Notas iniciais
Para os meu novos e velhos leitores: Espero que gostem!

Internato de Meio-Sangue

Prólogo

POV Raquel

– Venham por aqui! – ouvi a voz de Anabela vinda do jardim e sai correndo até lá. Quando cheguei, ela estava com os braços cruzados olhando feio para mim e Anabelle estava explicando algo aos semideuses novatos. Elas eram gêmeas idênticas, (Cabelos curtos e castanhos claros com olhos da mesma cor. Ambas usavam anéis de caveira e colares, alguns feitos por elas mesmas com arame e, é claro, a camisa azul com o símbolo de Hades. Usavam lentes de contato e, às vezes,óculos. Tinham feito à pouco tempo mechas coloridas. Anabelle tinha mechas azuis e Anabela tinha mechas vermelhas), mas apesar disso conseguia diferencia-las, mesmo sem as mechas. Sorri pra Anabela.

– Me atrasei de novo. – eu disse.

– Você é a pessoa mais desorganizada que já conheci! Tem certeza que é filha de Atena?

– Desculpa! Eu estava dando uma lida no livro de álgebra antes da aula.

– Okay. Eu retiro o que disse. – Ri e me virei para os novatos: – Olá, gente. Meu nome é Raquel e eu sou filha de Atena, como mostra meu uniforme. Cada um dos estudantes usam camisas azuis como esta, com as iniciais da escola e o símbolo de seus respectivos pais ou mães divinos. – disse eu e uma pessoa levantou a mão.

– Quem não sabe ainda, fica pelado? – Era uma menina bonita usando uma roupa ridiculamente curta e apertada. Todo o grupo riu da pergunta.

– Não, querida. – respondi com sarcasmo. — Os que não foram reclamados ainda usam uma camisa com o símbolo do olimpo, mas temo que eu saiba de quem você é filha. Enfim, alguém aqui já foi reclamado?

–Nós! – Do fundo do grupo saíram dois meninos: Um loiro de olhos cor de caramelo e outro moreno, cabelos castanhos e cacheados, de olhos verdes. – Filhos de Hermes.

– Vocês vieram! – disseram Anabela e Anabelle juntas e foram abraçar seus namorados. Esse gesto me deu uma tristeza, pois eu também costumava ter um namorado...

– Tá. – disse eu, me recuperando – Alguém mais além deles?

– Nosso irmãozinho ali. – disse Jake, o menino loiro, namorado de Anabelle.

O dos fones. – completou Jack, o moreno, namorado de Anabela. Olhei pra onde ele estava apontando e vi um garoto de casaco com o capuz e usando fones. Era Janeiro e o clima estava muito quente, por isso, estranhei. Fui até ele e puxei seus fones.

– Hey! Eu estava escutando! – gritou ele. Acho que ainda tentando se acostumar com o som alto.

– E eu estava explicando como funcionam as coisas aqui e seria bom se você ME escutasse e não – fiz uma pausa e coloquei um dos fones – Linkin Park?

– É. Agora pode me devolver? – Devolvi os fones e ele colocou-os em um dos bolsos do casaco, que percebi estarem cheios. Não duvidava que fossem coisas roubadas.

– Filho de Hermes?

– Sim

– Ninguém mais foi reclamado? –Todos ficaram calados. – Ótimo. Vamos continuar.

– Como eu disse: Aqui é o jardim, onde os alunos se encontram para conversar e almoçar nessas mesas de pedra que estão vendo. – disse Anabelle.

– Ao norte fica o prédio principal. Lá temos as salas de aula, cada professor tem sua própria, a diretoria, tesouraria, blábláblá. – explicou Anabela.

– Dos lados do prédio principal temos os dormitórios. O da direita é das meninas e o da esquerda é dos meninos. Alguns quartos são para uma pessoa, outros pra dois. O diretor decide em qual você fica. No último andar fica os dormitórios dos professores e é proibido ir até lá. Última coisa: Depois das 22:00h, meninos não podem entrar no dormitório das meninas e nem vice-versa.

– E quem vai monitorar isso? – perguntou o cara dos fones com um sorriso metido.

– Os monitores de dormitório. Ah, e eu sou a monitora das meninas. – Devolvi o sorriso metido.

– Okay – disse Anabelle. – Continuando. A oeste temos o teatro e entre ele e o dormitório dos meninos é onde os filhos de Hefesto trabalham em seus projetos. Do lado leste temos o ginásio onde treinamos karatê, arco e flecha e esgrima.

– Vocês tem que praticar um dos três ou se quiserem, mais de um. Para esgrima falem comigo. Arco e flecha ou karatê falem com Anabelle ou Anabela.

– Têm esportes aqui? Como futebol? – perguntou um garoto todo fortão lá de trás.

– Sim. – respondeu Anabela. – Futebol. Fale com o Igor, filho de Apolo. Depois das aulas ele passa a maioria do tempo livre no campo de futebol atrás do ginásio. – ela revirou os olhos. – Fora isso temos vôlei de praia e basquete.

– E também surf. – Vi que algumas pessoas se interessaram – Se quiserem praticar falem com... – me interrompi, percebendo o que estava falando. Senti uma lágrima descendo e Anabela enxugou-a.

– Nick, filho de Poseidon. – Anabelle completou e pôs um braço em meu ombro. – Enfim, o refeitório fica logo ali no meio do jarfim. Tem todo o tipo de comida, sério. Se quiserem aranha frita, vai ter. – Fiz uma careta. – Bem do lado tem a fogueira onde fazemos ofertas aos deuses.

– A praia fica a uns quilômetros a sul. Quer dizer... Isso é uma ilha, tem água pra todo lado, mas só utilizamos a área perto do porto, que é protegida pela barreira. Nunca saiam da barreira, ela é invisível, mas é demarcada pela cerca. Não pulem a cerca, principalmente sozinhos! É a regra número 1 do colégio. Mais alguma coisa? – Anabela me perguntou.

– Sim. – falei sorrindo, me recompondo – A biblioteca: Meu lugar favorito.

– Meu também – disse Anabelle – Fica no subsolo, nossa área. – Ela indicou a si própria e a irmã.

– É enorme e a entrada fica no teatro. Bom, acho que é só isso. – disse Anabela. – Se quiserem escalar, tem uma montanha perto da praia. Vocês podem pegar suas armas no arsenal ao lado do ginásio.

– As camisas, livros e horários, na tesouraria. Depois das aulas da manha, vão pegar a chave de seu quarto com o diretor. – completei.

– Vocês têm... – Anabelle olhou em seu relógio e sorriu para os novatos. – Meia hora. Melhor correrem.

O grupo se dispersou depressa. Anabela e Anabelle se despediram de mim e acompanharam Jake e Jack. Algumas pessoas estavam correndo mesmo. Todos saíram, menos o garoto dos fones, só que, em vez dos fones, ele estava distraído resolvendo um cubo mágico com uma rapidez impressionante, tenho que admitir. Eu passei meses tentando resolver e até cheguei perto, mas nunca consegui. E ele em 3 minutos conseguiu.

– Muito bom – falei. Ele olhou pra mim como se percebesse só naquele instante que eu estava ali. E sorriu.

– Obrigado. O segredo é a concentração.

– É, parece que você consegue se concentrar em tudo, menos no que eu falo.

– Desculpa – o sorriso dele não diminuiu nem um pouco. – Pode me explicar de novo da parte do teatro e talz? – Suspirei, mas acabei explicando tudo de novo pra ele.

– É isso. É melhor se apressar.

– Tchau. A gente se ver. – falou e saiu apressado em direção ao prédio principal. No meio do caminho se virou. – Hey! Como é seu nome?! – gritou.

– Raquel! – gritei de volta – E o seu?!

– Pietro! – disse e depois correu para o outro lado.

Notas finais
Gostaram? Por favor deixem alguns reviews e qualquer erro que tenha na história, me avisem!