Notas iniciais
E então povo? Tenho uma notícia bem tragica pra vocês. Meu computador ferrou e simplesmente não funciona mais. Mas não se desesperem, eu tenho tudo salvo online. Só não sei quando meu computador volta, vou tentar escrever pelo celular como estou fazendo agora, mas pode demorar um pouco pra eu recuperar o jeito. E também mais uma coisa, esse capítulo era pra ser de Steel, mas houve uma confusão aqui com os arquivos e tudo mais, então espero que entendam. Teremos Steel em dobro nos próximos capítulos. Enfim, no mais tudo normal. Boa leitura.

Greenleaf era uma grande cidade verde fora da escola. Suas casas eram todas de madeira e tinham plantas por todo local, muitas delas eram feitas em arvores. As ruas eram estreitas e em sua maior parte de terra. Parecia um local sem nenhuma tecnologia de verdade, um lugar bem selvagem, visto que ao redor da cidade, uma densa floresta de pinheiros se erguia. E na entrada desta floresta estavam nossos competidores, prontos para seguir seu caminho até Steel.

— Porque você parece feliz de estar aqui? – Harley olhava para Vincent que parecia mesmo animado ao olhar para toda aquela floresta.

— Seus poderes me assustam. – Ele disse e o quase sorriso que surgia em seu rosto desapareceu.

— Não é isso que parece. – Ela apontou para ele e deu um pequeno sorriso.

— Não ouse apontar esse dedo pra mim, estou bem com minhas próprias emoções. – Ele estava com seu livro na mão, fazia alguma anotação sobre qualquer coisa que havia achado interessante.

— Te ensinaram a escrever, é? – Grimoir estava de volta com seu sorriso cínico, não poderia perder a chance de fazer uma piada. Vincent o olhou indiferente.

— Vocês dois. – Ariel fez um gesto engraçado de beijo com as mãos que fez todos que estavam ali rirem. Exceto Vincent e Grimoir. Ágda mal sorriu, mas parecia alegre também. – Mas chega de namoros, temos um longo caminho até atravessar essa floresta.

Ariel rapidamente assumiu a posição de líder na frente de todos enquanto o resto o acompanhava. Greenleaf era um bom reino e tudo mais, mas as pessoas que não eram dali sentiam falta das aeronaves e outros meios de transporte bem mais rápidos. Ágda estava quieta enquanto os outros jovens conversavam em um tom alto e animado. Refletia tudo que havia lido no dia anterior e preferia pensar nisso agora do que quando estivesse lá em Steel. Poderia compartilhar isso com Harley mas não ali, então esperaria um pouco mais para falar com alguém sobre isso tudo. Grimoir estava com suas piadas e tentativas casuais de rebaixar os outros, mas ele não parecia ter aquela mesma emoção negativa de sempre quando fazia isso. Dessa vez ele parecia estar apenas brincando enquanto falava.

Já era quase meio dia quando eles pararam em uma larga clareira na floresta. Parecia ser como um oásis de uma floresta, era uma planície de grama verde e ensolarada, um lago de agua azul clara e completamente pura se estendia no centro do lugar. Era uma paisagem que parecia totalmente o oposto da floresta escura ao redor.

Ariel deu a ordem para todos pararem enquanto se sentavam em pedras ou no próprio chão.

— A gente vai mesmo fazer isso? – Vincent terminou de ler algo em seu caderno e o fechou, em seguida apontou os dois braços para o chão.

— Vamos, vai ser legal. – Harley fechou os olhos e se concentrou nas emoções de Vincent.

Primeiro o deixou calmo, ele fechou os olhos e respirou fundo. Então Harley deu uma dose controlada de felicidade a ele. Seus braços foram envoltos por uma energia verde enquanto uma arvore crescia do chão em grande velocidade. Os braços de Vincent subiam junto com a arvore, que se estendeu por quase três metros de altura. Os frutos vermelhos da arvore apareceram tão rapidamente quanto a própria planta, e em menos de um minuto ela estava cheia de maçãs. Ariel e Ágda observavam aquilo um tanto maravilhados disfarçadamente. Grimoir mantinha sua expressão cínica.

— Não foi tão ruim, foi? – Harley abriu os olhos e olhou o que os dois acabaram de fazer.

— Vai servir. – Vincent sorriu satisfeito com seu trabalho e fez outra anotação em seu caderno enquanto seus parceiros se reuniam ao redor da arvore.

— Que desperdício... – Grimoir sussurrou para si mesmo. Infelizmente era humano, e precisaria comer o que havia ali.

* * *

Um pouco afastado o grupo Grimoir olhava seu reflexo na água. Seu corpo mostrava os sinais do uso de seus poderes frequentemente. Tinha a pele extremamente clara e os olhos escuros. Era uma característica comum a todos Condutores de luz, e isso o fazia desprezar ainda mais seu poder. Não se sentia especial por tê-lo. Se sentia comum, sem nada que se destacasse. Não podia fazer coisas extraordinárias com seu poder, o máximo que conseguiria era ficar invisível, e teria que aperfeiçoar muito suas habilidades para poder fazer isso. Pessoas como a Harley ou o Vincent tinham poderes incríveis, poderes que ele usaria para ajudar suas irmãs e sua mãe, e não para criar plantas sem sentido algum. Mas por alguma circunstância maior, ele acabou como um mero Condutor de luz.

Enquanto estava sentado, Ágda se aproximou com uma das maçãs em sua mão. Sentou a alguns metros de Grimoir e mordeu um pedaço.

— Está tudo bem? – Ela não se sentia exatamente mal pelo que disse no outro dia, mas havia percebido que fora um pouco agressiva com Grimoir.

Grimoir a respondeu com um olhar de “é da sua conta?”.

— Olha, eu sei que exagerei ontem. Mas era necessário para tirar umas conclusões. – Não pediria desculpas, e se Grimoir quisesse ficar de mal, ela estava indiferente.

Dessa vez Grimoir simplesmente a ignorou.

— Espero que sua família melhore. – Ela falou e se levantou, pronta para deixar o local.

— Como sabe disso? – Grimoir se levantou rapidamente e se segurou para não gritar.

Os outros integrantes do grupo estavam afastados.

— Não é tão difícil perceber se olhar um pouco pra você. – Grimoir baixou a cabeça, sem dizer nada. – Eu só queria te ajudar. Sei o que passa com seus poderes por não poder ajuda-los. Mas não pode deixar isso te atrapalhar.

Grimoir permaneceu em silencio e de cabeça baixa. Nenhum dos dois falou nada por um tempo. Talvez ela realmente entendesse, ou não. Nunca saberia.

* * *

Após a longa viagem em um veículo quando saíram da floresta, Steel se erguia ao horizonte. As planícies verdes e cheias de grama davam espaço as ruas de pedra e a terra clara que cercava a grande barreira de metal reluzente. Eram quase sete da noite mas o sol ainda brilhava forte oposto a lua partida que se levantava.

Algumas estrelas começaram a surgir também, com um brilho fraco. Tudo aquilo era refletido pelo metal da barreira, que estava livre de monstros naquele momento. Quando o veículo se aproximou dos portões, eles se abriram revelando a cidade da Terra do Aço.

A cidade realmente fazia jus a sua fama, todos olhavam maravilhados as luzes e as cores da cidade que brilhava mais a noite que de dia, com exceção de Ariel, que simplesmente fechou os olhos e recostou sua cabeça no banco de seu veículo.

Notas finais
E então? O que acharam? Espero que tenham gostado. Mais um capítulo parado, mas prometo que eles estão acabando :v Sobre aquele capítulo especial, ainda está de pé. Mas como poucas pessoas comentaram no capítulo anterior (3) e cada uma escolheu um personagem diferent, espero dos cinco que faltam nesse capítulo. Ganor, Grimoir e Mabel são as opções. É isso, vejo vocês nos comentários. Até mais.