Intermissão
7 6.
Notas iniciais
— Oi — disse Embry, ao ouvido de Ane, fazendo a garota pular. Ela virou-se e sorriu.
— Ah, oi, Embry — falou Ane, colocando o cabelo atrás da orelha. — O que está fazendo aqui?
Embry apontou para o carro vermelho de Jacob, parado no estacionamento com o dono encostado no mesmo.
— Vim com o Jacob — respondeu Embry, sorrindo. — Queria ver você.
— Ah — disse a garota, envergonhada. Olhou em volta, procurando Nessie — ou o Will — pelo estacionamento. Mas só viu os alunos e Jacob parado no carro, de braços cruzados. Embry seguiu seu olhar e chegou mais perto da menina.
— Quem está procurando? — perguntou ele. Ane sentiu-se pouco a vontade com a aproximação repentina de Embry.
— Nessie — respondeu Ane e olhou para Embry. — Então, Embry, por que quis me ver? — Embry corou fortemente sob a pele morena, Ane sorriu, achando um pouco engraçado. Raramente Will corava; só em casos muito constrangedores ou quando Ane fazia algum elogio. Ela nunca mais o veria corar. Vampiros não coram.
Embry voltou ao normal normal e olhou para o lado. Ultimamente (para ser mais exata, desde que Will chegara ao colégio), estava difícil para Ane ter amigos garotos. Contudo, Embry estava ali, parado, dizendo que queria vê-la.
— Porque... porque eu... — Embry exalou um suspiro exasperado. — Porque eu estava com saudades — admitiu. Ane sorriu.
— Isso é bom... eu acho — disse Ane e olhou em volta. Onde estava Renesmee?
— Vai com a gente? — perguntou Embry.
— Não. Eu vim dirigindo.
— Ah, sim — falou Embry e Ane o olhou.
— Desculpe. Você veio ate aqui para me ver, não é? — Ane sentiu-se mal, por deixá-lo ir com Nessie e Jacob naquele carro. Ninguém merecia ver aquele amor todo, cheio de melação e outras coisas.
— Não, está tudo bem — respondeu o garoto.
— Tudo bem, nada. Vou lhe dar uma carona — disse Ane com firmeza. — Vou poupar-lhe de ver Jake e Nessie se beijando. Acredite, é melhor você não ver.
Embry riu.
— Eu não devia aceitar. Mas vendo por esse ângulo... é melhor eu ir com você.
— Está bem — Ane sorriu. — Deixe eu só achar a Nessie e nós vamos.
— Ok — respondeu Embry, percorrendo o olhar pelo estacionamento quase vazio. — Ei, não é ela vindo ali? — E apontou para uma Renesmee andando de passos firmes em direção a Ane e Embry.
Nesie olhou para os lados, para ver se havia alguém os vendo. E,quando se certificou que não havia ninguém olhando, em menos de dois segundo, ela já estava puxando a mão de Ane, arrastando-a para longe.
— Vou roubá-la só um pouquinho! — girtou Nessie, por sobre o ombro, para Embry.
Assem que Nessie se viu longe dos ouvidos apurados de Jacob e Embry, se virou para encarar Ane, que a olhava assustada e com os olhos marejados.
— Nessie, pode, por favor, largar o meu pulso? — pediu Ane. — Está doendo.
Nessie olhou para baixo e viu o pulso de Ane vermelho. Ela soltou o aperto e Ane esfregou o puslo.
— Desculpe — disse Nessie.
— Tudo bem — Ane olhou para Renesmee. — O que aconteceu?
— Você não vai acreditar — começou Nessie, furiosa. — Ele sabe que eu sou metade vampira — ela estava falando sobre Will; isso era óbvio —, mas não disse nada. Ele me tratou bem até que tivemos uma conversa normal.
— Mas não é isso que está fazendo você ficar com raiva. — Ane sabia o que viria a seguir e, provavelmente, ouvir o que Nessie tinha a dizer sobre o Will, partiria o seu coração. Ainda mais.
Renesmee suavizou o olhar, ao perceber que era de Will de quem ela estava falando. E se arrependeu de ter tocado no assunto.
— Eu... eu não devia ter dito nada — disse Nessie. Mas Ane balançou a cabeça.
— Pode continuar — Ane assentiu. Nessie engoliu em seco; sua raiva havia evaporado assim que Ane percebera de quem ela estava falando. — O que ele disse?
Nessie suspirou.
— Ele me viu no corredor e disse que sabia quem e o que eu era. Até aí, tudo bem... entre aspas. Mas isso não vem ao caso. — Nessie revirou os olhos, tentando fazer daquilo algo sem importância. Ela estava encolhendo alguma coisa, mas Ane logo esqueceu, pois Nessie continuou: — Bem, ele chegou para mim e disse que eu era bonita. Tudo bem, aceitei o elogio. Depois ele disse que queria sair comigo. — O coração de Ane disparou. — Eu disse que não, é óbvio. Só que... de alguma forma... ele olhou nos meus olhos e pediu de novo — o olhar de Nessie ficou vago, lembrando-se. — Eu quase cedi. Esquecendo-me de tudo e de todos... E, então, eu lembrei de Jacob. Do meu amor por ele. E foi aí que eu dei um tapa nele e saí, furiosa. Comigo e com ele — Renesmee olhou para Ane. — Me desculpe.
— Está... está tudo bem — disse Ane. — O que deu nele? Sua mãe me disse que você fica com lembranças de sua vida humana. Como ele pôde esquecer tudo? — perguntou Ane, com o coração batendo em seus ouvidos, os olhos cheios de água.
— Eu não sei, Ane. Deve ter sido coisa dos Volturi e nós vamos descobrir o que foi — garantiu Nessie, abraçando a amiga.
— Não conte nada a Jabob, está bem? — sussurrou Ane. — Ele... perderia a cabeça. — Nessie assentiu solenemente. — Tenho que ir. Minha mãe está me esperando.
— Embry também — sorriu Renesmee e Ane a acaompanhou.
— É... ele também. Até amanhã? — perguntou Ane.
— Sempre — respondeu Nessie. — Fique bem, ok?
— Sempre — repetiu Ane as palavras de Nessie e se afastou, indo até Embry, que a esperava de braços cruzados, igual a Jacob. Olhando daquele jeito, os dois pareciam irmãos.
Os cabelos vermelhos de Ane iam para trás, conforme ela andava. Ela havia feito uma franja — na verdade, fora Alice que fizera — durante o verão e a deixava diferente e bonita ao mesmo tempo. ningueém a reconheceria agora que seus cabelos foram mais picotados nas pontas e sua franja cobria um pouco os olhos e o comprimento havia crescido bastante, estavam quase na cintura. Ela mara mudar. A fazia esquecer um pouco e seu passado — Will.
E havia duas pessoas a olhando. Nessie já entrara no carro de Jacob e Ane ainda caminhava até Embry, que era um dos observadores. Ele sorriu quando esta se aproximou dele. Estava gostando de verdade de Ane. A outra pessoas esperava que os dois se aproximassem do Picasa de Ane.
Quando amos chegaram ao carro de Ane, Embry enrijeceu-se e, com um movimento rápido, a colocou atrás de si, sias mãos apertando com força a cintura de Ane. A garota sentiu sua pele esquentar-se no momento em as mãos quentes de Embry a tocaram. Porém, não era isso que Ane se importava no momento. Era com Embry que olhava para os lados, como se estivesse farejando.
— Embry... o que está acontecendo? — indagou Ane, assustada.
Ele não respondeu, apenas continuou a protegê-la com o próprio corpo. De repente, Embry encosta o corpo todo no de Ane, a levando para o carro dela, prendendo-a ali. Olhando em volta, Ane percebeu a Mercedes ao lado de seu Picasa. Elas tinha uma séria impressão de que, aquele carro, pertencia ao Will.
E ela estava certa.
Will vinha caminhando até eles. Ane engoliu em seco. Ele olhava para os dois e Ane não fazia ideia do que Will estava pensando. Embry e ela, com os corpos colados um no outro, Embry com a mão ainda na cintura dela. Ane teve o impulso de empurrá-lo para longe.
Mas não o fiz. Aquele não era o Will que ela conhecia e amava. Só que ela não conseguia desviar o olhar do dele. Se antes ele era bonito, agora então... Ane não sabia como a beleza de Will se tornou tão extraordinária.
Seu coração apertou contra suas costelas. Ela nunca mais o teria de volta.
Embry a apertou um pouco mais. Ele podia sentir o cheiro irritantemente doce de vampiro de longe e, para manter as aparências, Will vinha andando normalmente. O que irritou Embry.
— Entre no carro, Ane — disse.
— Não respondeu — respondeu Ane, ainda olhando para Will. Embry a olhou, incrédulo.
— O quê? Por quê?!
— Porque ele é o Will — falou a garota, ressentida. Embry nada disse, só olhou para frene, percebendo que Will já estava ao lado deles.
— Olá — disse Will, com a voz arrastada. Nem Ane nem Embry responderam. Will riu e apertou o alarme. — Belo carro — e apontou para o Picasa de Ane.
— Obrigada — Ane agradeceu.
— De nada, linda — e piscou para ela. — Mas... é melhor eu ficar quieto. Você está com o seu namorado — algo dentro de Will se mexeu ao dizer “namorado”.
Embry o encarou e Will o olhou de volta, com uma sobrancelha erguida, parecendo perceber que Embry sabia quem ele era.
— Bem, vejo você amanhã — disse Will —, Ane. — O coração de Ane disparou quando ele disse seu nome. Um sorriso lampejou nos labios de Will ao ouvir o coração de Ane se acelerar. — Até, lobo — Embry rosnou. Will entrou em seu carro e deu a ré.
Ele observou Ane. Ainda sendo prensada em seu carro pelo corpo de Embry, admirando o cabelo ruivo de Ane e seu corte. Will já a estava observando antes. E detestou vê-la se encontrar com aquele cachorro. Mas logo voltou ao seu comportamento normal.
Ane suspirou, reprimindo as lágrimas que queriam descer. Embry, finalmente, a livrou e entraram no carro. Ane foi para o banco do motorista e Embry sentou-se no do passageiro. Quando este fechou a porta e olhou para Ane, que tinha o rosto escondido no volante.
Embry, lentamente, a afastou do volante, enxugando as lágrimas que caíam dos olhos verdes de Ane. Ela o olhou. Embry a olhava com intensidade.
— Sinto muito — disse ele.
Notas finais
Comentem!
Fale com o autor