Intimacy

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Não acredito que chegamos no capítulo 16 já, rs.

Clara acordou com sua cabeça no peito de Marina, que tinha o braço em sua volta. Seu braço também circundava sua cintura e suas pernas estavam entrelaçadas. Sorriu. Como era bom acordar com ela! Se lembrou da noite que tinham vivido ruborizando. Começou a fazer desenhos na barriga de Marina com a ponta dos dedos, levemente, e a sentiu rir.

– Bom dia. — Marina disse.

– Te acordei?

– Sim. — Beijou sua cabeça.

Clara ergueu seu corpo para vê-la.

– Como você pode acordar já tão linda?

Marina a puxou de volta pro abraço.

– Depois dessa noite só podia acordar assim. — Sorriram.

– Foi a noite mais mágica da minha vida.

Dessa vez foi Marina quem se mexeu para beijar seu rosto.

– Minha também.

Clara olhou para ela meio que duvidando.

– Claro que foi, sua boba. — Beijou-a. — Ninguém se compara à você, Clarinha.

Clara sorriu e olhou para o relógio.

– Caramba, já são dez horas! Eu tenho que ir, hoje vai ser um dia pesado.

– Então não vai ainda.

Marina se pôs em cima dela e começou a beijá-la.

– Ai, Marina.. desse jeito eu não saio daqui nunca. — Acariciou suas pernas.

Marina lhe deu um selinho.

– Fica aqui. Vou buscar alguma coisa pra gente comer. — Deu um beijo de esquimó. Colocou seu roupão e saiu do quarto.

Clara olhou ao redor do quarto se espreguiçando e se sentindo muito feliz. Nada poderia apagar aquela felicidade.

– Ooi. — Marina falou empurrando a porta de costas e se virando com uma bandeja. — Trouxe suco e bolo pra gente. — Colocou na cama e sentou ao seu lado.

– X. — Bateu uma foto, pegando Clara desprevenida.

– Ah, Marina, não. Pelo amor de Deus, não quero nem ver essa foto.

– A nossa primeira manhã juntas. — Pousou a cabeça em seu ombro. — Primeira de muitas.

As duas comeram conversando e trocando sorrisos.

– Hoje eu tenho que conversar com Ivan e com a família. — Suspirou.

Marina pegou sua mão. — Vai dar tudo certo.

– Tomara. — Falou e tomou seu último gole de suco. — Eu só me preocupo mesmo é com a reação de Ivan. O resto, todo mundo é adulto, se não gostarem da ideia, vão acabar aceitando. Agora meu filho… meu filho é tudo para mim.- Sorriu.

– E ele vai entender. — Marina apertou sua mão levemente.

– Bom. — Clara disse se levantando. — Acho que eu preciso de um banho, né? — Falou olhando para Marina. — Vem comigo?

– E precisa pedir? — Se levantou e foi atrás dela.

Enquanto entravam no banheiro, Marina agarrou Clara por trás beijando seu pescoço.

– Hmmm, será que algum dia eu vou me acostumar ao seu toque?

– Como assim? — Marina perguntou meio preocupada.

Clara se virou. — Não é nada disso, boba. — Falou abrindo seu roupão. É que quando você me toca.. é eletrizante. — As duas sorriram e se beijaram.

– Ó, não vale me por na água fria, viu? Você sabe que eu não gosto. — Clara falou brincando.

Marina ajustava o chuveiro. — Vem! Vem que a água está uma delícia.

Clara entrou meio desconfiada, querendo testar a água antes, mas Marina a agarrou e puxou para debaixo do chuveiro. — Vem logo, coisinha. — Clara gritou rindo.

As duas ficaram debaixo da água trocando beijos por um tempo. Até que Marina pegou o shampoo e começou a lavar o cabelo de Clara.

– Vou ficar mal acostumada. — Falou aproveitando a massagem que recebia.

– É para ficar mesmo. Você merece tudo do bom e do melhor. — Afastou seu cabelo e roçou seu nariz pela nuca de Clara antes de beijá-la. Clara sorriu, se virou e começou a ensaboar o corpo de Marina.

Quando virou suas costas e afastou o cabelo, fez um som de surpresa.

– Ai, meu Deus. Olha só. Você está toda marcada! — Havia um roxo em seu pescoço e uns arranhões nas costas.

– Lembrancinhas da nossa noite. — Foi beijá-la, mas Clara se afastou.

– Eu te machuquei?

Marina virou os olhos. — Claro que não, né, Clarinha? — E segurou sua cintura para que ela não pudesse escapar do beijo dessa vez. — Eu fico com hematoma à toa. — Beijou seu pescoço. — Hematomas de prazer são muito bem vindos. — Sorriu. — Depois a gente cuida deles. -Analisou o pescoço de Clara. — Seu pescoço tá bem. Ainda bem, imagina o que sua família ia pensar de mim. — Riu, e Clara ficou vermelha.

– Palhaça. — Clara bateu de leve em Marina.

– Sua palhaça.

Terminaram o banho e Marina emprestou um conjunto de roupas para Clara.

– Ó, vê se não me deixa sem notícias hoje, tá? Me liga, me manda uma mensagem, qualquer coisa. Não some, senão eu despenco seja lá onde for atrás de você. E eu não acho que eu deva aparecer perto do Cadu por agora.

– De jeito nenhum. — Clara ficou preocupada. — Cadu não é agressivo, pelo menos não era, mas é melhor evitar. Não quero que ele faça nada contra você, nem barraco. — Beijou seu nariz.

– Boa sorte. — Marina esfregou seus braços e elas se abraçaram mais uma vez.

Depois de vários beijinhos de despedida, Clara finalmente conseguiu escapar de Marina. Já saiu pela porta discando o número de Cadu, afinal, tinham que se encontrar para falar com o Ivan.

– Droga, atende esse celular, pô.

Cadu, em um táxi, via Clara saindo da casa de Marina pelo retrovisor. Estava bufando de raiva segurando o celular que não parava de tocar.

Saiu do táxi em direção à casa da fotógrafa e tocou a campainha.

– Será que Clara esqueceu alguma coisa? — Correu o olho na sala e não viu nada.

Quando abriu a porta se espantou em ver Cadu.

– Cadu?

Este abriu mais a porta e a empurrou para dentro para evitar que ela tentasse impedi-lo de entrar. Hoje ela ia lhe ouvir.

– Bom dia, Marina. Muito bom dia. — Cadu não pôde deixar de reparar que as duas estavam com os cabelos molhados. — Como foi passar a noite com a MINHA mulher?? — Gritava com ela.

– Olha, Cadu, eu acho melhor você ir embora e, se quiser conversar, volta quando estiver mais calmo.

– Calmo? SUA VAGABUNDA. Você seduziu a minha mulher, como eu vou ficar calmo? E ainda teve a ousadia de me dizer que eu não precisava me preocupar com você. — Riu irônico. — Ficou aí se fingindo de boazinha, esperando para dar o bote, mas à mim você não engana mais, Marina.

– Eu não fingi nada. E olha o jeito que você fala comigo, você está na minha casa! — Respondeu aumentando a voz. — Eu sinto muito. Eu não queria entrar no meio do seu casamento, mas eu amo a Clara, e ela não estava feliz. E se não estava feliz, a culpa também é sua. Eu não te devo mais nenhuma explicação além do que você já sabe, então fora! — Apontou para a porta.

Cadu nesse momento pegou Marina pelos braços.

– Não estava feliz? Como você tem a coragem de dizer que eu não fazia a minha mulher feliz?

– Me solta! Você está me machucando. — Se debatia.

– NÓS TEMOS UM FILHO JUNTOS. Estava tudo muito bem antes de você aparecer.

– Não estava! — Gritou. — Mesmo com medo, Marina não deixaria de responder à altura. — Não estava nada bem e você sabe disso. Você não dava espaço pra Clara ser quem ela realmente é, além de ser mãe e esposa. Agora ela pode ser quem ela é, e ficar com quem ela quiser. Me solta! — Marina alfinetou.

Cadu a soltou bruscamente e Marina quase caiu.

– Isso não vai ficar assim! Você acabou com o meu casamento. Acabou com a minha vida. — Começou a se sentir mal.

Marina não sabia se ajudava ou se o mandava ir embora novamente. Mas a decisão não foi feita por ela.

– Um dia, a Clara vai acordar e ver que isso aqui — gesticulou em sua direção — não passa de uma aventura. E sabe o que ela vai fazer? Ela vai te deixar! Isso se você não a deixar antes pela primeira mulher mais gostosa que aparecer. — Sorriu, com a mão no peito. — Vocês se merecem. — Se virou e saiu, deixando Marina chorando no chão da sala.