Into Us

2 She takes me


Notas iniciais
Bom, aqui acontece uma pequena luta! Espero que gostem, boa leitura!

Sua mão desceu na direção da minha barriga com rapidez incrível. Segurei sua mão e a bati no meu joelho, fazendo-a soltar a faca. Eu não podia perder para uma mulherzinha. Ela não me venceria. Levantei sua mão e soquei sua barriga. Ela se curvou, mas logo recompôs-se. Ela se afastou e esticou uma perna para frente. Com um movimento rápido, pôs o outro pé na frente, fazendo-o encostar no meu ombro. Olhei desentendido para ela, que estava o tempo inteiro com um sorriso irônico no rosto. Ainda com uma perna em meu ombro, ela saltou, colocando a outra também. Após isso, ela se girou, fazendo meu corpo se girar e cair no chão. Minhas costas doíam, tudo doía. Que bela vadia, pensa que me derrotou.

Peguei a faca no chão e fui para cima dela. Cravei faca na sua perna. Ela segurou o grito e eu sorri. Chutei-a e fiz ela cair na cama. Cortei um pequeno símbolo superficial em seu rosto. Ela me rodou, me fazendo cair, e se levantou. Fui atrás dela. Tentei acertar sua cabeça. Ela agarrou minha mão e se virou, fazendo meu braço rodar.

– Ah, filha da pu... – não pude terminar. Ela chutou meu rosto com força. Agarrou a faca e com um grito, tirou-a de sua perna. Tirou o meu moletom e cortou um "J" em meu peito. Eu não podia fazer nada. Eu estava completamente sem forças.

– Esse J é de Jane – Ficou parada a minha frente apreciando sua obra e olhando-a sadicamente – Nunca se esqueça, Jeff, da menina que te venceu.

Vi seu pé vindo com rapidez até meu rosto e não vi mais nada.

[...]

Acordei sendo arrastado pelos pés por Jane. Logo, ela me jogou por cima da caçamba de um caminhão. Senti um estalo nas costelas e gritei.

– Acordou, neném?

– Vadia – arfei entre gemidos de dor.

– Não é assim que se cumprimenta uma dama, Jeffrey. — Sorriu diabólica.

Ela entrou no caminhão e começou a dirigir. Parou em frente a uma velha casa de madeira no meio do nada.

Me arrastou até uma cama e prendeu meus pulsos e pés.

– Por...por que está fazendo isso? – Perguntei. Era mais que óbvia a resposta.

– Vingança, Jeff. Mas também como agradecimento. – começou – Não sei se você sabe, mas aquela substancia que deixou os meus olhos negros, me deu muita força. – tirou o cabelo dos olhos e olhou diretamente pra mim – Você nunca vai conseguir me vencer por sua própria causa. Você criou um monstro, Jeff. – ela sorriu, mas pude ver tristeza e amargura em seus olhos.

– Eu sei que você não gosta de ser um monstro. – sussurrei

– Pelo contrário, Jeff. Eu adoro. Eu amo ver as pessoas gritando e chorando enquanto eu arranco suas entranhas, corto seus pescoços, arranco seus olhos – Seus olhos se encheram de luxúria – Mas eu ainda fico pensando em como seria minha vida hoje se você – engoliu em seco – não tivesse aparecido àquela noite.

– Te fiz uma pessoa forte e você me agradece me machucando? – sorri ironicamente

Ela revirou os olhos e se voltou pra mim novamente.

– Você gosta de sorrir, não é, Jeff? – balancei a cabeça positivamente – Então você vai gostar disso.

Ela se aproximou do meu rosto com uma faca. Tocou com a mesma no canto da minha boca. Firmou a faca ali e a arrastou para os lados, até bem perto da minha orelha. Foi para o outro canto da minha boca e fez o mesmo.

Eu gritava e pedia para ela parar.

– Jeff, se você não ficar quieto, o sorriso vai sair feio! – bufou.

Forcei um lábio contra o outro, comprimindo-os e deixei as lágrimas rolarem.

Ela se afastou e me encarou sorrindo.

– Você quer ver? – perguntou animada

Balancei a cabeça dizendo que não.

– Não me interessa. Não quer ver, mas vai. – disse. Pegou um espelho e colocou na minha frente, mas eu fechei os olhos. – Abra os olhos, Jeff. – neguei com a cabeça – Abra os olhos, Jeffrey. – neguei novamente. – Não vai? Então, tá bom.

Ela pegou um isqueiro e forçou minhas pálpebras com os dedos. Acendeu-o e queimou-as. Gritei e tentei me debater na cama, mas não conseguia. Estava preso. Eu vou matar essa mulher! E vou matá-la!

– Jane, Jane, pare! – pela primeira vez, gritei seu nome. – Jane, pare, por f... – me interrompi.

– Diga, Jeff. "Por favor", diga, Jeff. – sorriu

Neguei com a cabeça.

– Ok – deu de ombros

Queimou minha outra pálpebra. Elas derreteram em consequência da minha pele sensível. Sensível por que eu fui queimado enquanto tentava matar um garotinho rebelde.

– Bem, agora, você querendo ou não, vai ver minha obra de arte! – gargalhou.

Pôs novamente o espelho na minha frente. Me assustei.

O que ela fez comigo? O que ela fez comigo? Eu... o que...

– Gostou, Jeff?

– Sua vagabunda estúpida! – gritei com dificuldade por causa dos cortes – Desgraçada! Vadia!

Ela me deu um tapa no rosto. Doeu além do que eu poderia imaginar. Era como se tivesse corroendo minha cara.

Sua mão ficou coberta de sangue. Ela olhou provocante pra mim e para o sangue e logo, o lambeu.

– Seu gosto é bom, Jeff.

– Eu te odeio. – arfei.

– Mas ainda vai ter que conviver muito comigo – gargalhou

Notas finais
Espero que tenham goatado!! Comentem *-*