Into The Abyss
1 Capítulo
Notas iniciais
Começava um belo dia na pequena cidade de Karakura, no Japão. Inoue Orihime acordou com os primeiros raios de sol contornando sua face, antes serena. Abriu os belos olhos acinzentados, bocejou suavemente e pôs-se a espreguiçar. Virou seu rosto para o lado, pousando seus orbes no relógio que se encontrava na cabeceira de sua cama, droga, estava atrasada para a escola! Como se isso fosse novidade.
Levantou-se da cama num pulo, correndo, indo direto ao banheiro, tomou um banho em três minutos, escovou os dentes e ajeitou as madeixas ruivas. Foi até o quarto para colocar seu uniforme escolar.
Agora Orihime estava procurando seus materiais. Achou-os jogados num canto. Não teve tempo para comer, porém pegou uma maçã para ir comendo pelo caminho. Fechou a porta de seu apartamento e saiu. Chikuso, esqueceu suas amadas presilhas! Abriu novamente a entrada da casa, e colocou-as no bolso da jaqueta escolar.
Saiu correndo às pressas, chegando ao colégio. Soltou um suspiro de alívio quando percebeu que o sinal ainda não havia batido. Colocou ambas as suas mãos nas pernas, e pôs-se a respirar pesadamente. Sentiu uma mão em suas costas e levantou-se rapidamente para saber quem era.
Corou ligeiramente quando soube que era Ichigo. Ele lhe deu um sorriso caloroso, aquele sorriso reconfortante que só o ruivo sabia dar.
– Ohayo, Inoue. – O Shinigami Substituto colocou as mãos nos bolsos e começou a andar.
– K-Kurosaki-kun! – Acelerou os passos, caminhando lado a lado com seu amado.
– Orihime! – Ouviu uma voz feminina lhe chamando.
– Tatsuki-chan! Como você está? – Inoue sorriu abertamente para sua melhor amiga.
– Ah, eu vou bem. Yo, Ichigo.
– Yo, Tatsuki. – Respondeu sem olhá-la.
Ambos os três entraram no colégio, que se encontrava movimentado. Inoue e Tatsuki conversavam sobre assuntos banais, enquanto Ichigo só ouvia. Até que eles ouviram uma voz estridente.
– ICHIGO! – Asano Keigo saía correndo em direção ao Kurosaki, enquanto era seguido por Kojima Mizuiro, que corria para alcançar o amigo espalhafatoso, que estava com os olhos vidrados em seu celular.
Keigo recebeu um gancho de direito em cheio de Ichigo, que nem ao menos olhava para o amigo caído ao chão.
– Ichigo, que cruel! – Asano choramingava enquanto massageava o local dolorido.
– Você deveria parar de ser assim, Keigo-san. – Mizuiro disse, ajudando o amigo se levantar.
– Me chame apenas de Keigo! Até parece que não somos amigos! – Disse Asano, aos berros, chamando a atenção de todos que passavam em volta do pequeno grupo.
– Tudo bem, Keigo-san. – Disse Kojima, mexendo no celular.
– Você também é bem cruel, Mizuiro! – Disse Keigo, apontando o dedo na direção do garoto, choramingando.
Orihime foi entrando em sua sala, logo se sentando em seu devido lugar. Os outros também se sentaram em seus respectivos lugares, esperando para ter a entediante aula.
A aula correu normalmente. Ichigo pedindo para a professora ir ao banheiro, para matar alguns Hollows. Rukia e Renji estavam em Soul Society, ou seja, ele teria que se virar para detectar Hollows pelas reiatsus; Inoue, como sempre, observava seu amado Kurosaki-kun (quando o mesmo estava); Ishida, por incrível que pareça, chegou atrasado, inventando desculpas esfarrapadas para o sensei. O merecido intervalo, foi aproveitado com conversas entre o grupo.
E, finalmente, a aula acabou. Inoue foi correndo para casa, dando tchaus rápidos. Ela estava morrendo de fome, pois havia esquecido seu dinheiro do lanche.
Ela chegou em casa. Jogou seus materiais em um canto qualquer. Foi correndo direto para o banheiro, para tomar um merecido banho. Após tomar o banho, percebeu que havia colocado o uniforme novamente, deixou por assim mesmo.
“Força do hábito...” — Pensou.
Orihime caminhou até a cozinha, para preparar seu almoço. Optou por fazer uma comida mais ‘normal’, massa com ovo e chocolate. [N/A: Que nojo >.<’]
Assim que terminou de fazer sua refeição, comeu. Dando-se por satisfeita, foi até a sua sala de estar assistir televisão.
Deitou-se no sofá, e lá dormiu.
Acordou no susto, e arregalou os olhos quando percebeu que era de noite.
Seu coração começou a bater mais rápido quando sentiu uma reiatsu fortíssima. Provavelmente estava do lado de fora do seu apartamento.
Foi até a janela até que o avistou. Era moreno, tinha uma máscara quebrada, que estava do lado esquerdo da cabeça, tinha olhos verdes melancólicos, e tinha dois riscos verdes abaixo dos olhos, mais parecidos com lágrimas. Em um piscar de olhos, o indivíduo entrou em sua casa, utilizando do sonido, e Orihime andava para trás, perplexa, enquanto o estranho avançava ainda mais sobre a mesma.
– Com medo, Inoue Orihime? – O hollow disse enquanto observava atentamente cada fraqueza de Inoue.
– N-Não. Q-Quem é você, arrankar? – Orihime tocava em suas presilhas, preparando-se para atacar. Oh, sim, Urahara comentou sobre os arrankars.
– Sou Ulquiorra Schiffer, Cuarto Espada. Estou aqui para lhe levar a Hueco Mundo, sob ordens de Aizen-sama – Disse inexpressível, enquanto Inoue mantinha os olhos arregalados.
– A-Aizen? – Aquele nome lhe dava arrepios – O que ele quer comigo?
– Chega de perguntas, mulher. – Dito isso, deu um golpe na nuca da ruiva, que apagou em segundos.
Este pegou Inoue no colo, saiu do apartamento e abriu uma garganta, indo para Hueco Mundo.
*
Foi uma questão de pouco tempo, para abrir a garganta e avistar aquele mundo. Vazio, deserto, sempre de noite.
Ulquiorra fechou a garganta e foi até o chão, caminhando tranquilamente, com Inoue desacordada nos braços. O arrankar se perguntava constantemente sobre certos assuntos em relação àquela humana.
“O que Aizen-sama viu nessa mulher?”
“Será que são os poderes dela que o interessou?”
“Ou será...”
De fato, aquela humana continha uma beleza chamativa. Cabelos longos e ruivos, voando suavemente conforme os ventos de Hueco Mundo, pelo que viu antes, olhos acinzentados e bastante expressivos, rosto bonito.
E ele a observava enquanto caminhava em direção à Las Noches. Sem paciência, usou o sonido para chegar o mais rápido possível ao palácio.
Entrou ignorando os olhares, e os comentários maliciosos que os fráccions, números e espadas lançavam na garota inconsciente.
“Todos são e não passam de lixo.”
– Mais um brinquedinho para Aizen-sama! – Olhou inexpressível para o autor do comentário desnecessário. Nnoitra. – Seria ótimo vê-la agonizando implorando por sua miserável vida.
Soltou uma risada sarcástica, enquanto estava escorado na parede do salão no qual o Cuarto Espada passava.
– Messe bem as suas palavras, Nnoitra. – Disse olhando o Quinto Espada com desprezo – Essa mulher é necessária para Aizen-sama e eu não me importaria de te matar caso encostasse um dedo nela. Lixo.
Ulquiorra disse, e, sem esperar uma resposta, saiu andando, enquanto sentia Nnoitra lhe fuzilar com os olhos. O Jiruga tinha plena consciência de que não podia responder para o Schiffer, ainda mais de que o mesmo tinha um posto de Espada maior do que o seu. Mesmo assim mostrou sua língua revelando o número cinco, e expôs sua foice para o Cuarto.
Ulquiora acelerou os passos impaciente, porém passou reto ao ver uma silhueta no caminho. Grimmjow Jaggerjack, Sexto Espada.
O azulado soltou um sorriso maléfico, ao notar uma garota nos braços do Cuarto.
– Yo, Ulquiorra! Vejo que arranjou algo bem interessante aí! – Disse com seu habitual humor. Ulquiorra apenas ignorou-o e continuou seu caminho.
– Tsc, baka. – Grimmjow disse e, colocou as mãos nos bolsos e começou a caminhar para onde os outros arrankares estavam.
“Um dia eu mato o Ulquiorra!”
*
O salão do trono estava silencioso. Havia apenas duas pessoas ali, Aizen Sousuke, e seu fiel nakama, Ichimaru Gin.
– Yare, Yare... Ulquiorra-kun já voltou de sua missão no Mundo Real, que eficiente! – Gin disse com seu normal sorriso falso, que irritava profundamente o Cuarto. Embora ele seja o mais controlado dos Espadas.
Ulquiorra apenas lançou um olhar de ódio em direção do Ichimaru.
– Ulquiorra. – Voltou seu olhar para o atual Rei de Hueco Mundo. Aizen se pronunciou com seu habitual timbre de voz aveludado e controlado, causando ecos no local.
Sousuke estava sentado no trono com as pernas cruzadas, com a mão esquerda apoiada ao rosto, e com um sorriso de canto. Ichimaru estava de pé ao lado direito ao trono, com sua expressão sorridente. Mera falsidade.
– Ela está aqui, Aizen-sama. – Ulquiorra não se abalou e nunca se abalaria com o olhar superior que Aizen lhe lançava toda a vez que o havia.
– Perfeito, Ulquiorra. – Alargou mais o sorriso de canto cruel – Em breve Inoue Orihime será a Rainha de Hueco Mundo – Ulquiorra arregalou os olhos e olhou para o semblante calmo da garota – Será a minha Rainha.
Então era isso! Essa mulher inútil será a... Rainha de Hueco Mundo! Um ser humano que será superior a ele? Inaceitável.
– Eu já a vi. Ela cresceu... Muito... — Gin comentou malicioso, mantendo sua normal expressão venenosa.
Aizen apenas sorriu docemente para seu subordinado. De fato, Ichimaru Gin o divertia.
– Ulquiorra. – Aizen falou com um semblante sério – Eu sei que pode ser inaceitável para vocês, arrankars, mas é o desejo de seu Rei. Meu desejo.
– Hai, Aizen-sama, assim como o senhor desejar – Disse automaticamente, ainda chocado, e pôde sentir a mulher revirando-se em seu colo. Ela está prestes a despertar.
Seus orbes foram abertos lentamente, tentando se acostumar com o lugar bastante iluminado. Se assustou quando viu que estava no colo daquele arrankar.
Saiu rapidamente do colo deste. Com a cabeça baixa, ergueu a mesma lentamente, e viu o que não gostaria de ver nem nos seus profundos devaneios. Os traidores da Soul Society.
Com a expressão sofrida, colocou sua mão direita sobre o peito, tentando controlar seu nervosismo. A reiatsu que emanava daquele homem lhe causava arrepios.
– Orihime. – A voz sensual e aveludada passou pelos ouvidos da garota, causando certo tremor em seu corpo.
– O-O... O que você quer de mim? – Disse encarando a expressão divertida de Aizen.
– Eu quero o seu corpo, a sua alma, o seu poder. Eu quero tudo de você, eu quero tudo o que você tem para me oferecer. – Disse a olhando intensamente, e por um momento Inoue se perdeu naqueles olhos castanhos.
– E-Eu! Não tenho nada para lhe oferecer! – Ulquiorra a olhava abismado. Como ela tinha coragem para responder assim Aizen-sama? – Eu... Só quero ir para casa! – Lágrimas começam a rolar em seu rosto alvo.
– Você já está em casa, Orihime. – Disse cruel — Entenda, no momento você é necessária — Viu Inoue colocar as duas mãos no rosto, tentando conter as lágrimas. – Não chore. Eu gostaria de fazer uma proposta irrecusável para você.
– Eu me recuso...! – Limpou as lágrimas e olhou-o com o cenho completamente franzido, tudo significava de que ela estava com ódio.
– Mesmo se custasse a vida de todos os seus amigos? – Disse se levantando. Inoue arregalou os olhos.
Kurosaki-kun,
Ishida-kun,
Sado-kun,
Kuchiki-san...!
Minna!
– Não, NÃO! – Recuava alguns passos, colocando as mãos no alto da cabeça. – NÃO VAI TOCAR NELES! NÃO VAI! EU NÃO VOU DEIXAR! – Sua voz estava descontrolada e carregada de ódio.
Ulquiorra apenas a observava.
“Ela mal chegou e já está no seu limite”
– Admiro sua coragem, Orihime. Quer dizer que está disposta a ouvir atentamente minha proposta? – Aizen descia as escadas, para se aproximar mais de Inoue.
– Hai. – Disse convicta – Diga. — Aizen sorriu.
– Quero que seja a Rainha de Hueco Mundo. Tudo em troca da segurança de seus nakamas. Aceita? – Disse já perto de Inoue, utilizou o shunpo. Acariciou a bochecha da ruiva, e, surpreendentemente, ela ruborizou.
– Hai, eu serei. – Disse inexpressível.
– Ulquiorra. Providencie novas roupas para Orihime. Você será o guarda pessoal dela. Guarde-a para mim. – Segurou o rosto dela, aproximando cada vez mais. Não pode ser! Ele vai...
Aizen a beijou. Pediu passagem com a língua, e, sem razão, ela concedeu. Ele a envolveu na cintura, puxando para mais perto e aprofundou o beijo. Por instinto, o puxou pelo pescoço.
“Não acredito que estou fazendo isso... Meu coração pertence apenas ao Kurosaki-kun...”
A consciência de Inoue falou mais alto, o empurrou, e deu um tapa ardente no rosto do Rei de Hueco Mundo.
“Dane-se! Pode me bater, me espancar, mas jamais faça isso!”
Inoue achou que ele se irritaria. Mas muito pelo contrário, o sorriso descarado dele aumentou cada vez mais. Gin ficou sério, e Ulquiorra observava inexpressivelmente.
– Ousada, eu gosto de mulheres assim. – Tirou algo dos bolsos, e Inoue se apavorou ao ver um anel. O anel mais bonito que vira em toda a sua vida. Aizen a puxou sem delicadeza e colocou o anel em sua mão esquerda. – Agora você é minha Rainha, Orihime. — Acariciou as bochechas dela com os dedos — Ulquiorra, leve-a para seus novos aposentos, quero que ela se prepare bem antes da nossa noite de núpcias. Até breve, Orihime.
– Hai. Acompanhe-me, Orihime-sama. – O Schiffer começou a caminhar e sentiu que ela o estava seguindo, com a cabeça baixa, e os olhos marejados.
E, por um momento, sentiu-se admirado com a coragem da humana, agora, Rainha de Hueco Mundo. Assim, foram em direção aos corredores, em um completo silêncio pesaroso.
– Não me chame assim...
– Assim como, Orihime-sama? – Ulquiorra parou de andar e voltou seu corpo e seus olhos para a figura feminina atrás de si. Com as mãos nos bolsos, observava a garota que se arrepiava por apenas receber um olhar indiferente e, ao mesmo tempo, melancólico.
– Eu não sou e não serei Rainha de Hueco Mundo!
– Entendo – O Cuarto começou a caminhar – O que Aizen-sama deseja, Aizen-sama terá. Essa é uma das mais diversas leis impostas pelo próprio Aizen-sama, e seus mais fiéis e confiáveis subordinados.
Esperou uma resposta vinda dela. Mas ela apenas baixou a cabeça.
– Siga-me.
*
Orihime já se encontrava nos seus aposentos. Ele era bastante luxuoso, porém a decoração era a mesma de um quarto qualquer de Las Noches. Completamente branco, com alguns detalhes em preto.
A roupa digna da realeza estava pronta para ser usada. Inoue estava sentada na enorme cama, observando o vestido. Se ela o usasse, seria do lado deles... Do lado de Aizen.
– Vista-se, mulher. Daqui á uma hora voltarei. – Ulquiorra saiu e fechou a porta.
“Kuso... Minna, espero que não se machuquem.”
Lágrimas grossas preenchem o rosto esbelto da garota. Ela, obviamente, não queria estar naquela situação, não deseja ser a Rainha de Hueco Mundo, não mesmo.
“Eu só gostaria de te ver outra vez, Kurosaki-kun... Eu espero que não venha atrás de mim... Kurosaki-kun... Eu... Gostaria tanto de dizer o que sinto por você... Eu te amo tanto... Amo tanto que chega a doer...”
Sem alternativas, vai para o banheiro e começa a colocar a roupa, a roupa de uma verdadeira arrankar.
Concluindo estar devidamente apresentável, saiu do banheiro com o coração a mil, sentando-se na cama. Logo a porta fora aberta, revelando o Cuarto com um olhar inexpressível. Inoue estava de costas para ele, e apenas o olhou de canto, temerosa. Observando cada parte do corpo da garota, Ulquiorra analisava os mínimos detalhes, fazendo a mesma ruborizar.
Cansada da observação minuciosa do arrankar, ela levantou da cama, ficando de frente, o olhando com as sobrancelhas arqueadas. De fato, Orihime também o observava.
– Agora sim, está digna da nobreza, mulher. – Sua voz rouca e pausada causou leves arrepios na ruiva – Entendo porque Aizen-sama a escolheu.
Ela abaixou a o rosto e colocou suas mãos na altura do coração. Estar no mesmo lugar do que ele era... Desconfortável.
O Espada, com as mãos nos bolsos, se perguntava o porquê daquele olhar sofrido.
“Será por causa do... Coração? É por isso que ser um humano é inútil, porque todos são fracos e fazem atos impensados por causa daquele órgão tão prezado por eles. Que patético...”
Ulquiorra suspirou e foi até a porta. Dando de ombros, disse algo que realmente iria abalar aquele coração frágil.
– Prepare-se, mulher. Prepare-se para hoje ser inteiramente de Aizen-sama. De corpo, – Dizia pausadamente — Alma, e espírito. – Disse de costas para a garota.
Os olhos dela arregalaram-se de surpresa. Inoue repetia inúmeras vezes ‘não’ com a voz embargada. Ulquiorra apenas saiu sem dizer mais nada.
Alguns minutos depois, a porta do seu aposento fora aberta com leveza, mostrando Aizen com um sorriso de canto discreto em sua face. Inoue estava sentada na cama, com as mãos em volta dos seus joelhos, balançando-se tristemente. A reiatsu daquele ser podia ser sentida de longe.
– Orihime. – O homem caminhava lentamente, sentando-se ao lado de Inoue.
O Rei de Hueco Mundo colocou as mãos no rosto da garota, a obrigando encará-lo. O seu rosto estava banhado em lágrimas.
– Não chore, hime. Prometo ser o mais carinhoso possível. – Limpou as lágrimas do rosto alvo dela, e aproximou seu rosto no do dela, a beijando, já envolvendo seu corpo.
No começo Inoue virou seu rosto, mas Aizen era mais forte. A beijou novamente, e, desistindo, Orihime cedeu. O beijo tornou-se mais ardente, e a ruiva pegou-se o envolvendo com seus braços no cabelo macio dele.
O Sousuke acariciava os braços da garota, já pensando em arrancar aquele vestido. Estava cego pelo desejo.
O Shinigami ficou por cima da mesma, e, com suas mãos, obrigou a garota a separar suas pernas, e colou seu corpo no do dela. A ruiva soltou um gemido leve ao sentir a excitação dele no meio de suas pernas. Aizen já beijava o pescoço dela, dando-lhe chupões e lambidas.
As mãos dele percorreram pelas costas da garota. Achando o zíper do vestido, abriu-o e o tirou, jogando longe, e dando uma privilegiada visão de Inoue apenas de lingerie. Deu um sorriso sedutor à garota, e essa respirava com dificuldade. As bochechas dela estavam levemente coradas, e já não chorava mais.
Aizen levou a boca até o ouvido da garota, e sussurrou com sua voz aveludada e repleta de malícia.
– Você é deliciosa, Orihime... – A garota franze o cenho de excitação só de ouvi-lo dizendo essas palavras.
As mãos dele acariciavam as alças do sutiã, logo as descendo suavemente, e os seios encontravam-se endurecidos. Começou a acariciá-los com os dedos, contornando os bicos rosadas, e Inoue só arfava. Os dedos foram substituídos pela língua, e a garota se contorcia gemendo a contragosto. Lambia e chupava um seio, enquanto apalpava o outro com uma de suas grandes e firmes mãos. Sentiu a menina acariciando seus cabelos, totalmente tomada pelo desejo, e foi descendo com as suas carícias na barriga alva, chegando até onde queria.
Desceu o elástico da calcinha, até os pés dela, que se encontravam com uma bota negra. Tirou-a igualmente á calcinha. Acariciou de leve o clitóris da garota sentindo-a arfar cada vez mais. Introduziu dois dedos na intimidade da garota, e a mesma agarrou os lençóis. Começou a bombear mais rápido, ouvindo gemidos um atrás do outro, sentindo sua calça apertar cada vez mais. A garota gozou nos dedos dele, e ele lambeu os mesmos, olhando com uma malícia extrema o rosto da garota que estava completamente ruborizada.
– Deliciosa, deliciosa demais...
Tirou seu sobretudo branco, jogando-o longe, tirou sua blusa e suas calças. Inoue, com os olhos abertos levemente, assustou-se quando viu o órgão sexual dele, estava pulsante. Ele aproximou-se cada vez mais dela, posicionou-se na entrada vaginal da garota, e penetrou levemente, e ela gemeu de dor. Aizen parou de se movimentar, para a mesma acostumar-se.
Passados alguns segundos, começou a entrar e sair do corpo dela, lentamente. A cada estocada, ela gemia, e ele, suspirava. Entrou novamente na mesma, a levantou com seu braço esquerdo, a obrigando entrelaçar suas pernas na cintura dele, e começou com os movimentos mais rápidos. Ela gemia alto, e Aizen pegou-se gemendo também. As estocadas ficaram cada vez mais com uma rapidez alucinante, fazendo os seios da garota subir e descer. Ela gozou, mordendo os lábios, e ele também despejou-se dentro dela.
Orihime desabou na cama, respirando fortemente, olhando o teto. Aizen sentou na beirada da cama.
– Orihime, vamos, venha até aqui. – Ele a puxou carinhosamente para o seu colo, e a fez sentar em seu membro. – Movimente-se.
– E-E-Eu não sei, e-eu...
– Não tenha medo, eu não vou te machucar, Orihime. – A beijou pegando-a desprevenida. Aizen pegou seu membro e colocou na vagina de Orihime, e a garota arfou entre os beijos.
Inconscientemente, começou a se movimentar no colo dele, ia cada vez mais rápido, enquanto arranhava as costas de Aizen, o abraçando. Ambos chegaram ao ápice juntos e deitaram na cama.
Inoue virou-se para o lado oposto dele, e começou a soltar lágrimas. Ele a abraçou e falou repetidas vezes ‘não gosto de te ver chorando’, mas ainda sim chorou. Adormeceu sem ver.
*
Acordou em volta de uma coberta que não viu ali, e estava completamente nua. Corou fortemente. Aizen não se encontrava mais ali.
“A minha inocência... Se foi...”
Mas mesmo se corroendo, admitiu para si mesma que havia gostado, e que Aizen realmente foi bastante atencioso e carinhoso com ela, já que era virgem. Era.
Agora não haverá salvação para sua alma, agora corrompida, pois percebeu que gostou de ficar naquele mundo onde ela era venerada como uma Deusa.
– Orihime... – Uma voz rouca e sensual causou ecos no ambiente. Era ele.
Ele quem tirou sua salvação. Ele que a fez sentir prazeres maravilhosos em sua primeira vez. Ele que a raptou e a trouxe para Hueco Mundo. O mundo dos demônios.
E, percebeu que Ichigo estava perdendo o espaço em seu coração, apenas em um ou dois dias que permaneceu ali.
E o espaço para Aizen entrou ali invadindo.
E incrivelmente,
Para Ulquiorra também.
The End.
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