Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro

18 Capítulo 18 - Senhor Vinicius, Você Causa Problema


Notas iniciais
Hola. estou de volta.
o que eu tenho a dizer pra vocês?
huuummm...
VALEU POR ESTAREM AQUI DE NOVO.... aeeeeeeee
kkk
Espero que gostem..
Beijão.

- Eu ia ao shopping, ai eu resolvi ir... pela rua de trás e... acabei encontrando aquela cena – ele disse enrolado.

- Ta sei – disse nem um pouco convencida – tem certeza que você não me seguiu? – "Nossa beatriz que burra, claro que ele vai dizer que não me seguiu" pensei.

- Claro que não – ele disse "Viu idiota" pensei.

- Bom, agora eu vou entra antes que meus pais cheguem – disse puxando a grade do portão pra abrir.

- Quer que eu te leve ate sua porta? – ele perguntou.

- Não precisa, vai pro teu shopping e brigado de novo – disse e entrei pra dentro do portão o fechando logo depois.

- De nada – ele disse ainda na frente do portão.

Entrei em casa e lá vinha Cida com minha mãe com milhões de perguntas.

- Meu deus filha o que aconteceu? – foi o que eu consegui identificar em meio de milhões de perguntas da minha mãe e da Cida.

- CALMA, — eu gritei e elas se calaram – ta tudo bem, eu só cai na praça e me machuquei só isso.

- Você estava com alguém? – Cida disse.

- Não estava sozinha – disse mentindo, claro.

- Então quem era aquele garoto que veio contigo? – minha mãe perguntou.

- Ele é o Renan, estuda na minha sala, ele me encontro no meio do caminho e me ajudou – disse.

Me dei conta que ainda estava na porta e andei, com as duas guarda costas falando algo entre elas, ate o sofá e me sentei devagar.

- Que isso no seu braço? – minha mãe disse pegando no meu braço. Ele ainda estava com aquela marca da mão do Vinicius, mas agora estava meio roxo.

Depois de enrolar bastante aquelas duas eu consegui ir pro meu quarto e tomar um banho de 30 minutos, mais ou menos.

Já eram umas 8:30 da noite e eu estava exausta. Terminei o banho e coloquei uma roupa de dormir qualquer, deitei na cama e, surpresinha da noite, o celular toca.

~~telefoneon~~

- Pode falar – eu disse.

- Beatriz, é você? – uma voz desconhecida disse.

- Você ligou pro meu telefone e quer que quem atenda? – eu disse. Super gentil.

- Ta, desculpa. Beatriz é o Bruno, namorado da Mary – "Só o que me faltava, outro traste na minha vida. O que eu fiz Deus?" pensei.

- O que você quer? – "Eu tenho um ima pra essas coisas de ex-namorados de amigas? Qual foi?" pensei.

- Queria saber se a Mary ta bem?

- Porque você não liga pra ela?

- É que... ela não me atende – "Coitado, aff" pensei.

- Também né, o que você fez com ela. Ate eu não falaria com você.

- Eu não te liguei pra ficar ouvindo teu papinho – ele disse. "Ocarinha cheio de marra" pensei.

- Então porque você me ligou? Não, o problema é seu e da Mary. Se quiser saber como ela ta, pergunta pra ela, vai atrás dela. eu não quero me meter nisso – disse nervosa.

- Eu já te disse que ela não quer falar comigo – "Puta que pariu, o garoto mais irritante" pensei.

- Olha aqui, eu já tive muito problema hoje e não to nem um pouco afim de resolver o teu problema, então SE VIRA, irmão – desliguei.

~~telefoneoff~~

Qual foi, minha vida vai ficar assim? Porque os ex vêem atrás da minha pessoa, eles não têm amigos?

Já estava na décima sétima casa da irritação. Era só o que me faltava, o Bruno me ligar pra saber da Mariana. E eu repito, o que foi que eu fiz Deus?

Acha que acabou o meu dia ai? NÃO, não acabou. Meu incrível celular, que pode ser chamado de ima para ex-namorados, toca novamente. Acha que eu atendi com a educação que minha mãe me deu? Não.

~~telefoneon~~

- Qual foi agora? – disse quase gritando. Não tinha como eu me recompor e atender com educação agora. Só que era uma pessoa que eu não fazia idéia que iria me ligar.

- Bia? – "Putz, me engole mundo. É o que eu mereço" pensei.

- Lucas, e ai? – eu disse fazendo uma voz de felicidade, que não convencia muito.

- Ta tudo bem ai? – ele disse.

- Porque? – disse me fazendo de desentendida.

- Você atendeu o ..

- Não nada a ver – disse o interrompendo – ta tudo tranqüilo, só que.. err... o celular tocou muito hoje e eu tava quase jogando ele na parede. Nada demais.

- Desculpa, eu não sabia – eu fiquei me perguntando como esse cara me fez esquecer toda a raiva do dia? Incrível.

- Que isso. Você disse que ia ligar e ligou. Deixa pra lá – eu disse.

- Então semana que vem eu te vejo – ele disse sem jeito.

- Que bom né. Uma pessoa como eu não agüenta ficar tanto tempo longe do namorado assim não.

- Não acredito, que eu ouvi isso? – ele disse dando uma risada alta logo depois.

- O que eu falei?

- Você usou essas palavras todas só pra dizer um simples 'estou com muitas saudades de você'.

- Nossa que exagero – disse rindo.

Era incrível como o Lucas me fez esquecer, por alguns minutos, todos os problemas daquele dia e dos outros também.

...

Acordei sem querer acordar, como todo dia. Meu corpo estava todo dolorido e minha mente não estava nem um pouco preparada pra agüentar o colégio. Mesmo assim eu tinha que ir, tinha que resolver problemas, tirar minha vida dos problemas dos outros e tudo o que eu precisava era ir pro colégio e falar com a Miss e a Mary.

Tomei um banho rápido, vesti o uniforme e segui meu rumo ate o colégio. Chegando lá só vi as meninas. "Começou bem o dia, tudo o que eu queria era aqueles meninos fora do meu caminho" pensei indo em direção a elas.

- Ola, girls – disse me sentando perto delas, em uma parte do pátio que era de grama.

- Oi – a Miss, a Mary e a Roberta disseram juntas.

- Vejo que estão se dando bem né? – disse. Primeira vez que eu vejo a Roberta e a miss não darem patadas uma na outra.

- Espero que fique assim – a Mary disse baixo só para que eu escutasse.

- Tomara, mas eu to aqui pra falar de outra coisa, muito seria – disse e imediatamente todas olharam pra mim curiosas.

- O que houve? – a Miss disse.

- Houve muita coisa ontem depois do colégio – eu disse.

- O que? – a Roberta disse.

- Deixa eu dizer. Ontem seu... na verdade começou anteontem. Eu estava em casa e ... – contei tudo pra elas sobre o Vinicius.

- Bia mas porque você não disse isso pra gente – a Mary disse.

- Porque eu não sabia que ia tão longe assim – disse – e ainda mais ontem depois de chegar em casa o seu ex-namorado – apontei pra Mary – me ligou, querendo saber como você estava.

- Ele esses dias esta me ligando direto e eu não atendo – a Mary disse.

- Então pra tirar ele logo da sua vida, atende a porcaria do telefone – disse pra ela – e você Miss – olhei pra Miss.

- Não precisa me falar nada. Eu vou atrás desse cara e da umas boas surras nele – ela disse nervosa.

- Ate parece, mais fácil ele te dar umas surras do que você da nele. Toma cuidado.

- Bom eu to sobrando aqui né? Então eu vou da uma volta por ai porque tem um carinha por essa escola que mexe comigo – Roberta disse rindo. Ela se levantou e entrou no colégio.

- Voltando aqui, o Vinicius te machucou? – a Mary perguntou.

- Mais ou menos – eu disse – ele é neurótico – disse rindo – e pra piorar ou melhorar as coisas depois que eu desliguei na cara do Bruno o celular toca de novo e eu atendo com a maior ignorância. E adivinha quem era? – arqueei uma das sobrancelhas – o Lucas.

- Caralho Bia, tu ta com o coisa ruim encostado – a Miss disse e começamos a rir e brincar com a situação.

- Mas mudando de assunto – a mary disse – o Renan, ele tipo que te salvou né?

- Porra se ele não tivesse chagado ali, não sabia o que seria de mim – disse – mas ele é meio estranho, antes de eu ir pra lá, ele perguntou se podia ir comigo. Acho ate que ele me seguiu e tal.

- Deixa de ser neurótica Bia – a Mary disse.

- Mary, ele ta caidinho pela Bia, não vê como ele olha pra ela? – a Miss disse.

- Claro que não, mesmo se tiver eu não to nem ai. O cara é gato e tal, mas eu não ligo.

- Nossa é a Beatriz dentro desse corpo? – a Miss disse. Um celular tocou e era o da mesma. Ela olhou pra ver quem era – Pêra ai gente, vou atender – ela disse se levantando.

- Quem é senhora Letícia? – eu disse.

- Nada de mais gente é meu pai – ela disse. Não era o pai dela, ela estava bem nervosinha pra ser o pai dela.

- Porque não pode atender na nossa frente? – a Mary disse.

- Ai parem de ser chatas. Da licença eu tenho que atender – ela disse levantando o celular e segui pra destro do colégio.

- Quem será? – eu disse olhando pra Mary.

- Não sei, mas o pai dela com certeza não era – Mary disse rindo.

- Acho que tenho um palpite – eu disse. Claro que era o Pedro Lucas. Pra ela sair desse jeito – Mas esquece, acho que em breve vamos saber.

- Agora vamos entra que daqui a pouco bate a sirene de bombeiro – a Mary disse acabando com meus minutos de gloria.

- Imagina se vier um gringo aqui e o sinal bater? – eu disse se levantando e logo depois a Mary também.

- Quando bater ele vai sair correndo pensando que é um incêndio – a Mary caiu na gargalhada.

[LETÍCIA NARRANDO]

Meu celular tocou e era Pedro. Eu ainda não tinha falado pras meninas, não sei porque mais em breve eu conto pra elas e eu não vou mais precisar fugir pra atender o celular.

~~telefoneon~~

- Fala rápido – eu disse andando pra dentro da escola.

- Oi amor, como esta ai? – ele disse. Era tão bom ouvir a voz dele de novo.

- Oi, ta tudo bem – eu disse com um sorriso bobo no rosto.

- Porque demorou pra atender? – ele perguntou.

- Porque eu tive que sair de perto das meninas e dar uma desculpa farrola pra elas – eu disse.

- Você não disse ainda pra elas?

- Não, mas acho que elas já desconfiam que esta envolvido um garoto.

- Um garoto não – ele disse e eu não entendi.

- Como assim? – o perguntei.

- Um garoto não, o Pedro Lucas – ele disse rindo.

- Que convencido. Ta mas agora eu tenho que ir – eu disse.

- Porque? – o sinal bateu – MEU DEUS LETÍCIA, TA ROLANDO UM INCÊNDIO AI – ele gritou e eu comecei a rir.

- Não seu bobo, é o sinal da escola, eu seu que parece uma sirene, mas não é – eu disse ainda rindo.

- Nossa, que desespero me deu – ele disse com a voz mais aliviada.

- Só você mesmo, mas agora eu tenho que ir mesmo, ta? – eu disse.

- Ta bom linda, ate mais, beijo – ele disse eu desliguei.

~~telefoneoff~~~

As coisas entre eu e o Pedro estavam meio serias. Acho que agora eu me endireito.

Cheguei na sala e todos já estavam sentados e o professor de química já tinha chegado.

- Da licença, professor – disse entrando na sala.

- Pode entrar, — andei ate uma carteira vaga do lado da Mary e me sentei. Olhei pra Bia e ela me lançou um olhar de "depois pode me contar tudo" e eu dei um sorriso pra ela.

O dia passou rápido e eu consegui despistar um pouco aquele assunto pendente de "quem era o cara da vez". Graças ao Dani e ao Leo que começaram a contar algo sobra um jogo de futebol que elas foram e o assunto ocupou o intervalo todo.

Chegou o horário de saída e era tudo ou tudo. Eu contava ou... eu contava.

- E ai Miss, tem alguma coisa pra falar? – a Bia disse com um sorriso pra mim. "Ahh essa garota" pensei.

- P que te leva a pensar que eu tenho alguma coisa a dizer? – eu disse.

- Eu, aquele telefonema misterioso – ela disse e todos olharam pra mim.

- Ahh aquilo? Err... nada de importante – eu estava tentando ao Maximo fugir daquele assunto.

- ENTÃO DIZ MULHER – Leo gritou já impaciente.

- Qual é galera, seu disse que era nada de mais, vocês não devem se preocupar, coisa minha – "Acho que eu os convenci" pensei.

- Então né outra ocasião você nos diz, né? – a Bia disse com um olhar de "pode se preparar pras perguntas". Os olhares dela tinham muitos significados, ainda mais quando ela estava curiosa ou nervosa.

- É – eu disse – agora eu tenho que ir, porque tenho uns assuntos pra tratar com meu pai.

- Aham, toma cuidado – Bia disse e eu fui para o portão de saída.

Só que tinha uma surpresinha desagradável me esperando.

- Vinicius, Vinicius. O que devo a honra? – eu disse com ironia.

- Muito esperta né? Bom entra ai – ela apontou pra dentro do carro que estava encostado.

- Como você é imbecil. Acha que eu vou entrar ai – eu disse.

Ele se aproximou de mim e pegou no meu braço disfarçadamente e me guiou ate o carro.

- Sua amiga escapou, mas você... ainda não sei o que eu vou fazer – ele disse no pé do meu ouvido enquanto andávamos ate carro.

- Você pensa que vai fazer a mesma coisa que fez com ela em mim? – ele abriu a porta do carona e me colocou dentro do carro – pode tirando o cavalinho da chuva – ela fechou a porta com tudo e ligou o alarme, não sei porque. Deu a volta de desligou o alarme e entrou no carro. Deu partida e seguiu o caminho da minha casa. Pensei por um instante que ele iria me levar pra casa e falar comigo lá, mas não ele entrou em duas ruas depois da minha. E parou em frente ao, que parecia ser um galpão.

- Bora, sai daí – ele disse já fora do carro.

- Que educação – eu disse sem ele perceber e desci do carro.

Ele voltou a pegar no meu braço e me puxou pra dentro do lugar.

- Qual é a sua em Vinicius? O que você quer com isso tudo? Ser preso? É? – eu disse.

- Não linda – ele encostou a mão na minha bochecha e ficou acariciando ela – eu sou quero ficar com você de novo. Eu te amo pequena – ele disse com um sorriso no rosto.

- Nunca, nunca mais – eu disse – Agora por favor, se afasta – eu o empurrei mas não adiantou. Ele me levou ate uma cadeira e apontou para que eu sentasse.

Sentei e ele voltou ate a entrada para fechar a porta.

O que esse cara queria fazer? Me matar? Ate parece, não mata nem uma mosca. Como eu queria dar umas porradas naquele rostinho bonito. Mas como a Bia disse, se eu bater nele, ele me batia também. Mas ele não teria coragem. Como ele disse, ele me ama e quem ama, não machuca, não maltrata.

Ate parece que isso se enquadra a esse cafajeste. Ai, como eu queria que o Pedro estivesse aqui. Isso não estaria acontecendo.

Notas finais
Valeu por lerem...
Foi pequeno né, esse capitulo?
Deixa eu explicar, a criatividade sumiu um pouco essa semana e eu fiquei parada... Coisa feia né?
Mas eu prometo que nessa semana do carnaval, eu faço um capitulo especial, bem grandão.. kk
E quem sabe Tem Capitulo novo no meio da semana?
Não sei, eu não disse nada..kk
Brigadinha de novo e se gostarem
comentem, se não gostarem
comentem também...
Beijão no coração de cada um.