Intersecting lives
31 Capitulo 31
Notas iniciais
Música Recomendada Para o Cap: You & I — 1D
Pov Pedro
A K é muito boba mesmo,ela sabe que eu a amo... Ok eu sei,a tal Karen se jogou muito pra mim. Mas eu não podia simplesmente brigar com ela,pois ela é minha fã (pelo que pareceu).
Beijo Karina com todo amor que eu tenho para da-la e ela retribui. As coisas esquentam como sempre. Paramos o beijo em busca de ar. Vamos para o quarto,o espaço mais usado logicamente para aquela ocasião. A deito com calma na cama e vou tirando sua roupa com urgência. Retiro a minha,me protejo e enfim estamos completos. Sempre é uma emoção maior que a outra.
A mão dela crava em minhas costas e puxa a minha pele para baixo junto a suas mãos. Meus movimentos evoluem,ficam mais rápidos. Nunca da para se controlar ao falar de Karina. Meus olhos se encontram com o mar dos olhos dela. Aquele oceano tão intenso me faz perder a noção,e o sentido. A beijo,e sinto que ela começa a se contorcer. Chegamos ao ápice juntos.
Ficamos deitados tentando recuperar o folego. Ela coloca a calcinha e minha camisa e eu só a cueca. Ela liga o rádio e começa a tocar ''You & I''... A música enche todo o quarto. Estávamos cansados,mas não com sono.
Nossos olhos mais uma vez se encontram.
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We don't want to be like them
We can make it 'till the end
Nothing can come between
You and I
Not even the Gods above
Can separate the two of us''
–K... Karina,minha esquentadinha. Eu te amo! Nunca tenha dúvida disso!-eu digo e ela abre um lindo sorriso.
–Eu também te amo Pedro,meu guitarrista. Não duvido do nosso amor!-ela diz
–Ta escutando a música?-eu pergunto e ela assente- Diz que nem os Deuses lá
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I see what it's like
I see what it's like for day and night
Never together
'Cause they see things in a different light
Like us
They never tried, like us''
–Agora diz que o dia e a noite nunca estão juntos. Eles vêem coisas em ângulos diferentes. Assim como nós. Porém,eles nunca tentaram como a gente!-ela diz
–O que eles nunca tentaram?-eu perguntei só para ouvir o que ela tinha a dizer,mesmo eu já sabendo.
–Eles nunca tentaram amar!-ela disse
Imediatamente a beijei calorosamente,mas sem pressa. Esse beijo e essa noite estão tão intensos,que até com medo eu fico.
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'Cause you and I
We don't want to be like them
We can make it 'till the end
Nothing can come between
You and I
Not even the God's above
Can separate the two of us''
A noite se passou.
(...)
Pov Karina
Acordei com um peso nas costas. Pedro estava totalmente jogado por cima de mim. Todo babado. Eu sorrio. Me levanto e vou para o banheiro,faço minhas higienes matinais e vou para a cozinha preparar o café.
Estava a fazer as panquecas e meu celular toca. Achei que era a Bi mas não. Era meu pai.
–Oi pai!-eu digo
–Oi Karina, não é o Gael é a Dandara! Minha flor,seu pai está passando muito mal!-disse a voz feminina do outro lado da linha. Meu coração foi a mil.
–O que? O que ele tem?-eu pergunto
–Ele tá internado,estão fazendo exames! Eu queria saber se você podia vir para o Brasil!-ela disse
–Ir pro Brasil?-eu pergunto... Agora que tava dando tudo certo
–É... Ele pediu minha flor!-ela disse. É meu pai,eu preciso ir!
–Ok... Vou agendar aqui e,talvez hoje mesmo eu parto para o Brasil! Me dê notícias!-eu digo já chorando
–Ok,mas se acalme! Até mais! Beijos!-diz Dandara e desliga.
Vou terminando de fazer o café da manhã aos prantos. As lágrimas escorrem da beira de meus olhos,até chegar no queixo e pingar em um local por onde não vejo. Eu não queria deixar o Pedro... Eu o amo! Mas eu tinha que ir ver meu pai! Talvez não seja algo de tão grave. Tomara,assim ele se recupera mais rápido e eu posso voltar,logicamente só quando ele se recuperar.
As lágrimas não paravam de cair. Enxugo-as e volto a fazer o café da manhã. Tomo um susto com alguém me abraçando por trás. Era Pedro. A vontade de chorar voltou,mas eu me segurei.
–Bom dia meu amor!-ele diz
–Bom dia!-eu digo forçando o sorriso. Ele me beija e eu correspondo com desejo,necessidade...
–Eita já ta no pique!-ele diz malicioso beijando meu pescoço
–Não Pê não é isso!-eu digo
–Ih K... que carinha é essa?-ele me pergunta e meu coração aperta- O que ta acontecendo amor?-ele diz pegando um prato e pondo uma panqueca
–Pê,meu pai ta passando mal!-eu disse
–Sério K? E o que o sogrão tem?-ele perguntou parecendo preocupado
–Não sei... a única coisa que eu sei é que ele ta internado!-eu disse
–Meu deus K... Ele disse e veio me abraçar,ainda com o prato na mão
–E isso não é tudo...-eu digo e ele se afasta- Pê... eu vou ter que ir para o Brasil!-eu digo
–Claro,nós vamos!-ele diz
–Não Pê... Eu não sei por quanto tempo ele vai ficar lá. Eu nem sei o que ele tem!-eu digo com os olhos carregados de água
–Como assim K? Não você não pode me deixar! Não!!-ele diz
–Eu também não quero Pê! Mas é meu pai...e... e você tem a banda!-eu disse
–Mas...
–Desculpa Pê!-eu digo chorando e eu o abraço. Escuto ele chorar. Não queria que ele chorasse. Eu ão queria estar chorando. Não queria que meu pai estivesse mal... só queria poder voltar para a noite de ontem e esquecer de tudo,ou voltasse a semana passada e ligava para meu pai pra ele ter cuidado. Só queria não ficar longe sem meu pai e sem o Pedro.
Uma dor imensa toma meu peito. Cada vez mais forte meus braços e meu corpo ao de Pedro fica mais forte. As batidas do nosso coração,são ouvidas sem falhas,um bate para dar espaço para o do outro bater. Eu sei que meu pai pode não ter algo grave,mas só de saber que ele está mal... é como se o mundo estivesse caindo,ou o mundo estivesse caindo numa infinidade sem fim.
As lembranças da infância voltam... O campo bonito,o sol brilhando e o céu azul e sem nuvens... Minha visão do parque São Under. As brincadeiras de criança,os amigos e emfim as quedas. Quem me ajudava,quem fazia os curativos... Tudo meu pai,sem minha mãe ele era o único ao poder fazer isso.
O cheirinho da comida gosmenta mas ao mesmo tempo gostosa entra na mente como conforto. As trancinhas que ele fazia no meu cabelo,até eu o cortar totalmente curto e me virar sozinha. A viagem de vir pra cá e o deixar lá... tudo veio como lembrança. Por um minuto aquelas lembranças do nada viram as do Pê... O achado no banheiro,o luau,as flores,o pedido de namoro,a música,a primeira vez... Tudo rodeava a minha cabeça em um único abraço.
Pedro me olhou e me beijou O telefone toca,eu atendo é Dandara.
–Oi-eu digo-... Não! Não pode ser!!-eu digo após saber o que ela disse. Olho para Pedro assustada e as lágrimas escorrem mais e mais.
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