Interativa - World of Raven
24 The True Enemies
Notas iniciais
— Acorde. – Duas vozes foram ouvidas na cabeça de duas pessoas ali. Eles abriram os olhos.
* * *
Lá estavam os oito lutadores. Caídos sem forças para lutar mais, todos no chão ensanguentados e o monstro acima deles forte ainda.
— Então é assim que termina...? – Ariel arrumou forças ainda para falar, incrédulo que morreriam para uma Sombra.
— Acorde. – Vincent e Shyuri ouviram as vozes. Ele de seus pais e ela de seu avô. – O poder dos Magos dentro de você está pronto para ser usado.
O que aconteceu naquele momento ninguém acreditaria se contado. Ambos olhos de Shyuri e Vincent escureceram até ficarem completamente negros, e seus rostos foram tomados por marcas vermelhas.
Todos os outros caídos ali estavam observando o que aconteceria em seguida. Com um grito de dor, um raio caiu do céu limpo e claro sobre Shyuri. Eletricidade completamente destrutiva arrasou e queimou o chão abaixo dela, enquanto seu corpo absorveu toda aquela energia. Uma espada de energia se formou em sua mão, um escudo na outra. Não eram físicos, apenas pura eletricidade.
De Vincent com o mesmo grito uma onda enorme de energia verde foi liberada, tudo ao redor queimou. As plantas apodreceram e caíram, as aguas ficaram sujas mas seus aliados não foram atingidos. Sua espada reluziu com aquela energia e seu corpo brilhou.
Os dois avançaram ao mesmo tempo. Cada passo de Shyuri deixava uma marca de queimado no solo agora cinzento, ela fez um impulso elétrico aparecer em seus pés e saltou com toda força contra a Sombra. Atacou com o próprio escudo, atingindo a criatura na lateral como um raio, derrubando ela com força para o lado. Vincent se aproximou da criatura caída e colocou as mãos sobre ela, um brilho verde se tornou escuro, e o monstro simplesmente explodiu em cinzas. Estava morto.
Shyuri caiu inerte no chão, a energia fugiu de seu corpo e ela perdeu o equilíbrio. Vincent caiu de joelhos se apoiando com as duas mãos no chão. Ofegante e completamente sem saber o que havia acontecido. Seus olhos e rosto estavam de volta ao normal.
* * *
— Acordou? – Viktor estava sentado ao lado de Vincent, este deitado no chão abriu os olhos dolorosamente. Sentia como se seu corpo tivesse sido esmagado.
Vincent não disse nada, apenas respirou fundo como se sentisse falta daquele ar.
— Shyuri também. – Grimoir falou, estava um pouco distante.
— O que aconteceu? – Vincent finalmente perguntou, tentou se levantar mas uma dor de cabeça incrivelmente forte o obrigou a ficar parado.
— Você fez algo lá atrás, pegamos vocês e fugimos.
— E onde estamos agora?
— Quase dois quilômetros eu acho, mas duvido que eles venham atrás da gente.
— Ei, você está... – Vincent estendeu a mão ao ver o corpo de Viktor cheio de marcas de sangue e arranhões enormes.
— Isso não é nada. Descanse. – Ele pegou a mão do jovem e colocou no lugar de onde saia. – Alias, peguei isso do Grimoir, antes que ele destruísse. – Viktor entregou o livro de Vincent de volta a ele, deixando sobre o peito dele.
Vincent estava sem forças para discordar, simplesmente colocou as mãos sobre o objeto, fechou os olhos e voltou a dormir.
— Você é chata acordada, mas dormindo é pior. – Grimoir falou para Shyuri e deu uma de suas risadas irônicas.
— Olha quem falando... – Ela tossiu um pouco, inclusive com uma quantia de sangue.
— Olha, volte a ser a bela adormecida e durma. – Grimoir pela primeira vez parecia ter dado um sorriso gentil.
— Quando eu acordar você me paga... – Shyuri foi perdendo as forças durante a frase e caiu no mesmo sono que Vincent.
— Então? Somos só nós dois por eles agora. – Viktor se levantou e olhou para a longa marca acinzentada que havia se tornado um pedaço da floresta que cercava a Grande Arvore.
— Não fale assim, o Vincent vai ficar com ciúmes. – Grimoir deu sua risada característica. – De qualquer forma, o que foi aquilo?
* * *
— Isso já foi longe demais, Aderick! – Ganor entrou sem cerimonias em uma sala de castelo, tinha uma enorme mesa com várias cadeiras ao redor. Lá estavam duas faces conhecidas. General Aderick Strauss, de Steel. E a Enoshima.
— Crise da meia idade? – Enoshima deu uma risada alta e mostrou a língua como se fosse uma criança.
— Calada. – Ganor passou por ela e disse apenas uma palavra. Sua aparência gentil mudou para uma completamente diferente, sombria e assustadora. – Quando concordamos em fazer isso ficou bem claro que não haveria nenhuma consequência para Greenleaf.
— Você não está entendendo. A Garra é aliada de Steel, não de Greenleaf. Você não líder de Greenleaf então não pode interceder por ela.
— Pois você bem sabe que eu poderia matar vocês quatro aqui e agora. – Mais uma vez Ganor pareceu uma pessoa completamente estranha a anterior. – Apareça, bruxa.
Uma risada maléfica tomou conta do ambiente e uma névoa densa a acompanhou. Uma figura surgiu no meio do ambiente. Uma mulher de cabelos brancos e lisos ficou visível depois da nevoa se dissipar. Ela usava um longo vestido branco rasgado em vários pontos na base, onde tinha uma coloração vermelha. Por cima uma capa roxa também rasgada em vários pedaços. Correntes se enrolavam em seu corpo. Um colar de pentagrama ficava sobre as amarras. Seus olhos eram de uma cor vermelha apagada.
— Você é tão mal comigo Ganor... – Ela estendeu suas palavras, deixando a frase “Tãooooo mal comigoooo”. Deu uma risada curta e baixa. – Somos as forças do mal, os magos de verdade. Mas infelizmente precisamos deles...
— Eu nem conheço os Magos antigos mas já os odeio. Dividir o poder entre bem e mal, que coisa mais cliché! – Enoshima fez um tom de indignação em sua frase.
— O pior é que temos que mata-los com nossas próprias mãos se quisermos usar os poderes. – Aderick continuou a conversa. – E depois que eles despertarem. Shyuri, Vincent, Hyemi e quem será o quarto?
— Que diferença faz? Vamos simplesmente matar ele e fim. Vou adorar brincar com esse Vincent. – A quarta pessoa finalmente se manifestou. Era um homem de trinta e sete anos, com o cabelo escuro e curto e uma barba da mesma cor. Usava um sobretudo negro. Seus olhos eram castanho-escuros.
O ar ficou pesado, Ganor e o homem se olharam com raiva visível em seus olhos. Os outros membros também sentiram a tensão.
— Foi você, não foi Crowley? – Ganor avançou na direção dele caminhando com uma postura agressiva.
— E se fui? Ora, e não é como se um passarinho fosse destruir aquele... Seu reino. – Crowley não parecia temer Ganor como os outros, pelo contrário, soava desafiador.
— Nem poderia ser ele. A única pessoa que tem uma moonstone ainda é você Ganor. – A bruxa falou, caminhava graciosamente pelo salão. – Porque não nos entregou ela.
— Esses pedaços da lua... Eu quero tocar, alguém me dá um? – Enoshima se intrometeu na conversa. – Eles controlam as Sombras, né...? Me fala Ultimecia! – Sua voz parecia mais irritante em lugares fechados.
— Tanto faz. Vamos carregar logo esse plano. Usar esse poder para matar os magos, juntar tudo com essas pedras e terminar de destruir a lua de uma vez. Seremos os verdadeiros reis supremos desse mundo. – Aderick interrompeu a conversa amigável dos outros quatro.
— Se ao menos Steel fizesse seu trabalho direito, a lua já estaria aos pedaços, e todo poder estaria nas nossas mãos. – Crowley se sentou despreocupado na cadeira em que estava antes de se levantar para confrontar Ganor.
— Mas os poderes estariam divididos entre nós e os quatro. – Enoshima falou mostrando que ainda tinha cérebro, ao contrário do que os outros ali pensavam.
— O raio está quase pronto, então vamos dar um jeito logo nesses idiotas e acelerar tudo. – Aderick manteve sua postura séria.
— Hm, hm, o mundo será nosso. – Ultimecia girou no ar com uma risada alta e aguda.
Fale com o autor