Inuyasha - Adaptação

2 O garoto selado desperta


Ao se aproximar de Kagome, A velha mulher pegou um pequeno saco amarrado em sua cintura. Enfiou a mão dentro retirando um pó branco, em seguida jogou no rosto de Kagome.

– Ei! Pare com isso! – Disse ela, tossindo.

A mulher olhou para seus homens e disse:

– Acalmem-se. Não é um youkai disfarçado. – Ela disse, sabendo que se fosse um youkai, a garota teria reagido em contato com o pó.

Kagome estava atordoada, retirando todo aquele pó de seu cabelo. Youkai? Ela nunca ouvira essa palavra antes. Os homens de rabo de cavalo cochichavam entre si: “Deve ser uma espiã” e “Outra guerra está por vir?”.

– Eu sou a sacerdotisa Kaede, quem é você e o que faz aqui? – Perguntou a mulher, com hostilidade na voz.

– Eu me... – Antes de completar a fala, ela foi interrompida pelo som de árvores sendo derrubadas próximo do local.

Kagome reconheceu a coisa que a puxou do poço e a trouxe para este lugar estranho, saindo por entre as árvores. Ela parecia mais revigorada agora e mais medonha. Dezenas de outros membros haviam surgido por todo seu longo corpo em forma de centopéia.

– Já posso sentir o poder da jóia! – Berrou o monstro, com extremo prazer na voz, em direção à Kagome.

– Corram. Um youkai!

Alguns homens saíram correndo gritando e outros apontaram seus arcos e dispararam suas flechas, o que apenas desviou a atenção do monstro.

– Me entregue a Jóia de Quatro Almas. – Vociferou o youkai, como o chamavam, indo em direção à Kagome.

A sacerdotisa Kaede se jogou para longe, conseguindo escapar, mas a centopéia humana entrelaçou Kagome na árvore, junto do garoto adormecido, com seu enorme corpo.

O monstro aproximou sua extremidade superior de Kagome, que estava imóvel sendo sufocada, sendo capaz apenas de gritar. A centopéia apertou um de seus braços na barriga de Kagome, e ela sentiu os dedos do monstro entrar em sua carne.

Foi nessa hora que o garoto selado despertou, quando o youkai retirou de dentro de Kagome uma jóia que emanava um forte brilho rosa. Em seguida o monstro engoliu a Jóia de Quatro Almas. Sua pele mudou parar uma cor escura, dentes enormes cresceram em sua boca e seus olhos ficaram vermelhos e maiores. Seus braços cresceram e todo seu corpo ficou mais forte.

– O que está esperando Kikyou? Acabe de uma vez com esse inseto. – Disse o garoto, como se o monstro fosse uma barata.

Kagome se assustou. De repente o garoto decidiu acordar e falar? Ela estava fraca de mais, mas conseguiu responder:

– Eu não me chamo Kikyou. Se para você aquele monstro é um inseto, acabe com ele então! – Disse ela, com dificuldade e pequenos intervalos de tempo em cada palavra.

– Então remova esta flecha velha! – Reclamou ele.

Kagome tentou soltar com dificuldade um de seus braços para agarrar a flecha, enquanto o monstro a apertava mais. Quando conseguiu, Kaede a advertiu:

– Não faça isso! Minha irmã teve bons motivos para lacrar o Inuyasha. – Gritou com temor na voz.

– Sua velha idiota! Você quer virar comida de centopéia? Vamos Kikyou, antes que ela absorva a jóia completamente! – Disse ele. Sua voz era arrogante.

Kagome não sabia por que ele a chamava de Kikyou. Ela não tinha escolha, aquele monstro ficava cada vez mais temível e em breve mataria todos. Ela lançou o braço em direção à flecha cravada no ombro do garoto. A flecha não saiu, porém ela se transformou em pó assim que Kagome a puxou.

– Você acha que pode contra mim, meio youkai? – Zombou a centopéia.

Neste instante o monstro enrolou seu corpo cobrindo toda a árvore com Kagome e o garoto. Mas em seguida um flash de luz emergiu do corpo da centopéia, que foi estraçalhado e lançado longe. O garoto chamado Inuyasha andou em direção aos restos do monstro, com um sorriso maldoso no rosto.

– Kikyou, retire a Jóia de Quatro Almas do corpo dela antes que se regenere! – Ordenou Inuyasha á Kagome.

– Já disse que não sou Kikyou! – Reclamou Kagome.

A sacerdotisa Kaede se aproximou, temendo o garoto.

– Kagome, procure ao redor algum brilho forte. Se você foi capaz de retirar a flecha de minha irmã, talvez possa ver a jóia. – Disse a mulher velha.

Kagome começou a rodear o corpo espatifado do monstro com os olhos. Os pedaços da centopéia se moviam lentamente para unir ao seu corpo. Ela viu de dentro da carne pútrida um brilho emanando fortemente.

– Ali! – Disse Kagome, apontando.

Kaede enfiou os dedos no pedaço de carne e retirou a jóia. No mesmo instante toda a carne do monstro se transformou em fumaça, restando apenas os ossos. Ela entregou a jóia para Kagome.

– Ela estará melhor em suas mãos. – Disse Kaede.

Quando tudo parecia estar em harmonia, Inuyasha se rebelou.

– Me entregue a jóia se deseja continuar viva, garota. — Disse ele, com uma voz sarcástica. – Ela é inútil para vocês humanos.

Kagome ficou sem resposta. Ela achava que ele era um herói.

– Fuja com a jóia Kagome! – Mandou Kaede.

Kagome mal teve tempo de escutar quando o Inuyasha lançou as garras para cima dela com extrema velocidade. Ela tropeçou e sentiu o topo do seu cabelo se partindo. Por pouco não teve a cabeça arrancada.

Ela estava aterrorizada de como aquele garoto estava tentando matá-la após salvar sua vida.

– Ele está louco como antes. – Kaede disse para si mesma, retirando um colar de sua roupa.

Ela segurou o colar com as mãos em posição de gestos budistas. Logo todas as pedras do colar se soltaram e foram em direção ao Inuyasha, interrompendo seu próximo ataque. As pedras e juntaram ao redor do pescoço dele e lá formara o colar novamente.

– O que pensa que está fazendo velha gagá? – Insultou o Inuyasha, tentando em vão retirar o colar, que não saía de forma alguma.

– Vamos Kagome, pronuncie algo para deter o Inuyasha! – Mandou a sacerdotisa.

Inuyasha vinha em sua direção. Ele saltou metros acima de Kagome e caía em sua direção com as garras. Ela devia dizer algo para detê-lo. E disse a primeira palavra que veio em sua cabeça, sem saber se iria funcionar:

– SENTA! – Gritou.

O garoto foi lançado no chão, como se a gravidade ao seu redor se multiplicasse por dez, com o rosto afundando na terra. Antes de se levantar, Kagome repetiu:

– SENTA!

– É inútil Inuyasha, você não pode contra o colar. – Disse Kaede, com uma voz tranqüila. – Vamos voltar para a vila. O youkai está morto e Inuyasha não poderá nos fazer mal. – Disse ela aos seus homens.

Kagome seguiu Kaede e seus homens com rabo de cavalo até um pequeno vilarejo. Suas casas eram velhas e de madeiras. Inuyasha a seguia de longe, apenas observando, sabendo que se tentasse algo, Kagome usaria o poder do colar.

– Entre menina, temos muito que conversar. – Disse Kaede, convidando Kagome para sua pequena casa.

Notas finais
Estes capítulos iniciais foram pequenos. Irei fazer os próximos um pouco maiores. Obrigado por ler.