Essas coisas continuam acontecendo. Parece que ganhei super-poderes. Poderes de ir e voltar no tempo, só não sei como controlá-los. O que sei é que estou na minha velha casa, a casa em que cresci. Meu cachorro ainda é um filhote. Caio é um bebê de apenas um ano. É indescritível a nostalgia de entrar em um quarto de vinte e um anos atrás. Parece mágica; talvez seja. Brinquedos dos quais eu nem me lembrava, mas a cadeirinha em frente ao mini espelho, exatamente como eu vira em fotografias tantas vezes, é inconfundível. Acendo a luz para poder enxergar melhor, está de noite. Há uma criança deitada na cama, envolta pelo cortinado rosa. A criança sou eu.

Saio do quarto e caminho pelos outros cômodos. Na cozinha, os eletrodomésticos dão realidade ao momento, tanta realidade que realmente acredito que voltei no tempo. A geladeira antiga, o fogão antigo, a mesa de quatro lugares, os armários antigos. Tudo cheio de cor e vida. Na sala, o videocassete, o sofá com estampa xadreza, a enorme e pesada televisão, sem tela plana, sem HD, sem cores em todos os canais.

Céus, eu devo mesmo ter ficado velha! E ainda sou tão jovem. Era.

Tudo parece um outro mundo, uma realidade que nunca aconteceu, até que o silêncio se rompe em passos cuidadosos. A porta abre-se, vejo meu pai caminhar para dentro da sala e, depois, para o meu quarto. Eu sei o que vai acontecer. Esta é a noite de 14 de janeiro, eu me lembro. Em poucos segundos ele vai me acordar, vai me pegar no colo, vai me dar um beijo.

Sigo meu pai e ele acende a luz, dessa vez, de verdade. Ele me chama, com todo silêncio que pode, para não acordar o resto da casa. Eu abro os olhos.

Agora, sinto que estou em um filme de terror, como um pesadelo que te impede de acordar. Sinto-me assim porque eu sei o que vai acontecer em seguida.

— Vamos, meu amor. Temos que ir. – A voz do meu pai parece assustada. — Pegue suas coisas. Mas você não pode dizer nada.

— Ir para onde, papai?

Foi nesse momento que meu pai chorou. Eu não sabia o que acontecia. Originalmente, não me lembro muito do que aconteceu antes da gritaria. Ele pega uma bolsa e algumas mudas de roupa aleatórias. Hoje, olhando para o que ele faz, tem até um ar de graça. Não dá pra sair pela estrada, com uma criança, duas camisetas, uma saia, cinco calcinhas e um prendedor de cabelo. Ele me pega no colo, visto pijamas e ainda estou sonolenta. Ele passa pela porta e eu me deito em seu ombro. É impressionante a inocência e confiança de uma criança. Meu pai está prestes a me colocar num carro e sumir no mundo, sem dar satisfações a ninguém, sem pedir permissão a ninguém. E eu vou, calma e serena.

— Cretino! – uma voz grita da cozinha, caminhando apressada para a sala, onde estávamos. — Seu monstro!

Num susto, levanto, enquanto minha mãe me arranca dos braços do meu pai.

— O que você pensa que está fazendo?

— Ela é minha filha! – Ele responde, em um tom amedrontador.

— Você acha que pode fazer isso comigo?

Meu irmão acorda, com os gritos, e começa a chorar. Aquele choro faz de mim, a Catarina de vinte e cinco anos, estremecer por dentro e fora. Minha mãe me põe no chão e vai em direção ao choro, vindo do seu quarto.

— Vai querer me tirar o Caio também? – Minha mãe está aos berros.

Depois disso, não há para mim, hoje, absolutamente, nenhuma surpresa sobre o que se passa. A garotinha de quatro anos que está encostada na parede, em pé, guardou tudo do que seguirá, nos mínimos detalhes. Eu sempre me lembrei.

Os gritos fazem acusações sobre uma possível traição. Os vizinhos aparecem. Uma discussão tenta decidir quem tem mais direito sobre mim. Minha vó, mãe da minha mãe, que mora no mesmo lote, uma das primeiras a aparecer, começa a passar mal. Meu irmão chora cada vez mais alto. Me perguntava o porquê de o meu pai fazer aquilo.

— Eu não consigo. Não posso mais olhar para sua cara. Viver com você! – Ele dizia.

— E aí você resolve roubar a minha filha?

— Ela é minha filha, Ester. Ela também é minha.

— Você vai roubar a minha menina? – Minha mãe o interrompe no meio da frase.

— Ester, olha aqui.

— Seu ladrão! – Minha mãe o interrompe, novamente, e continua disparando xingamentos enquanto ele tenta dizer uma sentença. — Ordinário, cretino, miserável!

— Cala a boca! – Ele grita, enfim.

Minha mãe desaba em lágrimas.

“Por que?” Eu pensava. “Por que está fazendo minha mãe chorar? Por que vai me levar embora?” Eu não queria ir.

— Eu vou pegar a Catarina. O juiz vai me deixar ficar com ela. – Meu pai ameaça minha mãe.

— Você não pode fazer isso!

— Eu posso. Eu vou! Eu vou ficar com a guarda dela. Nós vamos embora daqui. Tá entendendo? Tá entendendo?

— Cala a boca, Henrique!

—Você não vai me tirar tudo. – Ele grita. — Eu vou pegar a Catarina, e se você não me deixar ver o Caio, a Catarina nem vai saber que você existiu! Tá me entendendo? Ela vai esquecer de você!

Meu pai dá dois passos em minha direção e minha reação é correr e segurar nas pernas da minha mãe. Eu queria que ela me protegesse. “Por que meu pai está me levando embora? Eu não quero ficar sem ver minha mãe.” Aquele foi o momento exato, o instante em que senti medo, pela primeira vez.

Uma amiga da família pega meu irmão no colo e tenta me dar a mão, para levar-nos até o quarto, longe de toda confusão, mas eu grito. Nada me tiraria da minha mãe. Minha vó levanta-se do sofá e faz o mesmo que a mulher.

— Vem, Catarina. – Minha vó tenta me segurar pelo braço.

— Não! – Eu grito e choro

— Catarina. – Diz minha mãe — Vai lá pra dentro, que a mãe já vai.

Choro e faço pirraça. Me levam aos prantos. Fecham a porta do quarto, e minha vó, mais a amiga, ficam com a gente, enquanto eu choro e grito pela minha mãe.

Ouço, ao fundo, algumas vozes.

— Eu não posso viver sem ela. – É meu pai. — Ester, não dá pra viver sem ela.

— Eu sei, Henrique. Mas isso não te dá o direito de roubá-la!

— Papai! – Eu grito.

Não porque quero ir com ele, mas porque ele tinha dito que não dava pra viver. Eu já sabia que, se não vive, morre. Não sabia exatamente o que a morte era – ainda não sei – mas, pelo que ouvira, era uma coisa ruim, bem triste, que fazia as pessoas chorarem e terem saudades. Eu não queria sentir saudades do meu pai. Minha vó me pega e me diz para deitar e dormir. Me promete sorvete se eu parar de chorar.

Quando meu pai vai embora, minha mãe corre para o quarto para me abraçar. Sua voz está rouca.

— Ele não vai pegar você. É mentira. – Ela sussurra em meu ouvido.

— Não quero ir embora. – Eu falo.

— E não vai.

— Meu pai vai morrer? – Eu pergunto, sem entender o real significado das palavras. Minha mãe chora.

— Não, filha. É tudo mentira. É mentira. A mamãe não vai deixar isso acontecer. A mamãe te ama. Ouviu?

— Você ama o papai também? – Na minha cabeça, se ela dissesse que o amava, tudo se resolveria instantaneamente, e meu pai poderia voltar para casa, para não ter que me levar embora. Mas não há nada de instantâneo no amor.

O choro da minha mãe quase afoga as palavras, mas ainda posso ouvi-las. Ouvi quando tinha quatro anos e as ouço, agora, que jazo há milhas de distância desta realidade.

— Sim. A mamãe ama o papai também. A mamãe ama.

E por alguma razão, que só o mistério de ser criança explica, eu acreditei. Acreditei que ela o amava.

Subitamente, corro para fora da casa atrás do meu pai, na esperança de ele ainda não ter desparecido. Aquela não foi a última vez que ele saiu de casa. Depois daquilo, ele voltara e partira mais do que posso contar a respeito, até que, quando eu tinha dez anos, ele foi e não voltou. Me disseram que ele iria arrumar outra mulher, ter novos filhos e me substituir. Ficava imaginado coisas do tipo, mas nunca cheguei a acreditar, realmente.

Abandono a cena de mãe e filha e desço as escadas do quintal, corro para fora e vejo um homem em um fusca 93. É meu pai; quase não o reconheço, porque, agora que o reparo melhor, vejo o quanto é jovem. Ele parece perplexo, tão confuso quanto um garoto apaixonado pode ser. É estranho ver meu pai como um garoto, e não como um homem. Ele põe as mãos na cabeça, bagunça seu longo cabelo e pede desculpas para ninguém em especial. Então, liga o motor do carro e depois desliga-o. Ele desce do carro e volta para nossa casa. No portão, ele vê minha vó, conversando com alguém que não sei quem é. Ele sobe as escadas até a metade e a chama.

— Dona Maria.

— Ainda tá aqui? – Ela responde.

— Diz a Ester que eu sinto muito.

— Vocês dois precisam se resolver.

— Eu não devia ter feito aquilo. Eu nunca vou tirar a Catarina dela. Diz pra ela que eu sinto muito. – Dá pra notar o quanto ele está se punindo internamente pela tentativa de mais cedo. – Eu sou um idiota. Diz pra ela me ligar, dona Maria. Você diz?

— Digo. Mas só se você for embora agora.

Ele desce e vai embora. Passa por mim, sem sentir minha presença e some em seu fusca vermelho. O barulho da partida do carro dá lugar aos trovões que anunciam chuva.

Como eu vou embora disso aqui e volto para parte em que escrevo aquela carta?

Caminho até o final da rua e noto um bar inusitado. A chuva anunciada cai, e eu corro para dentro do bar. Só então percebo que, apenas dentro daquele bar, o tempo não voltou. Ali, ainda é 2016. Encaro o mesmo homem que saiu dentro de seu fusca, instantes antes, só que, dessa vez, as rugas pesam-lhe a face. A tristeza também.

Meu pai bebe seu segundo copo de cerveja, sozinho. Sento-me na cadeira sobrando e pego um copo na mesa ao lado. Será mesmo que ninguém consegue ver o que estou fazendo? Encho o copo e percebo que o nível na garrafa não muda. Meu pai pede vodka, antes de terminar a cerveja. Eu bebo também. Deveria ter feito isso antes. Deveria ter sentado com meu pai, numa mesa de bar e comido um churrasquinho. Aí a gente poderia ter conversado mais. A verdade é que eu nem sabia que meu pai bebia; talvez ele não beba. Talvez, hoje, seja uma ocasião especial.

Ah, pai, já te vi ir embora tantas vezes! A cena de você fechando a porta era clássica. Nunca entendi o porquê você e a mãe não se davam. Ela parecia gostar de você. O erro de uma única noite que nenhum dos dois foi capaz de perdoar, não é? Esse era o problema. Mas, agora, quem saiu pela porta foi eu. Preciso que você me prometa que vai dar um jeito e viver. Eu te amo, pai. Agora que morri, pareço amar todo mundo, há tantos pra quem eu quero dizer essas palavras, mas, pai, entenda, eu sempre amei você. E saiba que eu não te culpo por nada. É a sua vez de me perdoar.

Fico surpresa quando vejo minha mãe chegar. Ela está séria. Senta-se ao lado do meu pai e o beija no rosto, o que me surpreende ainda mais.

— Não achei que viria. – Disse meu pai.

— Nós só temos um ao outro, Henrique. – Ela respondeu.

— Temos ao Caio, também.

Caio. Onde está você?

— Dá pra acreditar? – Ela começa. — A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente. Não quero dormir, porque se eu sonhar com ela, não vou querer acordar.

Meu pai enche mais um copo e o oferece à minha mãe. Ela aceita.

— Eu sinto muito, Ester. Por tudo.

— Não foi sua culpa.

— Digo, sobre aquela vez.

O silêncio durou mais tempo do que pensei que os dois pudessem aguentar.

— Henrique, eu te perdoei. Desde a primeira vez que disse que perdoava. Mas você nunca soube como lidar. Você nunca se perdoou.

— Eu não podia suportar, ver o peso nos seus olhos toda vez que chegava em casa.

— Eu também sinto muito por ter gritado tanto, tantas vezes. Mas eu só gritei porque te amei, e você ia ir embora, de novo.

— Eu também te amei, Ester. Eu também. Às vezes penso que ainda amo.

— Eu vou precisar muito de você. Você sabe, não sabe? Você é o único que chega perto de entender minha dor.

Ele segura as mãos dela de uma forma tão terna, que meus olhos lacrimejam.

— Sabe o que dizem?

— O que? – Minha mãe responde.

— Que o espírito de quem a gente ama muito, demora três dias para ir pro céu. Até isso, ele fica por aqui, velando por nós.

Essas palavras me provocam um arrepio estranho. Gelo dos pés à cabeça. Meu coração palpita.

— Quem disse isso, Henrique?

— Alguém disse. Mas, me conte, se você pudesse dizer algo à Catarina, o que você diria?

— Que nunca deixarei ninguém se esquecer dela. – Ela diz, depois de alguns segundos de soluços e lágrimas.

Eu quero abraça-los. Eu preciso abraça-los.

Mãe, por favor, me dê um abraço.

Pai. Enxugue as minhas lágrimas, como quando você fez, naquela vez em que destronquei o braço e esfolei os joelhos. Eu sei que band aid não conserta a situação, mas, eu só quero ser de vocês, de novo. Só quero correr e pular no seu pescoço, fingir que sou uma princesa.

— E como esquecer daqueles pezinhos tão gordinhos? Lembra de quando vocês duas chegaram em casa?

Minha mãe ri e chora.

— Lembro. E quando ela cortou um pedaço da sua blusa nova, para fazer roupa para a boneca, depois escondeu a roupa dentro do travesseiro? Procuramos aquela blusa por semanas!

Os dois riem e contam-se histórias sobre como foi boa a minha infância. Eu posso ver, enxergo nos olhos deles o quanto eles sabem que valeu pena cada momento ao meu lado. É o sentimento que eles compartilham.

— Preciso ir, Henrique.

— Eu te levo em casa.

— Melhor não. Eu posso ir andando. É perto.

— Ester. – Meu pai a segura em sua mão, enquanto ela se levanta. — Eu sei que não é o momento, mas, você acha que talvez seja possível recomeçar?

Minha mãe respira fundo e isso é como uma pancada pra mim, porque eu sei o que significa. É o que minha mãe faz quando sabe que a verdade vai doer, então tenta tornar o peso mais leve.

Eu sei que pra ela não é possível recomeçar.

— Você tem razão. Não é o momento. Um dia, quem sabe, se não for tarde demais?

— Eu sempre me prometia que passaria mais tempo com ela. Eu vou sentir tanta saudade.

Ele solta a sua mão e volta-se para o seu copo. Minha mãe caminha para casa e eu decido que não posso mais ficar ali, mas ouço a voz dele, meio rouca, dizendo meu nome. Viro-me, bem a tempo de vê-lo afastar algumas lágrimas de seus olhos. Quase acredito que ele me enxerga.

— Se você pudesse me escutar, agora. – Ele começa. — Eu pediria perdão. Eu gostaria de poder refazer as nossas memórias; há tanto de você que eu não vi. Catarina, me perdoe. Perdão por não estar sempre por perto. Por ter perdido sua primeira apresentação de flauta. Por não ter percebido que você preferia um vestido vermelho, do que um rosa, para o seu aniversário de doze anos.

A voz dele aperta-se. Não é fácil entendê-lo.

— Perdão por não ir às reuniões e por nunca te ligar, a não ser no seu aniversário. Mas, eu tenho tentado, ultimamente. Te mandei uma mensagem, perguntando se podia ir me ver, na sexta. Você viu?

Sim, eu vi. Mas não abri. Não respondi.

— No meu último aniversário, até te dei o primeiro pedaço de bolo. Lembra?

Não. Eu não lembro.

— Eu não devia ter sido um pai tão ausente. Você me fez tanta falta, e eu nunca te disse.

Está dizendo agora. Nenhum de nós deveria ser o que é. Tá tudo bem, pai. Tudo bem.

Ele começa a chorar de soluçar. Eu chego perto, coloco meus braços ao redor dos dele, mas ele não sente.

Pai, tá tudo bem.

Não posso transferir calor, não posso consolá-lo, não posso nem dizer que eu o perdoo. Não posso pagar todos os abraços que devi.

Pai, vai ficar tudo bem. Eu prometo.

— As pessoas vivem dizendo que vai ficar tudo bem. Eles já perderam um filho? Você era a minha menina. Você sabia, não sabia?

Sabia, Pai. Eu ainda sei. A palavra pai me comove de uma forma que nunca fez. Meu pai foi embora, é verdade, e eu quis entendê-lo, isso é verdade também. Eu gostaria de ter dado mais chances a nós dois, mas não foi por mal. Eu só não tinha tempo. Não fiz por querer. Isso me assola como uma maldição. Era clichê, sempre estampado em qualquer lugar: não fique ocupado demais. Passe tempo com quem você ama. Deixe eles saberem que você os ama. Amanhã pode ser tarde demais.

Merda. Merda! Onde eu estava, que não percebi esses anúncios? Onde eu estava, que não olhei nos olhos de todos que eu amei?

Um homem, de uma mesa próxima, chega e senta.

— Noite difícil, não? – Ela tenta puxar conversa.

Meu pai enxuga o rosto e sua expressão fica séria.

— Com o tempo, a gente aprende a lidar, meu caro. – O homem termina.

— Eu sei.

— A mulher foi embora, hã?

Meu pai toma um fôlego melancólico.

— Elas sempre vão, não é mesmo? – Ele responde.

Eles enchem os copos e brindam as desgraças da vida.

— Vamos superar. – O homem diz.

— Amém. – Responde meu pai.

Todos vão superar, repito a mim mesma.

Minha cabeça queima e parece que vai explodir. Saio do bar, direto para o túnel do tempo, de novo. Não posso passar nem mais um segundo qui.

A mente está mais bagunçada do que já esteve. Há um misto de sentimentos se arrebentando no meu peito. É algo para o qual ninguém me preparou, ninguém me avisou. Como poderiam?

Depois de tudo o que se passou aqui, me pergunto qual a possibilidade de eu não estar morta. Osflashers de memória me invadem como uma bomba que provoca catástrofes. As luzes do caminhão, a buzina. A batida. Estilhaços. Eu não sobrevivi. Será que vai haver corpo, no funeral?

E, por incrível que pareça, ao invés de continuar trabalhando nas respostas para as minhas perguntas, só o que eu consigo fazer é imaginar se sou capaz de me transportar de Minas Gerais à Santos, em São Paulo, num piscar de olhos, para assistir ao último show do Legião Urbana.

Notas finais
Obrigada por ter vindo!