Intimacy
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Cadu arregalou os olhos vendo o filho. Clara que queria atacá-lo se conteve com a chegada de Ivan. Sentou Marina no sofá dando um beijo no seu rosto e começou a ir e direção ao Ivan, vendo que Cadu fazia o mesmo.
– Marina. — Correu em sua direção. Colocou sua mão em seu rosto, chamando sua atenção.
– Oi, Ivan. — Marina falou ainda com lágrimas em seu rosto. — Desculpa, não era pra você ter visto nada disso.
– Você tá bem? — Ele a abraçou com força.
– Tire a mão do meu filho. — Cadu disse.
Clara ficou ao lado dos dois.
– Sai da minha casa, Cadu. Você já fez estragos demais.
– Eu? É a Marina quem está estragando tudo. — Chorava também. — O Ivan vem comigo.
– Não, senhor! — Clara disse.
– Pai, por que o senhor bateu na Marina? — Foi até ele, assustado. Clara o segurou pelo ombro. A outra mão segurando a de Marina.
Cadu se agachou para ficar na altura do filho. — Desculpa, filho. Desculpa a gente ter te acordado e desculpa ter.. ter batido nela, foi errado. Eu não devia ter feito isso, eu.. perdi a cabeça.
– O senhor tem que pedir desculpas para ela.
– Não posso. — Ele falou frio. — Reconheço meu erro, mas não quer dizer que ela não tenha merecido.
Marina permaneceu calada.
– Por quê? Por que o senhor não gosta dela?
– Porque ela é quem está acabando com as nossas vidas.
– Como?
– Cadu.. — Clara começou. Mas Cadu não quis ouvir.
– Porque é por causa dela que eu e sua mãe estamos nos separando.
Clara e Marina fecharam os olhos. Não queriam que Ivan soubesse desse jeito, e não por Cadu. Ele olhou para as duas.
– Mãe?
– Cadu, por favor, sai.
– Eu vou, mas o Ivan vai comigo. Vamos, filho.
– Não, pai, eu.. eu acho melhor eu ficar. — Segurou na mão de sua mãe.
– O quê? Ivan, eu sou o seu pai e você vem comigo. — Tentou puxá-lo pelo seu braço.
– Pai, não. Por favor. Eu quero ajudar. A Marina é minha amiga, a gente brincou o dia inteiro hoje.
Cadu olhava para eles.
– Eu não vou deixar isso acontecer, você não vai ficar perto dessa aí.
– Mas eu gosto dela, por que não?
Cadu bateu a mão na parede ao ouvir aquilo.
– Cadu, se você não sair agora dessa casa eu chamo a polícia. — Clara disse só pra ele.
Riu. — A polícia não pode vir aqui me tirar da minha casa.
– Pode. Pode porque aqui não é sua casa mais, pode porque você está bêbado, agressivo e acabou de bater numa mulher.
Cadu arregalou os olhos e decidiu sair.
– Eu vou te buscar, Ivan. — Saiu. Clara trancou a porta e correu para o lado de Marina.
– Você tá bem? — Segurava seu rosto chorando e espalhando beijos em sua face.
Marina segurou sua mão.
– Estou bem. — Se abraçaram e Marina cheirava seu pescoço. Marina olhou pro Ivan e se afastou de Clara.
– Vem cá, meu garotão! — Conseguiu esboçar um sorriso.
– Você ama ela. — Ivan falou para Clara.
– O que? Ivan....
– Ivan.. — Marina começou.
– Você está olhando para ela igual olha para mim quando eu me machuco, e você diz que é porque me ama. Você... ama a Marina, mãe? Por isso está se separando do papai? Por que você ama a Marina mais do que ama ele.
Clara se ajoelhou na sua frente e pegou suas mãos chorando. — Ivan, Ivan, meu filho.. — engoliu e olhou para Marina que olhava para ela sem saber o que fazer.
– Ivan, acho melhor você tentar dormir... — Disse.
– Não. — Clara disse. — Já está passando da hora de ele saber o que está acontecendo. — Enxugou seu rosto. — É.. é verdade, Ivan. — Estendeu uma das mãos para Marina. — Nós estamos juntas, sabe, filho? Como.. como um casal. Eu sei que pode soar diferente para você... mas, mas eu estou feliz. — Olhou para Marina novamente, apertando sua mão. — Nós estamos.
Ivan viu as duas trocarem um olhar e um sorriso carregado de emoções. Logo as duas olharam para ele novamente.
– Eu sei, mãe. — A abraçou e olhou para Marina, que estava atrás deles. Sorriu para ela, trazendo imenso alívio para o coração de Marina que sorriu de volta e se ajoelhou para se juntar no abraço.
– Se vocês se amam, deviam ficar juntas mesmo.
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