiava o fato de me machucar por isso ia com calma em seus movimentos, vendo que eu mordia os lábios, acariciava meus cabelos e respirava em meu ouvido para que eu ignorasse a dor.

Pensamentos incertos tomavam conta de mim. Arrepender-me depois de já ter me entregado? De nada valeria naquele momento, eu estava afim de prazer, mesmo sendo com ele. Dono daquele sorriso encantador que deixava-me sem jeito, mesmo sendo a pessoa insuportável que é agora por conta de status. Eu o tinha só para mim.

Movimentos e mais movimentos, eu o sentia sair e entrar em mim. Urros que se misturava em corpos transpirando que aumentavam a temperatura do quarto que nem mesmo o vento era capaz de diminuir, a janela aberta poderia nos denunciar, mas o que importa? Sabendo que eu estava na cama com ele. Somente com ele.

Brincava comigo, brincava com minha boca. Pressionava minha cintura assim como minhas coxas. O que eu fazia era somente agradá-lo pedindo mais, arranhando suas costas e beijando-lhe os lábios macios e ótimos para morder. Henry me colocou de costas para ele, subindo em cima de mim logo em seguida e mais uma vez, me invadiu. Prazer e mais prazer, com direito a mordidas no pescoço e urros de um pervertido. Que devorava a presa deitada na cama, matando sua fome.

— Está gostando? — Gemia.

Aquilo me deixava louco.

Seus movimentos iam acelerando e eu sabia o que iria acontecer. Explodiu!

Henry chegara ao ápice enquanto eu ainda estava longe disso. Ele se jogou ao lado da cama encarando-me com os olhos, estava ofegante e sorridente. Eu? Não.

— Vem cá! — Disse, puxando-me para mais próximo dele. — O que houve?

— Você tem que ir embora.

— Mas ainda não terminamos, só eu que senti prazer. — Eu também senti, embora não tivesse chegado ao ponto alto.

— Henry, sabemos o que acontecerá amanhã. Você escolheu ser alguém que eu não aceito.

— Qual é, Adam, esse assunto agora não. Para com isso, sabemos que as coisas não são exatamente como você pensa. É tudo...

— Você escolheu ficar com eles, ter a sua popularidade e ser o rei da escola, conseguiu não foi? Mas eu preferia você do jeito de antes, será que você não se lembra de como tudo era mais divertido?

— E você novamente vem com esse assunto. Adam, a nossa amizade era legal, mas vejamos, do que vale ser apagado naquele inferno? Você precisa aparecer.

— Eu nunca vou esquecer o que aconteceu àquele dia, Henry. Por favor, pegue suas roupas e vá embora, é a melhor coisa, além do sexo, que você pode me dá essa noite.

— Tem certeza? Eu posso passar a noite aqui se você quiser.

— E no dia seguinte? Ah, o Adam? Não vale de nada. Vamos rir do Adam.

— Para com isso. Quer saber, vou mesmo embora. Foi bom pra mim e sei que foi bom pra você, mas odeio quando você me ataca dessa forma.

— Você me ataca de forma piores simplesmente para seus amigos saberem o poder que você tem.

Henry não falou nada, apenas vestiu suas roupas e saiu por onde entrou. Eu pelo menos comecei errado mas ao final fiz a coisa certa. Recriar as velhas esperanças? Não! Agora eu teria que resistir a mais tempo.

Continuei o que não terminei. Masturbei-me pensando naquele corpo suado em cima de mim, finalmente, ejaculei.

E ele foi embora, levando consigo o sono que eu sentia há uma hora atrás. E depois de três horas eu finalmente dormi.

Acordei na no final da manhã, era sábado e John me sacudia na cama, vendo-me despido.

— Me diz onde o Liam mora.

— O que? Como é? Espera...

— Me diz onde o Liam mora, é só isso que quero saber.

— Nossa é sábado — falei olhando o sol que adentrava a janela irritando meus olhos — e você vai procurar ele? Aproveita o dia e evita estresse. Mas me conta, o que você pretende fazer?

— Apenas quero consertar algo. — Disse ele.


Notas finais
Sim, eu tenho que dá milhares de desculpas pela demora do capítulo. Querido, é que final de ano é sempre muito corrido, já que eu estou em dois musicais e ainda toco em orquestra sem contar que parece que a inspiração foi por água abaixo, sabe aquele momento em que você está com toda a ideia na cabeça e de repente você não sabe como escrever? Pois é. Peço desculpas mais uma vez e agradeço aqueles que vieram através de MP me perguntarem se eu estava bem e vivo. Eu curti o capítulo, confesso, o próximo pode demorar a sair, mas tudo acontece. Mas então, provavelmente, eu disse, provavelmente... Terá um especial de Natal de QD (por isso o capítulo de Inverno pode demorar), mas aí até lá eu preciso de tempo, vou tentar o máximo. E ah, postarei o capítulo lá mesmo no link da fic de QD. O que vocês acham? E comentem sobre esse capítulo. E ah, eu não abandonei Inverno! Beijo no coração de cada um, Feliz Natal e Ano novo já adiantado, caso eu não entre esses dias.