2 — Unholy Confessions


"Eu vou tentar" ela disse enquanto ele ia embora.
"Tentar não perder você."
Dois vibrantes corações podem mudar.
Nada magoa mais o ser do que a decepção,
medo desmascarado.
Eu estarei aqui esperando, testado e seguro

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No começo da manhã, Brian andou chutando as pedrinhas do jardim escola. Estava aborrecido, mesmo depois de conversar tanto tempo com o pai ainda não gostava da idéia de ficar num colégio interno. Só tinha seis anos, queria brincar com seus amigos, não ficar preso naquele lugar.

Sentindo a raiva lhe dar forças, chutou uma pedra contra a árvore em seu caminho e quase pulou de susto ao ouvi-la exclamar de dor.

— AI!

Muito desconfiado, resolveu avançar lentamente pela distância que o separava do tronco, mas parou sem saber como reagir ao encontrar uma menina aparentemente da mesma idade que a sua, sentada na grama junto as raízes, desarrumando o cabelo castanho na altura dos ombros enquanto massageava a cabeça onde parecia sentir dor.

— Que... que você está fazendo aqui?

— Pelo jeito, servindo de alvo pras suas pedrinhas.

Ele corou, mas não pôde desviar os olhos da menina, o rostinho estava molhado de lágrimas e os olhos azuis brilhantes e meio vermelhos.

— Você estava chorando?

A menina parou de massagear a cabeça e seus olhos se encheram de água novamente, Brian quase se arrependeu de ter perguntado achando que ela choraria novamente, mas a menina respondeu com a voz meio abafada.

— É... é que umas meninas falaram mal de mim.

Ele ergueu as sobrancelhas.

— Por que você não respondeu elas do mesmo jeito que fez comigo?

— Ah... por que, — a pele clara de repente ficou rosada enquanto ela mordia o lábio, pensando se deveria responder ou não — às vezes eu faço isso sem querer... mas minha babá disse que é falta de educação.

Brian relaxou, enfiando as mãos nos bolsos do short.

— Ah, escuta só umas coisas que meu pai ensinou. Você pode responder a altura sem ser mal educada.

A garota pestanejou com os olhos azuis fixos nele.

— Não... não entendi muito bem.

— Eu posso explicar, mas tem uma condição.

— Qual?

— Você não pode mais chorar.

Ela sorriu, balançando a cabeça positivamente e passando as mãozinhas sobre os olhos para secá-los.

— Tudo bem.

— Assim que eu gosto! — se sentindo a vontade, Brian se aproximou e tomou lugar ao lado dela nas raízes da árvore. Ela observou curiosa enquanto ele tirava algo do bolso do short. — Toma aqui, esse pirulito é de uva, meu preferido.

A menina pegou doce animada e logo começou a desembalar, mas parou antes de provar, olhando para ele.

— Quantos têm aí?

— Na verdade, — ele corou — esse é o último.

— A gente pode dividir. — sugeriu estendendo o pirulito para ele.

— Valeu.

— Agora, me explica aquilo que você falou sobre responder?

— Claro, é fácil... ahn...qual é seu nome?

— Jessica.

— Prazer, Jessica. Eu sou o Brian!

Ela assentiu sorrindo e logo os dois conversavam enquanto dividiam o pirulito a sombra da árvore...


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Observando através da janela da sala o manto branco de neve que já cobria as ruas e refletia o brilho dos últimos raios de sol da tarde, Synyster deu mais uma tragada no cigarro entre seus dedos.


Não trabalharia naquela noite e esquecer o relógio não foi nenhum sacrifício, mas se sentia inquieto demais para relaxar com uma dose de vodka enquanto ouvia boa música como geralmente faria.

Já fazia uma semana e nada, absolutamente nenhuma notícia de Jessica. Teria a sensação de que tudo tinha sido apenas um sonho se não fosse a conversa fatal no escritório de Matt. Quando conversou com Michelle depois do incidente no bar, ela estava mais calma do que esperava, mas desde então exigia cada vez mais atenção, como se esperasse ser compensada pela intimidade que não tinha com seu passado. Mesmo assim estava agradecido. Jessica o havia livrado de um peso, mas não conseguia imaginar do por que do sumiço da garota.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo toque do celular. Bateu o cigarro no cinzeiro apoiado sobre o batente da janela antes de pegar o aparelho e atender.

— Fala, Chelle. — atendeu voltando a tragar o cigarro.

— Amor, eu não sei onde está minha agenda. Você podia dar uma olhada aí? — ela suspirou e Synyster quase pôde imaginá-la levando a mão a testa com um ar dramático. — Não quero nem pensar no que vai ser da minha vida se eu perdi isso na rua!

— Se você tiver pelo menos uma idéia de onde poderia estar, até olho sim.

— Hm... Ontem eu usei aquela minha bolsa grande, cor de terra. Deve estar do lado da cama.

— OK.

Synyster entrou no corredor em direção ao quarto para procurar, Michelle morava com ele por tempo suficiente pra que não prestasse mais atenção em suas coisas no apartamento. Não demorou a encontrar a bolsa no chão ao lado da cama como ela havia dito, se abaixou e segurou o cigarro entre os lábios pra começar a busca da maldita agenda até que finalmente a encontrou.

— Está aqui sim.

— Ai, obrigada! Agora vou ficar mais tranquila. Ah sim, não se esqueça que hoje tem o jantar de casais do Jimmy e da Leana, amor.

— Eu não esqueci. — mentiu.

Tinha ouvido falar daquele jantar a semana inteira, mas tinha esquecido que o dia era a aquele.

— Então até mais tarde.

— Até.

No momento em que ia guardar a agenda, acabou se atrapalhando com o cigarro que segurava na mesma mão e a deixou cair, espalhando os papéis dentro dela pelo chão do quarto. Pensando na ironia que era pra um barman se atrapalhar tanto, começou a juntar os papéis e colocá-los de qualquer jeito na agenda até que algo lhe chamou a atenção.


“Jessica?”

No meio da papelada havia um pequeno retângulo com o nome de sua amiga escrito em letras prateadas de forma e dois números de telefone logo abaixo. O barman deixou a fumaça escapar por um fenda estreita em seus lábios enquanto deixava a arrumação de lado e segurava o papel firmemente entre os dedos.

Michelle tinha muito a explicar.



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— Syn, o jantar é as nove! — Michelle falou surpresa ao chegar em casa e encontrar o noivo sentado na mesa da cozinha com o semblante sério — Daqui a pouco, o que você está fazendo com essas roupas ainda?

Ele ergueu o cartão em suas mãos e o queixo de Michelle caiu.

— Começa a falar. — disse seco.

A loura respirou fundo e respondeu inexpressiva.

— Não é hora pra isso. Temos que ir pro jantar.

Synyster não teve tempo de falar nada antes que a loira sumisse de seu campo de visão pelo corredor. Esmurrou a mesa fechando os olhos para tentar conter a raiva e decidiu que não fazia sentido ir atrás dela para começar uma discussão. Jimmy não merecia aquilo.

Depois de Michelle, tomou um banho e escolheu um dos poucos ternos de seu guarda roupa, preto com riscas muito discretas e uma camisa da mesma cor, sem gravata. Penteou o cabelo preto pra trás, se perfumou e se olhou no espelho. Fazia muito tempo desde a última vez que tinha usado um terno e a noite tinha acabado em algo entre feliz e trágico, sacudiu a cabeça expulsando aqueles pensamentos e foi pra sala.

Mal olhou para a Michelle, mas elogiou mentalmente seu bom gosto. Ela usava um vestido tomara que caia preto, justo até os joelhos de onde caía mais rodado. Os cabelos estavam soltos, os lábios pintados com forte tom de vermelho, mas ficava equilibrado pela maquiagem muito leve nos olhos, ainda conseguiu ver os brincos de ouro e brilhantes que ele havia lhe dado como um “pedido de desculpas”.

O caminho foi silencioso até o restaurante, se falasse alguma coisa acabariam brigando e talvez por perceber isso Michelle não tentou iniciar uma conversa em momento algum até chegarem ao restaurante. Ele saiu do carro e por hábito de cortesia, abriu a porta para a noiva, protegendo-a da neve que caía forte, antes de entregar as chaves para o funcionário.

O restaurante Lintz era visivelmente luxuoso, mas ainda sim trazia uma certa sensação aconchegante. Um grande salão com decorado em tons de bege e dourado com mesas redondas cobertas por toalhas tão brancas quanto o forro das cadeiras. Havia velas no centro das mesas, sobre um castiçal simples de prata, taças de cristal, pratos de porcelana e talheres lustrosos completavam o conjunto de requinte.

O casal procurou com os olhos, até encontrar quatro mesas juntas em um canto onde seus amigos já estavam sentados junto com uma mulher que não reconheceram de longe, eles acenaram e foram em direção a mesa. Jimmy usava a gravata por dentro da camisa preta da mesma cor que o terno deixando a tatuagem em seu pescoço bem amostra, Leana, linda em um vestido preto e rosa, Valary, usando um vestido cor de vinho com alças de renda preta e Matt, sempre com uma camiseta sem mangas de banda deixando suas tatuagens bem a vista.

Os dois pararam depois de alguns passos ao reconhecer a quinta pessoa.

Ela estava bem diferente do dia em que a viu pela primeira vez. O vestido, Michelle tinha que admitir, seria digno de elogios até de sua revista. Tafetá azul com alças finas e uma faixa de seda mais escura abaixo dos seios que marcava a silhueta esbelta da morena. Tudo sem exageros, da maquiagem muito leve na pele clara dando destaque aos olhos azuis aos os cabelos castanhos num rabo de cavalo lateral presos com uma presilha de prata, com cachos largos na ponta e por fim um colar discreto de platina cujo pingente tinha o formato de crucifixo.

— O que você está fazendo aqui? — Michelle perguntou no momento em que reconheceu Jessica.

— Num restaurante? — ergueu as sobrancelhas — Não é óbvio que vim trazer meu cachorro pra passear?

Michelle crispou os lábios e, por respeito a irmã da esposa, Matt quase engasgou segurando o riso, diferente de Jimmy e Leana que caíram na gargalhada sem o menor constrangimento enquanto Syn puxava uma cadeira pra noiva ao lado de Valary.

— Qual é a graça?

Todos voltaram sua atenção para o rapaz de cabelos pretos e olhos muito verdes que se aproximava da mesa. Apesar do ambiente, ninguém se surpreendeu com suas roupas informais, que incluíam um colete fechado de lã preta com gola V sobre uma camisa azul da mangas curtas que deixava seus braços tão tatuados quanto os de Matt visíveis, além de calças jeans e um colar de prata grande e bem chamativo com símbolo de uma caveira com asas de morcego. Junto com Matt, ele era um dos únicos a não usar terno.

— Nada demais, Zacky. — Leana respondeu recuperando o fôlego.

O moreno deu ombros.

— Ok. — e se sentou na cadeira vazia ao lado de Jessye. — Ah! Oi Syn... Chelle.

Os dois acenaram e sorriram.

— Eu quis dizer... — Michelle começou se dirigindo a Jessica. — Que isso é jantar de casais, por isso estranhei a sua presença.

— E você acha que ele é o quê? — ela apontou para Zacky — Um boneco inflável?

Dessa vez Matt não conseguiu se segurar e riu junto com Jimmy, Leana e Zacky, enquanto Valary desviava o olhar pra outro canto com a mão na frente da boca e uma tosse insistente como a de Synyster. O grupo fez tanto barulho que alguns clientes chegaram a fazer “Shh!” em direção a mesa.

— Me pergunto, — Michelle disse um tom acima ignorando as risadas — se você decora essas respostas.

— Faça uma pergunta original e me teste. — Jessica respondeu sem se abalar.

— É melhor você parar enquanto está perdendo. — Synyster sussurrou para a noiva quando percebeu que ela pensava em replicar e a viu comprimir os lábios com uma expressão de poucos amigos.

— Pessoal, pessoal, calma! — Jimmy pediu ainda risonho e logo depois passou um dos braços pelos ombros de Leana, trazendo-a para perto de si. — A gente está aqui pra comemorar o meu noivado oficial com essa garota linda, divertida e gostosa aqui. Então vamos comemorar, ok?

Sem mais provocações o jantar seguiu e o grupo se ocupou de fazer os pedidos.

— Esse champanhe caro pra cacete na mesa e você prefere suco de laranja, Jessye? — Jimmy disse com a intimidade natural que tinha com todos que gostava, apesar de só ter conhecido a morena naquela noite.

— Ela não bebe. — Synyster e Zacky responderam sem pensar ao mesmo tempo.

Matt lançou um olhar furtivo aos amigos. Como Michelle já sabia, não viu mal em contar sobre Jessica e Brian para eles e isso evitou que qualquer um deles desse voz as piadas maliciosas que passavam por suas mentes e deixassem Michelle ainda mais aborrecida.

— Belo colar Jessica. — Valary elogiou tentando mudar de assunto.

— Foi um presente do meu pai. — Synyster respondeu antes que ela tivesse chance de puxar o ar para dizer algo.

— Será que vou ter permissão pra responder as perguntas que fazem pra mim hoje? — Jessica perguntou impaciente olhando para o amigo.

Synyster apenas lançou um olhar de “me desculpe” e a morena assentiu, voltando se concentrar em seu prato.

— Sei que comida de graça é uma tentação, mas você devia ir com mais calma com a lasanha Zacky V. — Matt disse brincando com o amigo.

— Hey! — Jessica protestou — Não fale assim da minha bolinha.

— Isso mesmo... Peraí!

A garota riu segurando o rosto de Zacky entre as mãos e lhe dando o um selinho. Foi o suficiente pra que o mau humor sumisse de seu semblante.

— Então, — Synyster começou tentando parecer desinteressado — como você e o Zacky se conheceram?

Os dois sorriram e se viraram um pro outro parecendo tentar combinar o que dizer pelo olhar. Então Zacky começou:

— Há uns três meses, eu estava em Paris dando uma olhada numa loja de música e parei de frente a uma guitarra linda. Então de repente eu ouvi um barulho alto...

— Nem foi tão alto assim.

Ele se virou arregalando os olhos para ela que apenas sorria.

— Você tropeçou em uma bateria e conseguiu derrubar todos os pratos antes de chegar a mim.

— Mas não tinha nenhum quando eu caí em cima de você. Nem doeu tanto.

— Claro, o corpo da bolinha aqui amorteceu sua queda.

Enquanto Jessica procurava uma boa explicação o resto da mesa caiu na risada de novo imaginando a cena. Exceto por Michelle e Synyster que apenas sorriu.

— O que aconteceu depois?— Leana comentou rindo.

— Depois de eu pedir mil desculpas, a gente acabou trocando telefones. Só sei que a noite do nosso primeiro jantar acabou com um policial batendo com a lanterna no vidro do meu carro.

— Pior que a gente estava trancado lá dentro. Culpa dela que perdeu a chave.


— Culpa minha? A chave estava no meu bolso! Você que tirou de lá com todas aquelas de tentativas de colocar a mão na minha... — Jessica se interrompeu corando ao lembrar que havia outras pessoas na mesa.

— Ah, agora que estava ficando interessante você para. — Matt reclamou com um ar de malícia e levou um tapinha no braço da esposa que ele envolveu num abraço ainda sorrindo.

— Vocês não precisam saber dessa história. — Zacky disse.

— Até por que guardas franceses o suficiente já sabem. — Jimmy pontuou e, talvez pelo efeito do champanhe, todos riram novamente.

— Então, onde está o Johnny? — Valary perguntou.

— Teve que viajar pra representar a produtora numa reunião. — Zacky respondeu.

A conversa prosseguiu entre comida, champanhe e risadas pelo resto da noite até que Jessica começou a bocejar sem parar.

— Não, não, não. — disse quando Zacky fez um movimento para abraçá-la — Com o sono que eu estou, vou confundir qualquer coisa fofinha com um colchão.

— Então com licença gente, vou levar essa preguiçosa pra descansar.

— Com sono a essa hora. — Leana comentou maliciosa — Fico imaginando por que tanto cansaço.

Jessica apenas sorriu e se despediu de todos, com um olhar mais demorado sobre Synyster antes de sair acompanhada por Zacky. O barman quis se levantar para falar com ela, mas sabia que isso causaria mais uma crise com Michelle e não estava com paciência pra mais discussões. Então apenas se voltou para a mesa tomando o último resquício de vinho em sua taça se perguntando por que Jessica parecia mais distante naquele momento do que quando habitava somente suas lembranças.


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O corpo de Jessica quicou levemente quando a morena despencou sonolenta no sofá. Zacky riu baixo tirando as chaves do carro do bolso para colocá-las sobre mesa de centro antes de se sentar ao seu lado e a garota ronronou contra seu pescoço quando ele a aconchegou em seus braços.

— Não vai esperar nem chegar à cama pra dormir?

— Pra você tentar me agarrar? — ela riu.

— Eu posso fazer isso aqui mesmo. — sorriu malicioso e escorregou a mão sobre o tafetá do vestido até encontrar a pele nua nas pernas onde começou movimentos suaves de vai e vem.

— O jantar foi divertido, não? — disse tentando distraí-lo enquanto se remexia no sofá, mas acabou dando mais conforto pra ele atacasse seu pescoço.

— Uhum. — sua voz soou abafada enquanto a mordia levemente.

Jessica suspirou agarrando seu braço. Não era a toa que andava tão sonolenta ultimamente, ele não lhe dava descanso!

— Só acho que a namorada do Brian não concorda.

Zacky parou no mesmo momento, ela finalmente tinha conseguido sua atenção.

— Você também não foi um anjo de doçura.

— Você sabe que eu faço isso sem querer, não tem um botãozinho pra desligar quando não é conveniente. — ela deu os ombros — Além do mais, ela está tentando me ofender desde que a gente se conheceu lá no bar. Acho que tem ciúmes.

— E tem motivos pra isso?

— Claro que sim, eu e o ele temos um caso por tele cinese há anos, não te contei?

— Engraçadinha.

— É uma bobagem ter ciúmes dele.

— Hm... sei lá. Você diz que vocês foram amigos antes...

— Nós somos amigos, — ela corrigiu — só estivemos meio afastados.

— Tudo bem.

— Sabe, — começou fingindo não sentir a sua mão deslizar pra baixo de seu vestido — eu gostei do pessoal.

— Jessye.

— Hm?

— Temos coisas mais interessantes pra fazer. — sussurrou provocante, mordendo a pontinha da orelha da morena e recebendo um suspiro alto como resposta.

Finalmente cedendo, Jessica se sentou de frente pra ele, com uma perna em cada lado do seu corpo e uniu seus lábios, sentindo um arrepio lhe percorrer a espinha com a sensação dos piercings roçando a pele e a língua quente explorando sua boca.

— Você conseguiu... — ofegou quando se separaram — seu tarado.

— Você ainda não viu o quanto. — respondeu apertando-se contra ela e sentindo os seios pressionados contra seu peito.

Sorriu mal intencionado. Ela não dormiria tão cedo aquela noite.


Notas finais
B-A: *arrumando a mochila*
Jack: Por que você está fazendo isso?
H_A: Black, não está esquecendo nada, né?
B-A: Não, não está tudo aqui.
Jack: PRA ONDE VOCÊS VÃO?
H_A: Pro show do Avenged, estamos arrumando as coisas desde agora.
Jack: Então a gente vai?
B-A: Er, não vai dar pra você ir, Jack...
Jack: Por que? ç-ç
H_A: Só temos dois ingressos....
Jack: NÃO ACREDITO QUE ESQUECERAM DE MIM! T_T
B-A: Nós não esquecemos é que...err
H_A: Alguém tem que cuidar das fics enquanto a gente não estiver!
B-A: É, isso mesmo! Aproveita e começa a cuidar de tudo agora.
Jack: Mas...
H_A: Vai Jack!
Jack: Então... comentem se quiserem ver o próximo capítulo.
B-A: Viu, você foi muito bem!
PS: É daqui a mais de um mês e já estamosa dando pirueta de alegria! -QQ