Interferências
1 1º Prelúdio - Jeffrey Dahmer
Jeffrey Dahmer era uma criança comum de 5 anos. Jeff vivia com sua mãe, Margaret, seu pai, Peter e seu irmão Liubert, de 7 anos.
Eles viviam em uma casa de classe média em Richmond, no estado de Kentucky. Era uma boa vizinhança e seus pais adoravam morar lá, pois a casa onde eles moravam foi herdada pelos avós de Jeff e Liu.
Certo dia, Jeff esta brincando no quintal dos fundos de sua casa, enquanto Liu via desenho na sala e sua mãe, Margaret, estava na cozinha preparando o jantar.
Jeff se encantava em seu mundo onde seus bonequinhos de ação lutavam entre si, porem em certos momentos da brincadeira, era comum ver Jeff olhando para as florestas que se situava atrás da cerca de sua casa.
Na sala, a televisão começou a dar problema, atrapalhando Liu de ver seu desenho com toda aquela estática que agora produzia, junto ao seu ruído. Liu levantou-se e caminhou até a cozinha, onde estava sua mãe.
– Mamãe, mamãe! A TV não está funcionando!
– Como não está funcionando, Liu? Eu sintonizei no desenho pra você a pouco tempo. — Disse Margaret enquanto cortava as folhas de alface.
– Eu sei, mas ela começou a ficar com riscos branco e preto e ta fazendo aquele chiado horrível! Me ajuda, eu quero ver desenho!
Liu voltou correndo á sala. Margaret suspirou, largou a faca e os alfaces e foi ver o que havia acontecido com a televisão. Chegando a sala, ela viu Liu de pé imóvel frente á televisão com seus olhos fixados nela.
– Você mexeu em alguma coisa pra deixar a televisão deste jeito, Liubert? — Perguntou Margaret, enquanto mexia nas configurações da televisão e por algumas vezes dava algumas pancadinhas nela. Liu nada respondia e continuava a olhar fixamente para a televisão, por mais que sua mãe estivesse na frente dela, seu olhar se fixava diretamente para a tela.
– Estou Falando com você, Liubert. Não pense que ignorar minha pergunta irá te livrar do castigo, se tiver sido você que deixou a TV assim é melhor falar. — Margaret olhou para trás para ver que seu filho continuava com o mesmo olhar e parado do mesmo jeito que ela tinha visto antes.
– Liu? O que... — Ouviu-se então o barulho do carro de Peter estacionando na garagem. — Veja, seu pai chegou, vou chamá-lo para ver se ele concerta.
Margaret caminhou até a garagem e encontrou seu marido, Peter, recebendo-o com um grande abraço. Contou a ele sobre ter achado que Liu devia ter feito algo pra estragar a televisão, porem não tinha certeza e queria que ele desse uma olhada para ver se não era problema da operadora de TV ou algum outro problema.
Ao voltarem a sala encontraram Liu desmaiado no chão, enquanto a televisão havia voltado a passar o desenho. Margaret e Peter correram para acudir o filho. Depois de chamarem ele algumas vezes e balança-lo para que acorda-se, Liu despertou.
– Oh, filho! Graças a Deus! Que susto você deu em mim e na sua mãe! — Disse Peter de forma histérica enquanto abraçava Liu.
– Hã? Mas... — Liu acordava confuso.
– Afinal o que houve, filho? — Perguntou Margaret.
– Como assim, mamãe? Eu estava apenas vendo desenho e peguei no sono. — Dizia Liu enquanto se levantava e voltava á assistir desenho.
Margaret e Peter se levantaram com olhares confusos e caminharam até a cozinha.
– Você não havia me dito que a TV estava com defeito? Pra mim ela e Liu estão em perfeita harmonia. — Disse Peter em tom de brincadeira.
– Eu sei o que eu disse, Peter, e era verdade! Eu estava aqui cortando os alfaces e de repente Liu me chamou dizendo que a televisão estava com estática. Ai eu fui até a sala tentar arruma-la enquanto Liu estava parado olhando pra TV. Foi nesse momento que você chegou e fui te receber. O resto você sabe.
Jeff entra correndo na cozinha pela portas dos fundos e corre até seu pai para abraça-lo.
– Oiiiieee, Filhão! — Peter segura Jeff erguendo-o no colo. — Como foi seu dia hoje?
– Foi muito legal, Papai. Eu brinquei com meus brinquedos e tivemos uma aventura muito legal! Ai no meio da aventura eu vi o homem alto, Papai! Ele me disse que tem grandes planos pra quando eu for mais velho e me deu uma rosa vermelha sem espinhos! Ele é diferente mas é muito legal, Papai! — Dizia enquanto mostrava a rosa vermelha para seu pai.
– Que legal, Jeff. Que bom que você se divertiu.
Colocou o filho no chão e falou pra ele ir ver desenho com seu irmão. Jeff concordou e saiu da cozinha com a rosa em sua mão esquerda.
– Não se preocupe, querida, deve ser cansativo cuidar das crianças o dia todo, ao menos o Jeff sempre se distrai com seus brinquedos e sua imaginação. — Diz Peter abraçando Margaret.
– Tem razão. Tenho estado com muita dor de cabeça e cansaço esse mês, vou marcar uma consulta. Apesar de achar que é só estresse, seria bom ter algum remédio pra me ajudar.
Margaret e Peter se beijam e começam a conversar sobre o serviço de Peter, enquanto Liu e Jeff assistem desenho.
Jeff olha para a rosa e sorri.
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