Invasores

2 Alex - Lembre-se


Notas iniciais
Meio que ninguém acompanha, então não tenho que explicar o motivo de que tinha parado. Bem... boa leitura e me desculpe pelos erros de português, nasci pra ser de exatas.

Acordo, mas ainda sinto meu corpo dormente, quero ficar aqui.

—Filho! -Minha mãe me chama com um tom de voz estranho… Corro até ela, que estava na cama.- Você conseguiu! Lembra daquele trabalho que você queria nas fábricas de extração e que você enviou seu currículo? Eles te chamaram, é pra você ir lá hoje.

—Caralho! — Acho que não deveria ter dito isso.- Deixa eu ver. -Estava escrito que eu fui chamado para começar o trabalho por surgir vagas extras, o salário era suficiente para pagar o tratamento da minha mãe ao longo do tempo e que eu deveria responder imediatamente se ainda tiver interesse na vaga.

—Parabéns filho! Você conseguiu!- Ela me abraça de um jeito meio desengonçado, mas eu sinto o forte e carregado amor naquele abraço o tornando perfeito. Passamos um pequeno tempo no abraço. -Eu te amo…- Falou com a cabeça ainda apoiada no meu peito. -Obrigado… Obrigado por não desistir de mim.- E fala chorando.

—Mãe eu nunca desistiria de você. Eu te amo sempre vou fazer de tudo por você. — Também começo a chorar.

—Você sempre será meu tesouro mais precioso meu filho, sempre se lembre disso.

Começo arrumar as coisas, tenho que preparar tudo pra sair o mais rápido possível, deixo aquilo que minha mãe precisa também já preparado. Fico com medo de estar esquecendo de alguma coisa, mas estava tudo certo, já tinha respondido a mensagem, já tinha trocado de roupa, já peguei o dinheiro pra passagem e a chave de casa também já estava no meu bolso. Era só ir.

—Mãe estou indo.

—Boa sorte, filho.

Cubro minha boca e nariz e corro até a parada. Compro a passagem, que estava muito cara mesmo sendo um vale especial para trabalho, e só espero um pouco que já vejo o ônibus chegando, era um ônibus mais bonito que minha casa inteira, sento onde vejo espaço, o ônibus todo estava em silêncio e há uma televisão na frente, onde todos do ônibus podiam ver. Me lembro daquela proposta que eu recebi, pego meu celular e olho pra ela de novo, como ela está distante agora, tão velha e um pouco absurda. Ela dá um belo dinheiro e bem rápido, mas o contrato é assustador, os termos dão permissão para fazerem quase qualquer coisa com você, sem reembolso por danos, mentais e físicos, injeção de produtos no seu organismo, sem você nem ao menos poder saber o que são os produtos injetados, resistência a dor, massa muscular alta e eles podem até puxar seu fio da tomada e casos de dependência mecânica, sem avisar seu parentes. Dou uma pequena risada de tudo isso, eu estou feliz, sim feliz, é estranho, é como se seu tivesse fazendo algo contra a lei. A televisão começa uma reportagem, é sobre um incêndio.

—Ontem, 146 pessoas morreram numa grande explosão de gases vazados, pela má manutenção da tubulação da empresa SarBortep, a empresa nega, dizendo que houve uma falha no mapa subterrâneo entregado a eles por outra empresa. SarBortep a maior empresa no ramo de mineração já é acusada por dever impostos, infringir o direito do trabalhador pré-estabelecido e desvio de verbas para órgãos desconhecidos, seu dono de 104 anos Sarvene Bortep não fez nenhuma declaração pública.

Espera, a SarBortep é a dona das fábricas de extração, eu olho pela janela e vejo um gigantesco rastro de fumaça, tão grande que parece que o mundo ganhou uma nova lua mais escura, é pra lá que eu estou indo. Entendo agora as vagas “extras”.

Notas finais
O que acharam?? Deixe seu comentário! Era pra ser o 2° e 3° capitulo uma coisa só, mas separei por causa dos acontecimentos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.