Notas iniciais
Bom, não sei se este começo estã bem explicado, espero que gostem. Pode existir algumas partes confusas, se existir, e só me avisar que tentarei ao máximo arrumar.Boa Leitura.P.s.: Qualquer duvida, entre em contato :)Existiria o prólogo, mas esse já é a sinopse.

Não posso me olhar no espelho. Sou proibida de saber como eu sou. A única coisa que eu sei, e que eu sou muito magra, mais do que o normal, meus cabelos são pretos e lisos até a cintura, e que, nas pontas são inteiramente enrolados.

Não sei como e o tom da minha voz, também sou proibida de falar. Não sei como pronuncia as palavras, nem mesmo o que é um sorriso. Às vezes, tento falar, mexo o meus lábios como se estivesse falando, mas o som que sai é extremamente estranho.

E hoje, quem saiba, eu aprenda a falar, ou aprenda o que é ser tocada. Hoje irei fazer 16 anos, é hoje.

Escuto o barulho da minha porta sendo aberto. A porta do quarto aonde sempre fui trancada.

Não sei como é o pôr-do-sol, nem mesmo o que é ele, não sei o que é lua, sou trancafiada, para que as pessoas evitem me tocar.

– Samantha – Grita Cristina, minha ama – Vamos garota, não temos muito tempo. John está louco para te ver.

John. O homem para o qual fui entregue. O homem que me quer, ou que é obrigado a me querer, nunca o vi, como nunca vi ninguém. Exceto Cristina, minha ama, que sempre cuidou de mim.

– Anda Garota – Grita um homem entrando em meu quarto, ele deve ser alguém que John mandou para me pegar. Seu cabelo e calvo, e seus olhos são uma mistura de azuis com alguns pontos marrons – John odeia esperar.

Eu já estou pronta, e o que eu quero falar, não á muito que fazer comigo, não posso me arrumar, muito menos demorar para isso.

Saindo do meu quarto, vejo como é a casa que morava, nunca tive a chance de sair do meu quarto. Tento registrar tudo em minha memoria, pois nunca voltarei aqui. E a primeira vez que vejo, mas também é a ultima. Suas cores são exatamente claras, olho para tudo ao mesmo tempo, e é por isso, que eu não sei como descreve-lo, só direi que a casa, não possui luxo, porque a nossa moradia, nunca poderá ser tão luxuosa.

Antes de o homem calvo abrir a porta, ele coloca a venda em meus olhos, e eu não consigo ver mais nada, ele coloca algo em minha mão e me puxa para fora, tendo descobrir o que é isto que está em minha mão, deve ser algo para me levar até John. Já que não podem me tocar.

Piso em um lugar macio, e sinto meus cabelos balançando e um cheiro doce invade a minha mente, me faz sentir livre, isso faz tão bem.

Sinto-me bater em algo gelado, o homem me guia até um lugar que eu sou obrigada a sentar, sinto também, que estou em movimento, mas minhas pernas não se movem. Ainda sim estou em movimento, e eu não sei como e nem para aonde eu estou indo.

De repente tudo para, e sou novamente obrigada a andar, e eu não sei para onde estou indo. Escuto o barulho de uma porta se abrindo, e eu sou levemente empurrada para dentro.

– Samantha? – Escuto alguém me chamando com cuidado. Sua voz é doce. – Pode tirar a venda.

Tento tira-la, mas eu não consigo. Sinto passos se aproximando de mim, e eu consigo enxergar novamente. Estou em um quarto, a uma janela próxima a mim, e eu começo a andar até ela, mas me lembro de que não posso fazer isso. Paro e olho para a pessoa que está atrás de mim.

Ele é loiro, e seus olhos são verdes claros. Seu sorriso é magnifico. Seu rosto, e angelical. Ele está rindo de mim. Abaixo a cabeça.

– Ora, não sou tão horripilante assim – Diz ele – Ou sou?

Olho para ele, e encontro o seu olhar curioso. Apenas nego com a cabeça e ele ri.

– Você pode falar agora, sabia? – Pergunta

Não sei como é falar, nem mesmo como formar as palavras, não sei se falarei as palavras certas, muito menos, as erradas.

– Você não consegue falar? – Nego – Você ainda pode aprender.

Tento lhe dar um sorriso, mas acho que fiz mais uma careta, já que ele riu de mim.

– Vem – ele segue em direção à janela – Você nunca viu lá fora, não é?

Olho para o lado de fora, e eu tenho a visão de algo, era tão lindo e glorioso, havia uma luz forte que toda vez que tocava fizessem brilhar, era de um tom azul tão claro, que me vi apaixonada, neste dia as ondas estavam calmas e em sintonia.

– É lindo, não é? – Ele pergunta e eu sorrio – Você já está aprendendo a sorrir, já é um bom começo.

Sinto algo dentro de mim se agitando, não sei o que é, mas não quero demostrar a ele.

– Você também nunca foi tocada? – Ele pergunta

– Nã... – tento formular a frase, mas não sei se ela está certa, ou se eu a pronunciei direito.

– Você está quase lá – Ele sorri de canto – Mais um dia e você fala.

Olho para o quarto, e existe uma cama ao meio dele, ando em sua direção e olho para John, curiosa.

– Você já esta com sono? – Olho para as minhas mãos, e ele se aproxima – Sei que está nervosa, mas eu não quero fazer isso – ele diz – Sei muito bem, que sabes o que os homens fazem quando todas as mulheres completam 16 anos, mas quero que com você, seja diferente, ok?

Apenas balanço a cabeça em concordância. Olho para os seus olhos que agora estão me fritando, e eu apenas sorrio, e ele o retribui.

– Que deselegância a minha – diz ele – Meu nome é John Stewart.

– Samantha Prime – Me surpreendo ao falar, minha voz tem um tom estranho, mas eu adorei ter escutado minha voz pela primeira vez, e ele sorri um sorriso tímido.

– Você deveria falar mais, Sam– Diz ele – Sua voz é tão linda.

– Obrigada – digo – Eu falei certo?

– Sim, falou – ele ri.

Ele se aproxima de mim, e para a minha surpresa, ele tenta pegar minha mão, mas algo o impede. Ele começa a me guia para o lado de fora. Tento pensar o que o impediu, mas não consigo imaginar o motivo. Um frio a minha barriga me assusta, mas John não percebe. Encontramos o homem que me havia trazido, ele nós olha surpreso.

– Não irei fazer isso com ela – Diz John – Não é justo.

– Você sabe que o seu pai irá odiar isso – Diz o homem calvo

– Chris, não é justo com ela –Ele olha para mim– Uma garota tão bonita assim não pode ser usada.

– É o seu primeiro dia com ela – diz Chris – Você irá vê-la mais, quero que, por favor, entenda, ela será a sua esposa, e não as outras que você comprava para se satisfazer.

– E é por isso que eu não quero fazer isso com ela – diz ele

– Você comprava mulheres para se satisfizer? – Pergunto. Ele me encara e depois aponta para Chris, que me olha com desprezo – Desculpe.

– Sei que você não sabe o que acontece aqui – fala Chris – Mas eu vou acabar avisando para você, Sr. Juan não irá gostar que a esposa do seu filho, se intrometa em sua vida.

– Sam, quero que entenda que não poderá fazer isso quando meu pai estiver aqui – diz John – Ele leva muito a serio isto que ocorre.

– Não poderei fazer isso quando o seu pai não estiver aqui? E quando não estiver? – Pergunto

– Ela tem um gênero difícil – Diz Chris – Você sabe o que a maioria das intocáveis não são assim.

Não gostei nada do que Chris disse. O que ele quis disser com isso, que serei descartada, como as outras mulheres que não satisfizeram seus maridos?

– Isto é um elogio? – Pergunto. Está é a minha incrível capacidade de ser curiosa.

– Sim, é pequena Isabelle – Diz ele.

– Não sou pequena – reclamo cruzando os braços. E eles riem

– Quero que vá dar um passeio comigo a praia, aceita? – Pergunta John

No momento, eu não intendo o que ele quer disser com isso. Ele está desrespeitando as regras, eles estão. Não poderia falar com John, nem mesmo com Chris. Eu posso estar os encrencando, mas parece que eles não ligam para as regras. Tenho medo de que eles me joguem novamente a minha antiga casa.

– Ir... Ir para fora? – Pergunto.

– É – eles riem – aceita?

– Eu não... Eu não posso – Digo. E incrível a minha capacidade de falar desaparecer repentinamente.

– Claro que pode – ele começa a andar

Olho atordoada para Chris, e que está sorrindo, como se estivesse se divertindo com a minha confusão. Não sei quem exatamente, John é. E eu gostaria muito de saber, como ele conseguiu uma intocável. Talvez essa seja a hora para as perguntas que sempre quis falar.

John está me esperando escorado em uma porta. Ele está incrivelmente lindo, seus olhos verdes fritam cada centímetro do meu corpo. E me sinto nua, mesmo estando com o vestido que ganhei da minha mãe, para usar quando completasse 16 anos.

Eu nunca a vi. Mesmo sendo intocável, poria vê-la, mas Cristina me disse que ela se matou. Ela estava cansada desta vida. Estava cansada de amar, e não ser amada. E eu não quero que isso ocorra comigo.

– Vem Sam– chama ele – Ande.

Começo andar em sua direção, mas algo me impede. Não posso andar ate ele, pois a pessoa que está a minha frente não me deixa passar. Ela tem cabelos morenos claros, e uma pele branca, igual a minha, a expressão do seu rosto é neutra, e seus olhos são um tom de marrom, ela parece jovem.

– Jeanine, deixa-a vir comigo – pede John.

– Não, ela irá arrumar o seu quarto – diz ela – Samantha, será a esposa perfeita, como a sua mãe foi.

– Então deixe-me ir para fora com ela – John dá um passo a frente – Preciso conhecer a minha esposa, para que ela seja perfeita.

– Desculpe-me John – Jeanine abre a porta do quarto – Mas essas são as regras do seu pai.

Notas finais
Então é isso? O que acharam? Estranho né? Mas fazer o que? Comantem o que acharam. Bjs e até qualquer dia (Se vocês me acompanharem é claro). Ps.: Alguns nomes foram modificados, porque... Não sei, achei melhor assim kkkk modificados dia: 22/09/14