Notas iniciais
Entãaaaaao amores? Tudo bem? Estava super ansioso pra postar esse capítulo pois simplesmente amei duas cenas que eu tava super ansioso pra escrever kkjk ALERTA DE VIADAGEM PULA PRO MEIO SE VC N GOSTA VLW FLW BOA LEITURA

Vincent estava olhando o céu, deitado no chão de grama. Era cedo ainda e ele estava um pouco longe do grupo, o sol já havia nascido mas não estava alto ainda. Estava com a cabeça apoiada em seus braços cruzados atrás dela.

— Eventualmente tudo se acerta. – Ele falou sozinho e fechou os olhos. Ainda estava um pouco confuso com as coisas que aconteceram dias antes, mas estava calmo e isso não era surpresa para ele. Sempre teve que se manter sob controle, agora que tinha esses poderes muito mais. Sabia que perder o controle tinha um preço caro.

— Oi. – Viktor disse de um jeito um pouco estranho, meio “bruto”. Estava em pé na frente de Vincent que se sentou no chão mesmo. – Eu vim... – Ele procurava alguma palavra para não soar estranho o que queria dizer mas simplesmente não achava.

— Terminar aquilo? – Vincent quase riu ao ver um relance de vergonha no rosto de Viktor, deu um pequeno sorriso. – Deixa eu te contar uma coisa. – O jovem chamou Viktor para mais perto e ele veio.

— O que foi... – Ele se abaixou para ouvir o que Vincent queria dizer, mas para sua surpresa ele passou o braço por trás de seu pescoço e o puxou com força, fazendo seu corpo pesado cair por cima dele. Os dois se olharam por um momento e até Viktor sem perceber deu uma risada, e então se beijaram.

* * *

— Sentiu isso? – Uma curta onda de energia verde se espalhou pelo ambiente, Shyuri havia percebido rapidamente a alteração no ar. Parecia mais “vivo”.

— Isso é coisa do selvagem lá, o que ele tá fazendo agora? – Grimoir estava se levantando ainda, mas pode sentir a energia.

Os dois se colocaram a caminhar na direção que Shyuri indicava, a energia era bem fraca mas se intensificava aos poucos ao passo que se aproximavam.

— O que é isso que eu estou vendo? – A garota colocou as mãos na testa para ver melhor o que achava que via.

— Os dois gays se beijando lá. E olha, cheio de flores e pássaros ao redor graças ao poder do Vincent. – Grimoir enxergava bem mesmo daquela distância. Finalmente, né.

— Mas não é uma coisa fofa, olha lá! O braço do Viktor na cintura do menino, isso é fofo demais...

— E olha, melhor a gente interromper, porque a mão do Vincent está bem mais pra baixo que a cintura do Viktor e provavelmente eles vão começar a transar ali mesmo. – Shyuri olhou horrorizada para Grimoir enquanto ele ria. – Vocês dois ai! Deixem pra fazer essas indecências em lugares fechados!

Os dois olharam surpresos para Grimoir gritando com eles, Viktor rolou de cima de Vincent e se levantou, não estava exatamente com vergonha, mas achou que não deveria continuar.

— Você é horrível. – Shyuri balançava negativamente a cabeça e olhava para Grimoir, ele deu de ombros despreocupado.

— Olha lá, ele tá caminhando todo errado. – Grimoir quase gritava rindo enquanto apontava para Viktor e Vincent, Shyuri continuava olhando horrorizada para ele. – O que foi? Essa é a verdade sobre dois homens se beijando.

— E como você sabe tanto? – Ela fez uma cara levemente sugestiva sobre os conhecimentos de Grimoir.

— O que? Eu nunca...

— Sei, sei. Claro que não. – Ela falou sarcástica e agora Grimoir que estava irritado enquanto ela ria.

* * *

— Estamos quase lá. – Ariel havia parado o grupo mais uma vez, estava tarde já e quase anoitecendo. Ele suspirou enquanto se atirava no chão sem nem saber com o que pensar. Já havia até esquecido de seu pai e o assassinato de sua mãe que tinha para resolver, parecia tudo tão fora do lugar agora.

— Ora se não é nosso líder observando as estrelas. – Anny havia visto ele ao longe sentado no chão, e se sentou ali para conversar com ele.

— Sabe como é ótimo parar pra pensar nas coisas as vezes... – Ele parecia bem distraído, como se mal falasse com ela.

— Ouvir isso de você certamente é uma surpresa. – Anny disse fazendo uma alusão ao comportamento explosivo de Ariel.

— Realmente, acho que é.

— E aquelas coisas com sua família, como estão?

— Você sabe, não deu em nada. Provavelmente eu nunca vou saber o que aconteceu de verdade com minha mãe.

— Bom, pelo menos você conheceu a sua. Eu nunca soube do meu pai, da minha mãe. Nem de ninguém. Fomos criados por desconhecidos que nos ensinaram a usar nossos poderes direitos. – Anny não ficava exatamente triste ao falar disso, mas sim desapontada.

— Não que isso seja uma coisa boa, meu pai praticamente me matou aquele dia. – Ariel estava ficando um pouco irritado ao se lembrar de algumas coisas.

— Não deixe isso te incomodar. Cedo ou tarde a gente descobre tudo. – Anny se jogou no chão e sorriu, tentava não se preocupar muito com essas coisas, afinal naquele momento aquilo só iria os atrasar.

* * *

Harley também estava sozinha naquele momento, simplesmente tentava dormir no chão de grama sem sucesso nenhum. Sua mente estava em outros lugares, podia sentir a carga emocional de todos ali e isso pesava nela mais ainda.

— O que você acha? – Ágda disse do nada, Harley nem sabia que ela estava lá, levou um pequeno susto ao ouvir a voz da mulher repentinamente.

— Meu deus. O que você... – Harley saltou e pegou sua espada, apontando ela para a direção de Ágda.

— Calma. Só vim conversar. – Ágda levantou as mãos sinalizando as boas intenções.

— Você podia ser mais sociável ao chegar. – Harley soltou a espada no chão e voltou a se sentar.

— Sim, eu sei. Então, o que me diz dessa situação toda? – Ela sentou na grama também.

— Nem sei direito o que achar. Por mim nem lutaríamos com eles, simplesmente não consigo mais acreditar que realmente são culpados de algo. – Ela disse olhando para cima, realmente estava confusa com tudo isso, como todos ali estavam, mas ainda seguiriam Ganor desta vez, não podiam jogar fora tudo que ele fez por todos eles antes, Ganor sabia o que estava fazendo.

* * *

— Você tem certeza que sabe o que está fazendo? – Ganor repousou em sua cadeira, seu cajado estava largado sobre a mesa. Suas mãos estavam em sua cabeça como um gesto de desespero.

— Não, Serena. Eu não sei mais de nada. Mas eu não posso deixar o que eles fizeram sem um julgamento! – Ganor deu um grito enquanto se levantava, atirando sua arma no chão. Seus olhos estavam cheios de lagrimas mas ele se recusava a chorar.

— Meu filho pode morrer lá! Deixamos ele sob seus cuidados! Você o viu crescer enquanto o protegia do mundo de fora, ele ainda tem o livro que você deu a ele!

—Vincent... Você, você não entende... Eles precisam dos poderes! Se não conseguirem sobreviver que esperança nós temos de um mundo de paz? – não havia ninguém na sala com Ganor mas ele continuava a gritar.

— E a que preço? Que tipo de paz precisa ser conquistada com a vida de jovens inocentes? Shyuri, Grimoir, Ariel, Viktor, Harley, Ágda, Vincent, Anny e todos os outros mais que vão ser pegos nisso?

— Não Eliara, isso tudo é necessário! É por nós, que chance temos contra a Garra se não fizermos isso?

— Você é um dos Magos! Acha que não tem poder pra enfrentar Crowley e os outros?

— Serena, e se der errado? E se eles me derrotarem? – Ganor se ajoelhou no chão, estava começando a chorar e havia parado de gritar.

— Você está com medo? Quando virou um covarde? Que deixa os outros morrerem por você? É isso que é agora?

— Eu não sou um covarde! Eu só não quero falhar com vocês... – Seu choro se intensificou agora, estava soluçando com a cabeça no chão.

— Então Ganor! Serena te amava pela sua coragem, pelo jeito que sempre fez tudo para proteger o que gostava, que não tinha medo do mundo. Você está falhando com nós ao deixar aqueles jovens irem para uma luta invencível. O Ganor que nós conhecemos passaria por cima de Steel para proteger aqueles que ama e seu reino.

— Eliara, eu... – Por fim ele gritou novamente sem saber o que falar. Bateu as mãos no chão repetidamente enquanto seu grito se prolongava, seus olhos já haviam ficado vermelhos. Ele não sabia dizer quanto tempo chorou, mal percebeu aquela noite passar, mas ao fim dela não ouvia mais vozes. – Já chega. É hora de agir.

Ele se levantou e limpou o rosto. O sol estava começando a aparecer atrás dos vales de Greenleaf. Pegou seu cajado do chão e saiu de sua sala batendo a porta e pisando com força, parecia determinado a fazer algo.

Notas finais
E entãaaaao? Estou adorando ver as teorias e ideias que alguns leitores me deram, fiquem a vontade, o que vocês acham que acontecerá com nosso velho safado traidor Ganor? E das lutas que estão por vir? Alguma morte que vocês estejam esperando, ou estejam querendo que aconteça? kkkk Enfim, enfim, vejo vocês nos comentários, bjo povo e até mais.