Notas iniciais
Alguns meses já se passaram depois daquela entrevista (sim, estou apressando as coisas..), e chegou um dos dias mais felizes para o casal R&B.

Rihanna pdv

Poderia ser uma manhã como outra qualquer, mas aquela era diferente, e eu estava numa bagunça de sentimentos e sensações. Era o nosso primeiro ano juntos, e eu estava muito feliz por estarmos juntos durante todo esse tempo, porém estava triste porque apesar dessa data tão especial, Bill estava longe e não poderia passar o dia comigo. O telefone tocou, e adivinha quem era?

- Oi bebê! Como você tá? — A voz dele estava animada, e eu sabia o porquê — Como o tempo passa rápido, né amor?

- É... Muito rápido. Estou bem, mas estaria melhor se você estivesse aqui... — Queria ter o mesmo ânimo que ele, mas era impossível. Já não nos víamos há dois meses, e a falta que ele fazia era insuportável.

- É, eu sei... Queria estar aí com você. Por favor, não fica triste... Isso me deixa mal, sabia?

- Eu tento, Bill... Mas ficar longe de você é simplesmente horrível! Quantas vezes eu vou ter que te falar isso?

- Não fica assim, estarei de volta o mais rápido que você possa imaginar...

- Quando?

- Não vou falar... Vou te fazer uma surpresa...

Ele é um filho da mãe. Uma das coisas que eu mais odeio, é quando ele fica com essas brincadeiras. Eu simplesmente paro a minha vida, esperando ele voltar.

- Conta, amor... Não seja mau comigo!

- Ah, você sabe que eu sou muito mau, né? Agora tenho que desligar, tenho umas coisinhas pra resolver, e mais tarde eu vou roubar mais do seu tempo...

- Pode roubar o quanto você quiser... Bem, enquanto você se resolve por aí, eu me resolvo por aqui... Vou passar a tarde com a Katy, e me distrair um pouco.

- Ok... Ah! Manda um mega abraço nela por mim, tá?

- Pode deixar, manda um mega abraço meu pros meninos aí!

- Pode deixar! Beijos!

- Beijos, se cuida...

- Você também...

Desliguei o telefone, e fiquei esperando a Katy chegar.

- Amooor da minha vida!!! — Já vi que ela também estava bastante animada.

- Ooi linda, como vai? - Ela logo percebeu que minha alegria era fingida.

- Rih, hoje é o primeiro aniversário do seu namoro com o Bill, e não um enterro! Dá um sorriso, vai? — O jeito que ela disse aquilo, e o sorriso que ela deu em seguida (estilo Nicki Minaj), me fez esquecer a tristeza que sentia, e logo estava rindo com ela...

- Ah, o Bill te mandou um abraço...

- Ah, conversei com o Tom e mandei um abraço pro Bill também... Sabe Rih, olhando o que nós quatro já fizemos, eu fiquei pensando... Existe alguma amizade parecida com a nossa?

- Acho que não... Já viu as coisas loucas que fizemos, e que ninguém sabe? — Realmente, já fizemos coisas muito loucas, que nem você que está lendo sabe.

- Como naquela noite? — Ela sorriu lembrando daquilo, sem dúvida, foi uma das coisas mais malucas que fizemos.

Eu lhe explico a insanidade que aconteceu há dois meses atrás. Pelo menos o que eu consigo lembrar.

[Flashback ON]

Depois de participarmos de um programa de TV, voltamos para o hotel onde estávamos hospedados. Como o tédio dominava as nossas almas, nos reunimos no quarto onde Bill e Rih passavam as noites, e bebemos além da conta. Depois de estarmos completamente bêbados, fizemos um "confessionário alheio", isso porque um contava um "segredo" do outro. Tom, que adora sacanear o irmãozinho, começou com a brincadeira.

- Bem, eu me lembro que uma certa vez, Katy chamou o Bill de gay em algum lugar... Depois quando chegamos em casa, ele disse bem baixinho, achando que eu não ouviria: "Quando eu pegar ela de jeito, aí todo mundo vai descobrir que eu sou muito homem!"

Bill, claro não deixou aquilo barato.

- Ah, Tom... Mas você também queria ficar com a Rih que eu sei. Quando você tava no seu quarto, tava tocando Rude Boy,e quando a música acabou você disse: "Se a Rih quisesse, eu pegava ela de jeito e seria o Rude Boy dela..." . Eu estava atrás da porta, irmãozinho...

- Ah, normal... A Rih também já quis dar uns pegas no Tom, que eu sei. Não sei porque ela não fez isso enquanto teve chance... - Ela tinha que me entregar, né?

- Verdade... — Brinquei — Assim como você poderia ter dado uns amassos no Bill. Eu ainda me lembro do que você me disse uma vez: "Ah, como eu queria provar se o Bill é tão homem quanto as pessoas dizem..."

Todos ficamos nos entreolhando, e logo caímos na gargalhada. Foi aí que Katy me chamou de canto, e revelou sua estranha proposta. Alguns minutos depois, resolvemos falar com os meninos.

- Então, meninos... — Katy começou a falar. Na verdade, eu não iria me manifestar, até porque a idéia foi dela. – Que tal fazermos uma troca?

- Não começa com essas coisas, Katylícia... – Bill entendeu o recado, e não gostou muito da idéia.

- Por que? Tá com medo, é?

- Não, mas por mais que você queira, eu não vou te comer... – O tom debochado na voz dele me fez rir.

Tom não dizia nada, mas eu sabia que ele estava indiferente àquilo, assim como eu também estava. Mas eu sabia por que Bill estava reagindo daquele jeito.

- Bill, não é nada demais... A Rih não vai ficar brava, e nem o Tom. Além disso, não vou me apaixonar por você... Então para de frescura, amanhã ninguém vai lembrar disso! – E no final a gente sempre lembrava, mas ser racional num estado de embriaguez é totalmente impossível.

Bill me fitou, como se esperasse uma permissão. Eu apenas assenti positivamente com a cabeça, e vi que ele já estava convencido.

- Ok, mas que seja rápido... Tom, se você machucar ela, eu quebro a sua cara! – Ele brincou, e deu uns tapas no ombro do irmão.

- O mesmo para você, maninho... – Tom semicerrou os olhos, e logo caímos na gargalhada (Sim, ficamos muito imbecis quando estamos bêbados).

- Ok, vamos logo... – Katy foi puxando Bill para fora do quarto –Depois a gente destroca... tchaau!

Tom e eu ficamos a sós, e demorou uns 10 minutos para que rolasse alguma coisa. No outro quarto a baixaria já tinha começado, e fiquei rindo que nem uma retardada (isso é totalmente normal quando bebo). Mas logo a sessão de riso acabou, quando ele me agarrou e deixou escapar um sorriso cheio de malícia.

- Vamos acabar com essa curiosidade...

Ouvir os gemidos da Katy e do Bill nos incentivou ainda mais. Não havia nada de errado naquilo, não havia traição nem nada, já que todos concordaram, mesmo estando naquele estado.

- E aí, rude boy? Vai aguentar?

- Mas é claro que vou... Só a Katy mesmo pra aprontar uma dessas...

- Ela sempre faz essas coisas doidas... Pega a camisinha porque não quero ficar grávida do meu cunhado... Espero que aquela vadia faça o mesmo...

Ele sempre tem uma no bolso, então já foi colocando e... Bem, eu não preciso dizer o que aconteceu, né? Foi bom, não posso negar, mas prefiro o meu loirinho... Falando nisso, alguns minutos depois de termos acabado com aquilo, ele e Katy voltaram, e como combinado, destrocamos, todos no mesmo quarto.

Bem, só sei que no dia seguinte, além da dor de cabeça insuportável, não sabíamos o que falar de tanta vergonha... A Katy se jogaria da sacada se pudesse. Depois de nos conformarmos com o que aconteceu, chegamos a um acordo: Quando nos reunirmos, não vamos mais beber até ficar loucos, porque isso nunca dá certo.

[Flashback OFF]

- Sério, nem me lembra disso... Por que você sempre faz essas coisas?

- Sei lá, força do hábito, talvez...

- Bem a sua cara... Bill ficou na neura por mais de uma semana, lembra?

- E tem como esquecer? Ele te pedia desculpa a cada meia hora, tadinho... E o Tom ficou com tanta vergonha que não toca no assunto até hoje!

- Ele tem seus motivos... Enfim, o que vai fazer no próximo mês?

- Bem, ainda não sei... Vai ser o meu aniversário de namoro, mas ainda não planejei nada.

- Eu tenho alguns planos, e uma proposta...

- Humm... Conta aí, moreca...

Dei algumas dicas de presente, e fiz a proposta pra ela, que aceitou na hora. Algumas horas depois, Katy foi embora, e com ela o meu ânimo. Para piorar, eu ligava várias vezes no celular de Bill, mas caía direto na caixa postal, me deixando cada vez mais preocupada a cada ligação.

A campainha tocou, e como já era 8hs da noite, achei estranho. Mas toda aquela angústia foi embora, quando abri a porta e, sem prévio aviso, senti aqueles lábios que eu conhecia tão bem. Ele estava de volta, e eu finalmente vi algo de especial naquele dia.

- Mas... Mas como você veio parar aqui?

- Eu pedi para o David cuidar das coisas enquanto eu escapava pra cá.

- Bill, você sabe que eu odeio quando faz isso... Não pode deixar seus projetos por minha causa.

- Mas por você eu faço qualquer coisa... – E pra não perder o costume, ele me deixou sem jeito outra vez.

- Você precisa parar com isso, eu não posso permitir que você largue seus trabalhos com os garotos por coisas bobas...

- Mas não foi por uma coisa boba... Hoje faz um ano que eu te escolhi para ser a mulher da minha vida, e eu não posso permitir que uma data tão especial como essa passe em branco... Queria chegar mais cedo, só que o vôo atrasou, e o trânsito tava infernal...

- Mas agora você está aqui, e é isso que importa...

Ele me abraçou bem forte, e ficou observando enquanto meu sorriso lentamente surgia.

- Era isso o que eu precisava ver... Esse sorriso tão lindo que só você tem, e que eu senti tanta falta...

- É que quando você vai embora, o meu sorriso vai junto...

Ele sorriu, e logo em seguida estávamos aos beijos. Aqueles momentos eram cada vez mais raros, isso porque todos nós estávamos no auge do sucesso, então tínhamos mais compromissos e bem menos tempo.

- E o Tom?

- Ele ficou organizando as coisas junto com o David.

- É melhor a Katy nem ficar sabendo disso...

- Por quê?

- Se ela souber que você esteve aqui, e o Tom não veio junto... Chilique na certa! Eu tenho medo de quando eles se reencontrarem, acho que o mundo vai desmoronar, sabe?

- Não se fizermos isso antes... - Ele sorriu maliciosamente, e eu entendi o recado.

Nos beijamos outra vez, e ele me puxou para mais perto, e pude sentir que ele estava prestes a explodir.

- Ah... Justo hoje você quer me dar mais trabalho? Como você é má... - Sussurrou, brincando com o fato de eu estar usando uma calça jeans cheia de botões.

- Aprendi com você, queridinho... — Sorri, e ajudei ele com a calça. Ele ficou observando minhas pernas, mas a expressão estranha dele me deixou confusa.

- O que foi?

- Suas coxas estão mais grossas... E seu quadril está maior...

Mas que merda ele tava falando?

- Você tá dizendo que eu engordei, é isso?

- Não, sua boba... Você tá ficando cada dia mais linda... E esse corpão me deixa muito enciumado...

- Ah, deixa de ser besta...

- Mas é mais forte do que eu... Principalmente quando você faz aquelas danças com aqueles dançarinos...

- É como você mesmo disse uma vez: eu posso dançar ou agarrar quem eu quiser, mas é com você que eu me estremeço e perco o controle. Exatamente como agora...

Depois de pararmos com a brincadeira de "quem seduzia mais", continuamos com aquela magia. Suas mãos rapidamente se encarregaram de tirar o resto de minhas roupas, e eu fiz o mesmo.

- Vamos terminar isso no quarto... Não quero alguma visita acidental — Brinquei. Ele acenou positivamente com a cabeça, e corremos para o quarto, mas até chegarmos lá, ele me dava alguns beliscões e lá estava eu aos gritinhos. Ao chegarmos no quarto, terminamos o que começamos. O joguei na cama, e fui puxada para cima dele. Comecei a cobrí-lo de beijos enquanto sentia ele me penetrar. As estocadas estavam bem suaves e lentas, o que eu mais queria naquela noite, até porque era uma data especial, cheia de carinho, e eu queria que nossa transa também fosse assim. Trocamos a posição, e nos deliciamos naquela brincadeira por alguns minutos, até que ele percebeu que estava chegando ao seu limite. Como eu também já estava "quase lá", fomos juntos para o banheiro e tomamos um banho rápido.

Depois de colocar uma roupa confortável, fui para a varanda e vi como aquela noite estava linda... O céu estrelado, as luzes da cidade que estavam tão distantes de nós, o barulho das corujas que estavam por perto...

- A noite está tão linda, né amor? — Senti suas mãos irem de encontro à minha cintura, e me puxando para mais perto dele.

- Está tão linda assim, porque você está aqui comigo...

- Qualquer lugar se torna perfeito quando sinto a tua presença...

- Sabe Bill... Já te disse isso uma vez, mas agora vou dizer sem que a voz falhe... - Me virei e segurei suas mãos.

- O quê?

- Eu te amo... - Vi a expressão do rosto dele mudar. Eu só tinha dito isso quando estava em coma, mas eu ainda estava muito insegura com isso, então eu considerava essa a primeira vez em que eu dizia aquelas três palavras.

- Tem certeza disso? - A voz dele estava trêmula, e um sorriso estava se formando em seu rosto.

- Eu nunca tive dúvidas sobre isso Bill, mas... Eu precisava esperar a hora certa pra dizer isso.

- E esse foi o meu melhor presente... Eu esperei tanto tempo para ouvir isso... Você imagina o quanto isso é importante pra mim?

- Imagino, porque quando você disse que me amava, quando eu estava em coma... Eu senti algo que até hoje não consigo explicar.

- O amor adora fazer essas coisas com a gente, né?

- É... Muito obrigado por me mostrar o que é o amor...

- Digo o mesmo para você... Eu te amo...

Sorrimos e nos beijamos, debaixo daquela linda noite estrelada. Ficamos observando aquela linda paisagem por alguns minutos, e depois fomos para a cama, onde passamos o resto daquela noite perfeita abraçados. A certeza de que Bill Kaulitz é o homem da minha vida se confirmava a cada noite, a cada beijo, a cada demonstração de carinho que fazíamos um ao outro, e eu sei que não vou me arrepender de seguir meu caminho ao seu lado.

Notas finais
Volta do curso = Menos tempo pra postar, desculpa '-'
Não, não me pergunte de onde eu tirei essa ideia da bebedeira porque olha... Tenso kkk'
Aproveitem que ela já está acabando, viu?
Até logo!