Intimacy

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Geeentee, e o ship vai navegando como se não existisse a família brasileira! hahaha Música pra Clara e pro Cadu: "LET IT GO." E só acho que a Clara deveria escrever um livro dando dicas de autocontrole, porque nesse quesito ela está de parabéns. O capítulo de hoje é curtinho e quase não saiu, rs. Acho que sobrevivi à semana, mas não sem sequelas, rs, sofri um bloqueio básico hoje.

Cadu arregalou os olhos vendo o filho. Clara que queria atacá-lo se conteve com a chegada de Ivan. Sentou Marina no sofá dando um beijo no seu rosto e começou a ir e direção ao Ivan, vendo que Cadu fazia o mesmo.

– Marina. — Correu em sua direção. Colocou sua mão em seu rosto, chamando sua atenção.

– Oi, Ivan. — Marina falou ainda com lágrimas em seu rosto. — Desculpa, não era pra você ter visto nada disso.

– Você tá bem? — Ele a abraçou com força.

– Tire a mão do meu filho. — Cadu disse.

Clara ficou ao lado dos dois.

– Sai da minha casa, Cadu. Você já fez estragos demais.

– Eu? É a Marina quem está estragando tudo. — Chorava também. — O Ivan vem comigo.

– Não, senhor! — Clara disse.

– Pai, por que o senhor bateu na Marina? — Foi até ele, assustado. Clara o segurou pelo ombro. A outra mão segurando a de Marina.

Cadu se agachou para ficar na altura do filho. — Desculpa, filho. Desculpa a gente ter te acordado e desculpa ter.. ter batido nela, foi errado. Eu não devia ter feito isso, eu.. perdi a cabeça.

– O senhor tem que pedir desculpas para ela.

– Não posso. — Ele falou frio. — Reconheço meu erro, mas não quer dizer que ela não tenha merecido.

Marina permaneceu calada.

– Por quê? Por que o senhor não gosta dela?

– Porque ela é quem está acabando com as nossas vidas.

– Como?

– Cadu.. — Clara começou. Mas Cadu não quis ouvir.

– Porque é por causa dela que eu e sua mãe estamos nos separando.

Clara e Marina fecharam os olhos. Não queriam que Ivan soubesse desse jeito, e não por Cadu. Ele olhou para as duas.

– Mãe?

– Cadu, por favor, sai.

– Eu vou, mas o Ivan vai comigo. Vamos, filho.

– Não, pai, eu.. eu acho melhor eu ficar. — Segurou na mão de sua mãe.

– O quê? Ivan, eu sou o seu pai e você vem comigo. — Tentou puxá-lo pelo seu braço.

– Pai, não. Por favor. Eu quero ajudar. A Marina é minha amiga, a gente brincou o dia inteiro hoje.

Cadu olhava para eles.

– Eu não vou deixar isso acontecer, você não vai ficar perto dessa aí.

– Mas eu gosto dela, por que não?

Cadu bateu a mão na parede ao ouvir aquilo.

– Cadu, se você não sair agora dessa casa eu chamo a polícia. — Clara disse só pra ele.

Riu. — A polícia não pode vir aqui me tirar da minha casa.

– Pode. Pode porque aqui não é sua casa mais, pode porque você está bêbado, agressivo e acabou de bater numa mulher.

Cadu arregalou os olhos e decidiu sair.

– Eu vou te buscar, Ivan. — Saiu. Clara trancou a porta e correu para o lado de Marina.

– Você tá bem? — Segurava seu rosto chorando e espalhando beijos em sua face.

Marina segurou sua mão.

– Estou bem. — Se abraçaram e Marina cheirava seu pescoço. Marina olhou pro Ivan e se afastou de Clara.

– Vem cá, meu garotão! — Conseguiu esboçar um sorriso.

– Você ama ela. — Ivan falou para Clara.

– O que? Ivan....

– Ivan.. — Marina começou.

– Você está olhando para ela igual olha para mim quando eu me machuco, e você diz que é porque me ama. Você... ama a Marina, mãe? Por isso está se separando do papai? Por que você ama a Marina mais do que ama ele.

Clara se ajoelhou na sua frente e pegou suas mãos chorando. — Ivan, Ivan, meu filho.. — engoliu e olhou para Marina que olhava para ela sem saber o que fazer.

– Ivan, acho melhor você tentar dormir... — Disse.

– Não. — Clara disse. — Já está passando da hora de ele saber o que está acontecendo. — Enxugou seu rosto. — É.. é verdade, Ivan. — Estendeu uma das mãos para Marina. — Nós estamos juntas, sabe, filho? Como.. como um casal. Eu sei que pode soar diferente para você... mas, mas eu estou feliz. — Olhou para Marina novamente, apertando sua mão. — Nós estamos.

Ivan viu as duas trocarem um olhar e um sorriso carregado de emoções. Logo as duas olharam para ele novamente.

– Eu sei, mãe. — A abraçou e olhou para Marina, que estava atrás deles. Sorriu para ela, trazendo imenso alívio para o coração de Marina que sorriu de volta e se ajoelhou para se juntar no abraço.

– Se vocês se amam, deviam ficar juntas mesmo.