Interligados
7 Capítulo 7 - Aventuras
Annabeth acabou pegando no sono e quando acordou olhou confusa para o lugar até que sua memória começasse a se recordar do que havia acontecido.
Olhou para o lado e viu Percy que desviou seus olhos da estrada para olha-la e sorriu.
–Onde estamos? — perguntou Annabeth se arrumando no assento.
–Em Nova York — ele respondeu simplesmente e ela viu da colina que estavam o prédio Empire State.
–Eu não vou para Nova York — ela disse.
–Lamento em lhe dizer lindinha, mas já estamos em Nova York — ele disse com ironia.
Ela sabia que foi a pedido dela que eles saíram de Blood Hills, mas ela não se referia a sair da cidade quando disse que queria sair de lá, ir no Blood Grill estava de bom tamanho! Não era preciso ir para a cidade grande.
–Eu te odeio — ela disse, mas sabia que era mentira. Só estava com raiva dele.
–Não, você me ama — ele disse convencido e sem tirar o olho da estrada.
–Ah, sério? — ela perguntou descrente.
–Yeah, todo mundo me ama — Annabeth revirou os olhos.
–Para onde nós estamos indo?
–Para o meu segundo lugar favorito!
–E qual é o primeiro?
–Eu também vou te levar lá.
–Quanto tempo até chegarmos ao segundo lugar favorito de Percy Jackson?
–Ai depende, você gosta ou não gosta de emoção? — ele perguntou sem olhar para ela, mas tinha um sorriso no rosto. Annabeth reconheceu aquele sorriso, ele ia aprontar alguma.
–O que você...?
Mas ela não conseguiu terminar a sua frase, Percy acelerou o carro e Annabeth foi praticamente jogada contra o encosto do acento.
30 minutos depois Percy parou o carro em um bar com pouca iluminação, e que estava no meio da estrada. A principio ela achou que esse deveria ser o segundo lugar favorito de Percy, mas depois pensou que ele não freqüentaria lugares assim, ele parecia ser aquelas pessoas que só freqüentam hotéis de luxo. Obiviamente, ela estava errada.
Ela saio do carro e se apoiou na porta para não cair, logo sentiu mãos quentes encostarem nela e a ajudarem a ficar de pé. Ela olhou nos olhos de Percy e disse:
–Como é bom pisar em terra firme — ele revirou os olhos e se apoiou no carro.
O telefone de Annabeth começou a tocar e ela procurou nos bolsos, ele não estava lá, até que lhe ocorreu...
–Você esta com o meu celular — ela olhou para Percy, e o viu rosnar antes de atender o celular.
–Celular da Annabeth, se quiser falar com ela deixe uma mensagem.
Ela quase riu do que Percy fez. Quase.
–Você não vai falar com ela — ele rosnou — ou a surra que eu te dei não foi o suficiente?
Ela deu um passo para trás, Luke, ele havia ligado para ela. Cara, que sorte do Percy ter pego seu celular.
–Ela não quer falar com você — ele olhou para ela esperando uma confirmação, ele sorriu ao ver ela assentir com a cabeça — só se ela quiser. E mesmo que ela quisesse eu não deixaria. Agora seja um bom rapaz e esqueça-a. — e desligou.
Annabeth preferiu não saber o que Luke disse, ela já tinha uma boa ideia do que ele queria.
–Vamos — Percy disse e foram até o bar.
Assim que abriram a porta Annabeth viu que o lugar era bem arrumado, com mesas espalhadas, um bar onde tinha algumas pessoas sentadas bebendo, duas mesas de sinuca onde alguns homens estavam jogando, hora eles gritavam de empolgação e outras xingavam de palavras que Annabeth desconhecia, parecia ser outra língua. Eles caminharam até o bar e se sentaram.
–Ei, Cindy — a atendente olhou para ele e sorriu, ela parecia ter trinta anos, cabelos estilo chanel, uma pele muito branca, olhos castanhos, e o rosto em formato de coração, além de ser alta, mais baixa que Annabeth, mas alta.
–Percy, quanto tempo — ela disse e caminhou até eles.
–É, parece que foi no século passado — eles riram, e ela finalmente olhou para Annabeth, ela arregalou os olhos assim que a viu.
–Eu sou Annabeth, já que ele não vai me apresentar — ela estendeu a mão e Cindy a apertou.
–Prazer, sou Cindy amiga de longa data dele. Vão querer o que?
–Tequila — Annabeth disse e Percy a olhou — estou precisando relaxar.
–Apoiada. Duas, Cindy.
Ela assentiu e saiu, quando ela voltou colocou os dois copos na mesa e colocou a bebida. Percy e Annabeth brindaram e beberam.
–Yeah, mais Cindy — Percy disse — pensando bem, deixa a garrafa — Annabeth riu e concordou.
Eles beberam mais uma vez antes de Percy se levantar.
–Vamos na sinuca? — ele perguntou.
–Eu não sei jogar, pode ir, acho que eu vou ficar com a tequila mesmo
–Tá — ele se virou, mas deu meia volta pegou o copo e a garrafa — ei Cindy, trás mais uma garrafa para a Annabeth.
–É pra já!
Ele piscou para Annabeth e foi até os caras que jogavam sinuca, eles o cumprimentaram e o deram um taco.
Annabeth suspirou e percebeu que não sabia praticamente nada da vida de Percy, era como se ele soubesse tudo sobre ela, quer dizer ele conheceu a tia dela, cozinhou para elas, e Annabeth nem sabe onde ele mora. Ela não queria que isso fosse verdade, queria conhecer Percy tão bem quanto ele parece conhece-la, ela faria isso acontecer. Nem que para isso ela va para no tártaro.
Annabeth só percebeu que o encarava quando um pigarro a trouxe a realidade.
–Conhece Percy a quanto tempo, Cindy? — ela perguntou enquanto a mulher colocava mais um copo para ela.
–A muito tempo.
–E ele sempre foi assim, tão... Tão misterioso?
–Nem sempre.
–Ele me intriga. Tipo, ele tem a capacidade de ser a pessoa mais insuportável do mundo, e ser a pessoa que você mais quer do seu lado.
–E é isso que o torna tão especial. Ele é um bom garoto, talvez lá no fundo. Mas ja teve uma época em que ele vivia sorrindo, e não era assim.
–O que sera que o deixou assim? — ela deu mais um gole na tequila.
Cindy deu a volta no balcão e ficou ao lado de Annabeth.
–Você não pode culpa-lo por ser que ele é. Muitas coisas aconteceram e o deixaram assim — a mulher disse e sentou com Annabeth.
–Foram coisas muito graves?
–Você nem imagina!
–Você sabe o que foram essas coisas?
–Não devemos perguntar aquilo que não queremos saber.
–Mas eu preciso saber, é como se... Ele e eu... Ele é... Importante — ela disse por fim e abaixou a cabeça, constrangida por ter revelado aquilo.
–Se ele é tão importante assim pra você, por que não fala com ele?
Antes que Annabeth pudesse responder, uma voz disse.
–Vamos jogar sinuca? — ela se virou e viu Percy.
–Eu já disse, não sei jogar — ela tomou mais do copo.
–Vamos, eu te ensino e você pode levar a garrafa.
–Ok. Até daqui a pouco Cindy.
http://www.youtube.com/watch?v=Qc9c12q3mrc (música)
Ela se levantou e foi até a sinuca, Percy a levou para a mesa de sinuca que estava vazia, já que os homens estavam na outra.
Percy pegou o taco e entregou para Annabeth, ela se debruçou sobre a mesa e tentou posicionar o taco entre os dedo, uma tentativa que foi por água a baixo.
Ela ouviu Percy rir.
–Você esta fazendo errado — ele passou atrás dela e passou por cima do braço em que ela segurava o taco, arrumou os dedos dela corretamente , segurou sua cintura com a outra mão e a ajudou a ficar na posição certa.
A cada toque o coração de Annabeth parecia que ia saltar do peito, o contato físico que estavam tendo era algo realmente estranhamente maravilhoso para ela. Annabeth virou a cabeça e viu Percy a menos de 10cm de distância. Eles se encararam.
–Agora você desliza o taco sob o polegar — ele sussurrava e a ajudava — e da o impulso — eles o fizeram e acertaram a bola no buraco.
–Consegui.
–É, conseguiu — Percy disse e meio relutante saiu de cima de Annabeth.
Ela respirou fundo e sorriu.
–Vem, vamos ver sua capacidade com bebidas.
–Vira, vira, vira, vira! — as pessoas exclamavam enquanto Annabeth e Percy viravam mais um copo de tequila. Eles estavam em uma competição pra ver quem aguentava mais, e ambos pareciam determinados a vencer.
Annabeth na verdade, estava era quase caindo da cadeira, ela ja estava bêbada.
–Yeah!!! — os dois gritaram juntos. Para logo depois baterem a cabeça no balcão, as pessoas deram risada, mas logo pigarrearam ao notarem o olhar de Percy.
–Ok, acho que empatamos — ele disse.
–Odeio concordar com você, mas tem razão.
Cindy veio ate eles e os ajudou a levantar.
–Venham eu vou levar vocês no lago aqui atras — Percy e Annabeth só concordaram, obviamente alguém podia falar que ia matar eles e eles só iriam falar "claro, por que não? O dia esta lindo".
Quando chegaram no lago Percy agarrou Annabeth e se jogou na água. Annabeth só sentiu o impacto da água no seu corpo, e quando abriu os olhos em baixo da água, viu Percy que parecia não estar fazendo nenhum esforço para segurar a respiração.
Annabeth deve ter tido alucinação porque ele falou, literalmente falou em baixo da água.
–Suba.
Annabeth tentando se convencer de que ela só pensou ter ouvido a linda voz de Percy subiu. Nadou até a margem e se jogou na grama.
Ela já não estava tão mal quanto antes, a água realmente a havia ajudado. Ela sentiu algo gelado pingar nela e viu que era Percy, ele parecia bem. Como se não tivesse bebido absolutamente nada.
–Vamos para o meu segundo lugar favorito? — ele perguntou.
–Só se você me carregar, porque eu estou incapaz de me mover — Annabeth disse com a voz arrastada.
–Só espero que você não seja pesada — ele murmurou e a pegou no colo, Annabeth se aconchegou em seu peito, e infelizmente acabou dormindo.
Annabeth acordou com Percy a sacudindo.
–Annie, acorda. Caramba como você dorme.
–Cala a boca — ela murmurou e abriu os olhos encontrando os olhos verdes de Percy.
–Vem, chegamos.
Annabeth viu que estavam na cidade e levou um susto ao ouvir uma buzina, ela olhou para o lado e viu o enorme prédio do Empire State. Ela saiu do carro e caminhou ate a entrada do prédio, ele era incrível. Apesar de Annabeth morar a quilômetros de distancia de Nova York, só foi para lá umas duas vezes.
Entraram no elevador com outras duas pessoas, no elevador tocava aquelas músicas que chegam a irritar, mas Annabeth estava mais focada no dedo de Percy que acariciava lentamente seu braço..
Quando as portas se abriram Annabeth ficou maravilhada e sua boca abriu em um perfeito O. Ela caminhou até a grade e admirou a enorme beleza da cidade.
–É uma linda vista — Annabeth disse.
–Estou olhando para uma mais bonita — Percy disse encarando Annabeth, ela o olhou e ambos se aproximaram.
–Foi uma tarde muito legal.
–Se arrepende de ter vindo? — ele perguntou e passou seu braço pelo ombro de Annabeth os aproximando mais.
–Nem um pouco.
Eles viraram a cabeça e ficaram com a boca a centímetros de distancia.
Agora, Annabeth pensou, não tem mais volta.
E o beijou. O beijo estava calmo, como se ambos estivessem aproveitando a sensação da boca um do outro, pareciam terem sido feitas uma para outra, Percy passou a mão por baixo dos cabelos de Annabeth e a trouxe para mais perto dele, enquanto ela passava as mãos pelo cabelo dele. O beijo ficou mais selvagem e ambos se aproximaram mais ainda, Annabeth podia sentir seu coração a mil por hora. Quando o ar se fez necessário, ela xingou os seres humanos por não serem capazes de produzir seu próprio oxigênio.Percy encostou sua testa na dela e quando Annabeth abriu os olhos viu que ele estava com um lindo sorriso no rosto.
–Valeu mais apena agora – ela murmurou.
–Concordo plenamente.
Ele a beijou de novo.

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