Internato

1 Capítulo 1


Notas iniciais
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Alicia

- Leo, vambora! – chamei no rádio, preocupada e com pressa.

Sou Alicia. Tenho pele clara, cabelos escuros e olhos negros, e uma expressão no mínimo perigosa. Em meus poucos dezesseis anos já fiz feito várias incursões como esta, e não há motivo para que ele demore tanto. Eu sentia minha espada nas costas, e estava quase a sacando.

Mas eu segurava a pistola, e já estava perto do muro, escondida nas sombras da noite entre as arvores. Havia despistado os cães, e aguardava meu companheiro aparecer com a parte dele nessa missão.

Essa missão era das simples: invadir, roubar e sinalizar. A casa escolhida fora no Morumbi. Galdi arranjara tudo: armas novas, munição, mapas, planos e principalmente o que deveríamos pegar.

O plano era simples: entrar, separar, pegar o planejado e o que mais coubesse nos bolsos, e sair. Mas como sempre, não era tão fácil.

Na maioria das vezes tinha algo de errado nos mapas, ou um dos dois achava algo interessante e se atrapalhava ao tentar afanar. E tinha os casos, como este, que nós tínhamos que deixar bem claro quem tinha conseguido burlar tudo: o pessoal de Galdi.

Estes casos eram raros. Serviam para deixar uma mensagem. Para chefes de outras facções, para políticos e policiais a principio honestos. Que se não fizessem o que Galdi queria, na próxima vez que entrassem seria para matar.

A mensagem era simplesmente deixar uma espécie de broche: um círculo metálico com a cara de uma raposa em relevo. O símbolo me lembra do emblema dos Decepticons.

Como o imbecil não me respondeu, chamei novamente:

- Leon, seu maldito, aparece logo! Larga o que for que voce queira pegar e vem.

Senti uma mão no meu ombro, e virei apontando a arma no rosto de quem quer que fosse.

- Eu não vou te soltar – e sorriu.

- Leo... – me permitiu relaxar por um momento.

Leon, ou apenas Leo, estava relaxado em todo seu esplendor. Aos dezenove anos atingira seu auge. Sua pele era como a minha, os cabelos negros de comprimento mediano, os olhos claros. Ele tava muito relaxado por ser uma missão.

– Seu idiota! Onde voce estava? – disse, o cutucando com a ponta da pistola.

- Ei! Calma Lish! Eu tava fazendo o trabalho.

- Por que tanta demora? Já to te esperando faz um tempão!

- Ora, voce sempre reclama que faço tudo muito rápido. Por que mudou agora?

- Por que voce demorou demais! – disse entre dentes, apertando a arma no peito dele.

Ele sorriu novamente, e suavemente, pegou a mão que eu usava para segurar a arma, me convencendo através do toque a abaixá-la.

Como o usual, o atendi.

- Droga garoto, um dia a gente ainda morre por sua causa – murmurei.

- Tá tudo bem Lish. Vambora.

Notas finais
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