Inverno

3 Capítulo 03


Notas iniciais
Distinto

Eu estava exausto e para ser direto, também não estava com um cheiro agradável, precisava urgentemente de um banho. Adam estava jogado ao chão, respirando fundo enquanto descansava. Tínhamos acabado de voltar de uma caminhada intensa.

— Eu preciso de um banho e prometo nunca mais caminhar. — Falei, sentando-me do seu lado.

— Você sempre diz isso. Mas vale a pena, veja o nosso corpo — Adam levantou a camiseta, exibindo o que ele julgava ser um abdome em forma.

— Tudo isso por um corpo em forma?

— Também e a saúde. Pessoas costumam gostar disso, você é novo, então é melhor chegar em forma na escola do que sendo um obeso.

— Eu não ligo pra essas coisas. — Levantei afastando-me de Adam.

— E não deveria, por sorte você tem o corpo razoável, digamos que parecido com o meu. — Brincou — E então, topa tomar um banho agora?

Eu me assustei com tamanha intimidade. Claro que eu não iria tomar algum banho com meu primo. É o meu primo.

— Qual é? Estou brincando. — Ele dissera ao notar que eu estava desconfortável. — Vou nessa.

E mais uma vez eu fiquei sozinho no quarto de parede vermelha. Não posso dizer que já tinha me adaptado ao lugar, mas estava realmente tentando. A presença de Adam até que ajudava, mesmo falando demais e irritando algumas vezes quando realmente quero ficar sozinho. Minha mãe estava dez vezes mais chata, descontando o ódio por meu pai em mim, por tamanha semelhança física que tínhamos.

— Se algum dia você namorar e traí-la, saiba que irei permitir que ela te dê algumas boas surras. — Falou, sentando-se à mesa.

— Iria mesmo se importar com a vida da ex-namorada dele do que a do seu próprio filho? — Minha avó indagou, também juntando-se ao diálogo.

— Só eu sei a dor do que é ser traída. John é igual ao pai dele, calado mas sabe aprontar quando está longe de nós.

— Se eu soubesse que seria assim, preferia ter ficado com ele. — Falei, referindo-se ao meu pai.

— Pra viver uma vida de bebidas e traições?

Adam tinha acabado de sair do banho juntando-se a nós, embora não tivesse noção de que em uma semana já estivesse tendo atritos naquela casa.

— Alice... — Minha avó chamou sua atenção, repreendendo-a com o olhar.

Já não era fácil para mim saber que meus pais se separaram, mesmo tendo uma relação conturbada entre nós.

— Deixa, vó.

Por fim, já não mais falávamos sobre o assunto quando John resolveu quebrar o silêncio que se iníciou após a pequena discussão.

— Eu gostei desse final de semana, pena que amanhã é mais um dia de aula. — Adam respirou fundo ao término da frase, notei o desanimo em sua voz.

— Falando nisso, resolvi toda a papelada. Você já começará amanhã, John. — Alice, minha mãe, dissera pondo adoçante em sua xícara de café sem ao menos olhar para mim.

— Mas já? Em uma semana? — Indaguei, realmente assustado com o quão rápido foi.

— O mundo já foi lento, John. Estamos no século XXI.

— Eu estou sem material escolar. — Falei, lembrando-lhe de que não trouxemos nada.

— Não tem problema, eu tenho cadernos sobrando, eles costumam não trabalhar com livros, entregam folhas de estudo.

O infeliz do Adam tinha que falar aquilo e acabar com uma das desculpas que me daria mais uma semana de descanso. Não falei nada depois do que ele dissera, apenas o encarei com alguns segundos até que ele entendesse meus pensamentos: Vai se ferrar.

— Estou cansada, amanhã tenho que cuidar de todo o jardim. — Minha avó levantou-se e beijou a testa de seus netos, retirando-se da cozinha apenas mandando um beijo de longe para sua filha.

— Também irei. Fui chamada para uma construtora, como uma boa arquiteta que sou, provavelmente serei contratada. Me desejem sorte, meninos. Boa noite.

Ela retirou-se da cozinha deixando-me a sós com Adam. Por mim, eu não falaria nada e permaneceria calado até terminar a refeição, porém, ele era profissional em quebrar o silêncio.

— Está pensativo, o que houve?

— Nada, apenas nervoso. — Confessei.

— Tudo isso por conta da escola? Não acredito que você seja tímido. — Ele indagou, e seu semblante era de alguém surpreso.

— Eu só fico nervoso quando sei que sou novo em algum lugar e todos irão olhar para mim. Odeio olhares, principalmente aqueles que se possível, atiravam em a cada piscada.

— Entendo. Bom, eu já terminei, vai querer que eu te espere? — Adam pegou seu prato colocando-os juntos aos outros.

— Não precisa, logo estarei indo dormir também.

— Então ta bom. Amanhã pela manhã nos encontramos, vai querer que eu te acorde?

— Odiava quando minha mãe me acordava, quer tentar a sorte? — Sorri.

— Quais são as consequências? — Ele retribuiu o sorriso — Não se preocupa, não te acordarei, mas não se atrasa está bem? Os portões costumam se fechar, e se o motivo não for justo, só assistiremos aula no dia seguinte.

Após terminar de me alertar, Adam se despediu saindo da cozinha, em cerca de cinco minutos eu havia terminado de me alimentar, indo escovar os dentes logo em seguida, encontrei meu livro ao lado da mesinha de cabeceira, já com a última página lida marcada para que eu não me perdesse, coloquei meus fones nos ouvidos e me desliguei do mundo por... três minutos, pois o sono não me permitiu continuar, a luta era grande e acabei por me render.

Acordei com o livro jogado no chão, o fone envolvia meu pescoço enquanto meu iPod estava abaixo do cobertor. Logo notei que havia dormido sem que eu pudesse guardar as coisas, ouvi conversas vir da cozinha, e pensei na hipótese de já estarem acordado naquele horário.

Todos estavam tomando café da manhã, engraçado porque aquela era uma manhã feliz, havia sorrisos nos rostos dos meus parentes, irônico para um início de semana .

(...)



"O loiro estava sorridente naquela manhã, qualquer piada, das mais idiotas possíveis, ele estava rindo. Me perguntei o motivo de tamanha felicidade para ele estar daquela forma, e aquilo, era bom, vê-lo sorrir era prazeroso por saber que ele estava bem.

— Ganhou algum presente? — Indaguei, enquanto ele chutava o acumulo de neve que encontrava em seu caminho.

— Não. — Respondeu.

— E o que aconteceu pra estar sorrindo dessa forma?

— Irei passar o final de semana com minha mãe, ela me ligou hoje confirmando. — Ele respondeu, sorrindo mais uma vez.

— E isso é motivo de alegria?

— Sim! Por que não seria?

— Sei lá. Esquece, é bom te ver assim."



(...)

— Acordou cedo, querido. Venha, preparei torradas. — Dissera minha avó.

— Preparado para o primeiro dia? — Adam afastou a cadeira para que eu sentasse e me juntasse aos demais.

— Sim. — Respondi de forma firme.

A conversa ia se prolongando com o passar dos minutos, até infelizmente a hora de irmos à escola chegar. Me despedi daqueles que continuaram no cômodo e sendo o primeiro a abrir a porta pondo os pés para fora de casa, Adam veio logo em seguida.

— É longe? — Indaguei, seguindo-o.

— Não tanto, em dez ou quinze minutos chegaremos lá. A sua antiga escola era distante?

— Também não, costumava ter esse tempo até chegar nela.

— Deve ser chato para você ir caminhando, não é?

— Não. Por que você pergunta isso? — Coloquei minhas mãos no bolso da calça, embora não estivesse fazendo tanto frio como nos últimos dias, percebendo naquele momento que havia criado um costume.

— Ué, seus pais são, ou melhor, eram um casal de arquitetos, provavelmente você ia de carro.

—Ah não. Eu sempre preferia ir caminhando, não por falta de automóvel, mas por preferência mesmo. Depois conheci um amigo e sempre íamos conversando, assim como nós estamos fazendo agora. — A imagem do loiro interrompeu a minha fala, e sem perceber, fiquei em silêncio.

— Ele morreu?

— Quem?

— Seu amigo. Você falou dele e de repente fez essa pausa. Pelo que me parece, era alguém muito importante.

— Não, ele desapareceu.

— Sequestro?

— Também não, ele apenas foi embora, mas não me deu notícias.

— Ah. — John recolhei uma tampa de refrigerante que encontrou no chão, usando-a para acertar em um gato que caminhava em cima do pequeno muro da casa que passávamos em frente, felizmente ele errou.

— Desde então eu usava o tempo da caminhada para ir à escola e ficava pensando. Foi dessa forma que criei o hábito de ficar sozinho, pensando na vida.

— Também já usei muito esse trajeto para pensar sobre a minha vida. Devo entender o que você está falando. Mas agora chega de falar de coisas tristes — Adam envolveu seu braço em meu pescoço — E as namoradas?

— Que namoradas?

— As suas, vai dizer que você nunca namorou?

— Não.

— Você nunca beijou na boca?

— Com essa idade que tenho e sendo garoto, claro que já beijei, três vezes no total, a primeira vez que beijei foi em uma brincadeira, e como consequência, tinha de beijar a garota, que segundo a classe, era a mais feia. A outra, foi minha vizinha, e a última, foi em uma festa, porém essa, eu tive que lutar pra conseguir algo, mas acredite, sou tímido em relação a essas coisas.

— Nossa, você lembra de tudo. Eu costumo me esquecer no dia seguinte. — Ele gargalhou. — Bom, chegamos, foi rápido, não?

Eu não havia percebido que tínhamos chegado ao local. Havia um monumento na entrada com a escultura de um leão, atrás disso, caminhos que levavam a entrada do local, havia escadas e milhares de janelas, duas para cada sala, era tudo muito azul com pequenos detalhes brancos. Algo moderno, diferente do castelo que eu estudava, parecia que eu viajei ao futuro, como se pulasse da era medieval para os tempos modernos.

— O que houve? Por que esse olhar de surpresa?

— N-nada.

— Agora vem para que eu possa te apresentar tudo.

Segui Adam para que eu não ficasse perdido, passávamos a cada minuto por milhares de grupinhos, alguns olhares passaram a me incomodar, principalmente por não disfarçarem.

— Não se preocupa, é sempre assim. — Dissera, ao perceber meu desconforto. — Uma coisa que eu esqueci de contar, é que aqui parece uma zona de guerra por conta da brigas entre os grupos. A biblioteca, fica no primeiro andar e se você quer ter um pouco de paz, lá é o melhor lugar. Se você seguir as placas, encontrará o banheiro, mas daqui mesmo você consegue enxergar o grupo de taradas que ficam esperando uma vítima.

— Existem pessoas boas aqui?

— Sim. São raras mas existem, irá encontrá-las na biblioteca, como disse, lá é o único lugar de paz. Dizem que o primeiro andar é o céu, e aqui embaixo o inferno. Até que faz sentidos, porém, felizmente existem pessoas legais que não curtem o primeiro andar e preferem ficar aqui.

— Do jeito que você fala, isso aqui é uma verdadeira selva.

— Exatamente, você tem que lutar para sobreviver. A aula vai começar, eu continuo no intervalo, mas antes teremos que ir na sala da direção.

Segui Adam, a escola era enorme e tivemos que atravessar todo o pátio escolar para encontrar a sala da direção.

— Olá John, seja bem vindo.

Meu sorriso foi o necessário para respondê-la. A mulher aparentava ter seus no máximo 26 anos de idade. Era alta, usava vestido preto que exibia parte de suas coxas, cabelos longos e negros, tinha olhos grandes e uma voz suave. Não dava para acreditar que era ela a diretora, digamos que eu a imaginei bem... mais velha.

— Meu nome é Lisa, aqui estão seus horários, por sorte, ainda há vagas na sala do seu primo, provavelmente ele já te dera algumas informações, mas qualquer dúvida é só me procurar, está bem?

Consenti movimentando a cabeça, estendendo a mão para que a mesma me entregasse a filha com os horários. Ela dera de costas, dando sinal de que já podíamos ir.

— É ela mesmo a diretora?

— Estranho não é? Puta. — Ele disse, de forma firme.

— As más línguas dizem que ela costuma transar com alguns alunos da escola.

— Verdade isso?

— Não sei, é o que dizem. Agora vamos.

John acelerou os passos e eu tinha que acompanhá-lo. Quando chegamos, não havia algum professor na sala, mas da mesma forma, os olhares vieram ao meu encontro. Orei para que não houvesse apresentação.

Um senhor de corpo esguio, usando óculos e aparentemente elegante entrara na sala. De repente a turma ficou em silêncio, seu olhos eram negros e assustadores, talvez por isso, todos haviam se comportado de uma maneira tão rápida.

— Vamos iniciar a aula de onde paramos, quero que cada um venha pegar a folha que está aqui em cima da mesa. Atenção, um de cada vez. — Disse ele. Sua voz rasgava o silêncio e realmente causava medo.

Logo, boa parte da turma havia pego sua folha. Fui um dos últimos, e quando me levantei tentei não mostrar nervosismo. Estava indo tudo bem.

— Você é novo aqui? — Indagou o homem da voz rígida.

— Sim. — Respondi calmamente.

— Como você se chama?

— John.

— Prazer John, meu nome Marc, e sou o seu professor de história.

Por trás de todo aquela máscara de arrogante, existia um homem educado. Peguei a folha em cima de sua mesa e sorri, Adam me observou voltar pelo pequeno corredor de carteiras até sentar ao seu lado.

A aula tinha dado início e todos continuavam em silêncio, mas alguns alunos insistiam em criar conversas, porém, eram repreendidos pelo senhor. Havia aqueles que debatiam sobre o assunto o que criava um clima interessante na aula, Adam era um dos que dava a sua opinião, e cada vez que falava, o professor concordava em partes, impondo a suas palavras.

Era dado o sinal do intervalo e todos só saíram da sala de aula quando Marc nos permitiu. Realmente, ele tinha muita autoridade naquele lugar. Se embaixo era considerado o inferno, era ele quem reinava ali.

— E então, está gostando? — Adam perguntou enquanto saíamos da sala.

— É tudo muito estranho.

— Devo imaginar. — Gargalhou — Vamos subir?

— Prefiro o céu do que o inferno. Vamos.

Teríamos que atravessar mais uma vez o enorme pátio. Durante esse trajeto, Adam falava-me mais sobre as pessoas.

— Está vendo aquele pessoal?

Era um pequeno grupo de jovens encostado em uma pilastra. Três eram rapazes, o mais alto tinha uma tatuagem em seu braço esquerdo, pela distância, eu não sabia identificar o que era, o outro era um ruivo de corpo malhado, já o outro, era um moreno que passou a me encarar quando me viu olhar para ele. Tinha também duas garotas, uma delas, era muito parecida com o moreno, tinham a mesma cor de olhos, foi quando percebi que eram gêmeos, a outra era loira de seios avantajados e cabelos longos.

— Estou.

— São eles o que se acham os populares da escola, a loira, conseguiu popularidade digamos que... se prostituindo na internet.

Eu continuava a encarar o moreno que não tirava os olhos de mim, porém, parece que meu olhar incomodou a todos que estavam lá quando eles cochicharam entre si, e rapidamente desviei o olhar.

— Está vendo aquela garota? — Adam apontou para um dos bancos a nossa frente.

— Sim.

— Ela é uma das poucas pessoas boas que você perguntou, o garoto ao seu lado é seu amigo, ele é o oposto dela, e sempre me pergunto o motivo dela pertencer a eles.

— Eles?

— Sim, digamos que apesar de ser gentil, ela pertence ao trio, que para muitos, são considerado valentes. Existe uma certa rivalidade entre esses dois grupos, eles nunca se intimidaram com a autoridade que os outros acham que tem sobre nós.

— Trio?

— O namorado dela. Ele não está ali, foi por conta dele que existiu essa rivalidade, digamos que ele á bateu naqueles três garotos que acabamos de ver, o rapaz é seu melhor amigo, dá pra perceber o porte físico dele não é? O outro é menor que ele, mas extremamente violento.

— Eu acho que mergulhei em algum filme adolescente. — Falei, sendo sincero.

— Com o tempo você passa a ignorar essas coisas.

— Espero.

Adam e eu continuávamos caminhando e não havia mais apresentações. Logo, fui arremessado contra o chão. Eu não sabia ao certo se tropecei ou se fui empurrado. Estava tentando entender o que aconteceu. Em minha frente estavam os três garotos que Adam havia me falado. O moreno, me encarava, era como se eu fosse um prato de comida pronto para ser cossumido.

— Ora, temos um novato. — Disse ele.

Eu não me intimidei, e me levantei encarando-o, até que os outros dois garotos se posicionaram ao seu lado. Eram três contra um, eu não iria ter medo. Não mesmo.

— Adam, falou para ele que os novatos costumam passar por um pequeno ritual?

— Para de ser estúpido, Henry.

A grande multidão se aglomerou, formando um círculo e no centro estava nós, os protagonistas do grande espetáculo.

— Peguem-no.

Os dois garotos me seguraram pelo braço, mantendo-me imóvel.

— iremos levá-lo ao banheiro, para darmos o bem vindo. — O moreno sorriu para mim.

Adam tentou retirar um dos garotos que me prendia em seus braços, mas fora arremessado para longe com o chute do tatuado.

Ninguém tentava impedir aquilo. Olhavam como se fosse algum divertimento. De fato, ali era o inferno e os pequenos demônios riam da situação.

— Vocês perderam a noção do que estão fazendo? — Alguém falara, atravessando a multidão e assustando os garotos.

Não era mais a criança que eu conheci, nem mesmo o garoto que tinha medo do mundo. Seu olhar era de amedronta e mais cinzas do que nunca, os cabelos louros escureceram, porém, deixando-o com o cargo que tivera antes por mim, o loiro. Me olhou apenas por alguns segundos e já não era mais o olhar medroso, seu corpo não já não era tão mais vulnerável aos socos, usava jaqueta preta e posicionou-se em frente ao moreno que não se intimidou. Eu pude ver o sorriso se forma ao encará-lo; não era fraco.

(...)


"— Agora me dá a grana.

— Não tenho isso, me deixe ir, por favor. — Ele dissera, sua voz falha e tremula partiu o meu coração.

— Você quer apanhar novamente? Eu sei que você tem grana, seus pais não são pobres.

— Mas vocês já pegaram de mim hoje na escola.

Ele estava encostado na parede, não havia para onde correr já que os garotos o cercavam. Quando notei sua voz mais uma vez, percebi que ela estava rouca, o que me fez acreditar de que ele havia gritado pedindo ajuda, e seus olhos vermelhos só confirmaram o quanto ele chorava.

De fato, o abusaram, porém, a idade dos garotos e o físico gordo deixou óbvio de que eles não foram tão longe.

Já chega.

— Vocês perderam a noção do que estão fazendo? — Surgi dos tonéis assustando-os."


(...)


Notas finais
Eu confesso que demorei, me perdoem! É que estive sem tempo. Responderei mais tarde todos os rev que mandaram. Amo todo mundo, está bem? :( Desculpem os erros.